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Inflação desacelera em abril e fica abaixo da meta

O IPCA registrou alta de 0,14% no mês, resultado mais baixo que o verificado em março (0,25%) e em abril do ano passado (0,61%)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu 0,14% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. O resultado faz com que o reajuste de preços acumulados em 12 meses fique em 4,08%, um patamar menor que o centro da meta estipulada para o fim de 2017, de 4,50% . Em março, o IPCA havia subido 0,25%, e teve alta de 0,43% em abril do ano passado.

O centro da meta de inflação definido pelo governo é de 4,50%. Mas pode variar de 3% a 6% por causa da margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual. A aposta dos analistas de mercado é que o IPCA  encerre este ano em 4,01%, segundo o último Boletim Focus.

Dentre os itens que mais contribuíram para a baixa estão a energia elétrica (queda de 6,39%) e combustíveis (redução de  1,95%). “Com a queda nas contas, a energia, responsável pela significativa parcela de 3,5% da despesa das famílias, representou o maior impacto negativo no ranking do mês (-0,22 ponto percentual)”, diz o IBGE em nota.

A desaceleração da inflação tem motivado o Copom, do Banco Central, a reduzir a taxa de juros (Selic). A estimativa do governo, segundo informação do Relatório Trimestral de Inflação,  é ainda menor que a do mercado, com alta de 3,6% para 2017 no cenário de referência. A Selic está em 11,25% ao ano após aumento no ritmo de cortes na última reunião do Copom em abril de 1 ponto porcentual. A aposta do mercado é que a taxa de juros básica feche o ano em 8,50%.

Comentários

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  1. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Trump vai fazer a Reforma Tributária para atrair empresas, Macron vai fazer a Reforma Tributária para atrair empresas. Quando o Brasil fará a sua Reforma Tributária?

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  2. ALAOR BATISTA PINTO

    Um ano sem Dilma, um ano de queda da inflação.
    O BC que acelere a queda da SELIC senão corremos o risco de entrar em deflação, que é muito pior que a inflação, destrói mito mais empregos do que a inflação, derruba a arrecadação de impostos e obriga o governo a se endividar (mais ainda) para reaquecer a economia.

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  3. Icaro Tavares

    Se atingiu a meta e a meta estava em aberto, é hora de dobrarmos a meta?

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