O ministro ‘sem-teto’

O ministro da Fazenda Joaquim Levy ainda prepara sua mudança – e a de sua família – do Rio de Janeiro para Brasília. Enquanto não encontra uma nova casa na chamada Península dos Ministros, área nobre do Lago Paranoá onde vivem as cabeças coroadas da República, o chefe da equipe econômica tem se hospedado num hotel fora do burburinho político-empresarial da capital federal. Nada de ficar no Royal Palm, ao lado do Palácio da Alvorada, considerado o melhor hotel da cidade – e também o mais indicado para acolher autoridades. Levy preferiu o resort cinco estrelas Brisas do Lago, numa tranquila área do Lago Sul, justamente para escapar do assédio. Abordado diariamente por jornalistas que cobrem o Ministério da Fazenda, o ministro tem escapado de perguntas ao adentrar o prédio. Na saída, procura deixar o Ministério pela porta contrária ao comitê de imprensa, justamente para evitar investidas de repórteres ou ser seguido até o hotel. Pessoas próximas afirmam que não é antipatia. ‘O ministro é muito reservado e, às vezes, tímido’, dizem. (Ana Clara Costa, de Brasília)