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Murillo de Aragão Por Murillo de Aragão

Irã usa morte de general para público interno

Com o recente ataque e morte do general Qasem Suleimani, comandante da Guarda Revolucionária ganha força o discurso anti-americano

Por Murillo de Aragão - Atualizado em 7 jan 2020, 21h18 - Publicado em 7 jan 2020, 08h46

Em novembro passado, o Irã foi sacudido por inusitados protestos. O preço do combustível aumentou 50% e sua compra foi limitada a 60 litros por pessoa. Quem ultrapassasse o limite teria de pagar um preço 300% mais alto. Foi o suficiente para deflagrar inusitados protestos contra a ditadura religiosa que controla o país.

Nos protestos foram incendiados postos de combustível, agências de bancos e repartições públicas. A internet foi bloqueada e oposicionistas ao regime foram presos. Estima-se que entre 1.000 e 4.000 pessoas foram detidas na ocasião.

Com o recente ataque e morte do general Qasem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária, ganha força o discurso antiamericano, é retirado espaço dos oposicionistas ao regime e endurece-se a repressão interna.

Em tempo, Soleimani foi aquele que acusou as grandes potências de estimularem os protestos de novembro passado.

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