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Segundo dia de greve geral registra 2 mortes na Nigéria

Lagos, 10 jan (EFE).- Duas pessoas morreram nesta terça-feira na Nigéria num acidente causado por um ônibus que desviou para evitar um incêndio em uma barricada provocado por manifestantes mobilizados no segundo dia da greve geral convocada contra a alta do preço do combustível.

O incidente ocorreu em Lagos, capital econômica da Nigéria, quando o motorista do ônibus atingiu uma motocicleta com três pessoas – matando uma delas – e depois atropelou um pedestre, que morreu, explicaram à Agência Efe testemunhas no local do acidente.

‘Aparentemente, o motorista decidiu acelerar sobre a barricada levantada pelos manifestantes e o ônibus levou pela frente uma ‘okada’ (nome local dado a motocicletas)’, disse à Efe um homem que se identificou como Tunde.

Na segunda-feira, primeiro dia de greve geral, pelo menos três pessoas já haviam morrido na Nigéria, uma delas em Lagos – um jovem baleado pela Polícia.

Milhares de pessoas saíram às ruas das principais cidades do país, como Lagos, Kano e Abuja, neste segundo dia de greve geral, que transcorreu marcado pela tensão e voltou a paralisar o país mais populoso da África – com mais de 150 milhões de habitantes -, maior produtor de petróleo do continente.

No estado de Oyo, as autoridades decretaram toque de recolher de 12 horas para garantir a segurança. Medidas similares foram adotadas nos estados de Plateau, Edo, Gombe e Kano, onde foram registradas as outras duas mortes de segunda-feira.

No estado de Kaduna, os dois principais sindicatos nigerianos, o Congresso de Sindicatos (CS) e o Congresso do Trabalho da Nigéria (CTN), líderes da greve, anunciaram a suspensão de protestos de rua para evitar distúrbios.

A paralisação geral, convocada por tempo indeterminado, é motivada pela medida do governo nigeriano que suspende um subsídio ao combustível, o que levou o preço da gasolina a disparar de US$ 0,40 a US$ 1,30 por litro, com o consequente aumento do custo da maioria de produtos e serviços, especialmente do transporte. EFE