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Como a China está aproveitando a guarda baixa de Bolsonaro e Ernesto

Enquanto o governo pede celeridade para liberação de insumos, embaixador aproveita para tocar agenda chinesa no Brasil

Por Machado da Costa 21 jan 2021, 10h29

O governo brasileiro foi obrigado a beijar a mão das autoridades chinesas. A necessidade de pedir a Pequim para facilitar o envio de insumos para a fabricação de vacinas no Brasil fez o presidente Jair Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo baixarem a guarda, apesar de suas posições ideológicas contrárias à China. Agora, o país comandado por Xi Jinping tem aproveitado para tocar suas agendas prioritárias.

Nesta quarta-feira, 20, por exemplo, o embaixador Yang Wanming se reuniu com duas autoridades brasileiras, a ministra Tereza Cristina (agricultura) e o ministro Fábio Faria (Comunicações). Com Fábio, reafirmou o interesse chinês de participar do leilão de 5G, previsto para acontecer este ano. A Huawei, expoente chinês no setor, viveu os últimos anos às turras com o governo americano de Donald Trump e, por consequência do alinhamento automático do Brasil, pode ser excluída do certame.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

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