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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Depois do Copom, hoje é dia de câmbio

Garde projeta dólar a 5,5 reais até o fim do ano, com pessimismo por conta do colapso generalizado da pandemia

Por Josette Goulart Atualizado em 18 mar 2021, 08h34 - Publicado em 18 mar 2021, 08h19

A decisão do Copom de aumentar o juro em 0,75 ponto era exatamente o que o mercado queria que o Banco Central fizesse, mas não achava que faria. Em tendo feito, todos hoje vão se voltar para como o dólar vai reagir. A expectativa é que caia, com investidor estrangeiro de curto prazo vindo aproveitar juro mais alto no Brasil. A dúvida é quanto tempo vai manter a queda. Uma hora? Um dia? Uma semana? Um mês? “Seria um sinal bem ruim se não caísse hoje com o BC subindo mais que o esperado”, diz Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos. “Evidentemente também depende de como vai estar o mercado lá fora”.  Daniel Weeks, economista-chefe da Garde, outra gestora de recursos, traça um cenário pessimista, mesmo com a alta dos juros. Ele projeta que o ano vai terminar com o dólar valendo 5,50 reais, ou seja, o que valia ontem e mais do que a projeção média do mercado que é 5,30 reais. Seu pessimismo é por conta da questão fiscal. “A PEC aprovada foi um avanço, mas o maior risco em nosso cenário é a pandemia, pois esse colapso generalizado dos sistemas de saúde nos estados vai gerar demanda por mais recursos fiscais.” 

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