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Bancos impulsionam ganho das bolsas da Europa

Por Renan Carreira

Londres – As bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira, em uma sessão volátil, após dados positivos e negativos dos Estados Unidos. Os ganhos dos bancos impulsionaram os índices de ações, junto com leilões bem avaliados na Espanha, Itália e Holanda.

O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão com avanço de 1,04%, aos 254,37 pontos, recuperando-se parcialmente da queda de 2,34% registrada ontem. O índice caiu para o nível mais baixo desde meados de janeiro na segunda-feira após dados industriais fracos na Europa e incertezas políticas na França e na Holanda.

Nesta terça-feira, dados dos EUA enviaram sinais mistos sobre o estado da recuperação da maior economia do mundo. Por um lado, os preços das residências nas 20 maiores áreas metropolitanas dos EUA caíram 3,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa da S&P/Case-Shiller. É o menor nível desde outubro de 2002. A previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones era de uma retração de 3,3%.

Por outro lado, as vendas de moradias novas nos EUA caíram em março, mas o dado de fevereiro foi bem melhor do que o calculado inicialmente, de acordo com números divulgados pelo Departamento do Comércio. A queda em março foi de 7,1%, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 328 mil, e o resultado de fevereiro foi revisado para vendas de 353 mil moradias novas – a taxa mais alta desde novembro de 2009 – em vez de 313 mil.

Além disso, o mercado viu com bons olhos os leilões realizados por Espanha, Itália e Holanda. A Agência do Tesouro da Holanda vendeu 1,995 bilhão de euros em bônus do governo em um leilão nesta manhã com yield (retorno ao investidor) abaixo do oferecido em leilões anteriores. O governo pretendia vender entre 1,5 bilhão de euros e 2,5 bilhões de euros em bônus. O índice AEX, da Bolsa de Amsterdã, subiu 1,1%, para 304,68.

O Tesouro Italiano vendeu 2,5 bilhões de euros em bônus de dois anos com cupom zero em um leilão nesta manhã, o valor máximo pretendido, embora com yield (retorno ao investidor) de 3,355%, acima de 2,352% no leilão anterior dos mesmos papéis. Na Itália, o FTSE MIB avançou 2,48%, para 14.192,77 pontos.

Da mesma forma, o custo de financiamento da Espanha aumentou no leilão de títulos de três e seis meses realizado nesta manhã, em comparação com o leilão anterior, mas o Tesouro Espanhol vendeu 1,933 de euros bilhão em papéis, quase o teto da faixa pretendida, que ia de 1 bilhão de euros a 2 bilhões de euros. Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 2,24%, a 6.999,90 pontos.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 2,29%, para 3.169,32 pontos. Michelin avançou 6,1% reportar um aumento de 5,1% na receita do primeiro trimestre e reafirmar sua previsão para 2012. STMicroelectronics subiu 2% depois de a companhia dizer que a receita do segundo trimestre deve crescer entre 4,5% e 10,5%, após um trimestre de vendas fracas. Société Générale teve alta de 3,3%, BNP Paribas avançou 3% e Crédit Agricole subiu 2,3%.

Em Londres, o índice FTSE avançou 0,78%, a 5.709,49 pontos. HSBC Holdings subiu 1,4% e Barclays teve alta de 3,2%. Por outro lado, ARM Holdings recuou 6,2% após receitas de royalties desapontadoras.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX subiu 1,03%, fechando a 6.590,41 pontos. Lufthansa teve alta de 2,3% após ter seus papéis mais bem avaliados pelo Credit Suisse. As montadoras também registraram avanços. Volkswagen subiu 2,6% e Daimler avançou 2%.

Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, registrou alta de 0,71%, para 5.140,31 pontos. As informações são da Dow Jones.