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China e Índia devem dominar demanda por energia nas próximas décadas

Segundo diretor da Agência Internacional de Energia, os dois países asiáticos devem compensar a queda na procura por energia dos países desenvolvidos no longo prazo

- Atualizado em

Usina termoelétrica em Baotou, China
Usina termoelétrica em Baotou, na China(David Gray/Reuters/VEJA)

A demanda da China por energia continuará a superar a dos demais países até 2040, quando deverá ser ultrapassada pela da Índia, segundo Keisuke Sadamori, diretor de mercados de energia da Agência Internacional de Energia (AIE).

Na Semana Internacional do Petróleo, que acontece em Londres, Sadamori disse aos delegados presentes que Índia e a China devem compensar a queda na demanda prevista nos países desenvolvidos no longo prazo. Segundo ele, um crescimento maior da demanda deve vir de nações emergentes do Oriente Médio.

Sadamori também afirmou que o crescimento da energia na China deve atingir um pico em 2030, mas quando isso ocorrer o país terá maior capacidade de usar energias renováveis e nuclear. Segundo ele, as fontes de energia do país asiático estão mudando, com mais espaço para o gás, as energias renováveis e a nuclear, e menos para o carvão.

O dirigente da AIE disse que a recente queda na demanda chinesa por carvão é um importante fator que deve contribuir para reduzir os preços do produto. Segundo ele, a ênfase maior em energia renovável, nuclear e no gás pode significar que o consumo de carvão atingiu um pico no país. Sadamori, no entanto, acrescentou que o consumo de carvão pela Índia está aumentando e que ela deve substituir a China como o maior consumidor global de carvão, o que pode impulsionar os preços ao longo da próxima década.

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(Com Estadão Conteúdo)

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