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G7 aposta em estímulos fiscais para reativar economia mundial

Os líderes das nações membros se encontraram no Japão para discutir a recessão global, além de temas como segurança e terrorismo

Os líderes do G7 reforçaram nesta quinta-feira sua aposta em aplicar estímulos fiscais e reformas estruturais, em função da situação de cada país, como receita comum para deixar para trás a incerteza econômica global e voltar ao caminho do crescimento. Os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido participaram da primeira reunião da cúpula anual no parque natural de Ise-Shima, no centro do Japão.

No primeiro dia de encontro, o diagnóstico da conjuntura econômica foi definido como “de incerteza crescente”, devido a fatores como o arrefecimento da China e de outros países emergentes e a queda dos preços do petróleo. Os líderes do G7 também começaram a tratar hoje os principais desafios de segurança e de políticas externas, embora devam se aprofundar nestes temas durante a jornada de sexta-feira.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou durante a reunião que o panorama econômico atual se assemelha ao cenário de crise global de 2008, após a quebra do banco de investimento Lehman Brothers, segundo mostram os últimos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Perante esta situação, os membros do G7 sugerem o aumento dos investimentos estatais e a aplicação de outros estímulos fiscais” de forma flexível e em função da capacidade e da situação de cada país, com o objetivo de estimular a demanda”, explicou o porta-voz das Relações Exteriores do governo japonês, Yasuhisa Kawamura.

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Ao mesmo tempo, o grupo destaca a necessidade de reformas estruturais e maior abertura dos mercados. O enfoque representa um ponto intermediário entre as posturas de Japão, Estados Unidos e Canadá, partidários de políticas de estímulos fiscais e investimento público, e as de Reino Unido e Alemanha, a favor da disciplina orçamentária e das reformas estruturais.

Coreia do Norte e terrorismo – Na primeira reunião, os líderes expressaram sua inquietação compartilhada perante o terrorismo no Oriente Médio e o desenvolvimento armamentista da Coreia do Norte, além de mencionar preocupação com a região da Crimeia, anexada pela Rússia. O presidente americano Barack Obama afirmou que o regime norte-coreano “continua sendo uma ameaça no médio prazo” e uma “grande preocupação” para a comunidade internacional. “Não vimos os progressos que gostaríamos para deter o programa nuclear norte-coreano”, destacou Obama durante um breve pronunciamento à imprensa.

As reuniões continuam amanhã em um hotel exclusivo situado na ilha de Kashiko, onde estão alojados os líderes. O encontro termina à tarde, quando Shinzo Abe e Obama partem rumo a Hiroshima para a visita histórica do presidente americano à cidade onde foi lançada a primeira bomba atômica da história, em 1945.

(Com EFE)