12/02/2012 - 10:07
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Comportamento

Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?

Especialistas em saúde infantil chamam a atenção para uma epidemia silenciosa que afeta a saúde mental das crianças que, ainda pequenas, precisam lidar com as pressões da sociedade moderna

Natalia Cuminale
Segundo especialias, as crianças estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas

Segundo especialias, as crianças estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas (ThinkStock)

Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil. Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.

De acordo com os resultados do estudo, os pais disseram que 22,7% das crianças apresentavam ansiedade; 25,9% tinham problemas de atenção e 21,7% problemas de comportamento. "No início do estudo, esperava encontrar queixas como asma, mas não ansiedade", diz Ana. Apenas 8% tinham problemas respiratórios e 6,9% eram portadoras de asma. O estudo foi concluído em 2005, mas Ana Maria acredita que se a pesquisa fosse feita hoje, "os níveis de ansiedade e de problemas de comportamento certamente seriam ainda mais altos."

Mais do que infelizes, as crianças brasileiras também estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas. "Elas estão desconfortáveis com a infância. Esse desconforto aparece de várias formas: como irritabilidade, desatenção, tristeza e falta de ânimo. Muitas vezes, é um comportamento incomum em relação à idade delas", diz Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Saul Cypel, membro do departamento de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, traz dados preocupantes: "A impressão que eu tenho é a de que o número de crianças com queixas comportamentais cresceu muito nesses últimos dez anos." Neste período, segundo Cypel, houve uma transformação do perfil da clínica: se antes as queixas sobre o comportamento infantil correspondiam a 20% dos pacientes, agora são responsáveis por 85% do total de seu consultório de neurologia.

Com uma agenda recheada de atividades extracurriculares, que vão desde aulas de idiomas como inglês e mandarim até as aulas clássicas como balé e futebol, as crianças estão sem tempo para se divertir e descansar, acreditam os médicos. Segundo Cypel, a antecipação de atividades para as quais o indivíduo não está preparado pode desencadear o stress tóxico, que ocorre quando há uma estimulação constante do sistema de resposta ao stress (veja quadro abaixo), trazendo prejuízos futuros para as crianças.

"A família introduz uma série de treinamentos, atividades e línguas novas. Na medida em que a criança não consegue dar conta disso, a sensação de fracasso se torna frequente", explica Cypel. "Com o stress tóxico, ao invés de favorecer o desenvolvimento da criança, os pais acabam limitando-a e desmotivando-a." Entre as consequências diretas estão a diminuição da autoestima, alterações alimentares (excesso ou falta de apetite), problemas de sono e apatia.
No início deste ano, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que chama a atenção para as evidências de impactos negativos do stress tóxico, com prejuízos posteriores para a aprendizagem, comportamento, desenvolvimento físico e mental. O relatório também sugere que parte dos problemas mentais que ocorrem nos adultos devem ser vistas como transtornos de desenvolvimento que tiveram início na infância.

Ana Maria Escobar acrescenta que a exposição à realidade violenta do Brasil também pode contribuir para uma sensação de ansiedade nas crianças. "Antes, raramente uma criança ouvia falar de um ato de violência. Hoje, elas ficam mais confinadas e têm medo de assaltos e sequestros. Isso com certeza provoca maior stress e ansiedade, além de maior possibilidade de se sentir infeliz, principalmente entre aquelas que vivem nas grandes cidades brasileiras", diz..

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Sinais — O problema é agravado pelo fato de que muitos pais demoram a perceber o que se passa com seus filhos. "Eles acham que o comportamento das crianças é normal", diz Ana Maria Escobar. Além disso, a dificuldade em administrar o tempo que dedicam à vida profissional e aos filhos muitas vezes impede que os pais percebam os sinais de que algo está errado.

"Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos. Mas é preciso se questionar: quanto tempo eu passo com meus filhos? Quem são as pessoas que estão criando eles?", afirma o psiquiatra Francisco Assumpção, da Sociedade Brasileira de Psiquiatria.

Essa é uma preocupação constante na vida da publicitária Flora*, que tem dois filhos, Cecília* e Celso*, de 7 e 9 anos, respectivamente. As crianças, que estudam em período integral na escola, têm uma rotina bastante atribulada. Celso faz aula de inglês, futebol, tênis e deve começar a aprender uma luta neste ano. Cecília também faz inglês, natação e deve começar a praticar ginástica olímpica. "Primeiro, experimentamos uma aula de inglês uma vez por semana, depois colocamos os dois em um esporte", afirma. "Tem que sentir muito como a criança está lidando com isso. Observar o comportamento para ver se ela está cansada e se o rendimento na escola começa a diminuir", diz. Flora se preocupou em contratar uma professora de inglês para que as crianças tivessem aulas em casa. Para ela, é melhor opção para evitar o stress desnecessário no trânsito.

Apesar da preocupação, Flora fez alterações na rotina de Cecília. A pequena começou a apresentar sinais de stress. Para descobrir o problema, Flora foi investigar com a filha e percebeu que a natação estava causando o problema. "Ela chorava muito e quando acordava dizia que não queria ir para a escola. Estava diferente do que ela é normalmente", disse. Flora tirou a filha da natação no ano passado, mas ela já pediu para voltar esse ano, segundo a mãe, que vai observar o desempenho da criança.

 

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Quando é depressão – De acordo com Ivete Gattás, da Unifesp, a depressão afeta 2% das crianças e até 5% dos adolescentes. Sabe-se ainda que a depressão na infância e na adolescência pode influenciar negativamente o desenvolvimento e o desempenho escolar, além de aumentar o risco de abuso de substâncias químicas e de suicídio.

Somente 50% dos adolescentes com depressão recebem o diagnóstico antes de se tornarem adultos. Gattás explica que o transtorno depressivo pode surgir a partir de vários fatores: predisposição genética e associação de fatores ambientais, que podem ser desencadeados pelo stress do dia a dia, sensação de vulnerabilidade, restrição ao desempenho da criança e sobrecarrega de atividades. (Veja a lista de sintomas). "Para caracterizar depressão, a criança deve apresentar mais de cinco sintomas, durante um mês", afirma Gattás.

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Terapia — Estudos já mostraram que a ansiedade durante a infância, se não contornada, pode se transformar em depressão durante a vida adulta. Por isso é necessário prevenir qualquer sintoma, mesmo que ele não seja o suficiente para o diagnóstico da depressão. (Veja como evitar o stress infantil.)

Carla*, de oito anos, começou a ter problemas aos cinco. Em seus desenhos, ela sempre aparecia chorando, enquanto suas amigas sorriam. “Ela é muito preocupada com a imagem que os outros têm dela. Se ela percebe que não corresponde ao que os outros esperam, ela se chateia muito”, diz a arquiteta Patrícia*, mãe de Carla.

“Tentamos conversar com ela, mas ela não revelava o que estava acontecendo. Descobri que as crianças na escola faziam um clubinho e que a Carla era sempre excluída”, diz Patrícia. O problema foi solucionado com a troca de sala. A pediatra de Carla indicou um especialista em saúde mental, para prevenir e ajudar a garota a entender a própria ansiedade. Há três anos, ela faz análise uma vez por semana. “Às vezes, ela me pergunta o que eu acho sobre determinado assunto e eu fico em dúvida sobre o que responder. E ela diz: ‘já sei, vou levar isso pra analista’”, conta a mãe.

Para Gattás, o pediatra deve ser treinado na área de saúde mental para diagnosticar problemas da infância e adolescência. “Ele acompanha a criança durante o crescimento e tem uma importância fundamental na orientação dos pais”, diz. “Se não houver uma mudança na forma como os pais lidam com seus filhos, vamos ver um aumento da frequência dos quadros psiquiátricos, mas transtornos de ansiedade e falta de perspectivas para as novas gerações”, diz Assumpção.

*Os nomes das mães e das crianças utilizados nesta reportagem foram trocados com o objetivo de preservar a privacidade dos personagens

As 'mães tigres' estão certas?

Com criação autoritária, crianças orientais não têm a oportunidade de errar

As filhas de Amy Chua, professora de Direito da Universidade de Yale e descendente de chineses, não podem dormir na casa das amigas ou ter um namorado. Elas também estão proibidas de assistir televisão ou de jogar videogame e sabem que vão receber castigos pesados se tirarem uma nota menor que 10 — a mãe abre uma generosa exceção para ginástica e atuação. Foi isso que escreveu Amy em um controverso artigo intitulado Por que as Mães Chinesas São Superiores publicado no início do ano passado na edição online do Wall Street Journal.

Amy é conhecida como o que se convencionou chamar de 'mães tigres', defensoras de um modelo de criação autoritário e punitivo. Depois do lançamento do livro Grito de Guerra da Mãe Tigre (Editora Intrinseca, tradução de Adalgisa Campos da Silva, 240 páginas, R$ 29,90), Amy participou de programas de TV nos Estados Unidos e foi capa da revista Time, onde defendeu seu modo de criar os filhos.

No livro, ela mostra que o perfeccionismo é regra. Incentivar resultados medíocres e se preocupar com a autoestima dos filhos são comportamentos totalmente fora do padrão de criação linha dura que ela considera ideal. Ela não hesita em chamar sua filha mais velha de "lixo". Amy obriga suas filhas a aprender piano ou violino. Certa vez, ela forçou a filha mais nova, de sete anos, a tocar piano sem intervalos para tomar água ou ir ao banheiro até que ela aprendesse a tocar determinada música.

A crença de que é preciso exigir muito para atingir o máximo do potencial costuma ser mais comum em culturas orientais, mas também pode acontecer entre jamaicanos, irlandeses ou americanos, segundo Amy. A única exigência para se encaixar no perfil de mãe tigre é ser exigente.

Pesquisas já mostraram que estudantes asiáticos que cursam o ensino médio passam mais tempo estudando e fazendo lições de casa do que os jovens de outras culturas. Toda essa cobrança, no entanto, pode apresentar resultados trágicos. A China está entre os dez países com as maiores taxas de suicídio do mundo, com 22 mortes por 100.000 pessoas. Lá, uma pessoa tenta tirar a própria vida a cada dois minutos, segundo dados do governo chinês.

Desiree Baolian Qin, que também é chinesa e professora do Departamento de Estudos do Desenvolvimento Humano e Familiar, da Universidade Estadual do Michigan, realizou um estudo mostrando que as crianças chinesas também precisam ser felizes. A pesquisa, publicada em janeiro deste ano no Journal of Adolescence, foi realizada com 487 estudantes.

Os resultados mostraram que os chineses tinham mais problemas com os pais com assuntos relacionados aos estudos do que os outros. Além disso, os estudantes chineses eram mais depressivos, ansiosos e apresentaram maior taxa de baixa autoestima do que os estudantes ocidentais. Bom para os estudos, o modelo autoritário não é benéfico para a saúde mental das crianças.

Comentários


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valdete s a p

eu tenho uma finha ela tem dez anos ela e muito queta estou preucopada ela nao sai de casa para nada so menti para a escola isso vem a contesendo deusde dairma te nacido sera que preciso levar ela no pisicologo

07.03.2012

elizete maria wolff da costa

Nossas crianças estão perdendo uma vida mais próxima da natureza e com a presença dos pais, são expostas a programas de televisão que insanos do ponto de vista moral e emocional, um ritmo de vida muito semelhante aos adultos cheios de compromisso da sociedade moderna.Não existe ainda uma consciência e uma cultura de infânci(..)

06.03.2012

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Daniela Gomes- Transludus

Pesquisas há muito expressam a importância do brincar ao desenvolvimento infantil e mais recentemente, ao desenvolvimento humano como um todo. Em nenhum momento o brincar foi mencionado como de importância à saúde da criança, nessa reportagem. É fundamental e vai muito além do "divertir-se".

05.03.2012

Rachel Araujo

Fui criada por avó e pai, no meu tempo eles não paravam para perguntar como foi o meu dia, os castigos eram duros e até levava uns cascudos, mas tenho a certeza de que tive uma infância muito boa pude brincar, correr na rua, tomar banho de mangueira e comer fruta do pé. Hoje em dia lamento por meu filho não poder fazer nada(..)

27.02.2012

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Tereza Cristina Coelho de Souza

Não podemos, nem devemos colocar a cabeça de velho no pescoço de uma criança. Deixemos a criança ser criança. Ela tem o resto da vida pra ser adulta. É quando criança que ela pode: correr, pular, gritar e até cair, com a supervisão dos PAIS. Com muito AMOR, CARINHO e PACIÊNCIA, esses ingredientes não têm efeito colateral e n(..)

20.02.2012

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Leandro

Fontana Disse tudo É a falta da família tradicional !!!

18.02.2012

fontana

A maior causa disso tudo é a extinção da FAMILIA TRADICIONAL. É só isto.Parem de criar Leis para libertinagem.

16.02.2012

MARLENE

Esta matéria seve de alerta para que pais muito ocupados com trabalho tirem mais tempo para dar atenção devida aos seus filhos, compartilhando com eles o lazer, os assuntos da escolas dos amiguinhos. Isso fará comque as crianças tenham autoestima e autoconfiança pelo fato de serem amadas na família que. dessa forma participa(..)

15.02.2012

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Walcyr de Sá

Acho que equilibrio e valores andam de mãos juntas numa educação,principalmente no sistema capitalista em que vivemos. A base sólida de uma família sempre esteve nos valores que passamos para nossos filhos. O mundo é mau é sim, o ser humano está cada vez mais individualista,claro que sim!!Mas devemos preparar os nossos filho(..)

15.02.2012

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Ester Ribeiro

O carinho, Amor e atençào dentro de casa, acho que é td. pra criança..... se sentir segura... e amada...

15.02.2012

andreia da silva ribeiro

Sou prof. de pré- escola e essa valiosa reportagem me ajudou muito.

14.02.2012

renata camurca

Meu filho tem 4 anos e desde os 2 frequenta a escola e ele nunca teve problemas mas ao mudá-lo esse ano de escola tenho reparado que ele está diferente e estes dias ele chora pra não ir porque não conhece ninguém e é burro( como uma criançinha pensa assim? será que são os coleguinhas novos? estou esperando a resposta da prof(..)

14.02.2012

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Adri

Muito bom!!!

13.02.2012

NEREU AUGUSTO TADEU DE GANTER PEPLOW

falta de lar.. falta de família.... o estado se metendo na vida de todo mundo.... a tecnologia.... ós bombardeios da mídia.... os shopping centers..... a violência generalizada.... a falta de perspectiva..... conflitos familiares.....

13.02.2012

marcelo

AMOR! Analisem esse sistema com base no amor. O QUE OS FILHOS MAIS PRECISAM DOS PAIS É O AMOR.

13.02.2012

Mario Cunha

Muita ladainha. Vejam se aqueles que cresceram no meio de guerras e imigraram para cá tiveram tempinho de sofrer de "stress". A criançada de hoje sofre de um problema: fraqueza. Pais fracos e permissivos geram filhos fracos. Simples assim.

13.02.2012

Cristiano

Um mundo sem comunismo é um mundo sem crianças tristes.

13.02.2012

anonimo

esqueceram de apontar o comportamento violento das crianças de hoje. MOtivo:"Muitos pais priorizam a profissão e terceirizam a criação dos filhos". Falta amor! Os pais só pensam em sovreviver e se esquecem de amar os filhos, com limites e dedicação.

13.02.2012

Sergio Carneiro

Os adultos jovens são extremamente cobrados para ter uma boa capacitação. Duas ou três línguas, conhecimento técnico ou acadêmico, cuidados com a saúde e o corpo e ... Tudo isso forçam os pais a essa situação de preparar seus filhos com a maior antecedência possível.

13.02.2012

Jamile Fernandes

Muito bom abordar este assunto ,mas gera uma polémica pois existe um paradoxo:enquanto alguns seguimento da sociedade incentivam os pais a aperfeiçoarem seus filhos para um mundo totalmente competitivo o mesmo segmento acusa de sobrecarrega-los. Como encontrar um equilibrio para isso? Pois se mais horas o dia tivesse mais at(..)

12.02.2012

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loreni Espinola

a nova sociedade esta entristecendo nossos pequenos,com muita tecnologia e informações muito rapidas,queremos o melhor para seu futuro que so vence quem esta melhor preparado,preparação requer muito deles e toda familia.

12.02.2012

Eunides da Cruz Ribeiro

Achei a reportagem sobre stress infantil muito interessante, tenho um neto de 2 anos e 04 meses que já está na wcola por meio período, mesmo tendo uma otíma e babá e vários coleguinhas para brincar no eu prédio ele foi colocado na escola, fico preocupada em saber se não está muito cedo para isto, pois ele tem que ser acorda(..)

12.02.2012

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Nilza Diniz Soares de Oliveira

Gostei da matéria,retratando a infelicidade infantil,idéia ou assunto ignorado pela maioria de pais e dos adultos, pensam,que é conversa de desocupados, já ouvi isso. As separações tb, tem contribuido para as tristezas e irritabililidade das crianças,a partir dessa faixa etária, 8 anos em diante,sem saber lidar, os pais estã(..)

12.02.2012

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Claudia Batista

Uma matéria extremamente necessária. VEJA parabéns por estar sempre à frente

12.02.2012

Nuni Miranda

Acho que deveria existir cursinho de pais, porque o individualismo dentro de casa, acaba gerando um sentimento de abandono na cabeça da cça, que evolui para a infelicidade. Cursos extracurriculares são benvindos na vida das cças que possuem pais verdadeiros; aqueles que cuidam, que amam e que sabem administrar muito bem o d(..)

12.02.2012

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Pedro

Criancinhas, não fiquem tristes. Depois piora.

12.02.2012

Heloisa

O livro dessa senhora e contraditorio com que ela prega,filha de chineses e nao fala mandarim,contratou professores para ensinar as filhas. Ou seja os proprios pais da autora nao foram tao tigres com ela,certamente ela planejou o livro antes de ter os filhos.Faca oque eu mando mas nao faca o que eu faco. Recebeu varias criti(..)

12.02.2012

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Tamires

Quando comecei a ler esta reportagem, lembrei imediatamente de uma outra lida anteriormente sobre as "Mães Tigres". Tal qual foi a minha surpresa quando vi exatamente este assunto no final da reportagem! Bom, eu acho o seguinte. Realmente o regime de criação de crianças orientais é super rígido. Porém, se esta certo ou não é(..)

12.02.2012

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Raiane

Realmente as crianças atuais estão cada dia mais infelizes e com indícios de depressão precoce. Tenho uma irmã de 13 anos e as demonstrações de infelicidade, ansiedade, irritabilidade são enormes. Fazer com que esse quadro mude não é fácil! A cada dia a modernidade vem chegando e trazendo também seus lados maléficos; as bri(..)

12.02.2012

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Juares de Matos

Srs...essa reportagem é simplesmente digna de...aplausos !!!

12.02.2012

 

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