Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Governo Temer estuda fim do abono salarial

Medida é analisada caso reforma da Previdência não avance. Abono é pago a trabalhadores com renda de até dois salários mínimos e custará R$ 17 bi neste ano

Se a votação da reforma da Previdência naufragar no Congresso Nacional, a equipe econômica do governo do presidente Michel Temer (PMDB) já trabalha com uma alternativa para cortar despesas e garantir o cumprimento do teto de gastos e a volta de superávits primários nas contas públicas. A ideia é acabar com o pagamento do abono salarial.

O benefício, que é pago anualmente aos trabalhadores inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que têm rendimento médio mensal de até dois salários mínimos, custará 17 bilhões de reais neste ano. Tradicionalmente, era pago de julho a outubro para todos os 22 milhões de trabalhadores que têm direito. Desde 2015, porém, o governo da ex-presidente Dilma Rousseff dividiu o pagamento em duas etapas, como forma de diluir o custo.

O benefício também passou a ser pago proporcionalmente ao tempo de serviço, de maneira semelhante ao 13º salário – ou seja, atualmente varia de 78 reais a 937 reais. O custo político do fim do abono salarial, porém, seria bem alto, uma vez que seus beneficiários são a camada mais pobre da população.

Embora o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, considere ainda viável a aprovação das novas regras para aposentadorias e pensões no segundo semestre, depois da votação da reforma trabalhista, sua equipe tem em mãos uma série de medidas que poderão ser adotadas no caso de a proposta de reforma previdenciária ser desidratada ou mesmo não for aprovada.

A Fazenda monitora as negociações da reforma diante do quadro político instável. Mas o ministério não vai ficar parado se a reforma não avançar, informou um membro da equipe econômica, destacando que há alternativas para garantir uma trajetória sustentável da dívida pública.

O fim do abono chegou a ser discutido há um ano, durante a elaboração da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto de gastos. Na última hora, a proposta foi retirada, assim como outras medidas mais duras, como o financiamento, pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) – responsável pelo pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial -, de despesas de Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos, além de benefícios assistenciais previstos na Constituição.

Com as contas fechando no vermelho todos os anos, o FAT precisa da injeção de recursos do Tesouro para bancar o seguro-desemprego e o abono. A União, porém, já avisou o conselho deliberativo do FAT que não terá como bancar os rombos do fundo nos próximos anos e pediu medidas para diminuir as despesas.

Para a equipe econômica, o abono salarial, criado há 46 anos, não se justifica mais. O argumento é que o benefício foi criado na década de 1970, quando não havia política de valorização do salário mínimo com ganhos reais e nem rede de proteção social.

(com Estadão Conteúdo)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Pedro Paulo Maia

    E parar de roubar vai ser quando ? Isso é herança do PT vamos eleger lula ladrão em 2018 gente

    Curtir

  2. Nathan Khornnes

    O ministro Henrique Meireles deveria se aposentar e se recolher a uma casa de anciaos. Ele e’ um fascista do governo Temer. Por que nao acabar com as mordomias de ministros do Governo, bem como o do Judicia’rio e do Legislativo? Quem paga a conta somos no’s, o povo? Covardes!!!

    Curtir

  3. Joao Conceicao Lopes

    cade o povo dos protestos que tiraram a Dilma?ou sera que nenhum pegava PIS? se não houvessem tantos esquerdistas fanáticos e direitistas alienados da globo o povo seria mais forte pra protestar como Brasileiros indignados com políticos corruptos que são as quadrilhas de bandidos mais perigosas do pais.

    Curtir

  4. José Antonio Debon

    Penso que o governo poderia fazer pequenas reformas tributárias, cancelando esse monte de nomes como o tal abono salarial, PIS , PASEP , décimo terceiro salário, etc… mas transferindo tudo para os salários, ou seja o trabalhador receberia mensalmente um percentual a mais referente a esses beneficios que tiveram os nomes extintos. Com isso o trabalhador não perde e ao mesmo tempo simplifica o trabalho dos setores administrativos das empresas, etc….

    Curtir

  5. Marlise Rodrigues da Silva

    Povo Brasileiro acorda o Temer quer acabar com a vida do pobre. Foram para as ruas e tiraram a Dilma vamos tirar esse homem do poder além de corrupto é louco.

    Curtir

  6. Alvaro Luis Parron

    E o auxílio que é pago para filho de presidiário que matou, roubou ninguém fala em acabar? Querem acabar somente com os direitos dos trabalhadores que se sacrificam diuturnamente para gerar riquezas para o país. Tem que acabar com os direitos dos bandidos não dos trabalhadores.

    Curtir

  7. Contra estes criminosos, corruptos malignos, ninguém faz nada.
    E ainda contam com a proteção das policias. Vai entender. CORTEM OS VOSSOS BENEFÍCIOS, RAÇA IMPRESTÁVEL. Se não tivessem roubado tanto a Nação, não estaria nesta situação.

    Curtir

  8. Sandoval Oliveira

    O povo brasileiro precisa acordar, trabalhamos pra sustentar todos os que estão no governo, e samos tratado com lixo.

    Curtir