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BC indica corte menor da Selic em outubro e fim gradual do ciclo

Ata do Copom sinaliza que o corte dos juros no próximo encontro deve ser menor que 1 ponto porcentual feito na última semana; Selic está em 8,25%

O Banco Central (BC) voltou a indicar que “uma redução moderada na magnitude de flexibilização” da política monetária “parece adequada” na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em outubro. A avaliação consta da ata divulgada nesta terça-feira. O documento cita ainda que os membros do Comitê veem benefícios em promover o fim do atual ciclo de cortes de maneira gradual.

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A ata se refere à reunião encerrada na última quarta-feira, em que o Copom anunciou a redução de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros. Com a decisão – o quarto corte consecutivo dessa magnitude -, a Selic passou a 8,25%. Os analistas do mercado financeiro também preveem que os próximos ajustes feitos pelo Copom serão menores, e apostam que ela encerrará o ano em 7%, segundo o último Boletim Focus.

O documento diz que os diretores do BC “avaliaram a conveniência de uma sinalização sobre as possíveis magnitudes de flexibilização na próxima reunião”. Nesse debate, prevaleceu o entendimento de que é necessário “manter flexibilidade para a política monetária reagir a contento em caso de mudanças no cenário básico e no balanço de riscos”. A próxima reunião do grupo ocorre nos dias 24 e 25 de outubro.

A ata diz que houve especial debate sobre  os custos e benefícios de um encerramento gradual do ciclo. “De forma geral, os membros do comitê concordaram que, tudo o mais constante, há benefícios em se promover encerramento gradual de ciclos monetários”, cita o documento. Apesar dessa defesa, os diretores do BC notaram que “em alguns casos excepcionais a necessidade de antecipação tempestiva do ciclo pode trazer benefícios maiores que os de um encerramento gradual”.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. José Antonio Debon

    O governo ainda gasta muito mais do que arrecada e portanto precisa tomar dinheiro emprestado, se a CELIC baixar mais, ninguém vai emprestar , principalmente agora com a alta nas bolsas.

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