Abreu e Lima terá participação da PDVSA, diz Chávez

Por Tânia Monteiro

Brasília – O porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, anunciou hoje que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, telefonou hoje à tarde para a presidente Dilma Rousseff informando-a de que a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, ofereceu as garantias à Petrobras para que fosse fechado acordo entre os dois países visando a conclusão da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, em Pernambuco.

A construção da refinaria enfrentava problemas porque o acordo original, firmado em 2005, previa que a Petrobras arcaria com 60% dos custos e a venezuelana PDVSA, com o restante. Porém, já chegando a 40% das obras executadas, a PDVSA ainda não cumpriu sua parte, apesar das muitas reuniões e acertos entre as empresas nos últimos anos. Diante disso, a Petrobras, para manter a parceria, deu prazo até 30 de setembro para que a estatal venezuelana e o governo de Chávez deem as garantias financeiras de que cumprirão seus compromissos econômicos firmados e, assim, permanecerão no negócio.

Segundo Baena, os dois presidentes “se congratularam” pelo fechamento do acordo entre asempresas, e Chávez disse que “isso poderia aumentar ainda mais a nossa integração energética, dadas as possibilidades ainda existentes nas áreas de gás e petróleo”. Na conversa, Dilma agradeceu os cumprimentos pelo 7 de Setembro e perguntou sobre o estado de saúde de Chávez, que disse estar bem. Chávez está sendo submetido a quimioterapia em Cuba para combater um câncer na região pélvica.

Chávez convidou ainda a presidente Dilma para participar de uma reunião bilateral com ele, na Venezuela, quando for realizada o primeiro encontro da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), criada em substituição à Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC) e que assumirá também o patrimônio histórico do Grupo do Rio de Janeiro.

A reunião da Celac deveria ter sido realizada antes, na Venezuela, mas Chávez adoeceu e o encontro foi cancelado. A nova data da Celac está marcada para os dias 2 e 3 dezembro, naquele país. DE acordo com Baena, a presidente Dilma aceitou o convite para a reunião bilateral e a participação no encontro.