Telefônica quer rediscutir leilão de faixa para 4G

Por Eduardo Rodrigues

Brasília – O presidente da Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, voltou a afirmar hoje que o leilão da faixa de 2,5 GHz, voltada para celulares 4G, precisa ser rediscutido. Segundo o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), essa licitação deve ocorrer em abril do ano que vem, mas o executivo argumenta que as últimas licenças para a operação em 3G foram liberadas apenas recentemente. Por isso, os investimentos nas redes podem ficar comprometidos.

“Estamos investindo muito nas redes 3G por meio da Vivo. Já passamos de 1.500 localidades cobertas”, afirmou Valente. Segundo ele, uma das alternativas para o não adiamento do leilão da faixa de 2,5 GHz seria uma forma de pagamento “não convencional”, como, por exemplo, compromissos de cobertura ao longo do tempo.

Para Valente, caso o formato convencional seja mantido (de pagar pela licença de operação), a implantação da rede 4G a tempo de atender às demandas da Copa do Mundo de 2014 pode ficar prejudicada. “Se nós fizermos todas as coisas simultaneamente, nada será feito por completo, até porque não há caixa para isso. Devemos ter preocupação com os eventos esportivos, mas temos que fazer isso de forma ordenada”, disse.

Valente esteve na manhã de hoje em reunião com o ministro da Comunicações, Paulo Bernardo, para apresentar o novo CEO da Telefônica para a América Latina, Santiago Fernández Valbuena. Durante o encontro, o ministro tocou na questão da liberação do serviço de TV por assinatura para as teles. Segundo Valente, a Vivo tem planos de entrar nesse mercado, mas ainda aguarda a regulamentação por parte da Anatel para fazer qualquer anúncio sobre o serviço.