Prêmio de risco espanhol fecha em recorde histórico

Preocupação com o futuro da Grécia faz prêmio de risco espanhol atingir novo patamar máximo nesta sexta-feira, de 543,7 pontos básicos

A preocupação com o futuro da Grécia fez o prêmio de risco espanhol atingir um novo máximo nesta sexta-feira, a 543,7 pontos básicos. No domingo haverá eleições parlamentares na Grécia que poderá definir se o país continuará no euro ou não. O temor não reside na quebra da economia grega em si, segundo economistas, mas no impacto que a saída da eurozona pode ter nos demais países.

A rentabilidade do bônus espanhol em dez anos terminou em 6,87%, abaixo do 6,91% de ontem, mas ainda próximo de 7%, que é o nível que os analistas consideram crítico. O prêmio de risco espanhol somou 55 pontos básicos em uma semana. Com o euro cotado a US$ 1,26, o bônus alemão, que é o que serve de base para o cálculo, fechava em 1,44% de juros.

No sábado, a Espanha pediu ao eurogrupo ajuda financeira para sanar problemas de seus bancos. Na quarta-feira, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota do país, com risco de auemnto significativo de seu endividamento com o empréstimo de até 100 bilhões de euros.

Neste contexto, a dívida do conjunto das administrações públicas cresceu 5,39% no primeiro trimestre do ano em relação ao fechamento de 2011 e alcançou os 774,549 bilhões de euros, o que equivale a 72,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais alto da série histórica.

Perante esta incerteza, líderes europeus insistiram em reforçar a união entre os países da zona do euro. Nesta sexta-feira, eles conversaram por videoconferência sobre as questões a serem discutidas na próxima segunda-feira, na Cúpula do G20.

O prêmio de risco italiano diminui 15 pontos básicos e fechava em 449 pontos, apesar de os analistas insistirem que a preocupação em torno deste país aumentou em sintonia com a pressão sobre a Espanha.

(com agência EFE)