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Casa Branca reconhece que Estados Unidos precisam de acordo sobre reforma fiscal

Para o porta-voz Jay Carney, a redução da perspectiva da dívida do país evidencia a necessidade de diálogo entre democratas e republicanos

A Casa Branca reconheceu nesta segunda-feira que o país precisa alcançar um acordo sobre a reforma fiscal. O anúncio veio após a decisão da agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) reduzir a perspectiva da dívida dos Estados Unidos de “estável” para “negativa”. Isso significa que a agência ficará atenta à condução das contas públicas americanas e, em caso de piora, a classificação de risco poderá ser rebaixada – leia-se: o risco de calote aumenta.

A S&P apontou o déficit orçamentário americano, o elevado endividamento do país e a falta de uma política clara para remediar a situação como justificativas para a decisão.

Diante do problema, o porta-voz do presidente Barack Obama, Jay Carney, lembrou a importância de um acordo entre democratas e republicanos sobre a reforma fiscal.

Na última quarta-feira, o presidente apresentou sua estratégia contra o déficit e a dívida, mas a proposta é oposta a de seus adversários republicanos. O presidente americano deseja manter benefícios sociais e aumentar os impostos aos americanos mais ricos. Enquanto isso, os republicanos desejam privatizar certos programas sociais e reduzir a alíquota de impostos aos americanos mais ricos.

Carney insistiu nesta segunda-feira em buscar consenso entre os objetivos republicanos e democratas, ou seja, cortar gastos públicos em 4 trilhões de dólares em 10 ou 12 anos. “Quando as questões são importantes, a história mostra que ambas as partes podem encontrar um terreno de entendimento e conseguir algo”, completou.

O porta-voz ainda disse estar convencido de que o processo político desembocará em melhores resultados que os esperados pela S&P.

(com AFP)