Tarja Pré-sal
 
06/12/2011 - 18:34
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Vazamento

Estado do Rio vai exigir auditoria de todas as petroleiras

Chevron será a primeira a ter que arcar com levantamento. Segundo Ibama, vazamento afetou baleias, tartarugas, golfinhos, botos e aves oceânicas

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro
Vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro

Vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro (Rogerio Santana/Reuters)

“Queremos que haja punição e reparação. Punição para as empresas não acharem que aqui é uma banheira que elas vêm, jogam óleo e vão embora. E reparação para reforçar que isso não volte a acontecer”, disse Minc

A Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro notificou, nesta terça-feira, a empresa norte-americana Chevron para que ela financie uma auditoria de padrão internacional de suas atividades em todas as instalações na Bacia de Campos. A auditoria terá de ser feita por uma empresa independente, que analisará a capacidade de resposta da Chevron para um acidente. Deverão ser levantadas informações como os planos de contingencia, emergência, capacidade de detectar e coletar o óleo. O prazo para que auditoria termine é de 150 dias. 


Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a auditoria será pedida, no primeiro semestre de 2012, para todas as outras empresas - nacionais e estrangeiras - que exploram o petróleo. “A precaução tem que valer mais do que a ganância”, disse Minc durante coletiva de imprensa para apresentar as medidas do governo contra a empresa norte-americana.

Outra medida a ser tomada pela secretaria em conjunto com o Ibama é dar entrada a uma ação civil pública de reparação pelos danos ambientais. A Procuradoria Geral do Estado deve ajuizar a ação na próxima terça-feira. A indenização pedida é de 150 milhões de reais, valor que ainda pode aumentar “muito mais”, conforme explicou Minc. O resultado da auditoria pode ser significativo para o pedido de uma reparação ainda maior. Caso descubra que o dano ambiental pode ser maior, por exemplo, o valor pedido subirá.

Uma das bases da ação será o próprio Plano de Emergência Individual (PEI) da Chevron. Através do mapa elaborado pela empresa, que faz parte do PEI, a secretaria do Ambiente pôde verificar quais espécies foram afetadas pelo vazamento. A mancha de óleo andou cerca de 250 quilômetros, e pelo trajeto impactou tartarugas, golfinhos, botos, baleias jubarte e franca, aves oceânicas, entre outras espécies. O laudo feito pelo Ibama e pela Marinha afirma se tratar de um vazamento com grande dano ambiental. Esse documento também será agregado à ação. 

“Queremos que haja punição e reparação. Punição para as empresas não acharem que aqui é uma banheira que elas vêm, jogam óleo e vão embora. E reparação para reforçar que isso não volte a acontecer”, disse Minc.

No dia 28 de novembro, o governo do Rio já havia notificado a Chevron para que, durante dois anos, bancasse um monitoramento de suas atividades em duas frentes. Uma é monitorar o vazamento. A outra analisará as deficiências que a empresa demonstrou nas questões operacionais, após o derramamento. Uma das medidas será a obrigatoriedade de a empresa ter câmeras de infravermelho “com zoom de alto alcance com direção e velocidade da correnteza”, segundo a notificação. A câmara servirá para detectar manchas de qualquer tamanho, em qualquer hora do dia.

Multas - A Chevron recebeu três autuações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), cada uma no valor de 50 milhões. O Ibama aplicou outra multa de 50 milhões por derramamento do óleo. Outras duas estão sendo estudadas para o instituto dar entrada. Uma será também de 50 milhões por causar poluição e impacto ambiental. A terceira do Ibama poderá chegar a 10 milhões pelo descumprimento do PEI.

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Edson Dorlis

Enquanto todos brigam pelos royaltes do Pré-Sal que nem começou a produzir, ás agências, autoridades e políticos não conseguem fiscalizar uma operação de risco como essa. Vamos nos acostumando com este tipo de manchete Brasil... Zil, Zil !

06.12.2011

CHICOMENDES

PARABENS PELAS MEDIDAS AINDA QUE TARDIAS E TIMIDAS. AS MULTAS DEVEM SER PELO MENOS 30 VEZES MAIORES.

06.12.2011

 

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