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Filantropia chegou a US$ 303 bilhões nos EUA em 2009

Valor foi equivalente ao PIB da Áustria, da Grécia ou das Filipinas

O desafio bem-sucedido dos bilionários Bill Gates e Warren Buffet de convencer seus pares a doar metade de suas fortunas para a benemerência em uma época de vacas magras provocou surpresa até mesmo em uma sociedade na qual a filantropia é um consagrado business. As doações nos Estados Unidos atingiram 303,8 bilhões de dólares no ano passado, quando a recessão americana provocou uma queda no total de doações de 3,6% em relação a 2008, segundo a Given USA Foundation. O valor foi equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) da Áustria, da Grécia ou das Filipinas.

Nos primeiros apelos da dupla biliardária, durante jantares organizados desde 2009, pelo menos 40 afortunados aderiram à causa do Compromisso de Dar, como foi batizada a iniciativa. As adoções por cinco deles corresponderam a 2,4 bilhões de dólares. A proposta de instigar a doação de metade do patrimônio, em vida ou depois da morte, entre os americanos mais ricos, surpreendeu por ter sido lançada em um momento em que a atividade econômica apontava recuperação muito modesta.

Segundo Paul Brest, presidente da Fundação William e Flora Hewlett e autor do livro “Money Well Spent” (Dinheiro Bem Gasto), o movimento liderado pelo dono da Microsoft e pelo consagrado megainvestidor foi motivado por suas convicções pessoais. Mas, para Brest, terá feito um bem danado a seus negócios. “Doar é um grande negócio. Melhora a imagem de empresários diante dos funcionários e da sociedade, traz o reconhecimento da comunidade aos doadores individuais e ainda garante dedução de imposto”, afirmou.

Gates é o segundo homem mais rico do mundo, com um patrimônio de 53 bilhões de dólares, segundo ranking da revista Forbes. Presidente do conglomerado americano Berkshire Hathaway, Buffett possui uma fortuna um pouco menor, de 47 bilhões de dólares, da qual uma fatia de 85% será destinada à Fundação Bill & Melinda Gates depois de sua morte. Ambos já eram conhecidos como filantropos nos EUA. Agora, essa imagem está consolidada mundo afora.

(Com Agência Estado)