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Bovespa reverte, recua e retoma os 59 mil pontos

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – A possibilidade de formação de um governo de coalizão na Grécia, evitando assim novas eleições, animou os mercados acionários na quinta-feira. Esse quadro se refletia na Bovespa até, pelo menos, por volta das 16 horas, quando o índice começou a oscilar entre quedas e altas moderadas. No final do pregão, o Ibovespa teve recuo de 0,14%, aos 59.702,05 pontos. As ações da Vale e da Petrobras, que ajudaram a Bolsa pela manhã, pesaram de forma negativa no índice na sessão vespertina.

A ação ON da Petrobras caiu 0,95% e a PN, -1,19%. A mudança de direção pode ser atribuída à expectativa para o balanço da empresa no primeiro trimestre, que será divulgado na sexta-feira.

Vale ON registrou variação positiva de 0,02% e a PNA encerrou estável. Duas notícias influenciaram os investidores. Positivamente, a notícia da quarta-feira, de que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar suspendendo a execução de dívida de R$ 30,6 bilhões da companhia, referente a impostos sobre lucros das controladas no exterior, foi bem recebida pelos investidores. Em contrapartida, o avanço de apenas 0,3% nas importações da China em abril, ante igual mês de 2011 e bem abaixo da expectativa de crescimento de 10%, impediu que as ações da Vale avançassem mais ao longo do dia.

Na contramão da mineradora, as ações do setor de siderurgia encerraram em alta e figuraram entre os destaques de ganho do índice: Gerdau PN (+2,42%) e Gerdau Metalúrgica PN (+2,87%).

Mais uma vez, as ações do setor de construção lideraram as quedas do Ibovespa: PDG ON (-6,37%), Gafisa ON (-4,22%), Cyrela ON (-3,44%) e MRV ON (-1,60%).

Na mínima, o Ibovespa atingiu 59.637 pontos (-0,25%) e, na máxima, 60.752 pontos (+1,62%). Na semana, a Bolsa acumula declínio de 1,84% e, no mês, de 3,43%. No ano, o Ibovespa ainda sustenta um ganho de 5,19%.

Para o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, a queda da Bolsa nesta semana pode ser uma antecipação à posse do novo presidente eleito na França, François Hollande, na próxima terça-feira. “A Europa tem preocupado muito. Os eventos políticos preocupam e o mercado pode estar caindo em cima da expectativa do que pode acontecer com a formação do novo governo francês. O mercado sempre antecipa os eventos.”