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Bancos propõem reajuste de 8%; greve pode acabar nesta quinta

Bancários vão realizar assembleia às 17h desta quinta para decidir os rumos do movimento; sindicato sugeriu o fim da paralisação

Após 31 dias de paralisação, a greve dos bancários pode acabar nesta quinta-feira, 6. Em reunião com a categoria na noite desta quarta-feira, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs aos trabalhadores um reajuste nominal de 8% nos salários e abono de 3.500 reais.

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Os empregados vão se reunir às 17h desta quinta, em assembleia geral, para avaliar a proposta e decidir os rumos do movimento. O Comando Nacional dos Bancários vai indicar aprovação da negociação e o fim da greve, segundo nota do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Além do reajuste e do abono, os bancos ofereceram reajuste de 10% no vale refeição e no auxílio creche-babá e 15% para o vale-alimentação. Em 2017 haveria a correção integral no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado, com aumento real de 1% em todos os salários e demais verbas.

“Fizemos uma greve forte e, em um ambiente de alta incerteza política e econômica, a categoria garantiu ganho real em 2017 e para este ano manteve a valorização em itens importantes como vale-alimentação, refeição e auxílio-creche. Garantimos também a não-compensação dos dias parados, e o Comando vai orientar a aprovação nas assembleias”, disse por meio de nota a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

Um balanço divulgado pelo sindicato afirma que 42.000 trabalhadores participaram das paralisações durante o período de greve na área de abrangência da entidade, atingindo 727 locais de trabalho, sendo 24 centros administrativos e 703 agências fechados na quarta-feira.

Até a rodada de negociação feita nesta quarta, os grevistas reivindicavam reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando uma inflação acumulada de 9,31%. Além disso, o sindicato pedia o pagamento de três salários mais 8.297,61 reais em participação nos lucros e resultados, além da fixação do piso salarial em 3.940,24 reais. Se a proposta negociada nesta quarta for aprovada, o piso de funcionários que trabalham em escritórios nos bancos passa de 1.976,10 reais para 2.134,19 reais.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Carlos Eduardo

    Não consigo entender como os bancários podem ser tão manipulados pelo seu sindicato? Todo ano é a mesma coisa: pede-se um reajuste e o sindicato depois de dizer que está lutando, aceita um índice bem menor do que foi pedido. De 14 para 8 por cento, a diferença é muito grande. O que quer dizer que no próximo ano, com certeza, irão parar novamente. Ferra-se com a vida do cidadão pra nada.

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  2. Adryano Pereyra

    Quem perde sempre é a população e os funcionários de bancos privados. Só no último ano foram demitidos 6.000 funcionários Itau/Bradesco e quem precisa sacar benefícios pela CEF, ou não possui cartão bancário ficou um mês esperando as agências abrirem. Golpistas!

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  3. Nelson Marchetto

    Isso é ótimo se de fato acontecer, porque um dos maiores prejudicados foram os aposentados que desde o mês passado não conseguiram entrar nas agências da “caixa” para receber sua aposentadoria e, a prosseguir assim, no próximo dia 7/Outubro ficariam outra vez sem receber, que os jovens tem direito a fazer greve mas os organizadores deveriam pelo menos pensar nos aposentados e nos primeiros cinco dias do mês disponibilizarem acesso aos “velhos” porque um dia serão “velhos” também!!!

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  4. Micky Oliver

    DEMITAM TODOS ELES!!! ABRAM NOVAS VAGAS DAS POSSÍVEIS, JÁ QUE AS MÁQUINAS TOMARÃO CONTA DE TUDO EM MATÉRIA DE BANCOS EM POUCO TEMPO!!

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