FMI: China precisa de pacote de reformas para manter crescimento

Para o Fundo, as margens de segurança estão caindo em meio a crescentes problemas domésticos

A China precisa de outra rodada de “medidas decisivas” para garantir que continue com sucesso no caminho do crescimento econômico, uma vez que as margens de segurança estão caindo em meio a crescentes problemas domésticos, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório divulgado nesta terça-feira.

A segunda maior economia do mundo tem sido sustentada por uma mistura de investimentos e estímulos de crédito e ficais, mas tal padrão de crescimento é insustentável, disse o FMI em relatório sobre reunião com autoridades chinesas. “Para garantir um crescimento mais equilibrado e sustentável, um pacote de reformas é necessário para conter os riscos crescentes enquanto há uma transição da economia para um caminho de crescimento mais baseado em consumo, inclusivo e voltado ao meio ambiente”, informou o relatório.

Leia também:

China atingirá meta de crescimento, diz governo

Zeng Chengjie, o ‘Madoff’ chinês, foi assassinado em segredo

Economia chinesa desacelera de novo no 2º trimestre

O FMI não alterou sua última estimativa para o crescimento da China em 2013 de 7,75%, embora tenha destacado riscos de queda. “Embora a China ainda tenha proteções significativas para resistir aos choques, as margens de segurança estão diminuindo”, informa o documento. A estimativa do FMI é maior que a meta do governo chinês de 7,5% e também fica acima das projeções da maioria dos economistas do setor privado que variam entre 7% e 7,5%.

Os novos líderes da China têm indicado repetidamente que estão preparados para tolerar crescimento mais lento a fim de avançar com reformas e desregulamentação para diminuir a dependência da economia de exportações e investimento, e encorajar mais consumo.

Entretanto, essa determinação têm sido testada, visto que o crescimento desacelerou para 7,5% no trimestre entre abril e junho, o nono trimestre nos últimos 10 em que a expansão enfraqueceu, e as exportações caíram em junho pela primeira vez em 17 meses.

Analistas têm sugerido que o governo pode interferir se o crescimento cair para 7% ou abaixo deste patamar em qualquer trimestre, embora não esteja claro qual seria o mínimo para o governo. O FMI disse que, para o curto prazo, a prioridade é controlar o crescimento de crédito e impedir um aumento maior dos riscos no setor financeiro.

(Com Reuters)