Estudo genético confirma associação da maconha com esquizofrenia

De acordo com um novo estudo, pessoas com risco genético aumentado para esquizofrenia são mais propensas a fumar maconha

Pesquisa publicada recentemente no periódico científico Psychological Medicine comprovou por meio de análises genéticas o que estudos anteriores já haviam sugerido de forma observacional: o consumo da maconha é particularmente perigoso para pessoas com propensão genética à esquizofrenia, mas, principalmente, que os esquizofrênicos tendem a usar mais a droga. 

Evidências genéticas

No novo estudo, pesquisadores da Escola de Psicologia Experimental da Universidade Bristol, no Reino Unido analisaram fatores genéticos que podem prever se uma pessoa é suscetível a usar cannabis e também sua suscetibilidade à esquizofrenia. Os resultados confirmaram que começar a fumar maconha pode sim aumentar o risco de esquizofrenia, mas, em especial, uma pessoa  que carrega genes associados à doença são mais propensas a se tornarem usuárias da droga e a fazer isso de forma abusiva.

Um das possíveis explicações para essa relação, segundo os autores, é que os fatores genéticos para a esquizofrenia são mais fortes do que aqueles para o uso da cannabis. Marcus Munafò, coautor do estudo, especula também que “certos comportamentos ou sintomas associados ao risco de esquizofrenia podem ser aliviados pelos efeitos da cannabis”. Em outras palavras, o consumo de cannabis pode ser uma espécie de automedicação nessas pessoas.

Outra possível explicação, segundo o especialista, é que “as pessoas com maior risco de esquizofrenia podem desfrutar mais dos efeitos psicológicos da cannabis. Há um consenso crescente de que o consumo de cannabis pode aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia. Nossos resultados apoiam isso, mas também sugerem que aqueles com maior risco de esquizofrenia podem ser mais propensos a experimentar cannabis”.

Maconha e esquizofrenia

Estudos anteriores já haviam mostrado que o consumo de maconha é mais comum em pessoas com psicose do que entre a população em geral e que, em muitos casos, esse hábito também pode aumentar o risco de sintomas psicóticos. O uso da droga já foi associado a sintomas do distúrbio, como paranoia e pensamentos delirantes, em até 40% dos usuários.

No início desse ano, de acordo com o site especializado Medical News Today, pesquisadores alertaram que pessoas jovens que usam cannabis poderiam aumentar seu risco de desenvolvimento de problemas psicóticos. Além disso, pessoas com esquizofrenia parecem ter uma maior chance de experimentar sintomas psicóticos ao usarem a droga. Entretanto, até o momento, esses resultados não foram considerados definitivos e especialistas pediram mais pesquisas.

THC versus CBD

Em relação ao papel da maconha em aumentar ou reduzir os sintomas de esquizofrenia, Munafò afirma que, embora sejam necessários mais estudos, pesquisas existentes sugerem que dois dos constituintes da cannabis, o tetrahidrocannabinol (THC) e o canabidiol (CBD), podem ser os responsáveis por esses efeitos contraditórios.

De acordo com o Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos (Nida, na sigla em inglês), enquanto a intoxicação por THC tem sido associada com experiências psicóticas transitórias, o CBD não desencadeia alterações mentais e pode ter potencial como uma medicação. Entretanto, a maconha “recreacional” tem um alto teor de THC e baixo de CBD, daí sua provável contribuição para o aumento de sintomas psicóticos em pessoas propensas à esquizofrenia.

Esquizofrenia

O distúrbio mental é caracterizado quando há perda de contato com a realidade, alucinações (audição de vozes), delírios, pensamentos desordenados, índice reduzido de emoções e alterações nos desempenhos sociais e de trabalho. A esquizofrenia afeta cerca de 1% da população mundial. O tratamento é feito com uso de remédios antipsicóticos, reabilitação e psicoterapia.

Comentários

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  1. Robson La Luna Di Cola

    Nunca vi tanto maconheiro palpitando nesta página. Estamos perdidos…

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  2. Cecilia Almada

    Notícia mal escrita, confusa e título tendencioso.

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  3. Maconheiros e drogados em geral nunca serão honestos com os fatos, exatamente porque o cérebro já dependente vai fazer de tudo para convencer a sociedade que usar a tal droga até seria melhor que beber água.
    Já está provado que o uso da maconha antes de dirigir altera o tempo de resposta da reação dos reflexos no mesmo nível de um alcoolizado. Países desenvolvidos já estudam meios de criarem um medidor de nível de químicos da maconha para penalizar essas pessoas de dirigirem, pois são grave risco de produzirem acidentes, o mesmo nível de risco de quem tomou álcool antes de dirigir.
    Quantas mortes já foram ocasionadas por drogados no volante? Incontáveis, mas não há ainda estatística disso porque não se sabia da relação do uso da maconha com diminuição de reflexos no volante.

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  4. Assim como um alcoolizado ou um fumante nunca vai aceitar conscientemente que tem um problema, nunca vai aconselhar ninguém a evitar o consumo, nunca vai valorizar as pesquisas que provam que a dependência que eles têm gera um monte de problemas para eles, à família e à sociedade, o maconheiro ou usuário de qualquer outra droga ilegal também tem esse comportamento, o de “avestruz”: esconder a realidade dos fatos como mecanismo de defesa de um cérebro que é dependente e vai fazer de tudo para ter liberdade para usar alguma droga, até mentir ou se fazer de ignorante dos fatos.
    Isso é a realidade.
    E isso significa que a opinião favorável ao uso da droga (sempre desonesta e mal intencionada) de um drogado ou dependente não vale coisa alguma.

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  5. Disse tudo, Fred!

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  6. Por exemplo, a questão da Holanda.
    Os drogados ficam todos assanhados iludindo a sociedade dizendo que as prisões estão fechando porque a droga foi descriminada. Quanta ingenuidade e ilusão.
    Há lá uma política de país rico desenvolvido para tratar seus problemas de forma racional e honesta.
    Os presos são preparados para voltar a vida ativa.
    A maior parte das pequenas penas é convertida em trabalhos sociais.
    Só 10% voltam a praticar crimes.
    Até os que cometeram crimes graves são tratados para terem mais uma chance.
    Os dependentes são fichados e levados a fazer obrigatoriamente tratamento médico e psiquiátrico.
    E aqui, que não tem nada de Holanda, os drogados querem a moleza de sempre, serem blindados de controle e de tratamento obrigatório.
    E os troux_s dos “caretas” pagando a conta, muitas vezes até com a vida.

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  7. Ricardo Gonçalves

    a legenda esta meio tendenciosa, pelo que eu li, pacientes com propensão a esquizofrenia tendem a consumir a droga, mas não revela que a maconha causa a esquizofrenia.

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