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Vale obtém licença para projeto na serra sul de Carajás

RIO DE JANEIRO, 27 Jun (Reuters) – A Vale deu o primeiro passo de licenciamento ambiental para um bilionário projeto de minério de ferro localizado na serra sul de Carajás, no Pará, com início das operações previsto para 2016.

A mineradora brasileira, maior produtora global de minério de ferro, informou nesta quarta-feira ter recebido licença prévia ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para seu projeto Carajás S11D.

O projeto, o maior da história da Vale, tem investimento estimado 8 bilhões de dólares para desenvolvimento de mina e usina de processamento, e o início de operações está programado para a segunda metade de 2016.

“A licença prévia faz parte da primeira fase de licenciamento do empreendimento e atesta sua viabilidade ambiental”, afirmou a Vale em fato relevante.

A capacidade nominal do projeto é de 90 milhões de toneladas métricas anuais de minério de ferro.

O passo seguinte no processo de licenciamento ambiental é a obtenção da licença de instalação (LI), o que viabilizará o início das obras de construção da usina.

Na região de Carajás já está a principal mina de minério da Vale, com produção de 109,8 milhões de toneladas em 2011.

A mineradora produziu 322,6 milhões de toneladas de minério de ferro no ano passado.

As ações da mineradora operavam voláteis, perto de uma estabilidade, por volta das 11h40.

“O mercado se importou sim… A notícia é muito positiva, a licença acaba permitindo o projeto, mas com o mercado azedo, ela acaba cedendo por alguns momentos”, disse o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, comentando o fato de o papel não registrar um alta expressiva.

O S11D será acompanhado por investimento em infraestrutura de logística estimado em 11,4 bilhões de dólares, o que permitirá, após sua conclusão, a movimentação de 230 milhões de toneladas métricas anuais de minério de ferro.

“Carajás oferece a melhor plataforma de crescimento de minério de ferro no mundo, combinando substancial volume de reservas provadas e prováveis, 4,239 bilhões de toneladas métricas, e baixo custo operacional resultante da alta qualidade do depósito mineral e do eficiente sistema logístico para transporte a longa distância”, afirmou a mineradora em nota.

Segundo a companhia, o projeto S11D estabelecerá base para a construção ao longo do tempo de novas plataformas de criação de valor, dando sustentação à manutenção no longo prazo da liderança da Vale no mercado global de minério de ferro.

“O minério de ferro de alta qualidade de Carajás apresenta menores custos operacionais e valor em uso superior para a indústria do aço, pois implica em maior produtividade e menor consumo de combustível e emissões de carbono, o que… contribui para a sustentabilidade ao longo da cadeia produtiva”, afirmou a Vale.

(Por Sérgio Spagnuolo e Roberto Samora)