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PSOL

12/09/2012

às 23:17

Na origem do PSOL, um terrorista e assassino. Ou: Veja por que este homem expôs a moral fraturada de Marcelo Freixo. Ou: O queridinho da esquerda Moët & Chandon

Berg Nordestino: o nome que movimentou o debate eleitoral por citação no relatório da CPI das Milícias (Cecília Ritto)

O PSOL é realmente um partido encantador. Não por acaso, tem entre os seus fundadores o italiano Achile Lollo. Comprovadamente um terrorista. Comprovadamente um assassino. Jogou gasolina por baixo da porta da casa de um adversário político e meteu fogo. No imóvel, estavam um gari, sua mulher e seis filhos. Dois morreram queimados: Stefano, de 8 anos, e Virgilio, de 22. Tudo porque o socialista Lollo, que hoje mora no Rio, queria um mundo melhor, entenderam? Se, para isso, tinha de meter fogo em pessoas, por que não? No Brasil, ainda preocupado com o bem da humanidade, essa alma generosa resolveu fundar o PSOL. Que bom! Agora os socialistas ricos da cidade já têm em quem votar! Para saber mais sobre Lollo, clique aqui.

A gente vê que esse entendimento particular da Justiça é a raiz de uma decisão recente tomada pelo partido. Há a suspeita de que um candidato a vereador da legenda, chamado Berg Nordestino, seja próximo das milícias. Marcelo Freixo, que disputa a Prefeitura pelo partido, não teve dúvida: impoluto, pediu a expulsão de Nordestino. A ultraesquerda com renda superior a 10 salários mínimos de Ipanema, Leblon e Copacabana aplaudiu aliviada. Atenção! Contra o candidato não existe nada além de uma suspeita. Não existe nem sequer um inquérito. A candidatura de Nordestino foi mantida pelo TRE.

Muito bem! Sabe-se agora que o mesmo PSOL tinha como candidato a vereador ninguém menos do que um homem condenado pela Justiça, que está cumprindo pena em regime condicional: Valdinei Medina Machado da Silva. Sua candidatura foi cassada pela Justiça Eleitoral. No caso de Machado da Silva, a decisão de Freixo é outra: ele fica no partido.

A conclusão é uma só: Freixo não reconhece a “Justiça” burguesa como referência aceitável, entenderam? Um candidato sobre quem pesa não mais do que uma suspeita tem de ser expulso; um condenado, que cumpre pena, pode ficar. A moral superior de Freixo não é menos encantadora do que a de seu partido. Agora eu entendo por que a esquerda que bebe Moët & Chandon, enquanto debate a “poesia” de Chico Buarque, está com Freixo. É por seu impecável senso de Justiça. É uma decisão à altura de um partido que tem Achille Lolo entre seus fundadores.

Leia reportagem de Cecília Ritto, na VEJA.com.
Rosenberg Alves do Nascimento, o Berg Nordestino, não é vingativo. Se fosse, poderia dizer que o castigo vem a cavalo. Como não guarda mágoa, prefere manifestar sua vergonha com o fato de ter sido execrado pelo PSOL, partido que escolheu para disputar a eleição para vereador no Rio de Janeiro. Berg é acusado de ter ligação com milicianos e, na semana passada, o candidato à prefeitura do PSOL, Marcelo Freixo, pediu a expulsão dele. A Justiça Eleitoral manteve o registro de Berg. Nesta quarta-feira, ao saber que o Tribunal Regional Eleitoral impugnou a candidatura de Valdinei Medina Machado da Silva, também candidato a vereador pelo PSOL, condenado por assalto a mão armada em 2006 Berg procurou o site de VEJA. E desabafou.

“Ele (Freixo) pediu a minha expulsão. Agora, vem à tona que existe um cidadão ficha-suja, por assalto a mão armada, candidato a vereador. E o candidato a prefeito vem dizer que não vai expulsar. O Dinei é o contrário de mim, que sou um ficha-limpa”, afirmou, decepcionado. Berg disse que usará as redes sociais para tratar do assunto. E, por enquanto, mantém o apoio a Marcelo Freixo. “Continuamos com as oito pessoas da minha campanha na rua: eu, minha esposa, filha, três irmãos e dois amigos”, disse.

Berg Nordestino foi o assunto da eleição na semana passada. Ele foi citado no relatório da CPI das Milícias, presidida por Freixo em 2008. Quando Freixo foi informado sobre a situação do candidato, afirmou que Berg seria expulso do partido por envolvimento com a milícia. Na segunda-feira, o juiz eleitoral Murilo Kieling manteve a candidatura de Berg. Nesta quarta-feira, o Radar On-line, do site de VEJA, mostrou que a Justiça Eleitoral impugnou a candidatura de Valdinei Medina Machado da Silva, também candidato a vereador pelo PSOL, condenado por assalto a mão armada em 2006 e que cumpre pena na condicional.

“Eu me sinto envergonhado. Isso é prejudicial para a campanha do candidato a prefeito (Freixo). Acredito que os outros candidatos do PSOL vão discordar de ter uma pessoa condenada dentro do partido”, afirmou Berg, apostando que a maré finalmente comece a mudar entre os colegas de legenda. Desde que a Justiça manteve a candidatura de Berg, o PSOL trata o tema com luvas.

Freixo informou que o PSOL já estava ciente da condenação de Dinei, mas que não esperava a impugnação da candidatura. E afirmou que Dinei continuará no partido, decisão diferente da tomada com Berg. “Passo a entender que há discriminação com o nordestino. O outro cidadão é condenado pela Justiça e continua no partido. A palavra certa para o caso é discriminação”, disse Berg.

Popularidade
O episódio com Berg rendeu a Marcelo Freixo alguns aborrecimentos. Mas, desde que o caso veio à tona, a candidatura cresceu: a pesquisa Datafolha divulgada na noite de terça-feira indicou que Freixo subiu de 13% para 18% das intenções de voto. Berg também ganhou fama. “Pode ter certeza: o assédio agora está grande demais. Três vezes maior do que antes. Hoje estava descendo a Avenida Maracanã e as pessoas diziam ‘É isso aí, Berg. Estamos com você’”, contou. O fenômeno Berg, por Berg: “Minha candidatura agora é vista como coisa séria. O ficha-suja é outro candidato. E querem por o ficha-limpa para fora?”, questiona.

O candidato recebeu na manhã desta quarta uma notificação da executiva nacional do PSOL. Ele tem 72 horas para apresentar sua defesa. Berg e os sete voluntários dedicaram a tarde a elaborar a argumentação. “Vou informar na minha defesa que o ficha-suja é o Dinei”, adiantou o candidato, resumindo sua linha de raciocínio. Domingo de manhã, o candidato vai à feira de São Cristóvão, onde há concentração de nordestinos, para dar uma resposta às acusações feitas contra ele.

Por Reinaldo Azevedo

28/08/2012

às 21:47

Freixo, o PSOL e fogo na bandeira de Israel. Ou: Nem tudo o que não é PT serve!

Já escrevi sobre o deslumbramento de alguns setores do Rio com a candidatura de Marcelo Freixo, do PSOL, à Prefeitura. O texto está aqui. O título já é bastante eloquente: “O Rio assiste ao renascimento da esquerda festiva e do miolo mole. O queridinho da vez é Marcelo Freixo, do mesmo partido que liderou o caos em São Paulo”.

Lembro, naquele texto, que o PSOL, junto com o PSTU, decidiu promover o caos no transporte público de São Paulo, liderando a greve do metrô. Também dividiu o comando da bagunça promovida pela extrema minoria na USP. Eu sei que Eduardo Paes é candidato à reeleição tendo o PT como vice. Sei também que é o nome apoiado por Lula. Muito bem.

Somos amigos — ninguém rompeu; acho que continuamos. Não dependo dele pra nada nem ele de mim. Isso seria o suficiente para eu votasse nele? Com as alianças que tem, não, embora eu reconheça que tem feito um trabalho competente na cidade. Não se vota em alguém só por uma coisa ou por outra, mas por um conjunto. O pragmatismo não é meu último deus. Agora que fique claro: NEM TUDO O QUE NÃO É PT ME SERVE. Freixo, por exemplo, não me serve. Se, em último caso, eu fosse colocado diante da opção: ou Freixo ou Paes, eu faria o contrário de Chico Buarque e escolheria Paes. Eu faria o contrário de Caetano Veloso e escolheria Paes. Mesmo com o Babalorixá de Banânia apoiando o prefeito.

E faria porque Freixo tem um partido, ora essa! E esse partido pensa um conjunto de coisas. Mais do que isso: esse partido faz um conjunto de coisas que repudio de forma clara, inequívoca, definitiva. A luta do candidato contra as milícias não é, por óbvio, o suficiente para me mobilizar. Só isso? Não! Há mais. Leiam o informa o Globo. E isso, para mim, arremata a questão. Volto para fechar.

Freixo comenta atitude de aliado que queimou bandeira de Israel

Por Bruno Góes e Luiz Gustavo Schmitt:
O candidato do PSOL à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, comentou nesta terça-feira a atitude de seu aliado em vídeo do Youtube, o candidato a vereador Babá. Em imagens que circulam nas redes sociais, Babá aparece queimando uma bandeira de Israel. No Twitter, Freixo discordou da postura do colega de partido, mas ressaltou que ele é “um militante combativo”.

“Baba é um militante combativo, nesse episódio ele errou. Ser contra um governo não é ser contra um país”, postou ele, que completou: “Sou contra a atitude dele, já me posicionei publicamente. Isso não anula toda luta dele”. O vídeo questiona o apoio dado por Freixo ao aliado. Babá, por outro lado, defendeu a sua atitude e respondeu ao vídeo em um artigo publicado nesta terça, em seu blog. No texto, intitulado ‘Resposta à campanha da direita sionista contra o PSOL”, Babá afirma que o crescimento de Freixo nas pesquisas resultou numa campanha difamatória desencadeada pela direita sionista contra o PSOL.

O candidato a vereador afirma que o vídeo é de 2009. Além da bandeira de Israel, a dos EUA também foi queimada. O candidato diz que a manifestação fez parte de uma jornada mundial de manifestações de solidariedade ao povo palestino, que sofria um ataque militar naquele momento. Babá chama o estado de Israel de “racista e nazista, que ataca e mantêm seu domínio sobre os palestinos graças ao terror e a repressão feroz, da mesma forma que o fizeram os sucessivos governos da minoria branca na África do Sul”.

“A esquerda socialista tem a responsabilidade e a obrigação de dizer a verdade ao povo brasileiro e educar as novas gerações sobre o real significado do Estado racista de Israel, assim como de manifestar a irrestrita solidariedade com o povo palestino”, diz ele. Por fim, Babá afirma que logo os adversários vão buscar outros temas considerados tabus para impedir a tendência de crescimento da candidatura de Freixo.

Encerro
Está tudo claro aí. Freixo não apoia a atitude do colega de partido, mas também não a repudia de modo inequívoco. Prefere exaltar as suas virtudes militantes, embora Babá faça aqui o que faz o governo do Irã. Compreendo. Então tenho de lembrar: um terrorista italiano está na origem da formação do PSOL. Seu nome: Achille Lollo. Já contei essa história aqui. Esse Freixo para consumo dos bem-pensantes não nega a natureza do seu partido. O Caetano e o Chico que toquem violão pra ele.  

Por Reinaldo Azevedo

06/02/2012

às 6:33

Extrema esquerda é boca de aluguel do petismo; com um sindicato aqui, outro acolá e a verba do fundo partidário, seus dirigentes vivem uma confortável vida burguesa

Partidecos de extrema esquerda como PSTU, PCO, PSOL e bichos ainda mais exóticos — especialmente no meio universitário —, gostam de posar de independentes. Alguns deles têm a ousadia verdadeiramente revolucionária de chamar Dilma Rousseff de “direitista e neoliberal”. Em seus blogs e sites, distribuem pernadas a três por quatro. Alguns chegam a jurar que não vêem diferença entre o PSDB e o PT, ambos empenhados apenas em garantir a remuneração do capital, em detrimento dos trabalhadores que esses esquisitos supostamente representam. Os ditos trabalhadores, evidentemente, nem sabem que eles existem. Mas não nos enganemos: na prática, essa gente é boca de aluguel do petismo e, indiretamente, é financiada pela nave-mãe, de onde todos surgiram — ou, ao menos, por onde todos passaram.

O PSTU, na origem, era uma corrente que ajudou a criar o PT: a Convergência Socialista. Conheço bem porque fui um “convergente” quando criança. Vocês sabem: como dizia o apóstolo Paulo, “quando eu era menino, sentia como menino, falava como menino, discorria como menino…” Mas cresci. Se há velhos falando como meninos no que respeita à ideologia, ou são idiotas ou são pilantras. A CS se integrou ao partido e depois foi expulsa. O mesmo aconteceu com o PCO. Já o PSOL foi uma derivação heloíso-helêno-teratológica do partido, um ajuntamento esquisito que tinha um pé no marxismo e outro no cristianismo. Nem Heloísa Helena agüentou e deixou a legenda. Aí o partido decidiu ficar com os quatro pés no marxismo rudimentar mesmo.

Aqui e ali, esses partidos compram briguinhas com os petistas pelo controle de alguns sindicatos, de centros acadêmicos e coisa e tal. Se duvidar, disputam velório, festa de aniversário e baile de debutantes. Só o PSOL consegue alguma expressão parlamentar, mesmo assim ridícula. Mas ajudam a criar um clima favorável ao petismo — no fim das contas, é para onde todos convergem.

O PCO, por exemplo, tem o controle de uma parte do movimento sindical nos Correios. É quem estava por trás da greve que criou contratempos por uns dias para milhões de brasileiros e é hoje um dos grupelhos mais radicais da USP. O PSTU tem a sua própria central sindical — inexpressiva — e, pasmem!, até uma “UNE” alternativa, na qual a Arielli (aquela, sabem?, do close buco-ideológico) é manda-chuva. Para eles, hoje, o PT também é burguês — ou quase isso.

Lula é de uma estupenda ignorância, mas de uma rara inteligência. Já declarou mais de uma vez que esses grupos de extrema esquerda e os movimentos sociais mais radicais são importantes para que o PT lembre sempre de sua origem, para que o partido nunca perca de vista o seu horizonte utópico (socialista, claro…).

Os petistas não estiveram na linha de frente da baderna na USP, por exemplo. Nos seus fóruns de alunos e professores — tive a chance de ler algumas trocas de mensagens, que me foram enviadas —, deixavam claríssimo que os extremistas cumpriam um “importante papel para desmoralizar Rodas e o governo Alckmin”, como sintetizou um deles. E sem que eles próprios precisassem aparecer promovendo o quebra-quebra. O mesmo vale agora para o Pinheirinho.

Quem armou a confusão, impediu uma solução pacífica, criou até a sua própria tropa-de-choque? O PSTU! O PT ficou à beira do lago esperando as vítimas, como os crocodilos espreitando os gnus, naquele filme já clássico… Criado o confronto, então entraram em campo, com ordem unida, Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho, Maria do Rosário, José Eduardo Cardozo… Todos para demonizar a Justiça, o governo de São Paulo e a Polícia Militar.

O PT botou pra fora essas tendências todas porque elas se negavam a obedecer às ordens do comando. São mais úteis fora da nave-mãe. Para todos os efeitos, os petistas hoje não promovem confrontos no Pinheirinho ou na USP. Os extremistas fazem isso por eles, que entram só na hora de colher dividendos.

Com um sindicato aqui, outro acolá mais a verba do fundo partidário, esses grande revolucionários fazem o trabalho sujo para o PT e podem garantir a seus próprios dirigentes uma confortável vida burguesa. A burguesia do capital e, se possível, do sangue alheios.

Por Reinaldo Azevedo

02/02/2012

às 6:48

Imito Daniel Filho e lanço a minha própria série “As Brasileiras”. Episódio de hoje: “A Ciumenta do PSOL”. Ou: Vou lançar “As Certinhas do Tio Rei”

Jamais achei que isto pudesse acontecer, mas aconteceu. Tenho uma leitora do PSOL que está com ciúme da minha leitora do PSTU. O que toda essa gente faz aqui, santo Deus? Tudo isso só porque sou cheiroso? Mas cheiro não passa nos textos, né? Passasse, as visitas chegariam a 300 mil por dia, hehe…

O caso é o seguinte. Vocês se lembram da Arielli. O NOME DELA É ARIELLI!!! Escrevi de novo sobre ela ontem. Parece que se apaixonou por mim, sei lá… Pertence àquela turma que confunde grito com qualidade de argumento. Pois bem. “A Ciumenta do PSOL”, como a batizei (ela se identifica como “Rosa” seria Luxemburgo!?), enviou-me um comentário indignado afirmando que dou visibilidade a gente como Arielli porque é fácil — diz ela — “ridicularizar pessoas sem profundidade, que mais atrapalham o movimento (que “movimento”, mulher?) do que colaboram com a luta pelo socialismo com liberdade”. Meeedooo!!! E ela desafia: “Por que você não aceita um debate com quem tem formação teórica?” Ué, a Arielli não tem, não?

A Rosa, “A Ciumenta do PSOL”, diz que faço questão de dar visibilidade a atitudes “inconseqüentes” de “pessoas que se dizem de esquerda” (Caramba! A Arielli não é esquerdista o suficiente?) porque, assim, posso “parecer inteligente” — e ela escreve em caixa alta: “SÓ PARECER PORQUE VOCÊ É UM NADA!” Huuummm… Eu, hein, Rosa!!!

Com argumentos assim, acho que fico com a Arielli mesmo. Ela, ao menos, não quer debater comigo, só quer me xingar, hehe… E sempre será mais inteligente o xingamento de um esquerdista do que o argumento.

Vamos fazer o seguinte, Rosa: mande uma foto. Não precisa ser da laringe. Pode ser de boca fechada mesmo. Aliás, necessariamente de boca fechada — se é que você me entende…

As “Certinhas do Tio Rei”
Quem conhece vai entender; quem não sabe do que se trata tem de pesquisar. O jornalista Sérgio Porto tinha um alter-ego, o Stanislaw Ponte Preta, autor do insuperável “Festival de Besteiras que Assola o País – FEBEAPÁ”. Stanislaw criou a sua lista de mulheres bonitas, “As Certinhas do Lalau”. Penso reunir as minhas leitoras do PSOL e do PSTU no grupo  “As Certinhas do Tio Rei”, que só aceitará  Mafaldinhas rebeladas. Sem Remelento!!! E não vale vir com essas coisas do Laerte: “Ah, eu sou uma Remelenta transgênera e exijo fazer parte do grupo ou vou acionar a Secretaria da Justiça!!!”

Digam-me cá: essa gente, embora em siglas distintas, não é parceira na “revolução”, não? Não me digam que esses partidos disputam pra valer o imenso eleitorado de extrema esquerda do Brasil!?…

Sérgio Porto na redação a TV Rio e a "certinha" Carmen Verônica. Olha que nome lindo pra uma "comuninha": Carmen Verônica!!!

Sérgio Porto na redação a TV Rio e a "certinha" Carmen Verônica. Olhem que nome lindo pra uma "comuninha": Carmen Verônica!!!

Por Reinaldo Azevedo

20/11/2011

às 7:41

ALÔ, ESTUDANTES QUE REALMENTE ESTUDAM DA UNIRIO E DO BRASIL! A ESQUERDA ESTÁ SE BORRANDO DE MEDO E DECIDIU QUE EU SOU O SEU MAIOR INIMIGO!!! OU: COMENTANDO UM MANIFESTO ANALFABETO DOS ADMIRADORES DO ASSASSINO FEDORENTO

guevara-caveiraUniversitários da Unirio, universitários do Brasil, brasileiros,

Começo este post com a narrativa de um assassinato:
“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”

Essa verdadeira peça da poesia homicida foi produzida por Che Guevara — aquele que detestava banhos e a vida humana, capaz de matar um “companheiro” que pegara um pedaço de pão sem autorização e que achava que o ser humano tem de aprender a odiar para se converter numa “fria máquina de matar”. O que vai acima é trecho de seu diário. Como se nota, além de assassino, ladrão!!! Foi o criador do primeiro campo de concentração na América Latina, ainda em 1960. Quem testemunhou seus métodos não foi nenhum reacionário, não, mas Régis Debray, que conta os detalhes de seu temperamento sórdido em Loués Soient Nos Seigneurs” Por que este breve relato? Che Guevara é a personagem que ilustra uma página de uma turma chamada “Coletivo Vamos à Luta”, que atua também na Unirio, que decidiu escrever um texto me atacando e acusando a chapa “UNIRIO LIVRE” de ser títere deste pobre jornalista. Eu nem conheço a moçada. Nunca falei com ninguém de lá!

O “Coletivo Vamos à Luta” pertence ao PSOL, aquele partido em que nem a Heloísa Helena conseguiu ficar!

Estudantes que estudam estão acordando
A EXTREMA ESQUERDA QUE SEQÜESTRA AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS ESTÁ EM PÂNICO. Os estudantes que estudam estão começando a reagir. Na USP, os fascistas deram um golpe e prorrogaram o próprio mandato, cassando as eleições. É que iriam perder a eleição para a chapa “Reação”. Então os generais do PSOL, do PSTU, do PCdoB, do PT, da LER-QI e de outras minoridades decretaram o
AI-5 uspiano, cassando o direito ao voto de 89 mil estudantes. Estão bravos comigo porque estou noticiando a existência de alternativas. A propósito: a direção do DCE da USP está com o PSOL, a mesma turma do manifesto de agora.

Para os extremistas do sucrilho e do toddynho, tudo estava no seu devido lugar. O DCE era deles e pronto! Tratava-se de uma disputa entre primos que não se entendem muito bem. Estão divididos em vários partidos. Geralmente, a razão da dissensão está na Rússia revolucionária!!! O que isso tem a ver com a sua vida real, estudante que estuda? Nada! Bastou que eu desse aqui a simples notícia de QUE EXISTE UMA CHAPA QUE NÃO É DE ESQUERDA DISPUTANDO O DCE DA UNIRIO e pronto! Virei alvo dos “bolcheviques” de Ipanema, Copacabana e Leblon! Em São Paulo, os “revolucionários” costumam morar no Alto de Pinheiros, Butantã, Pacaembu… Pobreza de verdade, eles desconhecem. São antes agentes da folclorização da miséria para alimentar a sua culpada pureza revolucionária!

Vamos nos divertir
Quero me divertir um pouco — no post abaixo, revelo por que essa gente odeia os alunos de verdade! — comentando alguns trechos do “Manifesto Anti-Reinaldo Azevedo”. Seguem em vermelho. Divirto-me (e divertimo-nos) em azul.

A revista Veja está em campanha apoiando chapas nas entidades estudantis por todo país. Seu cabo eleitoral é Reinaldo Azevedo, aquele que passou de ex-líder estudantil de esquerda ao mais reacionário articulista da direitopatia tupiniquim.  Na Unirio apoiam a chapa “UNIRIO LIVRE”, de oposição a atual gestão de esquerda do DCE (leia em http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tambem-a-unirio-pode-se-libertar-dos-seus-sequestradores/).
Um comunista mentir não é inédito. A VEJA, que eu saiba, não apóia ninguém. Quem decidiu jogar luzes sobre essas disputas fui eu. Essa gente se toma como medida de todas as coisas. Como todos ali são paus mandados de partidos e seitas de extrema esquerda, entendem que não pode haver independência em lugar nenhum. Mas eu gostei mesmo foi de vê-los empregando o termo “direitopatia”. Isso quer dizer que eles já estão me copiando, já que o termo “esquerdopatia”, assim como “petralha”, se espalha blogosfera afora. Aliás, para minha satisfação, “petralha” já foi até dicionarizado.

Os não-esquerdistas da “Aliança Pela Liberdade” venceram a eleição na Universidade de Brasília. Eu nunca havia escrito sobre eles. O que fiz foi aplaudir a sua vitória. E noticiei a existência da chapa “Reação” na USP e da “UNIRIO LIVRE”. Também a grande imprensa está coalhada de esquerdistas, como todos sabem. Essas chapas formadas por “alunos que estudam” costumam ser maltratadas por repórteres, que, muitas vezes, eram invasores de reitoria até anteontem. Eu sei de um caso escandaloso de uma moça que migrou da reitoria para a redação… O que fiz foi tratá-las com dignidade. Só isso! E VEIO O PÂNICO. As esquerdas se uniram na USP para dar um golpe e, segundo percebo, estão se borrando de medo na UNIRIO. Atenção para o que vem agora.

Nos últimos meses, Reinaldo Azevedo se detém sobre a situação das universidades e eleições estudantis. Trata de unir as chapas yuppies em um único movimento, visando sua articulação orgânica nacional. Por isso, saúda com um estridente Anauê integralista as chapas de direita que disputaram a UFRGS, ganharam o DCE da UnB e os Reacionários da USP. Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerda que enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.
Não! Venho escrevendo a respeito nos últimos dias, notadamente depois que uma súcia de fascistas encapuzados invadiu a reitoria da USP. “Chapas yuppies”??? Santo Deus! Não é de estranhar que a vanguarda revolucionária do século 19 ainda tenha alguns inimigos do fim do século 20… “Articulação orgânica”? Esses pobres coitados intelectuais usam termos de esquerda cujo significado desconhecem. O “anauê” era a saudação integralista, do fascismo verde-amarelo, que era antiliberal, nacionalista e, no limite, anticapitalista, como todo fascismo. Ora, se eu sou, como acusam, um “neoliberal”, então não posso ser nacionalista; por neoliberal, também não posso ser anticapitalista. O que eu posso fazer para o bem desses rapazes e moças (provavelmente, nem tão “rapazes” nem tão “moças”, já que são profissionais de causas…)? Sugerir que vão estudar história. E, pelo amor de Deus!, estudem um pouco de gramática. Participei, sim, do movimento estudantil. Mas não era ANALFABETO DE TERCEIRO GRAU.

Leiam isto: “Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerda que enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.” Que língua é essa, Jesus Cristo? O certo é “tirando-OS das mãos da esquerda”. A propósito: qual é o sujeito daquele anacoluto “também não se curva ao PSDB/DEM”? VÃO ESTUDAR!!! VÃO LER!!! VÃO SE INSTRUIR!!! VOTEM VOCÊS TAMBÉM NA “UNIRIO LIVRE”!!! LIBERTEM-SE DA TEIA DA IGNORÂNCIA!!!

Em seguida, os bravos analfabetos do Coletivo de Esquerda demonstram que entendem da realidade o que entendem de gramática. Acusam-me de ser um perigoso agente de multinacionais interessadas na privatização da educação. Uau!!! Um intelectual petista energúmeno já me acusou de ser agente da CIA. Outros tantos dizem que sou ligado ao serviço secreto de Israel (!!!). É tudo tão secreto que nem eu sabia disso! Agora, os partidários do assassino fedorento descobriram que estou querendo privatizar a universidade pública. E os meus “operadores” seriam as chapas não-esquerdistas.

Esses tontos me acusam, no fundo, de ser uma INTERFERÊNCIA EXTERNA NA UNIVERSIDADE. Eu? Não mesmo! EU APÓIO OS ESTUDANTES QUE ESTUDAM!
- Interferência externa é ser membro do PSOL e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSOL!
- Interferência externa é ser membro do PSTU e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSTU!
- Interferência externa é ser membro do PT e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PT!
- Interferência externa é ser membro do PCdoB e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCdoB!
- Interferência externa é ser membro do PCO e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCO!
- Interferência externa é ser membro da LER-QI e tentar submeter alunos e professores às escolhas da LER-QI!

Eu defendo que as entidades estudantis sejam dirigidas por estudantes interessados nos problemas dos… estudantes! Como sou esquisito, não!?

Agora prestem atenção a esse momento quase poético do manifesto:
“Os defensores do atraso teimam em afirmar a atuação do individuo isolado, desejam negar a existência da luta classes e das mobilizações coletivas. Mas as praças do mundo são um espectro que atormenta o irracionalismo deles: milhares e milhares lotando Tahir, Puerta del Sol ou Wall Street; greves gerais escritas em Grego, Italiano, Inglês e Português. Em todos os cantos surgem indignados que estão de saco cheio de gente como Reinaldo Azevedo e os mercados que ele tanto defende. São as maiorias ex-silenciosas que tomaram as ruas em todos os continentes, questionado o sistema capitalista e procurando uma alternativa. E, que nos desculpem os jovens integralistas da Veja, isso tende a continuar. Aliás, Amanhã vai ser maior.”
Uiuiui… Associar os eventos no mundo árabe aos protestos dos esquisitos de Wall Street é, que me desculpem eles, coisa de delinqüentes intelectuais, que não entenderam o que se passa nem de um lado nem de outro. Há três dias, a Praça Tahir voltou a ficar lotada. Era uma convocação feita pela Irmandade Muçulmana. Se e quando ela chegar ao poder, os primeiros que vão para a forca são os comunistas cretinos, como os que escrevem essa bobajada. Vejam o que aconteceu com a revolução islâmica no Irã. Não, bestalhões! Os que não estão pedindo teocracia nos países árabes estão justamente pedindo… capitalismo, democracia e sociedade de consumo!!! Tudo o que vocês odeiam. Eu sou pessimista. Acho que, no médio prazo, os pró-Ocidente perderão, infelizmente, a luta para os religiosos. Queridos amigos me dizem que estou errado. Tomara!

Quanto a Wall Street e aos protestos em outros países da Europa… Quem ali está pedindo socialismo? Onde estão os movimentos de “greve geral”? Que diabo vocês andam tomando no café da manhã, além de sucrilho e toddynho?

“Indignados com o saco cheio de Reinaldo Azevedo”? Devem existir mesmo, né? Se eu fosse meu adversário ideológico, também não gostaria de mim… O que me pergunto é por que vocês estão com tanto medo. Se vocês são tão queridos PELO CONJUNTO DOS ESTUDANTES — e não apenas pela meia-dúzia de sectários que têm o mesmo delírio —, por que o receio? A alternativa ao capitalismo já foi testada, seus tontos! Matou 25 milhões na URSS, 70 milhões da China, 3 milhões no Camboja…

“Ah, mas desta vez será diferente…” Ainda que fosse possível e que o movimento de vocês tivesse futuro, a gente nota como será diferente, não é mesmo? Vocês são incapazes de tolerar uma única chapa não-esquerdista! Ficam logo enxergando conspirações. É o caminho aberto para o assassinato de adversários. Ora, já que são maus e conspiradores, que sejam eliminados! E isso nos devolve àquele trecho do herói de vocês, relatando como atirou na têmpora de alguém que já havia sido rendido e ainda lhe roubou os pertences.

Encerram o texto  assim:
Apesar de toda gritaria histérica e inútil de Reinaldo Azevedo, seguiremos na luta. Somos os 99%. Os nossos sonhos não cabem na Veja. Ela não sequestrará nossa indignação.
Nossa! Como eles são cheios de moral e indignação! São os 99%??? Não sejam ridículos!
- Se são 99%, tenham a coragem de fazer assembléias realmente democráticas;
- se são 99%, tenham a coragem de ouvir o que pensa a maioria silenciosa;
- se são 99%, tenham a coragem de instituir um sistema de tomada de decisão em que cada aluno valha um voto! Mas isso vocês não farão porque são covardes!

99%??? Plínio de Arruda Sampaio, o candidato da turma do Coletivo de Esquerda, teve 0,87% dos votos nas eleições presidenciais! O PSOL pode achar que está bom, né? Afinal, ele ficou em quarto lugar!!! Esse é o seu real tamanho!

Eu estou me divertindo muito com tudo isso. Ao condenar os fascistas encapuzados da USP e seus métodos truculentos e ao simplesmente informar que existe uma chapa de não-esquerdistas disputando o DCE da Unirio, não sabia que provocaria tamanho desespero. Na USP, as esquerdas se uniram e deram um golpe; na UnB, fui atacado pelos derrotados na solenidade de posse da chapa vencedora; na Unirio, virei personagem de uma teoria conspiratória que me dá uma importância no movimento de libertação que obviamente não tenho.

Eu sei que é bastante difícil desalojar esses partidos que aparelham as universidades. Mas os vitoriosos da UnB demonstram que isso é possível! Eles, sim, são os verdadeiros heróis do que pode vir a ser um movimento: o movimento dos estudantes que estudam!

Libertem-se, estudantes do Brasil!
Libertem-se, estudantes da Unirio!
Por uma “UNIRIO LIVRE”!!!

Por Reinaldo Azevedo

18/11/2011

às 18:38

Esta é do balacobaco!

Não resisto a fazer mais uma notinha a respeito. No artigo encabeçado pelo psolista Chico de Oliveira, publicado na Folha (ver abaixo), há uma frase estupenda:

“Sua solução [dos problemas da USP] passa, como a do país, pelo sufrágio universal”.

É a defesa da eleição direta para reitor. Não é do balacobaco? O PSOL suspende eleição no DCE e quer eleição direta para reitor!!!

A propósito: segundo o texto, a solução dos problemas do Brasil também está no “sufrágio universal”. Que bom! Então está tudo resolvido. Já existe sufrágio universal no Brasil, certo?, ou perdi alguma coisa?

Todos votam no Brasil. Vai ver o PSOL reivindica que o direito se estenda também a quadrúpedes, que já podem ser votados, como sabemos…

Por Reinaldo Azevedo

04/10/2011

às 19:27

O petismo como doença moral tendente ao incurável. E o “Fora Dilma!”

O petismo é uma doença moral que tende ao incurável. Se descoberta a tempo, talvez se consiga salvar a alma do vivente.  Flávia Foreque e Ana Flor informam na Folha Online o que segue. Volto depois.

Servidores da Educação gritam ‘fora Dilma’ e fecham via no DF

Depois de mais de duas horas bloqueando o trânsito na avenida em frente ao Palácio do Planalto, servidores federais da área da Educação – em greve há dois meses – deixaram o local. A saída ocorreu após serem recebidos por assessores da Secretaria Geral da Presidência da República. Eles, entretanto, prometeram voltar se não forem recebidos pela ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ou pela presidente Dilma Rousseff. Com gritos de “fora Dilma” e críticas à gestão da Educação tanto do governo atual quanto o do ex-presidente Lula, os cerca de 400 manifestantes, segundo estimativa da Polícia Militar, pedem reajuste de 14,6%. Eles passaram mais de duas horas sentados na pista do Eixo Monumental, bloqueando todas as seis pistas. Tentavam chamar a atenção dos ministros com gritos de ordem e vuvuzelas. O grupo do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) engloba professores, técnicos e servidores administrativos da área da Educação em nível federal.

São ligados ao Conlutas, que representa sindicatos dissidentes da CUT e ligados ao PSTU e PSOL. Além do “fora Dilma”, o grupo gritava “Dilma, que papelão, no país da Copa não tem educação”. Eles também carregam um caixão em tamanho real, com faixas pedindo 10% do PIB para a Educação. Na semana passada, o grupo protocolou um pedido de audiência com a presidente Dilma Rousseff e com a ministra Gleisi Hoffmann. Além do reajuste, os manifestantes pedem a destinação de 10% do PIB à Educação e melhor infraestrutura para a expansão dos institutos federais. A valorização dos servidores da Educação, em especial os professores do Ensino Básico foi promessa de campanha de Dilma. “O governo que dizia ser dos trabalhadores não aceita negociar com grevistas”, diz Érica Souza Tupirá, servidora grevista. Segundo ela, o grupo foi recebido pelo MEC (Ministério da Educação), sem sucesso. Pelo menos 50 seguranças do Planalto e policiais militares acompanham a manifestação.

Voltei
Vocês sabem o que penso sobre PSTU, PSOL e pteroráctios afins. E estou longe de achar que, se eles enchem o saco do PT, então têm lá a sua utilidade. O adversário do meu adversário não é necessariamente meu aliado. Isso é coisa de gente que pensa com os cascos. De resto, sou adversário apenas  da falta de lógica.

No Twitter, José Eduardo Dutra, ex-presidente do PT e um dos coordenadores da campanha de Dilma, escreve: “Como ganhar espaço na mídia ! Com gritos de ‘fora Dilma’, servidores em greve bloqueiam avenida.” E publica um link para a reportagem. Entenderam? Quando petistas promoviam greve no serviço público e gritavam “Fora FHC”, ele certamente achava justo, legítimo e honesto. Agora que o protesto é contra o governo do seu partido, então é só firula para chamar a atenção.

Só para lembrar: há funcionários em greve nas instituições federais há quatro meses, não há dois. A paralisação foi decretada no dia 26 de maio. “E você, Reinaldo, apóia o PSTU e o PSOL se for contra o PT?” Eu não! Sou contra greve de servidores públicos, e acho ridículo esse negócio de “Fora Dilma”, como era ridículo o “Fora FHC” dos petistas de antigamente.

Isso não me impede de reconhecer que Fernando Gugu Dadá Haddad é o ministro mais superfaturado da Esplanada dos Ministérios. Como já provei aqui até com fotos, um ditado popular (na minha terra ao menos) define a sua atuação no Ministério da Educação: “Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”.

Por Reinaldo Azevedo

14/09/2011

às 5:15

Agora vai: Heloísa Helena deve trocar PSOL por partido de Marina

Por Bernardo Mello Franco, da Folha:
Sem espaço no PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena decidiu embarcar no projeto de Marina Silva, que deixou o PV em julho e estuda criar um partido para se candidatar à Presidência de novo em 2014.

Elas ensaiaram a união ano passado, quando Heloísa quis ser vice de Marina, mas os socialistas vetaram a ideia para lançar a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio.  A alagoana renunciou à presidência do PSOL depois da eleição, e agora autorizou a amiga a usar seu nome no movimento suprapartidário que deve dar origem a uma sigla sob sua liderança.  A aliança seria formalizada ontem, em ato promovido por Marina em Brasília, mas Heloísa não pôde ir por problemas de saúde -ela se recupera de um possível AVC (acidente vascular cerebral). Aqui

Por Reinaldo Azevedo

26/05/2011

às 21:08

Socooorrrooo! “Bolero” com Ivan Valente é demais pra mim!

Ai, meu Deus!

O apavorante “Bolero” de Ravel fez o fundo musical apoteótico do horário político gratuito do gigantesco PSOL, que obteve 0,7% dos votos nas eleições presidenciais do ano passado.

Tio Rei vai ter um pesadelo. O “Bolero”, sozinho, já o conduz à loucura…

Imaginem, então, fazendo a trilha sonora do pensamento de Ivan Valente e Jean Wyllys, a Natalie Lamour da Câmara: do reality show para o estrelato!

Como dizia um rockinho dos anos 1980, “a vida não presta”…

Valente é aquele que, na votação do Código Florestal, acusou o agronegócio brasileiro de “ineficiente”. E falava, deixou claro, em nome do povo… 0,7% do povo!

Dan, danranran, danranranranram-ran-ran
Dan, danranran, danranranranram-ran-ran
Dan, danranran, danranranranram-ran-ran
Dan, danranran, danranranranram-ran-ran
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Dan, danranran, danranranranram-ran-ran
Dan, danranran, danranranranram-ran-ran
Dan, danranran, danranranranram-ran-ran

Repita isso umas 800 vezes, num crescendo… Até a loucura!

Por Reinaldo Azevedo

16/11/2009

às 5:17

Um vice para Marina: do capital ou contra o capitalismo?

Estou acompanhando com algum interesse, ao qual não falta também alguma ironia, as conversações entre o PV, o de Marina Silva, e o PSOL de Heloisa Helena. O primeiro que reagiu contra a eventual aliança foi José Dirceu. José Dirceu é aquele petista que, segundo li numa reportagem, acha que o PSDB fará uma grande bobagem se escolher José Serra candidato. Ele considera Aécio Neves muito mais perigoso para o PT. Por isso, homem gentil que é — a delicadeza política de Dirceu é proverbial , dispensa salamaleques a Aécio, que ele teme, e ataca Serra, que ele considera fácil vencer. Se vocês não entenderam nada, não tem importância, se é que me entendem… Mas voltemos.

Dirceu está preocupado porque Marina pode morder aí algo entre 5% e 9% do eleitorado. É evidente que uma parte desses votos já esteve com Heloísa Helena em 2006. Assim, se a líder do PSOL apoiar a candidata do PV, não se deve esperar uma soma dos 1o% ou 11% de Heloisa Helena com os 8% ou 9% de Marina. De todo modo, a união dos dois partidos pode, por mais estranho que pareça, preocupar o PT, sim. Seria muito difícil chegar a temidos 20%, mas Marina e PSOL juntos podem ampliar os votos que Heloisa Helena teve sozinha. E Dirceu não é bobo de jeito nenhum!

Mas o entendimento PV-PSOL também não é uma coisa tranqüila, né? Heloisa Helena compromete um tanto a imagem de modernidade que Marina pretende passar. Observem que a senadora não dispensa aos tucanos, por exemplo, o tratamento rombudo do petismo. Ela é, assim, a manifestação genuína da terra, porém submetida ao aprimoramento do capitalismo de face humana como um creme da Natura. Ela é, em suma, “moderna” pós-o-que-quer-que-seja. Não por acaso, é a candidata de Caetano Veloso, que também é um homem “moderno”.

Há no PSOL quem sonhe em indicar o candidato a vice de Marina. Todos sabem no meio político que quem está de olho nessa vaga é o bilionário Guilherme Leal, um dos donos, justamente, da Natura. Ele tem dado grande apoio, digamos assim, moral e psicológico às pretensões de Marina. E isso diz um pouco de como o Brasil, de fato, não é um país simples e não digo, com isso, que certa complexidade que há por aí seja necessariamente boa. A vaga de vice de Marina pode sair de um partido que esconjura o demônio capitalista ou pode ser de um dos mais reluzentes representantes do… capitalismo, ainda que verde, verdíssimo mesmo.

O cenário de 2010 é muito menos previsível do que parece.

Por Reinaldo Azevedo

29/06/2009

às 23:09

Sarney, Arthur Virgílio, o PSOL, a carta, a PF…

Por Robson Bonin, no G1. Comento no post seguinte:
Decidido a pressionar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a deixar o comando da Casa, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), apresentou nesta segunda-feira (29) ao Conselho de Ética uma representação por quebra de decoro contra o colega. “Esse pedido é pessoal e é o que posso fazer. Mas espero que este pedido vire a representação do PSDB. Vou pedir isso na reunião da bancada amanhã [terça-feira]“, afirmou Virgílio.

A medida apresentada por Virgílio pede que seja investigada a possível responsabilidade de Sarney nos casos que envolvem a nomeação de seus parentes por meio de atos secretos e a participação do neto dele, José Adriano Cordeiro Sarney, na intermediação de empréstimos com desconto na folha de pagamento dos servidores do Senado.

“Torna-se imprescindível a investigação por este Conselho de Ética, pela prática de facilitação na operação dos empréstimos consignados junto aos servidores, por parte do senhor José Sarney, tendo em vista a privilegiada situação de seu neto nas autorizações junto ao Senado Federal”, diz Virgílio no documento. Ele pede ainda que Sarney “seja ouvido o denunciado, no prazo de cinco dias úteis, contados da intimação”.

Conforme o regimento do Senado, os integrantes do Conselho de Ética devem decidir se acatam ou não o pedido de investigação. Se o projeto começar a tramitar, Sarney poderá ser afastado do comando da Casa. O Conselho de Ética está sem se reunir desde março. Com a representação apresentada por Virgílio, o próprio Sarney deve encaminhar ofício aos líderes partidários pedindo a indicação dos integrantes do colegiado. Faltam quatro indicações do PMDB, que precisam ser feitas pelo líder do partido, Renan Calheiros (AL). O PSDB já indicou dois representantes, mas eles ainda precisam apresentar documentos para que sejam autorizados a tomar posse.

Virgílio pediu que o conselho investigue as nomeações de 14 parentes ou supostos apadrinhados de Sarney. O líder tucano ainda solicitou que fosse apurado suposto ato ilegal no episódio em que o presidente do Senado emprestou seu imóvel funcional ao ex-senador e seu aliado Bello Parga (ex-PFL, atual DEM). A denúncia de que Sarney recebeu auxílio moradia de R$ 3,8 mil mesmo tendo casa própria em Brasília e tendo direito à residência oficial da presidência do Senado também foi lembrada pelo tucano. Assim como o fato de Sarney ter deslocado quatro servidores da segurança do Senado para fazer a guarda de sua residência no Maranhão.

Virgílio afirma ainda no documento que Sarney encabeça os atos que criaram pelo menos 70% dos cargos de direção do Senado, em referência ao escândalo das diretorias que revelou a existência de 181 cargos de chefia na Casa, em março deste ano. A exemplo de Virgílio, também o PSOL promete apresentar representação semelhante na quarta ou quinta-feira.

Sarney se defende em carta
A pressão pela saída de Sarney do comando da Casa em função do escândalo dos atos secretos se agravou com a denúncia de que um de seus netos estaria utilizando a influência do avô para intermediar empréstimos com desconto em folha no Senado. No centro das investigações que apuram a autoria dos atos secretos, o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia é alvo de novo inquérito na Polícia Legislativa da Casa, por supostamente ter utilizado uma vaga no gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para nomear uma funcionária indevidamente.

Maia entrou na quinta-feira (25) com um pedido de licença-prêmio de 90 dias. A ação atende a um pedido de alguns senadores de que o ex-diretor se afastasse da Casa enquanto sua gestão, de 14 anos, é investigada. Agaciel entrou com o pedido de licença na Gráfica do Senado, onde dá expediente. Desde o começo do mês o Senado está no centro de uma série de denúncias que envolvem ainda o favorecimento de apadrinhados de senadores e irregularidades em contratos. Uma comissão liderada por Fortes anunciou na semana passada ter encontrado 663 atos secretos no período de 1996 a 2008.

Para se defender dos ataques dos colegas, Sarney enviou carta aos senadores, nesta segunda-feira (29), na qual tenta esclarecer parte das denúncias que envolvem o seu neto, José Adriano Cordeiro Sarney.

“A autorização – peço para fixar essa data – para operar em crédito consignado com o HSBC foi em maio de 2005 quando eu não ocupava nenhum cargo na Casa”, diz trecho da nota. “A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de setembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização.” Sarney ainda diz aos colegas: “Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam”.

Na quinta-feira passada, José Adriano Cordeiro Sarney divulgou nota negando que o parentesco tenha resultado em favorecimento às suas atividades empresariais. Nesta segunda, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) também saiu em defesa de Sarney. “O senhor foi injusto com o presidente Sarney. O presidente está pagando uma conta que não é dele. Pediria um pouco mais de atenção com o presidente”, apelou Salgado.

Ao se referir ao requerimento apresentado por Virgílio, o primeiro secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), tentou amenizar as declarações do líder tucano afirmando que todas as denúncias apresentadas no requerimento já estão sendo apuradas pela sindicância instalada na Casa. Virgílio retrucou dizendo que Sarney teria que se afastar do cargo e das investigações. “Se é uma coisa tão simples, que se afaste e se explique ao Conselho de Ética”, desafiou Virgílio.

Outras medidas
Além da representação contra o presidente José Sarney (PMDB-AP), o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também apresentou requerimento pedindo o recadastramento de todos os servidores concursados, comissionados e terceirizados do Senado, com o mapeamento de suas respectivas funções. Virgílio ainda pediu que a Mesa Diretora devolva todos os funcionários que trabalham no Senado a seus órgãos de origem e ordene o retorno de todos os servidores deslocados pelo Senado para outros órgãos.

O líder tucano também quer tornar obrigatória a participação de um auditor do Tribunal de Contas da União na condução das licitações e proibir a liberação de aditivos nos contratos da Casa.

Por Reinaldo Azevedo

 

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