Economia volta a mergulhar na incerteza

Pânico na bolsa. Disparada do dólar. A crise política ameaça as reformas e a retomada da atividade econômica

Parece urucubaca. Depois de ensaiar uma bem-­vinda retomada, a economia voltou a mergulhar na incerteza. A semana havia se iniciado com a divulgação de indicadores auspiciosos, os quais apontavam para a volta do crescimento econômico e da criação de empregos no mercado de trabalho. Era dado como certo, na avaliação da absoluta maioria dos analistas, que a recessão havia finalmente sido superada, depois de dois longos e tenebrosos anos. A expectativa era que a recuperação seria consolidada ao longo de 2017, favorecida pelo avanço das reformas e da redução na taxa de juros. O duro trabalho de reequilíbrio da economia estava surtindo efeito. Mas, a partir de agora, as perspectivas dependerão dos desdobramentos políticos. O presidente Michel Temer sai? Se sair, quem será o novo presidente? E quem serão os membros da nova equipe econômica? Ou a equipe atual, liderada pelo ministro Henrique Meirelles, permanece onde está? E, se Temer ficar, conseguirá aprovar as reformas? O Banco Central vai continuar a reduzir as taxas de juros? São muitas perguntas e poucas respostas. Só nos próximos dias (talvez semanas) será possível dimensionar o real impacto da crise sobre a retomada.

Um dado, pelo menos, é certo: o otimismo se esvaziou. Na quinta-feira, o dia seguinte ao da divulgação da delação de Joesley Batista, o Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa brasileira, entrou em pânico — e caiu 8,8%, o pior resultado desde outubro de 2008, no auge da crise financeira global. Foi preciso acionar o circuit breaker, mecanismo pelo qual as vendas de papéis são interrompidas por trinta minutos quando o pregão chega a cair 10%. No dólar, outra paulada. A cotação da moeda americana saltou de 3,13 para 3,39 reais, uma alta de 8,3%, a maior desde 2003. Algumas das maiores empresas brasileiras viram suas ações perder, em instantes, mais de 10% de seu valor. Uma Petrobras inteira evaporou do mercado, somando-se todas as perdas registradas. Na sexta-feira, por volta das 14 horas, as ações subiam em torno de 3%, em um movimento de ajuste — e não de normalidade.

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Julio Rodrigues Neto

    O que querem, as esquerdas, é destruírem a Nação. Será, que conseguem, desta vez ?

    Curtir

  2. Esses pilantras tem que parar de governar e legislar só em cima do salário mínimo, a corrupção generalizada já mostrou que o brasileiro só trabalha e o que recebe são migalhas. O Meirelles ex- JBS é só mais um a querer distribuir as migalhas. – vamos fingir que o ex-JBS não sabia de nada das propinas JBS.

    Curtir

  3. Robson La Luna Di Cola

    Julio Rodrigues Neto 21 maio 2017 – 10h08
    Julio, quem está destruindo nosso país é a elite empresarial brasileira. Veja o caso das grandes empreiteiras, e agora a JBS. É claro que existem muito mais empresas envolvidas em esquemas com o Estado brasileiro.

    Curtir

  4. ADRIANOVIAJANTE007

    O que estas reformas farão é aumentar a miséria para sobre dinheiro para eles refazerem o caixa da União para logo em seguida assaltá-lo e lhe garantir uma “aposentadoria” eterna, como bem está explicitado nos vídeos dos delatores.

    Curtir

  5. Marcos Binelli

    Quais reformas???/ As q tinham mais dinheiro dos nossos bolsos???? Se fosse seria a intenção, a primeira medida seria ir atrás dos devedores da previdência,, entre eles grandes bancos que este sujeito imoral
    defende com unhas e dentes

    Curtir

  6. ADRIANOVIAJANTE007

    O que estas reformas farão é aumentar a miséria para sobrar dinheiro para eles refazerem o caixa da União para logo em seguida assaltá-lo e lhe garantir uma “aposentadoria” eterna, como bem está explicitado nos vídeos dos delatores.

    Curtir

  7. A economia só vai bem quando os ‘empresarios’ saqueam o BNDES. Quanta mentira, principalmente com bancos e empresas obtendo bilhões de lucro.

    Curtir

  8. Jorge Iório

    Tudo que o lulo-petismo quer para o Brasil se resume no titulo dessa materia: ou seja, quanto pior, melhor! So serve se o pais virar uma terra arrasada. Por isso, se colocam contra as reformas e fazem oposicao da forma mais vil e mesquinha que se pode imaginar. E ainda tem gente que acredita nas mentiras do lularapio!

    Curtir

  9. RENDENDO MUITO

    Só nos resta torcer para que as medidas eficazes adotadas por esta equipe economica, que reduziu a inflação e está reduzindo os juros, não sejam esquecidas por uma outra evntual equipe economica.

    Curtir