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BofA vê mais sinergias de negócios para fusão entre Totvs e Linx

Fusão entre Totvs e Linx poderia ter um valor presente líquido de até R$ 3,8 bilhões; a Stone, no entanto, ainda é favorita no certame

Por Machado da Costa, Felipe Mendes - Atualizado em 25 set 2020, 17h48 - Publicado em 25 set 2020, 17h40

O Bank of America (BofA) publicou nesta sexta-feira, 25, o relatório que os executivos da Totvs pediram aos céus. Segundo a análise, as sinergias de uma possível junção de negócios para a aquisição da Linx seria maior em relação à Stone, competidora no certame. No caso, Totvs e Linx juntas poderiam ter um valor presente líquido de até R$ 3,8 bilhões. “Se os acionistas da Linx aceitarem a oferta da Totvs e não a da Stone, estimamos que 40% dessas sinergias seriam pagas diretamente a eles, enquanto os outros 60% (10% do valor de mercado combinado) seriam divididos entre os acionistas das duas empresas”, diz trecho do relatório. As sinergias de uma eventual fusão entre Totvs e Linx podem adicionar de 5% a 10% ao faturamento combinado das empresas. No caso de aceite para proposta da Stone, o acréscimo seria menor: entre 2% e 3%.

O BofA diz que isso sugere que a oferta da Totvs pela Linx é 8% superior ao que está implícito hoje, considerando a combinação de papéis (82% da oferta) e caixa (18%). Além disso, acredita-se que a fusão entre as empresas não enfrentaria grande resistência pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Embora a Totvs tenha alguns clientes de varejo, sua exposição é complementar à da Linx. Isso era, aparentemente, um dos empecilhos na negociação. “A exposição da Linx no varejo é maior, mas não há grande sobreposição com a Totvs, pois seus [clientes] são principalmente postos de gasolina, moda, farmácias, fast food, home centers e concessionárias de automóveis. Sendo assim, não esperamos grande resistência do Cade para a aprovação”, diz. Outro empecilho, lembrado no relatório, é a predileção por parte dos controladores da Linx em negociar com a Stone. Por conta disso, a Totvs postergou a emissão do formulário de aquisição de ativos estrangeiros na comissão de valores mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês). Portanto, é incerto se os acionistas da Linx poderão deliberar sobre ambas as ofertas na mesma assembleia, já que a Stone está um passo à frente na disputa.

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