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Centrais cobram ‘eleições democráticas’ e fim de reformas

Assinado pelos presidentes da CSB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT, a nota convoca também os trabalhadores a irem às ruas no próximo dia 24

As centrais sindicais divulgaram, nesta quinta-feira (18), uma nota em conjunto sobre a atual crise política vivida pelo governo Temer. No documento, elas cobram eleições democráticas, o respeito à Constituição e o fim das propostas de reforma trabalhista e da Previdência.

“As centrais sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores”, dizem, em nota.

Assinado pelos presidentes da CSB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT, a nota convoca também os trabalhadores a comparecerem na marcha, marcada para o dia 24 deste mês, em Brasília.

“No dia 24 próximo as Centrais Sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa”, dizem.

As centrais prometeram, ainda, combater qualquer iniciativa contra a Constituição e pedem a revalorização do estado democrático de direito.

Já a CUT, maior central do país, que não assina a nota em conjunto, pede a saída imediata do presidente Michel Temer, a convocação de eleições diretas e também a retirada das reformas da agenda.

 

Leia na íntegra a nota:

POR ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS E CONTRA AS
PROPOSTAS DE REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

Diante do aprofundamento da crise política após as graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional, as Centrais Sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores.

Os trabalhadores exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações que, cada dia mais, pesam sobre o mundo da política e da administração pública. Desta forma, recusamos e combateremos qualquer iniciativa de promover medidas que afrontem nossa Constituição democrática e cidadã como alternativa à grave crise política à qual o País vem sendo submetido.

O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É importante que este debate sobre as propostas de reformas aconteça de forma ampla, envolvendo as representações dos trabalhadores e a sociedade civil.

Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as centrais sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.

No dia 24 próximo as Centrais Sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa.

São Paulo, 18 de maio de 2017
Antonio Neto
Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Adílson Araújo
Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores Brasileiros

Paulo Pereira da Silva – Paulinho da Força
Presidente da Força Sindical

José Calixto
Presidente da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

Ricardo Patah
UGT – União Geral de Trabalhadores