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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

O efeito em “alta frequência” ao presidente do Banco Central

Roberto Campos Neto diz que Banco Central não vai reagir a dados de alta frequência, como tem sido a inflação

Por Josette Goulart 14 set 2021, 15h11

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira, 14, em evento do BTG Pactual quis dar um recado de que não vai ficar aumentando juros com qualquer aumento de inflação, como o que ocorreu em agosto que registrou a maior alta para o mês em 21 anos. “Vamos levar a Selic aonde precisar, mas não vamos reagir sempre a dados de alta frequência”, disse ele. O mercado que já projeta que o Copom aumente a Selic em 1,25 ponto na próxima reunião não curtiu muito o discurso e entende que se o Banco Central não ajustar a velocidade da subida dos juros, correrá o risco de ter que aumentar a taxa a níveis mais altos do que o necessário e por mais tempo. Na prática, o mercado acredita que o discurso de Campos Neto só aumenta as expectativas de inflação. 

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