Previdência privada aberta arrecada R$ 28,7 bi até julho

Por Vanessa Stecanella

São Paulo – O mercado de previdência privada aberta arrecadou R$ 28,7 bilhões entre janeiro e julho, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo período do ano passado, informou hoje a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), entidade que reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no Brasil. O crescimento foi puxado pelo VGBL que somou R$ 23,3 bilhões, alta de 28,06% frente ao acumulado de 2010.

Os planos PGBL apresentaram alta de 15,63% no período com arrecadação de R$ 3,4 bilhões. Já os planos tradicionais registraram queda de 3,60% e arrecadaram R$ 1,8 bilhões em comparação aos R$ 1,9 bilhões no acumulado de 2010.

De janeiro a julho, os planos individuais obtiveram o melhor desempenho com arrecadação de R$ 24,1 bilhões, um crescimento de 24,18%. Já os planos empresariais somaram R$ 3,6 bilhões, alta de 22,29%. Os planos para menores, por sua vez, acumularam 934,5 milhões, expansão de 20,38%.

Líder no ranking – A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação no mercado de previdência privada aberta em julho com 31,23% do total arrecadado, segundo a Fenaprevi, entidade que reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no Brasil.

De acordo com a Fenaprevi, a segunda colocação ficou com a Itaú Vida e Previdência (25,54%), seguida por BrasilPrev (19,91%), Caixa Vida e Previdência (6,91%), Santander Seguros (6,47%), HSBC Vida e Previdência (4,64%), Safra Vida e Previdência (1,10%), Icatu Seguros (0,97%), Sul América (0,72%), Porto Seguros (0,61%). As demais seguradoras somaram 1,91% da arrecadação em julho, quando o mercado movimentou R$ 3,7 bilhões.

Arrecadação em julho – O mercado de previdência privada aberta arrecadou R$ 3,7 bilhões em julho, de acordo com dados divulgados pela Fenaprevi, entidade que reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no Brasil. A cifra representa crescimento de 12,81% em relação a igual mês do ano passado, quando R$ 3,3 bilhões ingressaram nessa modalidade de poupança de longo prazo.

No mês de julho, os planos empresariais cresceram 28,62% e novos depósitos totalizaram R$ 507,9 milhões. Os planos para menores obtiveram alta de 13,95% e aportes de R$ 129 milhões. Já os planos individuais receberam o maior volume de aportes: R$ 3,1 bilhões com expansão de 10,58%.

A expansão na arrecadação dos planos empresariais deve-se ao aumento do emprego formal e com carteira assinada nesse período, segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi. “A previdência privada aberta tem sido um dos benefícios oferecido pelas empresas para dar mais segurança aos seus empregados e também para atrair e reter talentos”, afirma o executivo.

Na análise por tipo de plano, o VGBL, indicado principalmente para quem não declara Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pelo modelo completo de declaração anual de ajustes, foi o produto preferido dos participantes. A modalidade cresceu 16,27% em julho com arrecadação total de R$ 3 bilhões. Já o PGBL, voltado para quem utiliza o modelo completo da declaração anual de ajustes do IRPF, arrecadou R$ 475,5 milhões em julho, alta de 7,39% frente ao mesmo mês no ano passado.

Carteira de investimento – Com o desempenho, a carteira de investimento do sistema (total de recursos das diversas modalidades de ativos) contabilizou R$ 246,6 bilhões em julho, volume 22,16% maior que os R$ 201,8 bilhões registrados em igual mês do ano passado.

De acordo com o balanço da Fenaprevi, a carteira do VGBL obteve alta de 30,02%, passando de R$ 108,7 bilhões para R$ 141,4 bilhões. Já o PGBL cresceu 15,93% no período. A carteira do produto passou de R$ 52 bilhões para R$ 60,4 bilhões. Por fim, a carteira de planos tradicionais passou de R$ 40,4 bilhões para R$ 44,1 bilhões, alta de 9,31%.