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Presidente do Santander é investigado por fraude fiscal

Emilio Botín e familiares são suspeitos de desviar recursos para banco na Suíça

- Atualizado em

Emilio Botín, presidente do Santander
Emilio Botín, presidente do Santander(Carlos Alvarez / Getty Images/VEJA)

O presidente mundial do banco espanhol Santander, Emilio Botín, é investigado no país por suspeita de fraude fiscal, conforme informou nesta quinta-feira a Audiência Nacional, máxima instância judicial da Espanha. Familiares de Botín também são alvos do inquérito.

Segundo a Audiência Nacional, Botín integra uma lista com 659 contribuintes espanhóis que ocultaram mais de 6 bilhões de euros no banco HSBC da Suíça. Os cinco filhos do banqueiro, entre eles Ana Patrícia Botín - diretora da filial britânica do Santander -, também estão na lista, assim como seu irmão, Jaime Botin, que é suspeito, ainda, de falsificação de documentos.

De acordo com o diário espanhol El País, as quantidades fraudadas por Botín e seus familiares superam os 120.000 euros por pessoa, que é o mínimo considerado para que uma evasão seja considerada delito e passível de ser investigada na justiça. Além disso, a justiça da Espanha tem informações de que estes fundos não foram declarados durante pelo menos quatro anos, de 2005 a 2009.

Origem da investigação - Tudo começou no ano de 2006, quando um funcionário do HSBC em Genebra, o franco-italiano Hervé Falciani, roubou uma lista com os nomes de donos de contas numeradas da Suíça. Preso em 2008, ele entregou a lista à autoridades fiscais da França, que avisou o governo espanhol.

Emilio Botín, aos 76 anos, é a 10ª pessoa mais rica da Espanha, com uma fortuna calculada em 1,5 bilhão de euros, segundo a revista Forbes.

(Com agência France-Presse)

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