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protestos de rua

16/10/2011

às 6:59

Quem está por trás do movimento esquerdista “Ocupe Wall Street”? Ou: Obama como potencial beneficiário do “fascismo de esquerda”

Quem, afinal de contas, dá suporte ao movimento esquerdista “Ocupe Wall Street”? O debate corre solto nos Estados Unidos, e um nome se tornou freqüente no debate: alguns conservadores vêem na patuscada dinheiro do bilionário George Soros, já que ele financia ONGs “progressistas” que, por sua vez, apóiam a “ocupação”.

Huuummm… Parte dos que estão na praça quer o fim do capitalismo, reivindicação surgida junto com o capitalismo, há alguns séculos. Outro tanto defende uma sobretaxação para os ricos, e isso, sim, conta com o apoio de alguns milionários e bilionários “progressistas”, que igualmente censuram a ganância do capitalismo financeiro — nesse caso, não vêem contradição nenhuma em arrancar o máximo possível do “sistema”, ainda que o façam com dor no coração e alguma culpa. Um expoente dessa corrente dos “bilionários com alma” é Warren Buffet, que passou a defender ativamente que os ricos paguem mais impostos, como quer Barack Obama.

Bem, o meu “jornalismo investigativo” pessoal se atém mais à lógica dos processos e à análise da metafísica influente do que à caça de “culpados”. Temos não mais do que frases esparsas de Obama expressando sua simpatia pelo movimento. Parte da pauta da turma da praça coincide com a sua. Mas não é algo que possa ser considerado uma “prova” em sentido técnico.

A minha prova é, como posso explicar?, imaterial.  Soros, Buffet ou outro potentado qualquer, todos eles, para mim, são irrelevantes. Quero saber a quem interessa essa esfera de valores que sai da praça, retratada com entusiasmo pela imprensa liberal (nos EUA, isso quer dizer “esquerdista”). A resposta leva a um único homem: Barack Hussein Obama. Parece-me evidente que a origem do movimento está nos grupos “obamistas” espalhados na rede, os mesmos que deram à luz o fenômeno Obama e fizeram de um senador inexperiente do Illinois, que havia administrado, no máximo, uma ONG, o candidato a Demiurgo, supostamente apto a tirar os EUA da crise — ele só a aprofundou! — e a salvar a civilização: o mundo está potencialmente menos seguro.

Obama se atrapalhou todo na política institucional; não conseguiu encontrar as respostas pelos métodos convencionais. A democracia americana está mais protegida da vontade cesarista de um líder do que ele gostaria. O Congresso não é “cooptável” — não do modo como é o nosso ao menos.  Urgia criar uma movimento de opinião pública, algo para responder, de algum modo, ao Tea Party, este um movimento mais institucionalizado.

O “Ocupe Wall Street” tem, na imprensa, inclusive na nossa, uma presença muito superior à sua real importância, ao menos por enquanto. Estamos falando, AINDA, de meia-dúzia de gatos-pingados com uma pauta que vai do centro (onde pretende se situar o obamismo) para a esquerda. No ritmo em que as coisas ainda caminham, Obama vai para uma derrota eleitoral. É preciso mobilizar a sociedade contra “os ricos”, “o capitalismo financeiro”, “os bancos”, “os políticos”, “as instituições corruptas” etc. Essa pauta vem lá de de Mussolini, hehe… Não sei se a coisa vai prosperar como pretendem os obamistas. No melhor dos mundos para eles, mais de milhão vai para a rua, com aqueles jargões muito próprios do fascismo de esquerda, de que o presidente americano e candidato à reeleição pretende ser o beneficiário.

E o Brasil?
Reitero: qualquer associação com os atos contra a corrupção no Brasil são infundados, estúpidos até. A turma do “Ocupe Wall Street” está brava, curiosamente, porque as instituições americanas funcionam, e o demiurgo não pode fazer o que lhe dá na telha; tem de prestar contas ao Congresso. Obama está com o saco cheio de ter de governar o país segundo a Constituição que herdou. No Brasil, os que se mobilizam pedem justamente o contrário: que as instituições funcionem; que a letra da lei seja seguida, que o Congresso exerça suas prerrogativas.

Texto publicado originalmente às 18h36 deste sábado
Por Reinaldo Azevedo

14/10/2011

às 14:35

Viva a Marcha! Os verdadeiros fascistas são os “skinheads de mãos peludas da Internet”, financiados por dinheiro público

Dia desses, enviaram-me o link de uma “reportagem” delinqüente — na verdade, um panfleto que tentava associar estudantes conservadores, que se diziam de direita, a skinheads e movimentos neonazistas. Era só uma tentativa tosca, canhestra, de satanizar a divergência e de identificar os adversários do PT com pessoas de má índole. O jornalismo brasileiro, mesmo aquele que pode ser considerado sério, já é assediado por dois males, que formam o par do capeta: militância e ignorância. Imaginem, então, o que não se dá no subjornalismo a soldo, que foi comprado pelo partido ou com publicidade oficial ou com empregos diretos mesmo.

Seriam mesmo os skinheads os fascistas relevantes do Brasil? Aqueles cretinos que saem por aí espancando pessoas, que tatuam em seus corpos símbolos do nazismo, são, no geral, vítimas da própria estupidez. Quase sempre se trata de pessoas esmagados pela ignorância e pela pobreza. Identificados, a maioria mora na periferia, vive no subemprego, é parcamente alfabetizada.

Isso não quer dizer, evidentemente, que esses idiotas violentos não devam pagar por seus atos com uma cana severa. A ignorância e a pobreza não tiram de ninguém o senso básico de moral e de justiça. Eles só saem por aí socando aqueles de quem não gostam porque sabem que isso é proibido. Fazem-no para desafiar a lei. Logo, que sejam alcançados por ela!

Mas esses são criminosos comuns. Os fascistas da política, que realmente representam perigo para a democracia porque não correm risco de ir para a cadeia, são outros. São os vagabundos que hoje estão na esgotosfera, financiados com dinheiro público, dispostos a atacar e a tentar matar o menor sinal de reação dos brasileiros à rotina de desmandos do Poder Público. Sempre imaginei que eles pudessem chegar a isso, o que não quer dizer que a gente não fique um tanto estupefato diante da ocorrência.

Vou insistir num aspecto, já abordado naquele post em que indago por que os petistas odeiam tanto as marchas contra a corrupção: o movimento praticamente não tem inimigos a não ser os corruptos. É até tachado por “especialistas” de ingênuo. Estudiosos de “movimentos sociais” (logo teremos os “movimento-sociólogos”…) tentam medir o que vêem segundo a régua do passado, do tempo do petismo de oposição. Estranham a ausência, creio, de bandeiras vermelhas, punhos cerrados e rimas em “ido” (unido/vencido…). Por que então tanta agressividade?

Esses vagabundos que atacam as marcha pretendem ser a expressão militante “da maioria”. Essa é uma condição essencial do fascismo. Mais: embora se digam vitoriosos, embora gritem aos quatro ventos que os adversários apenas choram a sua derrota, atribuem-lhes intenções perversas, acusando-os de elitistas e antipovo, conjugando com a arrogância de quem está no poder o ressentimento do tempo em que se sentiam perseguidos por ele — o que é mentira: era só gente que não conseguia mamar nas tetas oficiais, nas quais agora se regalam. Essa é a alma profunda de um fascistóide.

Uma simples marcha, como vimos, faz disparar um impressionante arsenal de impropérios, de violência verbal e de desqualificação. Não, senhores! Aqueles tontos que raspam a cabeça, metem coturnos no pés e saem por aí socando pessoas merecem rigorosa punição, mas não ameaçam a democracia. Os fascistas de verdade são aqueles que pretendem cassar dos adversários o direito de protestar e dizer “não” – ainda que seja à corrupção. Os “Carecas da Internet”, de mão peluda e bolso cheio de dinheiro oficial, estes, sim, são os fascistas que contam. E mobilizam em sua luta contra o povo até o deputado BBB, como viram, que de tonto só tem o andado…

Por Reinaldo Azevedo

13/10/2011

às 17:45

A reforma política é um exemplo do mal que faz a politicagem. Ou: entre a armação e a omissão

Querem um exemplo de politicagem que contribui para fazer esmorecer a crença dos cidadãos? Vejam a miséria que os petistas, sob o comando de Lula e José Dirceu, fizeram com a proposta de reforma política. É evidente que ela é necessária ao país. Boa parte das barbaridades que existem no Congresso e mesmo no Poder Executivo deriva do sistema que temos.

O que fez, no entanto, Henrique Fontana (PT-RS), o relator, inspirado pelo Apedeuta e pelo “chefe de quadrilha”? Um texto com o propósito de eternizar no comando o seu próprio partido. Ele mandou o país e o futuro às favas e criou uma armadilha cartorial com o fito exclusivo de ampliar o poder do PT.

Os tucanos poderiam, de modo organizado, ter contestado a armação, propondo, então, um caminho alternativo. Na prática, o partido ignorou solenemente a questão. O único que se manifestou, abrindo, inclusive, um debate com Fontana em seu blog, foi José Serra. Sim, ele é presidente do Conselho Político do PSDB, mas, claramente, falava em nome pessoal, não do partido. Ao contrário até: Serra tentou levar o tema do voto distrital para os seus pares e foi, digamos assim, desestimulado. Afinal, o PSDB já está em 2014, né?, sabem como é… Nunca é cedo demais para antecipar uma derrota…

O texto de Fontana acabou sendo bombardeado pelo PMDB, que, por sua vez, quer outra reforma, tão ruim quanto a do PT, mas diferente porque o privilegia…

Ora, não venham cobrar dos brasileiros indignados com as armações de uns e as omissões de outros que se comportem como cientistas sociais… As marchas não querem acabar com políticos. Querem que eles sejam responsáveis.

Por Reinaldo Azevedo

13/10/2011

às 14:22

A marcha é contra os políticos? Não! É contra os privilégios

É evidente que existe um certo viés contra os políticos nas marchas contra a corrupção. E também é evidente que nem todos são iguais, que há os honestos. Eu não conheço nenhum mecanismo melhor para gerir uma sociedade do que a democracia representativa. Logo, uma ação de massa que fosse deliberadamente contrária à política tenderia a não dar em boa coisa.

Mas estamos muito longe disso. Desconfiar dos políticos também é expressão de saúde democrática. Ora, é evidente que aqueles que se manifestam não são contrários às coisas boas que eles eventualmente fazem, e sim às más. Duvido que parlamentares com uma trajetória reta, limpa e honesta não fossem bem-recebidos nessas marchas. Talvez se exigisse deles, no entanto, que caminhassem como cidadãos, sem carregar uma bandeira partidária.

Não vejo mal nenhum nisso, não. Esses que estão indo às ruas estão cobrando uma sociedade de direitos porque cansaram da sociedade de privilégios.

Por Reinaldo Azevedo

13/10/2011

às 4:19

E Jean Wyllys, a Natalie Lamour da Câmara, ataca as marchas contra a corrupção!

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), a celebridade que virou deputado, a Natalie Lamour da Câmara, resolveu, também ele, atacar as marchas contra a corrupção. O rapaz tuitou o seguinte:
“Esses ‘cansados da corrupção’ mostram que, na verdade, só ‘sabem’ da corrupção aquilo que a velha mídia noticia e pauta.”

É de uma vigarice intelectual ímpar! Se ele acha que os motivos apontados pela “velha mídia” são parcos ou irrelevantes, por que, então, não denuncia os grandes ou verdadeiros motivos, em vez de se comportar como um sabotador? E o mais engraçado é que, em outros tuites, ele faz algumas “exigências” para participar da marcha… É o complexo de celebridade!

Não deixa de ser interessante ver um deputado do PSOL – o tal “Partido Socialismo e Liberdade” (podem rir!!!) – a atacar manifestações populares. Ele sabe muito bem por que se comporta assim. Os protestos são dirigidos também contra o Congresso, pelos menos contra a sua parte podre. Natalie se deu muito bem por lá. Encontrou seu espaço em comissões disso e daquilo e é respeitado como “celebridade que pensa”. E isso só quer dizer que está cercado de gente que pensa ainda menos do que ele próprio.

É de lascar que ataque “a velha mídia” um sujeito que ganhou uma bolada num reality show e que só foi eleito por conta de sua exposição desabrida num programa dessa natureza e por causa do voto proporcional. Eis uma boa razão para se ter o voto distrital no Brasil: gente assim seria mantida longe do Parlamento e poderia se dedicar a seu ofício: o setor, digamos, de “espetáculos”.

“Gente assim, como? Gay?” Ora… O que Jean faz com os instrumentos que lhe facultou a natureza não é da minha conta. Ele que se divirta como gosta e pode. Eu me refiro à sua ignorância propositiva, à altivez com que costuma dizer bobagens clamorosas, à sua tolice. Eu já o critiquei aqui, e ele andou falando mal de mim em palestras por aí… Quem o chama para palestrar merece ouvir o que ele tem a dizer… À época, afirmaram que eu estava exagerando. Pois é. Tenho faro para certos tipos.

A Natalie Lamour que defende com unhas e dentes a tal da lei que criminaliza a homofobia (que é, na verdade, uma lei de censura), em nome da igualdade, trata com desdém pessoas decentes, que protestam contra a corrupção.

E só para arrematar: notícias da “velha mídia” derrubaram quatro ministros de estado e mais de 20 pessoas do Dnit.

Quando ataca a velha mídia, Jean Wyllys se alinha com a nova corrupção.

PS – Mandaram-me um vídeo em que um garotinho, fazendo as vezes de repórter mirim, pergunta a Jean Wyllys quanto é 7 vezes 9. Ele ri nervosamente e não consegue responder. Foi reprovado também na tabuada da democracia.

PS2 – Os tuítes do moço estão recheados daquela falsa sapiência pseudo-universitária para pegar os trouxas (“Nossa! Como ele é sabido!”). É, assim, um Gabriel Chalita mais, sei lá como definir, ousado talvez. Seu perfil resume: “Jornalista, professor e escritor baiano. Deputado federal eleito pelo PSOL-RJ”. Huuummm… Nada de Big Brother. Daquela experiência, ele só ficou com a grana, hehe… Mas é verdade: ele foi eleito pelo PSOL, não pelo povo. Teve apenas 13.018 votos. Está na Câmara por causa da votação do deputado Chico Alencar. Deveria tratar com mais respeito uma massa de pessoas que é superior ao dobro dos votos que ele teve.

Por Reinaldo Azevedo

12/10/2011

às 15:58

Sarney e José Dirceu são alvos na marcha contra a corrupção em Brasília, que reúne 20 mil pessoas

Leiam o que informa Luciana Marques, na VEJA Online. Comento no próximo post:

A segunda marcha contra a corrupção realizada este ano em Brasília reuniu cerca de 20.000 pessoas [segundo estimativa final da Polícia Militar do DF] no centro da capital, segundo estimativa da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. As vias do Eixo Monumental foram fechadas durante três horas para a passagem dos manifestantes. Eles partiram do Museu da República rumo ao Congresso Nacional por volta das 11 horas munidos de vassouras, apitos e vestindo fantasias ou camisetas pretas, simbolizando luto. A estimativa da organização do movimento, que se declara apartidário, era chegar a 19.000 manifestantes até o fim do protesto – mesma quantidade reunida na primeira manifestação, em 7 de setembro. O número, porém, foi inferior.

Além de protestar contra políticos corruptos O Movimento Todos Juntos Contra a Corrupção tem alvos definidos. Os principais são o fim do voto secreto no Congresso, a aprovação da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF) e a manutenção do poder de fiscalização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre os juízes, que está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). As poucas tentativas de partidarizar a manifestação acabaram em vaias. Foi o que aconteceu quando bandeiras do Psol apareceram.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, que participou da caminhada, reclamou da falta de transparência no Judiciário. “A sociedade está pedindo ao Judiciário que cumpra sua parte e seja transparente”, declarou. “Retirar os poderes do CNJ é tornar um passado negro dentro da estrutura do Judiciário, em que tudo era colocado para debaixo do tapete”. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu a aprovação imediata da Lei da Ficha Limpa no STF. “A Ficha Limpa tem que valer para a eleição no ano que vem”, afirmou.

Vaias
As poucas tentativas de partidarizar a manifestação acabaram em vaias. Foi o que aconteceu quando bandeiras do Psol apareceram. Marcus Rodrigues, 20 anos, um dos organizadores, diz que o objetivo imediato do grupo é a aprovação dos projetos anticorrupção no Congresso e a defesa das ações pela transparência no Judiciário. “Ainda não temos condições de apresentar um projeto popular, porque precisamos de um milhão de assinaturas”, observa. “Esse é nosso plano para o futuro. Por enquanto, queremos a aprovação do que permanece engavetado no Congresso”.

“Que País é Esse?”
Um dos alvos dos manifestantes foi o domínio político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). “Sarney, ladrão, devolve o Maranhão”, gritavam. Há uma semana, o ex-presidente da República também foi criticado publicamente durante o Rock in Rio. Outro alvo foi o deputado petista cassado José Dirceu que, embora seja acusado de comandar o mensalão, ainda exerce grande influência em algumas esferas do governo. “Esse movimento é contra essas figuras”, diz a servidora pública Cristia Lima. “É preciso respeitar isso aqui”, completou, apontando para um exemplar da Constituição que trouxe de casa.

Também participaram da marcha dezenas de grupos que protestam contra outros aspectos da roubalheira nacional. É o caso dos mascarados que reclamam da relação promíscua do governo com grandes empresas. “Representamos um sentimento coletivo”, declara um desses manifestantes, recusando-se a dizer o nome para não “personificar” o movimento. “Temos uma única voz e um único rosto”.

A advogada Aline Oliveira levou os filhos, de 10 e 3 anos, com o objetivo de transformar esse Dia das Crianças no início de uma vivência democrática. “Isso vai marcar a formação deles”, acredita. “Meus pais me levaram para ver as Diretas Já, nos anos 80, o que foi muito importante para mim”.

Por Reinaldo Azevedo

11/10/2011

às 17:37

Marcha Contra a Corrrupção está prevista em 25 cidades; veja hora e local

Por Juliana Castro, no Globo:
A marcha contra a corrupção convocada para o feriado desta quarta-feira está sendo organizada pela internet há pelo menos um mês e contará com eventos 25 cidades em 17 estados, além do Distrito Federal. Os organizadores dizem não ter expectativa sobre o número de pessoas que podem comparecer aos atos – boa parte deles simultâneos -, mas esperam superar a barreira dos 25 mil manifestantes, que foram às ruas no Sete de Setembro .

Com três cidades, São Paulo e Santa Catarina são os estados que terão o maior número de protestos. No Rio, pelo menos sete grupos de combate à corrupção vão se reunir na orla da Zona Sul. A concentração acontece no posto 4 da Praia de Copacabana, às 13h. Os manifestantes saem em caminhada às 14h, rumo ao posto 2. Aos moradores de Copacabana, os organizadores têm um pedido especial: colocar vassouras do lado de fora da janela, para demonstrar apoio ao movimento.

O protesto do dia 20 de setembro, na Cinelândia , contou com o apoio de artistas e um dos que estavam presentes, o cantor Tico Santa Cruz, gravou um vídeo para convocar os brasileiros a saírem de casa para manifestar seu repúdio à impunidade. “Estou aqui para convocar todos os brasileiros indignados com a corrupção, a impunidade, a violência e a omissão. No dia 12, você pode fazer parte dessa luta. Saia de sua casa”, diz o cantor no vídeo, confirmando presença no evento desta quarta-feira.

A divulgação pela internet ganhou na terça-feira um reforço. Os organizadores se juntaram e promoveram um twittaço para informar corretamente o dia, local e horário da manifestação no Rio. Nem mesmo a previsão de chuva desanima: “A previsão é de sol entre nuvens, podendo chover. Estou torcendo muito para que não chova. Mas, mesmo com chuva, tenho certeza de que as pessoas interessadas vão comparecer ao evento – disse Cristine Maza, do movimento “Todos Juntos contra a Corrupção”.
*
Confira o local e o horário do protesto contra a corrupção, na sua cidade:

AL – Maceió – Antigo 7 Coqueiros até o Antigo Alagoinhas, às 13h

AM – Manaus – Centro, em frente ao colégio Dom Pedro, às 14h

BA – Salvador – Cristo da Barra, às 14h

CE – Fortaleza – Praça da Imprensa rumo ao Cocó, às 14h

DF – Brasília – Museu Nacional, às 10h

ES – Vila Velha – Praia da Costa, às 12h

GO – Goiânia – Início na Praça Universitária às 10h e término na Praça Cívica

MA – São Luís – Praça do Pescador , na Avenida Litorânea, às 14h

MG – Belo Horizonte – Saída às 14h da Praça da Liberdade até a Praça 7

MG – Uberlândia – Praça Tubal Vilela, às 14h

PA – Belém do Pará – Praça do CAN, às 14h

PA – Santarém – Concentração em frente à prefeitura, às 17h, até o fórum

PE – Recife -Pracinha de Boa Viagem, às 14h

PB – João Pessoa – Busto de Tamandaré, às 14h

PI – Teresina – Praça da Liberdade, às 14h

PR – Curitiba – Santos Andrade, em frente à escadaria da UFPR, às 14h

PR – Campo Mourão – Praça Central, às 14h

RS – Porto Alegre – Parque da Redenção, durante toda a tarde

RJ – Rio de Janeiro – Copacabana, em frente ao posto 4, às 13h

SC – Brusque – Praça Barão de Schneeburg, às 9h

SC – Florianópolis – Trapiche Beira Mar, às 10h

SC – Jaraguá do Sul – Praça Ângelo Piazera, às 14h

SP – São Paulo – Avenida Paulista, em frente ao Masp, às 14h

SP – Santos – Parque da Independência, às 14h

SP – São José dos Campos – Vicentina Aranha, às 15h

Por Reinaldo Azevedo

28/04/2011

às 7:03

Chegada a uma força armada – Protesto em frente ao Planalto mobiliza até atiradores de elite

Por Breno Cota e Márcio Falcão:
A Presidência da República autorizou que três atiradores de elite da Polícia Militar acompanhassem, do terraço do Palácio do Planalto, uma manifestação de um grupo de 30 pessoas que utilizavam buzinas para protestar. O protesto chamou a atenção da PM depois que três dos manifestantes, ligados à Anese (Associação Nacional dos Ex-Soldados Especializados), subiram no mastro da bandeira nacional, com 100 metros de altura. O trio, que reivindica reincorporação à Aeronáutica, chegou ainda de madrugada e permaneceu no mastro até por volta das 17h.

A descida aconteceu cerca de meia hora depois da chegada dos atiradores da PM ao Palácio do Planalto. A Presidência afirmou que os atiradores não estavam armados e que portavam lunetas. Porém, o comandante do Departamento Operacional da PM, coronel Alberto Pinto, confirmou que eles estavam com fuzis e que as lunetas estavam acopladas às armas usadas no terraço. A manutenção da área ao redor do pavilhão nacional é de responsabilidade do governo do Distrito Federal. Por essa razão, a PM, e não a PF, foi acionada para negociar a descida dos manifestantes. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

28/09/2010

às 16:19

O estranho protesto de “moradores” da favela Real Parque

“Moradores” de uma favela de São Paulo fizeram ontem um “protesto”. Leiam reportagem do Estadão.Vejam se vocês percebem algo de estranho. Volto em seguida.

Por Damaris Giuliana e Tiago Dantas, no Estadão:
Um protesto de moradores da Favela Real Parque, no Morumbi, zona sul, bloqueou ontem, por cerca de 1h30, a Marginal do Pinheiros, sentido Interlagos, na altura da Ponte Octavio Frias de Oliveira. Na sexta-feira, 320 barracos foram queimados em um incêndio cuja causa ainda não foi descoberta. Dois ônibus foram usados para bloquear a via e pneus foram queimados. A Polícia Militar reagiu com bombas de gás.

Segundo relato do motorista de um dos ônibus usados para interditar a via, que não quis se identificar, dois homens invadiram o veículo por volta das 18h30 para iniciar a manifestação. Eles se comunicavam por rádio com outras pessoas. “Parei no ponto para deixar dois passageiros. O ônibus estava lotado. Entraram dois caras, tomaram a direção e colocaram o ônibus no meio da pista, atravessado. Eles começaram a quebrar as janelas, os passageiros entraram em pânico e saíram correndo. Eles gritavam que queriam as casas deles de volta.”

De acordo com o tenente Teizen, do 16.º Batalhão da Polícia Militar, os manifestantes estavam bastante alterados. “Fomos recebidos com certa hostilidade. Jogaram pedras, rojões e botijões de gás.”

Trânsito
A pista expressa foi liberada às 19 horas, segundo a PM. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que, nesse horário, havia 7,1 quilômetros de congestionamento, da Ponte do Jaguaré até a Ponte do Morumbi. Avenidas como Giovanni Gronchi e Morumbi tiveram tráfego intenso.

A pista local permaneceu bloqueada até as 19h55, quando a CET conseguiu rebocar um ônibus de turismo da empresa Anjo Azul, que foi depredado. A CET e a PM orientaram os motoristas a retornar na contramão até o Shopping Cidade Jardim para que entrassem na via expressa. Dezenas de ônibus articulados das empresas Campo Belo, Gatusa, Transkuba e VIP, integrantes do Consórcio 7, foram esvaziados. Os passageiros tiveram de esperar por outras conduções na pista expressa. Para desocupar a via, os veículos voltaram de ré.

Cenário
Dezenas de viaturas e motos do policiamento ostensivo e da Força Tática foram para o local. Diversas ambulâncias do resgate e caminhões do Corpo de Bombeiros também foram acionados. Por volta das 19h30, o cheiro de objetos queimados ainda era forte, apesar da chuva. Centenas de pedras e estilhaços de vidro estavam espalhados pela Marginal. A reportagem encontrou uma granada detonada. Na calçada, havia restos de móveis e de eletrodomésticos queimados.

Os poucos moradores que permaneciam na via passavam o tempo todo observando a movimentação da polícia. Entre si, reclamavam por não poderem subir para suas casas. Policiais entraram na favela e, da Marginal, eram ouvidos disparos. O capitão Luis Dias confirmou o uso de “material para conter distúrbio”. Segundo ele, o policiamento permaneceria na região durante toda a madrugada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação condenou a ação e informou que o protesto foi iniciado após reunião com vítimas do incêndio de sexta-feira. Nela, a Prefeitura teria informado que os moradores receberiam auxílio aluguel de R$ 400 por quatro meses e uma garantia de moradia definitiva, mas “uma pequena parcela dos moradores não aceitou essa decisão”.

Voltei
E então?

Vocês já viram protesto espontâneo de moradores ser coordenado por homens com radiocomunicadores? É claro que vocês nunca viram porque os cidadãos, morem ou não em favela, não costumam andar por aí com esse instrumento. Isso costuma ser coisa de polícia ou de bandido. Policiais, evidentemente, não eram.

Notem que os protestos surgiram depois que a Prefeitura foi ao local para tratar justamente do tal “Bolsa Aluguel” para auxiliar os moradores que perderam suas casas num incêndio. Também se fez o cadastro para entregar casas populares preferencialmente às vítimas.

Há coisas que são muito engraçadas. Quando essas generosidades são praticadas por petistas, os beneficiados agradecem emocionados ao governante da hora; se o dito-cujo não tem a ventura de ser um desses “amigos do povo” com a estrela no peito, vem porrada! Que Bolsa Aluguel o quê!? Que casa o quê!? O negócio é queimar pneu!

Esse mês de setembro anda mesmo esquisito. Há, assim, um estranho miasma na cidade de São Paulo. Um problema no metrô — uma blusa ou qualquer outro — provoca a paralisação de uma composição e a depredação simultânea em 14 composições do metrô, o que é absolutamente excepcional. “Moradores” de uma favela beneficiada com um programa de assistência respondem com arruaça — e os líderes recorrem a radiocomunicadores para organizar o “protesto”.

Seria a proximidade das urnas? Em 2006, o nome do miasma era PCC.

Por Reinaldo Azevedo

 

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