Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Log-In lança 1º navio encomendado pela Alunorte

Por Kelly Lima

Rio de Janeiro – A operadora logística Log-In lançou ontem ao mar o primeiro de dois navios encomendados especificamente para atender ao transporte de bauxita da Alunorte na Amazônia. Com investimentos de US$ 300 milhões, os dois navios deverão estar operando até o final de 2012, reduzindo os custos da companhia com transportes.

“Hoje, utilizamos quatro embarcações de menor porte para fazer este trajeto de Manaus ao Porto Trombetas. Além de utilizar um navio de maior porte ele será adaptado às condições da bauxita, o que trará menos perdas do minério”, disse o presidente da operadora, Vital Jorge Lopes, sem especificar o porcentual de redução de custos.

O navio, de 80 mil toneladas de porte bruto, irá atender ao contrato de 25 anos da Log-In com a Alunorte e movimentar seis milhões de toneladas de minério de bauxita a granel por ano. O contrato de transporte prevê take or pay para 90% desse volume, por um período de 25 anos. “A operação desenvolvida com a Alunorte é parte da estratégia da Log-In em desenvolver soluções especializadas para logística de cargas na cabotagem brasileira, mediante contratos de longo prazo”. A encomenda foi feita ao Estaleiro Ilha SA (Eisa), que já havia entregue outros dois navios do tipo porta-contêiner para a Log-In e deve concluir um terceiro até 2013. Quando as cinco embarcações estiverem operando, o executivo acredita que a companhia poderá ter incrementado seu volume transportado em cerca de 70%.

Além dos cinco navios, a Log-In deve confirmar até o final de outubro a encomenda de mais dois navios porta-contêineres. “Estão sendo feitos alguns cálculos para justificar que a encomenda seja realmente realizada”, destacou Lopes, admitindo que os navios construídos no Brasil tem custo 30% superior aos encomendados no exterior. “Mas temos vantagens do financiamento e também temos o compromisso de incentivar a indústria local”, disse.

Lopes aproveitou o evento de lançamento do navio para cobrar aceleração por parte do governo na liberação dos incentivos ao frete de cabotagem para a região Norte e Nordeste. Segundo ele, a companhia possui pelo menos R$ 90 milhões retidos junto ao Tesouro, resultante de fretes acumulados desde 2007, que deverão ser ressarcidos. “É um recurso que faz o negócio girar”, disse.