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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Denúncias de propinas, demissão no Ministério da Saúde, superimpeachment

VEJA Mercado: investidores parecem não reagir às más notícias contra o governo; dia hoje é de venda da BR Distribuidora e dados de emprego

Por Josette Goulart Atualizado em 30 jun 2021, 10h53 - Publicado em 30 jun 2021, 08h32

VEJA Mercado Abertura, 30 de junho

O dia hoje está marcado para a entrega de um superpedido de impeachment contra Bolsonaro que vai reunir todas as acusações já feita em outros pedidos. Denúncias de propinas levaram à demissão de diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Dias teria ligação com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP), que por sua vez nega que tenha indicado o diretor ao cargo. Mas todas essas notícias podem nem balançar de leve o mercado. A economista Zeina Latif, em artigo no jornal O Globo, acredita que o mercado financeiro virou a página do governo Bolsonaro e por isso já não reage mais negativamente ao noticiário político que envolve o governo. O que explicaria inclusive o dólar abaixo de 5 reais. “Se hoje contemporiza as más notícias para o presidente é porque enxerga a exaustão do governo”, diz a economista. Além disso, não existe expectativa efetiva de que o presidente da Câmara, Arthur Lira, paute um processo de impeachment. Bolsonaro ainda tem base no Congresso.

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Na parte de economia, o mercado hoje estará atendo aos dados de emprego no Brasil e Estados Unidos e ao comportamento das bolsas internacionais que seguem reagindo ao avanço da variante delta da Covid-19.

Nos fatos relevantes, destaque para a aquisição da Elizabeth Cimentos pela CSN em um negócio de 1 bilhão de reais.  Outro fato importante do dia é a venda de ações da BR Distribuidora pela Petrobras, que puxa a fila das ofertas de ações do mês de julho, que não são poucas. A expectativa é que BR movimente 11,5 bilhões de reais.

Vale destacar ainda o anúncio da CCR de que finalmente fechou acordo com o governo do estado de São Paulo para encerrar uma série de processos judiciais sobre reequilíbrio financeiro. A CCR concordou em pagar 1,2 bilhão de reais por meio da AutoBan, ViaOeste e SPVias.

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