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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bolsonaro e Paulo Guedes: na saúde e na doença

Presidente e ministro fazem coletiva para dizer que Guedes fica e que não haverá furo no teto

Por Josette Goulart, Diego Gimenes Atualizado em 22 out 2021, 15h39 - Publicado em 22 out 2021, 15h35

O presidente Jair Bolsonaro foi até o ministério da Economia renovar os votos de casamento com Paulo Guedes. Em meio ao desgaste do ministro com a mudança do teto de gastos para abrigar o Bolsa Família turbinado e a debandada da sua equipe, poderosos ministros do Planalto diziam mais cedo que Guedes só sairia se dissesse estar cansado porque a decisão ainda é ter alguém com selo de liberal no governo. O mercado financeiro está estressado e não sabe mais se acredita mais neste selo. E os boatos de que Guedes teria pedido demissão estavam fortes, fazendo a bolsa desabar e o dólar disparar. Foi assim que Bolsonaro e Guedes resolveram fazer uma coletiva juntos, para mostrar que estão renovando seus votos. Na saúde e na doença. Bolsonaro, para agradar o ministro, disse resumidamente que não vai furar o teto, não vai fazer loucura, não vai colocar a economia em risco, não vai interferir nos combustíveis. Paulo Guedes disse que o  barulho criado faz achar que existe briga entre a parte política e econômica e que os secretários que saíram eram jovens e não queriam sair de limites técnicos. Mas que não dá para ser 10 no fiscal e 0 no plano social. “O Auxílio Brasil não abala os fundamentos fiscais do governo”, disse Guedes. E para agradar o presidente , Guedes disse que a verdade libertará. 

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