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Bradesco desiste, e Losango continua com o HSBC

HSBC esperava receber mais de 800 milhões pela maior financeira do país, mas a oferta do Bradesco não passou dos 600 milhões de reais

HSBC e Bradesco não chegaram a um acordo, e as negociações para a venda da Losango, maior financeira do País, foram encerradas dias atrás. Dos quatro grandes bancos que discutiram a operação, apenas o Bradesco foi em frente e fez uma oferta de algo em torno de 600 milhões de reais.

As diferenças de posição entre os dois bancos eram grandes, pois o HSBC, que inicialmente esperava receber acima de 800 milhões de reais pela financeira, queria uma oferta maior. O Bradesco, por sua vez, insistia para que o HSBC assumisse todo o risco trabalhista da Losango.

O medo é que os funcionários da financeira, na sua maioria promotores de venda, ao deixar a empresa procurassem a Justiça e conseguissem ser considerados bancários, o que aumentaria os custos trabalhistas da operação. O HSBC aceitava assumir parte desse risco, mas o Bradesco queria que o vendedor ficasse com toda responsabilidade por eventuais despesas desse tipo.

A Losango foi colocada à venda porque o HSBC decidiu abandonar o varejo popular no Brasil e se concentrar na clientela de renda mais alta. Contratado para procurar potenciais compradores, o banco de investimentos JP Morgan manteve conversas com Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Itaú Unibanco.

Negociação – Dos quatro, o Itaú não mostrou entusiasmo pelo negócio em momento algum, segundo fontes que participaram da operação. Os outros três candidatos avaliaram a financeira do HSBC, mas apenas o Bradesco apresentou uma proposta firme.

Como não houve acerto, a estrutura montada para a negociação foi desfeita e os executivos enviados pela matriz do HSBC para participar das discussões retornaram à Inglaterra pouco mais de uma semana atrás. Procurados, HSBC, JP Morgan e Bradesco não se manifestaram.

(Com Agência Estado)