Senado adia calendário da reforma trabalhista após pressão

Novo calendário prevê que texto será levado para o plenário no dia 28 de junho

Após pressão dos senadores de oposição, o calendário de tramitação da reforma trabalhista no Senado será atrasado em pelo menos uma semana. A leitura da proposta de reforma trabalhista, que seria feita hoje na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), foi adiada para terça-feira (13).

O acordo, costurado após bate-boca ocorrido antes da abertura da sessão, prevê que o texto será colocado em votação apenas na terça seguinte, dia 20, na comissão.

Com isso, o novo calendário indica que o texto ficaria pronto para ir ao plenário em 28 de junho, mesmo dia previsto para a votação do parecer na última comissão de tramitação da matéria no Senado, a de Constituição e Justiça (CCJ).

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O calendário mencionado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), cita que, após votação na CAS, a reforma trabalhista irá para a CCJ em 21 de junho, quando o próprio senador Jucá – relator do tema no colegiado – deverá apresentar o parecer aos demais membros da comissão, com votação nesta comissão no dia 28 pela manhã.

“A reforma trabalhista, então, ficará pronta para ser votada no plenário no dia 28/06, portanto, com previsão de aprovação até o final do mês”, disse Jucá, pelo Twitter.

Ontem, entretanto, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), admitiu a possibilidade de o texto sair da CAS diretamente para o plenário, onde sua constitucionalidade seria analisada.

Antes mesmo do início da sessão da CAS, membros da comissão bateram boca sobre o andamento da reforma na comissão. O senador Paulo Paim (PT-RS) liderou o movimento que questionou eventual descumprimento do regimento ao apresentar tema à comissão sem cumprir o prazo mínimo de dois dias para a apresentação antecipada da pauta.

Paim se exaltou e vários parlamentares debateram o tema por vários minutos antes do acordo anunciado por Jucá.

(Com Estadão Conteúdo)