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Rev.

09/05/2012

às 14:37 \ Séries Anos 2010-2019, Séries Inglaterra

‘Rev.’ ainda não garantiu sua renovação

Aclamada pela crítica britânica, a premiada sitcom Rev. ainda não conseguiu garantir sua renovação para a terceira temporada. Segundo a imprensa, as negociações entre a produtora Big Talk e o canal BBC estão em andamento, mas o maior problema é garantir o retorno do elenco.

Tom Hollander, que interpreta o reverendo Adam, está envolvido com a produção de dois filmes. O mesmo problema ocorre com Olivia Colman, que interpreta sua esposa Alex. A atriz está no elenco de três produções, incluindo uma peça de teatro. A produção teatral também mantém ocupado o ator Simon McBurney, que interpreta o arcebispo Robert.

A situação chegou ao ponto do roteirista James Wood, co-criador de Rev., e representantes do canal BBC declararem ao jornal The Guardian que os fãs não devem esperar o retorno da série para este ano. Eles não garantem sequer que a terceira temporada, se encomendada, consiga ser exibida em 2013.

Originalmente batizada de The City Vicar, a série mudou o título para Handle with Prayer, estreando em junho de 2010 com o nome de Rev. Com seis episódios produzidos, a primeira temporada registrou a média de 1.63 milhões de telespectadores ao vivo, chegando a 2 milhões com as reprises, uma das maiores audiências do canal BBC2 no ano. A segunda temporada foi exibida em 2011, com seis episódios mais um especial de natal, que deram à produção a média de 1.57 milhões de telespectadores, ao vivo.

A história acompanha os altos e baixos da vida do reverendo anglicano Adam (Hollander), que saiu do interior para pregar a palavra de Deus em uma igreja de um bairro de Londres. Enfrentando a concorrência com a indústria do entretenimento, bem como com o dia a dia agitado dos membros de sua paróquia, Adam tenta encontrar uma forma de cumprir com suas funções.

A cada dia ele vivencia um conflito moral. Responsável por uma igreja decadente, tanto em sua estrutura física quanto em relação aos membros de sua paróquia, Adam precisa manter as portas sempre abertas para quem quiser procurá-lo com algum problema, verdadeiro ou não. A série aborda diversas temáticas, entre elas, o interesse da igreja de gerar lucro, a homossexualidade entre pessoas do clérigo, o choque entre ideologias religiosas e o questionamento da fé por parte daqueles que têm a função de defendê-la.

Produzida por Peter Cattaneo, do filme Ou Tudo ou Nada/The Full Mounty, pela Big Talk Productions, a série ganhou o prêmio BAFTA (o equivalente ao Emmy) de melhor sitcom de 2010. Rev. foi novamente indicada nesta categoria este ano.

As 10 Melhores Séries de 2011

Chegou a hora de listar as produções seriadas que se destacaram ao longo do ano.

Ao contrário de 2010, foi difícil completar a lista das 10+ de 2011. Acredito que muitos irão concordar comigo quando digo que o ano foi muito fraco para a TV americana. Promessas não cumpridas e retornos abaixo das expectativas predominaram no mundo das séries.

As aparências foram mais importantes que o conteúdo. Diálogos didáticos ou excessivamente expositvos e abordagens que remontam à década de 1980 predominaram, bem como personagens, situações e propostas já vistas em outras produções foram reformuladas para dar cara nova às séries. As comédias retomaram o humor ingênuo, generalizando situações em torno de temas, alguns dos quais já exaustivamente explorados. Espero que as melhores estreias tenham sido agendadas para 2012.

Muitos poderão questionar as razões pelas quais não incluí suas séries favoritas na lista Top 10 de 2011. A resposta é simples: a lista é elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano. As produções foram selecionadas com base em suas propostas, bem como no desenvolvimento dos personagens e situações.

A lista inicia com as produções que, em minha opinião, se destacaram. No final da postagem encontram-se as séries que, embora não tenham entrado na lista das 10+, também são produções que valeram a pena assistir. Este ano começo a incluir na lista as minisséries, formato que faz parte do conteúdo deste blog, mas por falha minha não foram lembradas na postagem das melhores de 2010. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Gostaria de lembrar que “Mad Men”, uma das melhores séries da atualidade, não consta da lista porque em 2011 não ofereceu episódios novos. Em função de uma disputa contratual, ela perdeu um ano em sua sequência de produção, retornando com sua 5ª temporada em 2012.

1. The Slap – Minissérie – Drama

Esta é uma produção australiana com base no bestseller de Christos Tsiolkas, dividida em oito episódios. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Este é o ponto de partida para narrar a vida de oito personagens, que reagem cada um à sua maneira à atitude de Harry. Cada episódio é protagonizado por um dos personagens.

Trata-se de uma belíssima obra que retrata de forma delicada a trajetória de cada personagem sem tomar partido, seja em relação ao tapa ou ao estilo de vida de cada um. Ninguém está 100% certo ou errado. São pessoas que vivem de acordo com suas opiniões e seus desejos, independentemente da necessidade de se tornarem simpáticas diante dos olhos de terceiros.

As opiniões e atitudes de cada um se contrastam: o homem que é escravo da família (Hector) x o homem que escraviza a família (Harry); a mulher presa às responsabilidades (Aisha) x a mulher que foge de responsabilidades (Anuk); o pai que ‘perdeu a voz’ (Manolis) x a mãe que sempre se faz ouvir (Rose); a adolescente que busca o amor (Connie) x o jovem que esconde e sufoca seus sentimentos (Richie).

2. Forbrydelsen  - 1ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção dinamarquesa que gerou a série americana conhecida como “The Killing”. Mas, como a maioria dos remakes, a versão americana está muito abaixo da qualidade do original. Embora a primeira temporada de “Forbrydelsen” tenha sido produzida em 2007, ela somente ficou disponível para o mercado internacional em 2011.

Em 20 episódios da primeira temporada, a história acompanha as investigações em torno do assassinato de uma jovem sob circunstâncias que levam a diferentes interpretações. A narrativa divide-se entre o trabalho da polícia, comandado por Sarah Lund, e a vida pessoal de cada personagem envolvido de alguma forma com o crime ou com as investigações.

Lentamente, e de forma simples, o cenário sentimental desta série vai se formando em torno dos fatos que são revelados a cada episódio. Emoção e razão convivem de forma equilibrada, sem muito melodrama ou protecionismo por parte dos roteiristas. Através de olhares, gestos ou diálogos rotineiros, tomamos conhecimento de relacionamentos complexos e com um longo histórico, os quais não são solucionados simplesmente porque a investigação, que predomina na trama, encerrou. Meu comentário sobre a temporada está aqui.

Na segunda temporada, a série traz 10 episódios que reduzem a abordagem do lado pessoal dos personagens, embora ainda esteja presente. O foco principal é a investigação em torno do assassinato de uma advogada.

3. Men of a Certain Age – 2ª e Última Temporada – Drama

Uma das minhas decepções é a tendência atual da TV a cabo de se aproximar da TV aberta. Quando começou a produzir na década de 1990, a TV a cabo veio com uma proposta de se tornar uma alternativa para as produções oferecidas pela rede aberta. Seu sucesso forçou a TV aberta a buscar programas mais complexos e com um desenvolvimento de personagens mais profundo, que pudessem competir com o que era oferecido no cabo.

Por cerca de 10 anos ela conseguiu se manter nesse caminho, oferecendo séries com temáticas voltadas para diferentes segmentos de público. Como resultado, produções com baixa audiência conseguiram sobreviver. Aos poucos, com algumas exceções, a TV a cabo vem mudando esse perfil. Ela começou a adotar como critério de produção a medição do nível de audiência que se tornou determinante na renovação de uma série. No entanto, não é o público que a TV a cabo formou que decide o futuro de um programa, mas aquele que dá audiência à rede aberta e que também se tornou alvo dos canais a cabo. Nada contra séries de puro entretenimento, com histórias leves e desenvolvimento controlado, desde que elas não predominem, em especial na TV a cabo.

Digo tudo isso porque “Men of a Certain Age”, que por incrível que pareça surgiu na TNT, um canal que vem adotando a cada ano que passa um perfil mais popular, foi cancelada por baixa audiência para dar lugar à nova versão de “Dallas”. Para os fãs, resta a ideia de que pelo menos tivemos a oportunidade de conhecer a série.

Esta é uma das mais belas produções dos últimos anos sobre a crise da meia idade. Com uma abordagem simples e intimista ela apresenta personagens que aos poucos vão se conscientizando da passagem do tempo e do rumo que suas vidas seguiram. A princípio, eles adotam uma postura derrotista mas, lentamente, cada um ao seu próprio tempo, começa a perceber que ainda dá tempo de criar um novo futuro. A segunda temporada traz uma espécie de despedida dos personagens, já que o último episódio conseguiu oferecer, de certa forma, uma definição das situações protagonizadas por eles.

4. Breaking Bad – 4ª Temporada – Drama

Ao lado de “Mad Men”, esta série consegue manter a credibilidade do canal americano AMC, que em suas últimas estreias vem optando por uma linguagem mais popular e caricata. Renovada para sua última temporada, a série promete entrar para a história da televisão como mais uma produção que conseguiu manter sua qualidade e objetivos do começo ao fim.

A história tem início quando um pacato professor entra na vida do crime depois que descobre sofrer de câncer. A partir daí, inicia-se uma jornada que é uma verdadeira montanha-russa. Cheia de altos e baixos, Walter se arrisca constantemente, conseguindo ficar fora do alcance da polícia. Tentando manter o controle de sua vida e daqueles que o cercam, Walter descobre que isto nem sempre é possível.

Nesta quarta temporada ele, por algum tempo, perde esse controle. Sob o jugo de Gus, Walter é ‘aprisionado’. Mas como se domestica um redemoinho? Acreditando que ainda mantém o controle, Walter primeiro tenta manipular e depois mede forças com Gus. Sem resultados, ele entra no processo de ebulição que irá explodir no final.

Enquanto isso, a temporada destaca os demais personagens, como Gus e sua história, bem como sua tentativa de separar Walter e Jesse. Este sofre uma crise de identidade colocando em dúvida sua amizade e sua fé em Walter. Já Skyler revela ser perfeitamente capaz de cometer seus delitos em nome da sobrevivência. Imagino se no final o confronto será entre Walter e Hank ou se entre Walter e Skyler.

5. Him & Her - 2ª Temporada – Dramédia

Esta é uma série inglesa que já figurava em minha lista do ano passado, na categoria Vale a Pena Conferir. Ela não é uma produção que cai fácil no gosto popular mas, para quem procura algo mais que bordões e caricaturas, “Him & Her” é uma boa opção.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Com uma narrativa naturalista, a série traz uma abordagem que segue a linha perpetuada por Samuel Beckett no teatro, com personagens vivendo o nada mas revelando muito. Em “Him & Her” ninguém está à espera de Godot, nem tampouco da morte, embora a história também seja centrada em dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. No elenco também está o casal formado por Laura e Paul, ela irmã de Becky, uma jovem dominadora e egocêntrica, ele um noivo submisso.

Por opção, o casal formado por Becky e Steve se sustenta com os benefícios do governo. Sem trabalhar, os dois passam o dia dentro do apartamento tentando fazer apenas o que gostam: transar, assistir DVD e jogar games. Eles saem pouco e quando isto ocorre é, geralmente, por obrigação. Em contrapartida, os familiares e amigos insistem em bater à porta do casal se intrometendo em sua vida, algo que ocorre com mais frequência na segunda temporada.

6.  Rev. – 2ª Temporada – Dramédia

Esta é outra produção britânica que constava de minha lista de 2010, categoria Vale a Pena Conferir, que nesta segunda temporada amadureceu.

A história gira em torno de Adam, um Reverendo anglicano e sua relação com a paróquia, colegas de trabalho e sua esposa, que deseja engravidar. Inseguro, muitas vezes ingênuo, mas com uma grande vontade de ajudar o próximo, esse homem de Deus revela ser um ser humano como qualquer outro. Cheio de fraquezas, ele se vê confrontado por questões existenciais que se apresentam na rotina do dia a dia. Seu maior obstáculo é ele mesmo.

Tal como ocorre com outras produções da Inglaterra, “Rev.” tem a liberdade de explorar temas que nos EUA seriam considerados tabus, especialmente para a TV aberta. O principal deles é a religião, que ainda é evitada por diversas produções mundo afora. Na série são discutidas de forma simples, mas abertamente, situações como a estrutura política e administrativa da igreja anglicana, sua relação com as demais religiões, bem como com a sociedade.

A série também abrange temas como a solidariedade, a homossexualidade dentro da igreja, o culto às celebridades e à mídia, o uso de drogas e a dependência aos vícios, exorcismo, fé, burocracia, preconceito, a educação de jovens, e a pedofilia, que além de comentada também é vista de forma simbólica como na cena em que Adam, vestindo uma batina, persegue Enid no parque, que corre gritando como se estivesse sendo atacada.

 7. Treme – 2ª Temporada – Drama

Esta é uma produção que exemplifica o que a TV a cabo era quando surgiu. Voltada a um segmento de público específico, mantendo baixa audiência, a série da HBO consegue ser renovada para novas temporadas, sem sofrer pressão do canal para popularizar sua narrativa com o objetivo de atrair o interesse de um público maior.

A série traz uma história com conteúdo pessoal, significativo e atual: a cultura regional em contraste com a globalização cultural.

A segunda temporada desta série teve um único problema: as cenas dramáticas ficaram perdidas na quantidade exagerada de números musicais. Mas, ainda assim, conseguiu se manter fiel à sua proposta, desenvolvendo mais a fundo sua história e a complexidade de seus personagens, os quais começaram a se desprender de suas raízes e de seu passado para tentar reconstruir suas vidas.

Com isso, alguns se perdem no meio do caminho, abandonando suas crenças e dando as costas à sua cultura. Outros buscam alternativas para manter seu amor e sua fé na cultura de Nova Orleans e na importância que ela tem para a sociedade em que vivem.

8. Justified – 2ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção da qual não esperava gostar, embora seja fã de faroestes. Quando anunciaram a série como um faroeste moderno, torci o nariz. Logo concluí que seria apenas mais uma produção policial com narrativa procedimental estrelada por um agente federal que usa chapéu de cowboy. Nada disso. Embora esses elementos se façam presentes, a série traz uma belíssima construção de personagens que conduzem a história e não vice-versa.

Nesta segunda temporada, “Justified” trouxe uma das mais belas personagens que já vi nos últimos anos. Mags Bennett é uma espécie de Ma Parker. Uma mulher que, com a ajuda dos filhos, mantém um negócio de bebida clandestina. Mas ela é ambiciosa e ao longo dos episódios busca expandir seus negócios para outras áreas.

Esta temporada se aprofundou na história do condado e o valor afetivo que o lugar tem para os moradores que nasceram e cresceram na região. A trama também explorou a forma como os relacionamentos do passado determinam o comportamento no presente. Raylan passou por cima de seus princípios para ajudar Winona e, como inimigos cordiais, Mags e seus filhos mantiveram uma distância respeitável de Raylan e sua família, ao menos enquanto foi possível.

A atriz Margo Martindale rouba todas as cenas em que aparece, mas nem por isso o restante do elenco fica diminuído. Ao contrário, os atores que contracenaram com ela ganharam com sua presença. Juntos eles construíram cenas belíssimas, transformando a temporada em um prazer de se acompanhar, embora os personagens tenham sido melhor desenvolvidos que a trama proposta.

9. Boardwalk Empire - 2ª Temporada – Drama

A série é situada na década de 1920, iniciando sua trama logo após a decretação da Lei Seca. Embora o foco principal seja o contrabando de bebidas, “Boardwalk Empire” é uma série sobre proibições e transgressões, as quais são vistas em diversos níveis. O contrabando e a luta pelo poder é apenas o ponto de partida e uma referência prática para contar a história de personagens que se envolvem em diferentes situações, as quais os obrigam a tomar decisões. Geralmente a resposta encontrada por eles é a de transgredir as leis, sejam as do homem ou as de Deus. A forma como realizam essas transgressões, ou tentam evitá-las, e a maneira como lidam com as consequências compõem a trama.

Ao longo da história alguns personagens, que tinham uma forma de vida clara e objetiva, começam a se perder; outros que estavam perdidos começam a se questionar e a buscar alternativas de vida. Mas, em todos os casos, cada um deles precisa romper com padrões enraizados, tomando decisões que, para o estilo de vida que seguiam, podem ser consideradas amorais ou proibitivas. Ninguém é inocente ou puro para ser poupado das transformações que sofrem ou de suas consequências.

A segunda temporada explorou mais a fundo o passado, a solidão e as motivações de personagens, alguns dos quais se despediram do público. A temporada encerra uma etapa da história, introduzida no início da série. Foi feita uma limpa entre os personagens, levando a história a sofrer uma reestrutura.

O mais importante é que Nucky deixou de ser apenas um personagem que reage às situações que se apresentam para assumir de fato sua posição como gângster. Ao eliminar o representante da chamada ‘geração perdida’, Nucky desceu do muro. Sua transgressão terá consequências, uma das quais poderá ser o surgimento de uma nova inimiga, talvez mais poderosa que o Comodoro: Gillian.

10. Homeland – 1ª Temporada – Drama 

Acredito que ainda seja cedo para dizer se esta série chegou para ficar, mas em sua primeira temporada, “Homeland” conseguiu se estabelecer como uma das melhores estreias de 2011. A série é uma versão americana de uma produção israelense. Seguindo a linha de “24 Horas”, “Homeland” trabalha a questão do terrorismo.

Embora se mantenha no nível de um thriller de espionagem, tomando liberdades criativas para narrar sua história, a série consegue oferecer personagens e situações que os transformam em algo mais que simples protagonistas de uma ação.

O tema principal é a relação entre terrorismo e doença. A personagem central é Carrie. Diagnosticada como bipolar, ela é capaz de identificar padrões de comportamento. Poucos acreditam nela, o que a faz assumir uma postura neurótica e de stalker para provar suas teorias. Esta mulher, dependente de drogas prescritas, representa seu país, vendo em qualquer pessoa ou situação um terrorista em potencial. Desta forma, ela justifica suas ações, mesmo quando protagoniza um ataque pessoal à liberdade daqueles que estão sob suspeita.

Em segundo plano temos Brody, um fuzileiro resgatado do Afeganistão que teve sua mente abalada ao longo dos oito anos em que foi prisioneiro. Prefiro não comentar o  personagem para não passar spoilers, mas vale a pena dizer que ambos são, de alguma forma, constantemente traídos e pressionados a reagir, cada um à sua maneira, às situações que se apresentam diante deles.

A cada episódio é revelado um pouco mais sobre esse universo e seus personagens, terminando sempre com uma situação que leva o telespectador a querer saber o que vem depois.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2011. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia: 30 Rock, Curb Your Enthusiasm, Modern Family, Parks and Recreation.

Dramédia: The Big C, Bored to Death, Californication, Divã, Enlightened, Episodes, Friday Night Dinner, Louie, Shameless, Sirens, Secret Diary of a Call Girl, Twenty Twelve, Weeds.

Drama: Boss, Case Sensitive, The Closer, Friday Night Lights, The Good Wife, Sons of Anarchy.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: Black Mirror, The Crimson Petal and the White, The Shadow Line, The Sinking of Laconia, Women in Love, The Yard.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim
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Fotos do Elenco de Rev. – 2ª Temporada

Rev.” é uma divertida sitcom britânica que discute o valor da igreja nos dias de hoje. A segunda temporada estreia no dia 10 de novembro, na Inglaterra, pelo canal BBC2. Bem recebida pela crítica, a série ganhou o BAFTA de melhor sitcom de 2010.

Criada por James Wood e Tom Hollander, a série gira em torno do reverendo anglicano Adam (Hollander), que saiu do interior para pregar a palavra de Deus em uma igreja de um bairro de Londres. Enfrentando baixo orçamento, a concorrência com a indústria do entretenimento, bem como com o dia a dia agitado dos membros de sua paróquia, Adam tenta encontrar uma forma de cumprir com suas funções e  atrair um número maior de fiéis.

Na segunda temporada, composta de seis episódios mais um especial de natal, Adam é inesperadamente transformado em herói da comunidade quando, sem querer, impede um assalto. O fato chama a atenção de seus superiores que tentam tirar proveito da fama repentina do reverendo e sua paróquia.

Esta temporada terá nova participação de Hugh Bonneville (Downton Abbey) como Roland, vigário que mantém um programa de rádio; e o ator Ralph Fiennes será visto no primeiro episódio, interpretando o Bispo de Londres. Outros atores convidados da temporada são James Purefoy (Roma), Amanda Hale e Richard E. Grant, ambos de “The Crimson Petal and the White”, entre outros.

No elenco também estão Olivia Colman, Steve Evets, Miles Jupp, Simon McBurney, Ellen Thomas, Lucy Liemann, Ben Willbond e Jimmy Akingbola.

Ainda sem previsão de estreia no Brasil, a série já está disponível em DVD no mercado internacional.

Cliquem nas fotos para ampliar.

 

 

 

 

 

 

Sitcom Inglesa Rev. Ganha 2ª Temporada

A BBC encomendou a produção da segunda temporada da sitcom “Rev.”, que terá seis episódios, com previsão de estreia para o final do ano de 2011.

Criada por  James Wood e Tom Hollander, a série gira em torno do reverendo anglicano Adam (Hollander), que saiu do interior para pregar a palavra de Deus em uma igreja de um bairro de Londres. Enfrentando a concorrência com a indústria do entretenimento, bem como com o dia a dia agitado dos membros de sua paróquia, Adam tenta encontrar uma forma de cumprir com suas funções e  atrair um número maior de fiéis, o que contentaria seus superiores.

Abordando temáticas como o interesse da igreja em gerar lucro, a homossexualidade entre pessoas do clérigo, o choque entre ideologias religiosas e o questionamento da fé por parte daqueles que têm a função de defendê-la, a série conquistou uma audiência média de 2 milhões de telespectadores, transformando-se em uma das maiores audiências do canal BBC2 no último verão.

“Rev.” já chamou a atenção dos EUA, que cogitam a possibilidade de produzirem uma versão americana, segundo o site Deadline.

Originalmente batizada de “The City Vicar”, a série mudou o título para “Handle with Prayer”, estreando em junho de 2010 com o nome de “Rev.” Produzida por Peter Cattaneo, do filme “Ou Tudo ou Nada/The Full Mounty”, pela Big Talk Productions, para o canal BBC2, a série tem o box em DVD de sua primeira temporada previsto para ser lançado na Inglaterra no dia 25 de outubro.

Confiram mais informações sobre a série aqui e previews da primeira temporada aqui.

24/06/2010

às 3:33 \ Séries Inglaterra, Trailers

Previews de Rev. Nova Sitcom da BBC

A série estreia na Inglaterra no dia 28 de junho.

24/06/2010

às 3:00 \ Séries Inglaterra

Sitcom da BBC Discute o Valor da Igreja nos Dias Atuais

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No dia 28 de junho a BBC 2 estreia a sitcom “Rev.“, produção da Big Talk Productions, criada por Tom Hollander e James Wood, com seis episódios iniciais encomendados. A produção chegou a ser anunciada com o título provisório de “Handle with Prayer”.

A série pretende explorar os bastidores da administração de uma igreja nos dias de hoje, época em que precisa enfrentar a concorrência do mundo do entretenimento e das novas mídias; bem como expor as dificuldades diárias de se manter as obrigações que o cargo de pastor impõe.

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A história gira em torno do Pastor anglicano Adam Smallbone (Tom Hollander), que é transferido de uma comunidade rural para a igreja de St. Saviour, no Leste de Londres. Adam é casado com Alex (Olivia Colman), uma advogada que não faz a menor ideia de como a esposa de um pastor deve agir.

A cada dia Adam vivencia um conflito moral: responsável por uma igreja decadente, tanto em sua estrutura física quanto em relação aos membros de sua paróquia, Adam precisa manter as portas sempre abertas para quem quiser procurá-lo com algum problema, verdadeiros ou não. Pela igreja passa todo o tipo de gente: miseráveis, criminosos, drogados, neuróticos ou alpinistas sociais, os quais buscam legitimar seu nome e seu passado frequentando ou apoiando uma igreja.

Como se não bastasse, ainda tem de lidar com voluntários preguiçosos, rivais ambiciosos (da mesma religião ou não), a vigilância de seu superior (Simon McBurney) e o assédio de Adoha (Ellen Thomas), mulher que frequenta a igreja. Seu auxiliar acha que Adam lhe tirou a chance de se tornar o pastor da congregação; Colin (Steve Evets), um de seus maiores devotos é um bêbado inveterado; e ainda tem um funcionário do local que já não tem mais imaginação para inventar uma boa mentira em troca de algum dinheiro adiantado.

No elenco também estão Lucy Liemann (Ellie), Hugh Bonneville (Roland Wise), Alexander Armstrong (Patrick Yam), Colin Salmon (Leon) e Darren Boyd (Darren Betts).

Tom Hollander teve a ideia para a série quando assistiu ao  batizado de seu afilhado; o pai do menino era um velho amigo seu que nunca acreditou na existência de Deus. No entanto, estava em uma igreja batizando o filho.

Outra inspiração de Tom para a série foi uma história publicada em um jornal na qual narrava a vida de um pastor que se tornara a pessoa mais importante de uma comunidade ao ser requisitado para festas, reuniões e toda espécie de evento. O motivo era o interesse de pais em matricular seus filhos na escola mantida pela igreja. Na Inglaterra, é uma antiga tradição crianças estudarem em escolas religiosas para conseguirem ascender socialmente.

Pesquisando o universo no qual a história seria situada, Tom conheceu a esposa de um pastor, que além de ganhar o dobro do valor pago ao marido, detestava as reuniões e o fato da porta estar sempre aberta a quem fosse visitá-los; no entanto, aguentava a tudo por amor ao esposo. Assim, surgiu a personagem de Alex, mulher do Pastor Adam.

Apesar das referências, o ator e co-criador da série garante que os episódios deverão ter histórias inspiradas em fatos e personagens reais, mas com um desenvolvimento ficcional.


 

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