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Indústria de eletrônicos cobra governo por linha de crédito que nunca veio

Governo criou programa para blindar indústria após derrota na OMC, mas nunca deu condições para que empresas se financiassem

Por Machado da Costa Atualizado em 23 nov 2020, 17h04 - Publicado em 23 nov 2020, 16h59

A indústria de eletro-eletrônicos, representada pela associação do setor, a Abinee, fez uma cobrança ao governo no mínimo constrangedora. Há mais de seis meses, o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que instituiu o programa de apoio de desenvolvimento tecnológico da indústria de semicondutores, o Padis, que criava um crédito financeiro para que as empresas pudessem investir na produção desses itens. O problema é que este crédito nunca veio por falta de regulamentação. Então, a Abinee mandou uma carta, muito educada, obviamente, ao ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto perguntando por que o crédito, que foi criado como resposta à derrota do Brasil na Organização Mundial do Comércio, o que quebrou a proteção à indústria nacional, nunca veio.

Braga Netto, por sua vez, encaminhou a cobrança para que o Ministério da Economia resolva. Lá dentro, foi parar na Receita Federal. O motivo, não se sabe, uma vez que a Receita não faz empréstimos e nem cria linhas de crédito. Parece que vai demorar ainda para que o problema da indústria de semicondutores seja resolvido.

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