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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Bancos executam na Justiça R$ 1 bi em dívidas de acionista da Paranapanema

Mineração Buritirama, de João Araújo, enfrenta uma série de processos de execução e teve bens arrestados

Por Josette Goulart Atualizado em 23 jul 2021, 19h35 - Publicado em 23 jul 2021, 18h39

O empresário João Araújo que, por meio da Mineração Buritirama, é o maior acionista da Paranapanema, está enfrentando uma saraivada de ações de execuções judiciais de dívidas que juntas somam cerca de 1 bilhão de reais por conta dos seus negócios na Buritirama. Entre os maiores credores que foram cobrar a conta na Justiça estão os bancos Bradesco, Citibank Itaú Unibanco, Santander e Votorantim. Os casos estão nos mais diferentes estágios e já resultaram em bloqueio de contas, bloqueio de ações da Paranapanema, arresto de imóveis e automóveis.

O Itaú Unibanco, por exemplo, que tem uma ação de mais de 332 milhões de reais, conseguiu em primeira instância arrestar uma série de bens imóveis. O Santander tem três ações judiciais. Em uma delas, em que cobra uma dívida de 298 milhões de reais, o banco havia conseguindo bloquear contas bancárias e parte das ações da Paranapanema que pertencem ao grupo. Nesta quinta-feira, 22, o Tribunal de Justiça suspendeu o bloqueio das contas bancárias, mas manteve o bloqueio das ações. Já no caso do banco Votorantim, que cobra 36 milhões de reais, a última movimentação na Justiça mostra que eles estão negociando um acordo. Todos os casos ainda estão em fases de liminar e a empresa tenta negociar um acordo de stand still com todos os bancos e a base da negociação é um contrato de fornecimento fechado pela Buritirima com chineses e que vai lhe render uma receita de 400 milhões de dólares.

Os bancos partiram, nos últimos meses, para o ataque judicial alegando, em alguns casos, que João Araújo estaria dilapidando o patrimônio para não pagar as dívidas. Já a mineradora alega que a Buritirama é solvente, mas está apenas com descasamento temporário de fluxo de caixa, causado, entre outros motivos, pela pandemia da Covid19. A empresa também reforça que não demitiu funcionários durante a pandemia. O empresário não quis se manifestar.

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