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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças

Governo Bolsonaro deve sucesso de leilão à Camargo e à Andrade Gutierrez

Empresas são acionistas da CCR, que levou concessões dos aeroportos com ágios que superaram 9.000%

Por Josette Goulart Atualizado em 7 abr 2021, 13h18 - Publicado em 7 abr 2021, 13h16

O tremendo sucesso do leilão de aeroportos do governo Bolsonaro se deve a dois nomes conhecidos dos brasileiros: Andrade Gutierrez e Camargo Correa. Principais acionistas da CCR, junto com o grupo Soares Penido, as empresas mostram que bateram a poeira da Lava Jato e autorizaram a CCR a dar ofertas agressivas para levar os lotes Sul e Centro-Oeste do leilão realizado nesta quarta-feira, 07. Os lances matadores não deram chance sequer para disputa em viva-voz. No lote Sul, que contempla os aeroportos de Curitiba e Foz do Iguaçu, a empresa ofereceu 2,12 bilhões de reais, o dobro do que a espanhola Aena ofereceu. No lote Centro-Oeste, que tem o aeroporto de Goiânia como âncora, a diferença foi ainda mais gritante. A CCR ofereceu 754 milhões de reais contra um lance de 40,3 milhões de reais do segundo colocado, o Consórcio Central Airports, liderado pela Necton Investimentos. Ou seja, 18,7 vezes maior.

E não é que os lances dos concorrentes que ficaram em segundo lugar foram baixos. Longe disso. O ágio oferecido pela Aena foi de 706% e o do Central Airports de 395%. Mas os lances da CCR em cima dos valores mínimos do governo tiveram ágios de 1.534% e  de 9.156%. Assim, pela pela primeira vez, uma única concessionária levou dois lotes de aeroportos em um único leilão do governo federal. A empresa já é dona da concessão do aeroporto de Belo Horizonte, no Brasil, que liga os blocos Sul e Central arrematados agora. 

Na bolsa de valores, os investidores por enquanto não estão avaliando muito bem os lances da CCR.  As ações registravam, às 13h, uma queda de 1,3%. 

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