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McDonald’s de Pequim e Xangai param de vender hambúrguer e frango

Rede de 'fast food' enfrenta escassez em lojas da China devido a escândalo de carne estragada

O McDonald’s está enfrentando escassez de produtos em algumas lojas na China, após problemas com sua fornecedora de carnes em Xangai, a Husi, acusada de oferecer produtos a redes de fast food com a data de validade vencida.

Um porta-voz do McDonald’s afirmou que os consumidores nas regiões norte e central da China terão um cardápio com opções limitadas devido à troca de fornecedor. As lojas em Pequim e Xangai não têm hambúrguer ou frango e a empresa encoraja os clientes a comprarem sanduíches de peixe. Contudo, a representante de uma loja de Xangai revelou que os estoques de peixe já estão perto do fim.

Ainda não está claro quanto tempo a escassez irá durar ou afetar as vendas do McDonald’s na China, um dos principais mercados em crescimento da empresa. A companhia possui mais de duas mil lojas na China. A Husi também oferecia alface, ovos e milho às lojas do McDonald’s do país.

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Perda de confiança – Na semana passada, o McDonald’s interrompeu as encomendas da Husi Food, fornecedora controlada pelo grupo norte-americano OSI Group. A controladora informou que retirou todos os produtos da Husi do mercado e o McDonald’s acrescentou que irá encomendar produtos de outras fábricas da OSI na China. Os negócios do McDonald’s no Japão também foram prejudicados. A McDonald’s Holdings Co. Japan anunciou na sexta-feira que irá cortar todas as ordens de produtos de frango da China para suas lojas. Segundo a subsidiária, os produtos da unidade de Xangai da Husi chegam a 10% das lojas no Japão.

Desculpas – A OSI disse que vai suspender as operações da Xangai Husi Food e fará uma revisão de todas as suas instalações na China, na tentativa de conter mais danos após ter perdido dois grandes clientes. David McDonald, vice-presidente operacional da OSI, disse que o grupo está realizando mudanças na administração sênior na China, e criará um centro de controle de qualidade em Xangai para supervisionar melhor seus negócios.

A companhia também trará especialistas mundiais para analisar as operações na China e melhorar a auditoria, incluindo constante supervisão e longas entrevistas com funcionários. A empresa planeja ainda gastar 10 milhões de iuanes (1,62 milhão de dólares) em um programa de educação sobre segurança alimentar em Xangai.

(Com Estadão Conteúdo e agência Reuters)