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Irã

29/01/2013

às 22:04

Congresso Judaico Latino-Americano reage a acordo absurdo celebrado por Cristina Kirchner com o Irã

Escrevi ontem, dia 28 de janeiro, um post acusando a indignidade do governo argentino, que firmou um acordo com a ditadura iraniana para “apurar” o atentando ocorrido contra a entidade judaica Amia, em 1994, em Buenos Aires. As investigações já provaram de sobejo que o regime dos aiatolás tem as mãos sujas de sangue também nesse caso. A comissão conjunta é uma indignidade e uma afronta aos judeus da Argentina e do mundo inteiro, em partícular à memória dos mortos  — na maioria, crianças — e de seus familiares.  Como se não bastasse a coisa em si, há uma coincidência macabra: o acordo foi firmado em 27 de janeiro, Dia Internacional de Recordação às Vítimas do Holocausto.

Alguns bobalhões me ironizaram, afirmando que reagi antes mesmo das entidades judaicas. Pois é, eu sou assim. Acho que o Holocausto e o antissemitismo são temas graves o bastante para mobilizar toda a humanidade, não apenas os judeus. O Congresso Judaico Latino-Americano emitiu uma nota a respeito, que acabo de receber. Segue na íntegra:

 NOTA DE REPÚDIO DA POSIÇÃO ARGENTINA

Argentina deu um formidável passo atrás ao firmar um acordo com o Irã criando uma Comissão da Verdade para apurar, mais uma vez, o atentado terrorista cometido contra o edifício da Amia, em 1994, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas.

Ao se associar a um estado terrorista, a atitude do governo argentino desqualifica  os esforços realizados pela sua justiça junto com a Interpol e cujas investigações apontaram o dedo  acusatório na direção de cidadãos iranianos incumbidos de obedecer à determinação oficial de praticar um atentado exemplar e, nele, matar quantos pessoas fosse possível.

É uma afronta à justiça pretender recomeçar tudo de novo realizando audiências em um país como o Irã cujo governo ignora os direitos mais elementares da pessoa humana.

Como buscar a verdade em um país que no último final de semana prendeu 14 jornalistas acusados de suposta cooperação com veículos da mídia estrangeira favoráveis à oposição?

Como encontrar a verdade realizando audiências em um Irã controlado pelo ministro da Defesa Ahmad Vahidi, que, junto com o ex-presidente Ali Akbar Rafsanjani, é o principal suspeito de planejar o atentado, e ambos procurados pela Interpol?

Como a Argentina pretende descobrir a verdade em um país como o Irã que nega o Holocausto de cerca de 6 milhões de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial?

A ironia da história – além de pretender desmenti-la – é que o acordo foi firmado dia 27 de janeiro, consagrado como o Dia Internacional de Recordação às Vítimas do Holocausto.

JACK TERPINS
PRESIDENTE DO CONGRESSO JUDAICO LATINO-AMERICANO

Por Reinaldo Azevedo

26/09/2012

às 5:39

Obama faz duro alerta ao Irã na ONU

Por Gustavo Chacra, no Estadão:
Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos EUA, Barack Obama, atacou duramente a intolerância e o extremismo, defendeu a Primavera Árabe e, mais uma vez, insistiu que não aceitará um Irã nuclear. Diferentemente de outros anos, sua passagem pela ONU durou menos de uma hora, incluindo o tempo em que discursou no plenário. Desta vez, Obama não manteve reuniões bilaterais com líderes de outros países e, logo depois de falar, deixou a sede da ONU sem assistir a outros chefes de Estado e de governo.

Ao comentar a questão nuclear iraniana na ONU, Obama disse que “os EUA pretendem resolver esse problema por meio da diplomacia”. “Acreditamos que ainda temos tempo e espaço para conseguir atingir esse objetivo. Mas nosso tempo não é ilimitado”, afirmou o presidente.

“Um Irã nuclear não é uma ameaça que pode ser contida. Seria uma ameaça para Israel, para as nações do Golfo e para a estabilidade da economia global. Pode provocar uma corrida nuclear na região e minar o Tratado de Não Proliferação (TNP). Por isso, os EUA farão o que devem fazer para impedir os iranianos de conseguirem uma arma atômica.”
(…)
Palestina
No discurso de ontem, Obama evitou dar detalhes sobre a paz no Oriente Médio e não falou em fronteiras, como havia feito no passado, quando defendeu as linhas pré-1967, com um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Desta vez, ele optou pela cautela e disse ser a favor de “um Estado judaico de Israel seguro e uma Palestina independente e próspera”.

Em novembro, a Autoridade Palestina tentará ser aceita como Estado observador das Nações Unidas – mesmo status do Vaticano. O governo de Mahmoud Abbas desistiu de ser membro pleno, porque os EUA deixaram claro que vetariam o pedido no Conselho de Segurança. A decisão de adiar a iniciativa para depois das eleições americanas seria uma forma de evitar fortalecer o republicano Mitt Romney, visto como pró-Israel.
(…)
Vídeo
Ao longo do discurso, Obama, mais uma vez, criticou o vídeo anti-islâmico que causou uma onda de protestos no mundo muçulmano. Ele lamentou a reação violenta e disse que seu governo não poderia ter feito nada, pois a liberdade de expressão é garantida pela Constituição americana.

“O impulso em direção à intolerância pode ser inicialmente focado no Ocidente, mas, com o tempo, não pode ser contido. O mesmo impulso em direção ao extremismo é usado para justificar a guerra entre sunitas e xiitas, entre tribos e clãs. Isso não leva à prosperidade, mas ao caos. Em menos de dois anos, vimos mais protestos pacíficos provocarem mudanças em países de maioria islâmica do que uma década de violência”, disse o presidente dos EUA.
(…)

 

Por Reinaldo Azevedo

25/09/2012

às 6:33

A volta da política externa megalonanica: governo Dilma mostra disposição de retomar o “Plano Irã” no dia em que Ahmadinejad prega de novo o fim de Israel

Pois é…

Dilma definitivamente está disposta a abraçar o erro e parece passar por um período de regressão em vários temas. Tem, enfim, uma natureza. Leiam o que informa Leonencio Nossa e Gustavo Chacra, no Estadão. Volto em seguida:

Os governos do Brasil e da Turquia avaliavam ontem a possibilidade de retomar a Declaração de Teerã, um acordo construído pelos dois países em 2010 para intermediar a crise provocada pelo programa nuclear iraniano. Desta vez, a parceria contaria com a Suécia. Num almoço ontem em Nova York, os ministros de Relações Exteriores Antonio Patriota (Brasil), Ahmet Davutoglu (Turquia) e Carl Bildt (Suécia) discutiram as afinidades dos discursos contra soluções de intervenção militar.

No encontro, os ministros reafirmaram que os governos brasileiro, turco e sueco consideram que o diálogo deve prevalecer na busca de uma solução também para o caso da Síria. Eles demonstraram ainda preocupação com o clima de intolerância religiosa que pode ser usado como combustível para intervenções militares, disseram diplomatas brasileiros. Em maio de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram acordo com o governo iraniano que obrigaria Teerã a entregar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para ser armazenado na Turquia. O governo dos EUA fez críticas imediatas à intermediação do Brasil e da Turquia e conseguiu aprovar, no mês seguinte, a Resolução 1.929 na ONU, com uma série de sanções contra o Irã.

A vitória dos EUA no Conselho de Segurança da ONU foi arrasadora. Dos 12 membros do conselho, Brasil e Turquia foram os únicos países que votaram pela rejeição à proposta de sanções contra o Irã. O Líbano, que se posicionava ao lado de brasileiros e turcos, absteve-se. Embora o Brasil tenha deixado o assento temporário no Conselho de Segurança, a proposta de uma solução negociada teria mais condições de ser aprovada, avaliam diplomatas. Na época, a China e a Rússia votaram em favor de sanções contra Teerã, mas conseguiram diminuir o impacto do texto que os EUA, a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha elaboraram. Depois da crítica americana e da derrota no Conselho de Segurança da ONU, Lula e Erdogan reclamaram que o próprio presidente dos EUA, Barack Obama, tinha solicitado por meio de cartas uma intermediação dos dois países na crise com o Irã.
(…)

Voltei
No dia em que o Brasil anunciava a disposição de retomar aquele plano aloprado para o Irã, o que fez Mahmoud Ahmadinejad, o presidente daquele país? Ora, voltou a pregar o fim de Israel, entenderam? E o fez depois que Ban Ki-moon, o banana que é secretário-geral da ONU, lhe pediu que controlasse a retórica de seus radicais.

Em Nova York para a reunião anual da Assembleia Geral, o terrorista afirmou que Israel é uma realidade passageira no Oriente Médio, que estão por ali há apenas 60 ou 70 anos e que “não têm raízes na história do lugar”.

O asqueroso ainda tentou dar aulas ao Ocidente sobre liberdade de expressão. Referindo-se aos EUA, afirmou: “Eles próprios invocam erradamente a carta da ONU e fazem mau uso da liberdade de expressão para justificar o seu silêncio quando se trata de ofensas aos princípios sagrados da comunidade humana e aos profetas divinos”.

Dilma quer negociar com essa gente.

Por Reinaldo Azevedo

18/07/2012

às 21:24

Netanyahu: Irã está por trás de ataque a turistas israelenses na Bulgária

Na VEJA Online:
O premiê israelense Benjamin Netanyahu acusou o Irã de estar por trás do ataque a um ônibus com turistas israelenses que deixou mortos e feridos no aeroporto de Burgas, na Bulgária, informou o site do jornal Haaretz nesta tarde. Segundo o ministro do Interior do país europeu, Tsvetan Tsvetanov, em entrevista à rede de televisão estatal BNT, pelo menos sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na explosão. 

“Nos últimos meses, vimos diversas tentativas do Irã de atacar israelenses na Tailândia, na Índia, no Quênia e em Chipre”, disse Netanyahu, em um comunicado. “Exatamente 18 anos após o ataque a um centro da comunidade judaica na Argentina, o terror iraniano continua a ferir pessoas inocentes.” Segundo o premiê, também desta vez ”todos os sinais levam ao Irã”. “Israel vai reagir com força ao terrorismo iraniano” acrescentou.

Segundo informações anteriores da rádio pública BNR e da rede de televisão privada bTV, três ônibus foram atingidos no atentado. Um deles, que levava cerca de 40 pessoas, teria explodido, e os outros dois, pegado fogo. Em entrevista à Rádio do Exército de Israel, uma testemunha da explosão disse que ela foi causada por um suicida na entrada do ônibus. Entre as vítimas estariam uma menina de 11 anos e duas mulheres grávidas.

Apesar dos relatos sobre um possível homem-bomba, o major da segurança de Burgas, Dimitar Nikolov, disse que a polícia encontrou indícios de que os explosivos estavam no porta-malas do veículo. O incidente causou pânico no terminal, e as pessoas que não conseguiram deixar o local foram instruídas a permanecer em uma aérea isolada.

Por Reinaldo Azevedo

22/06/2012

às 6:01

Evangélicos estendem faixas em frente ao hotel onde se hospedou Ahmadinejad: em defesa da liberdade religiosa

Salve a coragem de fazer a coisa certa!, especialmente quando tantos se calam. Pastores evangélicos, liderados pelo pastor Silas Malafia, fizeram chegar ao terrorista Mahmoud Ahmadinejad um carta pedindo a libertação do iraniano Yousef Nadarkhani, que se converteu ao cristianismo e, por isso, foi condenado à morte em seu país.

Os líderes evangélicos decidiram ainda estender faixas em frente ao hotel em que Ahmadinejad estava hospedado. Fizeram muito bem! O facinoroso veio para o encontro da “Rio+20″ e, como vocês viram, tentou dar lições de moral e humanismo ao mundo.

protesto-evangelicos-ira1

protesto-evangelicos-doisPost publicado originalmente às 4h08
Por Reinaldo Azevedo

21/06/2012

às 16:02

Silas Malafaia e mais 11 pastores fazem chegar ao terrorista Ahmadinejad pedido de libertação de Yousef Nadarkhani, condenado à morte por ser cristão

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, informa Lauro Jardim em Radar, entregou a Michel Temer, vice-presidente da República, uma carta assinada por ele e por mais 11 pastores que pede a libertação do pastor evangélico Yousef Nadarkhani, que está preso no Irã, condenado à morte. Temer fez a carta chegar ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. O terrorista veio ao Brasil para a Rio+20. Escrevi o primeiro post sobre Nadarkhani no dia 28 de setembro do ano passado. Lembro o texto.

Não há um só país de maioria cristã, e já há muitos anos, que persiga outras religiões. Ao contrário: elas são protegidas. Praticamente todos os casos de perseguição a minorias religiosas têm como protagonistas correntes do islamismo – ou governos mesmo. Não obstante, são políticos de países cristãos – e Barack Obama é o melhor mau exemplo disto – que vivem declarando, como se pedissem desculpas, que o Ocidente nada tem contra o Islã etc. e tal. Ora, é claro que não! Por isso os islâmicos estão em toda parte. Os cristãos, eles sim, são perseguidos – aliás, é hoje a religião mais perseguida da Terra, inclusive por certo laicismo que certamente considera Bento 16 uma figura menos aceitável do que, sei lá, o aiatolá Khamenei…

O pastor iraniano Yousef Nadarkhani foi preso em 2009, acusado de “apostasia” – renunciou ao islamismo-, e foi condenado à morte. Deram-lhe, segundo a aplicação da sharia, três chances de renunciar à sua fé, de renunciar a Jesus Cristo. Ele já se recusou a fazê-lo duas vezes – a segunda aconteceu hoje. Amanhã é sua última chance. Se insistir em se declarar cristão, a sentença de morte estará confirmada. Seria a primeira execução por apostasia no país desde 1990. Grupos cristãos mundo afora se mobilizam em favor de sua libertação. A chamada “grande imprensa”, a nossa inclusive, não dá a mínima. Um país islâmico eventualmente matar um cristão só por ele ser cristão não é notícia. Se a polícia pedir um documento a um islâmico num país ocidental, isso logo vira exemplo de “preconceito” e “perseguição religiosa”.

Yousef Nadarkhani é um de milhares de perseguidos no país. Sete líderes da fé Baha’i tiveram recentemente sua pena de prisão aumentada para 20 anos. Não faz tempo, centenas de sufis foram açoitados em praça pública. Eles formam uma corrente mística do Islã rejeitada por quase todas as outras correntes – a sharia proíbe a sua manifestação em diversos países.

Há no Irã templos das antigas igrejas armênia e assíria, que vêm lá dos primórdios do cristianismo. Elas têm sido preservadas. Mas os evangélicos começaram a incomodar. Firouz Khandjani, porta-voz da Igreja Evangélica do Irã, teve de deixar o país. Está exilado na Turquia, mas afirmou à Fox News que está sendo ameaçado por agentes iranianos naquele país.

Por Reinaldo Azevedo

19/04/2012

às 15:44

A nota asquerosa da embaixada do Irã em defesa de um molestador de crianças. Ou: A reação de uma ditadura que odeia as mulheres

A Embaixada do Irã no Brasil emitiu uma nota nojenta sobre o seu molestador de crianças. Leiam trechos de uma reportagem da Agência Brasil. Volto em seguida.

A Embaixada do Irã reagiu às denúncias de abuso sexual, atribuídas a um diplomata, de 51 anos, do país. Em nota divulgada na quarta-feira à noite, a representação diplomática informou que houve um “mal-entendido” na interpretação dos fatos devido às “diferenças culturais” entre iranianos e brasileiros. Também condenou a imprensa nacional por considerá-la tendenciosa e discriminatória no que se refere ao Irã.

“Essa missão diplomática declara que a acusação levantada contra o diplomata iraniano é exclusivamente um mal-entendido decorrente das diferenças nos comportamentos culturais [entre iranianos e brasileiros]“, diz a nota.
(…)
“Nesse sentido também expressamos energicamente o nosso protesto e indignação relativo ao tratamento e à maneira como a mídia, geralmente tendenciosa, trata as coisas relativas a alguns países, entre eles o Irã”, diz ainda o comunicado. “[A reação da mídia brasileira] demonstra nitidamente um comportamento intencional, propositado e imparcial“, acrescenta.

Na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores recebeu informações da Polícia Civil do Distrito Federal sobre as acusações envolvendo o diplomata iraniano e decidiu notificar oficialmente a Embaixada do Irã no Brasil. Mas, antes, serão conduzidas investigações em relação ao caso. O iraniano dispõe de imunidade diplomática e não pode ser investigado nem incriminado como os cidadãos comuns.

Parentes das crianças estiveram no Itamaraty para pedir ao governo federal providências em relação ao caso. O diplomata iraniano é acusado de ter assediado sexualmente crianças e adolescentes de 9 a 14 anos na piscina de um clube da capital federal, localizado em área nobre da cidade.Segundo relato das famílias e dos salva-vidas do clube, o homem acariciou as partes íntimas das crianças quando mergulhava na piscina, no sábado passado (14). Pais e mães das crianças e adolescentes fizeram um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil. O diplomata foi ouvido e liberado em seguida.

De acordo com a Convenção de Viena, um diplomata não pode ser processado ou preso no Brasil. Nesses casos, pode sofrer punições somente se o país de origem retirar a imunidade diplomática ou for declarado persona non grata pelo governo brasileiro, sendo expulso do território e impedido de ingressar. No entanto, o diplomata não está isento de ser alvo de processo em sua terra natal. No Irã, crimes sexuais são julgados de acordo com a Sharia – código de conduta e moral regido pelo Alcorão, livro sagrado do islamismo. Desde a revolução islâmica em 1979, o país é uma república orientada pelos preceitos da religião.

Voltei
Reparem na palavra em negrito. Ou a Agência Brasil errou na transcrição de trecho da nota, ou a Embaixada do Irã no Brasil não sabe, a exemplo dos petralhas, a diferença entre “parcial” e “imparcial”. Eles vivem botando as patas na área de comentários do blog me exortando a ser “menos imparcial”, se é que vocês me entendem… Mas vamos ao caso.

“Diferenças culturais”??? Por quê? No Irã, a cultura permite que um canalha de 51 anos acaricie a genitália de meninas? Ou o taradão, de fato desacostumado a conviver em ambientes públicos com mulheres e crianças em trajes de banho — já que aquela ditadura asquerosa o proíbe —, achou que tinha o direito de manifestar sua “cultura diferenciada”? Por que, então, em nome dos seus valores, não ficou longe da piscina?

É muito atrevimento a embaixada de um país que vive sob uma ditadura religiosa, que trata a divergência na base da bala e do porrete, que discrimina as mulheres, que as condena ainda ao apedrejamento, criticar a imprensa de um país livre. Preconceito contra o Irã? É mesmo?

O molestador, consta, já deixou o país. O Itamaraty não tem o que fazer nesse particular. Mas caberia, sim, uma manifestação de repúdio à nota da Embaixada, que representa, afinal, o governo do Irã. Ela é acintosa.

Aguardo a reação das ONGs e movimentos sociais que defendem crianças e mulheres. Ou vão silenciar diante da óbvia ofensa proferida pelo governo dos “companheiros” iranianos? E Lula? Resistirá à tentação de se solidarizar com seu amigo Mahamoud Ahmadinejad?

Para arrematar: antes dessa nota, vá lá, estávamos diante de um desvio de comportamento de um cidadão iraniano. Depois dela, temos o endosso do governo do Irã à ação do molestador.

Por Reinaldo Azevedo

17/04/2012

às 5:35

Diplomata do Irã é acusado de abusar de menores em piscina

No Globo:
O diplomata do Irã em Brasília Hekmatollah Ghorbani é acusado de ter abusado de menores na piscina de um clube em Brasília, no último sábado. Dez garotas, com idades entre 9 e 15 anos, estavam na piscina do clube Vizinhança 1, na Asa Sul, e quatro delas relatam que Ghorbani, ao nadar, se aproximava para tocar nas partes íntimas das garotas quando mergulhava.

Segundo relato de três responsáveis pelas menores, uma das garotas, de 14 anos, percebeu que o iraniano havia tocado outras jovens e pediu a ele que parasse. Ela foi avisar o salva-vidas do clube, que ordenou o fechamento da piscina. O pai de uma das meninas, José Roberto Fernandes Rodrigues, voltou à piscina e tentou agredir Ghorbani.

Após a ação dos seguranças do clube, o diplomata, quatro meninas e os pais foram ao 1º DP na tarde de sábado. O delegado-adjunto Johnson Monteiro, que acompanhou a denúncia, confirmou os relatos, mas apesar do flagrante, Ghorbani foi liberado por ter imunidade diplomática. “Constatamos que esse senhor era da missão diplomática do Irã em Brasília. Nessa condição, ele estava sob o manto da imunidade diplomática. Fizemos um registro de ocorrência. Vamos encaminhar isso ao Itamaraty. Caso fosse cidadão comum, ele estaria respondendo pelo artigo 217 A, por estupro de vulnerável, com pena de 8 a 15 anos de prisão. Seria considerado flagrante, e estaria preso”, disse.

Ghorbani, que tem mais de 50 anos, é o terceiro na hierarquia da embaixada iraniana em Brasília. A embaixada confirma que ele é membro do corpo diplomático, e está no Brasil há cerca de dois anos, mas diz não ter tomado ciência da acusação.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

05/03/2012

às 6:21

Irã – Como sempre pode ser pior, Khamenei vence Ahmadinejad, mas atual presidente ainda tem chance de formar governo

No Estadão, por Lourival Sant’Anna, no Estadão:
Os partidos mais próximos do líder espiritual Ali Khamenei foram os que elegeram mais deputados nas eleições de sexta-feira, 2, mas não é certo que o presidente Mahmoud Ahmadinejad fique com uma minoria reduzida no Parlamento. Isso porque muitos deputados eleitos não declararam seu apoio ao presidente para evitar serem desqualificados pelo Conselho Guardião, controlado pelo líder espiritual, e também porque há muita margem de negociação no Parlamento iraniano, segundo analistas ouvidos pelo Estado.

“A estratégia de Ahmadinejad foi espalhar os seus partidários entre pequenos grupos e evitar que eles declarassem apoio ao presidente”, disse Kamal Taheri, um analista próximo ao presidente. “Eu vi muitos desses candidatos ‘independentes’ no gabinete de Ahmadinejad.” O analista Amir Mohebbian, de tendência conservadora, concorda que não se pode falar de derrota irreparável para o presidente: “Ainda não está claro se Ahmadinejad foi duramente golpeado ou não.”

Taheri estima que o presidente venha a ter o apoio firme de cerca de 100 dos 310 deputados. Segundo ele, no Parlamento atual, que tem 290 cadeiras, a base do governo é formada por “60 a 80″ deputados que “verdadeiramente” apoiam Ahmadinejad. As bancadas do Parlamento iraniano são tradicionalmente móveis. Os apoios flutuam de acordo com negociações e também com os humores do poderoso líder espiritual.

Impeachment
O novo Parlamento toma posse dia 28 de maio. Antes disso, Ahmadinejad poderá sofrer um processo de impeachment, por causa dos problemas econômicos vividos no país. O presidente cortou os subsídios para a gasolina, o gás, a eletricidade, a água e os alimentos básicos. Os preços dispararam. A inflação dos últimos 12 meses até novembro – o último dado oficial disponível – ficou em 22%. Para compensar a retirada dos subsídios, Ahmadinejad criou uma ajuda mensal de US$ 40 por pessoa. Mas muitos iranianos se queixam de que a ajuda não compensa o aumento dos preços.

“Os deputados que não se reelegeram e não receberam promessas de cargo no governo vão se vingar de Ahmadinejad”, prevê Taheri. “Mas o líder espiritual não vai permitir o impeachment.” Khamenei controla os órgãos mais importantes do Estado e seu poder saiu fortalecido das eleições. A Frente Unida dos Principistas, que apoia Khamenei, foi a que obteve mais cadeiras, de acordo com 90% dos votos apurados até a noite deste domingo, 3. Em segundo lugar veio a Frente da Firmeza da Revolução Islâmica, que também apoia o líder espiritual e representa os fundamentalistas mais radicais, mas que tem sido menos crítica em relação a Ahmadinejad.

Os resultados finais devem sair nesta segunda. O ministro do Interior, Mostafa Najar, disse no domingo que mais de 200 distritos elegeram deputados. Aqueles em que nenhum candidato alcançar 25% dos votos terão de realizar segundo turno, em data ainda não definida.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

03/03/2012

às 5:19

Eleições no Irã – A disputa entre o ruim e o pior. E não perguntem quem é o quê. Tanto faz!

Por Lourival Santanna, no Estadão:
O governo iraniano anunciou comparecimento de 64,6% – 31 milhões de eleitores – nas eleições parlamentares de ontem. O índice supera o da última eleição parlamentar, em 2008, que foi de 61%. Não é possível confirmar o dado de forma independente. Em Teerã, o comparecimento foi visivelmente pequeno. A presença de eleitores tornou-se questão de honra para o regime depois que a oposição, banida, convocou seus partidários a um boicote.

 A TV estatal mostrou durante o dia todo filas em seções de votação. O horário inicial da votação era das 8 às 18 horas. Acabou estendido até as 23 horas locais (16h30 em Brasília). O resultado da contagem dos votos deve ser anunciado amanhã. O Parlamento unicameral foi ampliado de 290 para 310 cadeiras. O voto é distrital e onde nenhum candidato alcançar um quarto dos votos haverá segundo turno, em data ainda não estabelecida.

Com os reformistas e tecnocratas da oposição excluídos pela primeira vez desde a Revolução de 1979, a disputa ficou entre os conservadores – de um lado, os partidários do presidente Mahmoud Ahmadinejad e, de outro, os do líder espiritual, Ali Khamenei. “Um alto comparecimento será importante para manter a segurança e o prestígio do Irã”, declarou ontem Khamenei, depois de votar em Teerã. O líder espiritual controla instituições importantes, como o Conselho Guardião, encarregado de selecionar os candidatos e supervisionar o pleito. Nessas eleições, o Conselho vetou 1.409 candidatos, acusados de “atitudes anti-islâmicas”. Conselhos locais já haviam desqualificado 506, sob a mesma alegação. Aparentemente, mais de 100 partidários de Ahmadinejad foram excluídos.

Na quarta-feira, o ministro do Interior, Mostafa Najar, havia assegurado que, apesar do boicote da oposição, essas eleições parlamentares seriam “gloriosas”, com comparecimento dos eleitores “mais maciço do que no passado”. A eleição presidencial de 2009 foi marcada por acusações de fraude que motivaram protestos nas ruas, duramente reprimidos. A frente oposicionista Movimento Verde foi banida. Os dois principais candidatos da oposição, Mir Hossein Moussavi e Mehdi Karoubi, estão sob prisão domiciliar.

O repórter do Estado esteve entre 10 horas e 11h30 na Mesquita Husseinie Ershad, uma das principais seções eleitorais de Teerã, em área de classe média alta do centro-norte da cidade. Os eleitores chegavam e votavam, sem formar filas.

Em contraste, em 2009, enormes filas saíam da mesquita o dia inteiro, dando a volta no quarteirão. Entre 12 horas e 13h30, o repórter esteve na Mesquita Imam Hussein, num bairro de classe média baixa do centro-sul de Teerã. Durante esse horário, que coincidiu com a oração do meio-dia – a mais importante da semana, – formavam-se filas de cerca de 30 eleitores. Noutras seções menos importantes, o movimento era menor.

“Comparada com outros países, nossa situação econômica está boa”, ponderou o corretor de imóveis Berhuz, de 32 anos, que votou em um partidário de Ahmadinejad. Ele elogia o programa de financiamento do governo para a compra de casa. “A situação é instável, mas não estamos insatisfeitos”, assegurou o engenheiro Meissa, funcionário da prefeitura de Teerã, que também votou em um candidato ligado ao presidente.

“Somos partidários do líder espiritual”, disse Mohsen Mohamed Hassani, orientador vocacional, de 27 anos, ao lado de sua mulher, que não quis identificar-se. “Para mim não importam os grupos. O importante é se apoiam a Revolução ou não.”

Sobre o boicote da oposição, Hassani disse: “Os oposicionistas podem ser eleitos, desde que estejam nas listas aprovadas pelo líder”. Quanto à inflação de 22% ao ano e à ajuda de US$ 40 por pessoa oferecida por Ahmadinejad para compensar a retirada dos subsídios sobre alimentos e combustíveis há um ano, ele reagiu: “Nós necessitamos dos subsídios”, como também é chamada a ajuda mensal.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2012

às 22:26

O homem e a bandeira

Vejam esta foto.

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Então… Ontem, a presidente Dilma Rousseff recebeu as credenciais dos embaixadores da República da Guiné, Hungria, Fiji, Guiana, Tunísia, Israel, Suécia, Burkina Faso, Sri Lanka, Costa do Marfim, Peru, Síria, Malta, Gabão, Nova Zelândia, Argentina, China, República da Guiné, Honduras, Irã e Tailândia…

E a foto acima? Este, ao lado da presidente, é o sr. Mohammad Ali Ghanezadeh, embaixador do Irã. Espero que não tenha de se explicar em casa. Acabou posando ao lado da bandeira de Israel, de que se vê parte da estrela azul. É o país que seu chefe, Mahmoud Ahmadinejad, prometeu varrer no mapa.

Não varre, não!

Por Reinaldo Azevedo

23/02/2012

às 6:27

EUA criticam Teerã por fracasso de inspeções

No Estadão:
O fracasso da missão ao Irã da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, é prova de que a república islâmica não quer cooperar com a comunidade internacional, afirmou ontem a Casa Branca. Ao mesmo tempo, a Rússia exortou as demais potências a “não tirar conclusões apressadas” dos desentendimentos entre os inspetores e as autoridades iranianas.

 “(O fracasso da missão da AIEA) é uma nova demonstração da recusa do Irã em respeitar seus compromissos internacionais”, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. “Eles não mudaram de comportamento.”

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que as diretrizes da política nuclear da república islâmica permanecerão as mesmas. “Com a ajuda de Deus – e sem dar atenção à propaganda externa -, o Irã continuará firme em seu caminho nuclear”, disse Khamenei. “Pressões, sanções e assassinatos não terão resultado.”

Os inspetores da ONU admitiram o fracasso de sua missão ao Irã na terça feira, depois de uma visita extraordinária de dois dias. Um porta-voz da AIEA disse que uma delegação do órgão estava voltando para casa depois de ser impedida pelo Irã de obter acesso a registros e instalações estratégicas.

A equipe chegou a Teerã no domingo a convite do governo iraniano para pôr fim a anos de alegações de que os cientistas iranianos teriam feito experimentos com ogivas nucleares há quase uma década. Mas os funcionários da AIEA foram impedidos de visitar uma importante instalação de testes conhecida como Parchin, onde parte das supostas pesquisas teria ocorrido. Além disso, os representantes da ONU não conseguiram chegar a um acordo com o Irã envolvendo um plano básico para obter respostas sobre experimentos nucleares anteriores.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

24/01/2012

às 5:25

Europa anuncia embargo a petróleo iraniano e amplia tensão no Golfo

Por Jamil Chade, no Estadão:
A União Europeia aprovou nesta segunda-feira, 23, um embargo contra o petróleo iraniano. Para diplomatas, a medida pode ser o último recurso para forçar o Irã a abandonar seu programa nuclear. Em Teerã, a reação foi imediata. O governo iraniano ameaçou fechar o Estreito de Ormuz e interromper o fornecimento imediato do produto, o que agravaria a crise econômica global.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, disse que o objetivo da nova sanção é fazer o Irã negociar. Segundo ela, a UE propôs o diálogo, mas ainda não obteve resposta. Nos últimos dias, apesar dos sinais desencontrados emitidos por Teerã, mediadores acreditam que a pressão esteja dando resultados e o regime iraniano estaria disposto a negociar.

Além do embargo sobre o petróleo iraniano, a UE congelou os bens do Banco Central do Irã, restringiu investimentos no país e proibiu a exportação de equipamentos para exploração de gás. No total, 500 iranianos já estão com suas contas congeladas e proibidos de viajar para a Europa.

No entanto, a grande ferramenta de pressão é mesmo o embargo sobre o petróleo, responsável por grande parte do financiamento externo da economia iraniana. A UE é o segundo maior importador de petróleo do Irã, superado pela China.

O embargo, porém, pode se transformar em dor de cabeça para a Europa, que vive sua pior crise desde a criação do euro. Pressionada por Grécia, Espanha e Itália, que importam do Irã grande parte do petróleo que consomem, a UE optou por um embargo progressivo. A sanção vale para todos os novos contratos, mas os países terão até julho para buscar alternativas.

Ameaça
Para Ali Fallahian, ex-ministro e membro da Assembleia dos Especialistas, colegiado que escolhe o líder supremo do Irã, o país deveria encerrar as exportações à Europa, afetando a zona do euro. “A melhor forma é parar as exportações antes dos seis meses de prazo e antes da implementação do plano”, disse. Segundo ele, se isso ocorrer, as sanções entram em “colapso”.

O Irã ainda ameaçou novamente fechar o Estreito de Ormuz. “Se qualquer problema foi registrado na venda de petróleo iraniano, o Estreito de Ormuz será fechado”, disse Mohamed Kossari, vice-presidente do Comitê de Segurança Nacional do Parlamento.

No fim de semana, um porta-aviões americano e navios de guerra franceses e britânicos desafiaram as ameaças e navegaram pela região. A Casa Branca já disse que não aceita o fechamento. Para o Ministério da Defesa britânico, a presença de navios na região “mostra o compromisso dos três países em manter a passagem aberta”.

A Rússia, que rejeita mais sanções, reagiu de maneira moderada. O chanceler russo, Sergei Lavrov, classificou o embargo como um “fator agravante” e disse que tentaria convencer o Irã a negociar. “Não podemos tomar medidas radicais”, disse.

Em comunicado, Alemanha, Grã-Bretanha e França também pediram a volta das negociações. “Pedimos que os líderes do Irã suspendam suas atividades nucleares imediatamente”, afirma o texto, que garante que “as portas estão abertas para que o Irã entre em negociações sérias e significativas sobre seu programa nuclear”. “Espero que o Irã recobre sua consciência e aceite negociar”, afirmou o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague.
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Por Reinaldo Azevedo

23/01/2012

às 6:35

Governo do Irã sente falta de Lula

Por Samy Adghirni, na Folha:
O embaixador do Irã em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, disse em recente entrevista que a relação com o Brasil continua tão boa no governo de Dilma Rousseff quanto foi na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o tom que predomina em Teerã é bem diferente. Autoridades iranianas enxergam claro distanciamento e já há sinais pouco amistosos em direção ao Brasil.

“A presidente brasileira golpeou tudo que Lula havia feito. Ela destruiu anos de bom relacionamento”, disse à Folha na quarta-feira, por telefone, Ali Akbar Javanfekr, porta-voz pessoal do presidente Mahmoud Ahmadinejad e chefe da agência de notícias estatal Irna. “Lula está fazendo muita falta”, afirmou, numa referência à opção de Dilma, no cargo desde janeiro de 2011, de dar menos ênfase ao Irã.

Javanfekr corre risco de ser preso por supostas ofensas ao líder supremo, Ali Khamenei. Mas o porta-voz ainda é descrito pelo “New York Times” como “uma das mais fortes figuras para divulgar recados [do Irã].”

BARREIRAS
A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira. A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa. Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.
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Por Reinaldo Azevedo

20/01/2012

às 5:49

VERGONHA! Embaixador brasileiro apóia Ahmadinejad e diz que iraniano falou em “Israel desaparecer da história”, não “do mapa”. Ah, bom!!!

Por Cláudia Antunes, na Folha:
O embaixador brasileiro em Teerã, Antonio Salgado, advertiu contra a “demonização” do Irã e disse que a frase “infeliz” do presidente Mahmoud Ahmadinejad sobre “varrer Israel do mapa” -citada como evidência de intenções agressivas- foi “aparentemente mal compreendida” no Ocidente.

“Na realidade ele não queria dizer que Israel deveria desaparecer do mapa, mas sim desaparecer da história. Seria mais uma analogia com o que aconteceu com a União Soviética ou a África do Sul do apartheid”, afirmou Salgado em debate no Rio com o chanceler britânico, William Hague.

O diplomata disse que, em vez de aprovar novas sanções contra o Irã -defendidas por Hague como “pressões pacíficas”-, o Ocidente deveria insistir em negociações sobre o programa nuclear. Citou a proposta “passo a passo” feita pela Rússia, que prevê um processo paulatino de concessões mútuas.

“Não estou defendendo o Irã, mas existe nos últimos anos uma demonização que tem mais a ver com a fase inicial da revolução [islâmica]. Depois houve oportunidades de normalizar relações com o Ocidente que foram perdidas”, acrescentou.

Ao relativizar a declaração de Ahmadinejad -por sua vez uma citação do aiatolá Khomeini, líder da Revolução Islâmica- o diplomata retomou polêmica que vem desde que ela foi reportada pelo “New York Times” em 2006.

Especialistas como o americano Juan Cole dizem que a frase foi mal traduzida e a versão correta é metafórica, e não uma ameaça de guerra: “Esse regime de ocupação sobre Jerusalém deve desaparecer da página do tempo”. Outros, porém, argumentam que o próprio governo do Irã já usou a expressão “varrer do mapa” em páginas em inglês na internet.

No debate promovido pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) no palácio do Itamaraty, Hague não recuou diante das críticas de brasileiros -que também questionaram, como o embaixador Marcos Azambuja, a viabilidade de uma solução para o caso iraniano enquanto Israel mantiver arsenal atômico.
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Por Reinaldo Azevedo

14/01/2012

às 5:55

Tensão no Golfo faz Obama tentar contato direto com líder máximo do Irã

Por Gustavo Chacra, no Estadão:
O presidente Barack Obama, por meio de um canal secreto de diálogo, advertiu o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que os EUA não tolerarão o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo comercializado no mercado internacional.

A informação, publicada na edição do New York Times de ontem, não foi confirmada oficialmente por autoridades em Washington e Teerã. Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado, disse, antes da publicação da reportagem, que houve contato direto com os iranianos na questão que envolveu os supostos planos de Teerã para assassinar o embaixador saudita em Washington. Ela não comentou, porém, a questão de Ormuz.

A advertência de Obama demonstra o quanto as ameaças iranianas são consideradas graves por Washington. Assim como o presidente, comandantes militares americanos disseram que o eventual fechamento de Ormuz ultrapassaria os limites do que seria aceitável pelos EUA.

Nas últimas semanas, Teerã tem feito repetidas ameaças de que poderia interromper o tráfego no estreito que separa o Golfo Pérsico do Oceano Índico, caso os EUA e seus aliados europeus sigam com a campanha para um embargo internacional ao petróleo iraniano, além de sanções a companhias que façam negócios com o Banco Central do Irã. O objetivo do Ocidente é frear o programa nuclear do Irã.

Segundo a consultoria de risco político Exclusive Analysis, em relatório enviado ao Estado ontem, “nos próximos meses, espera-se que o Irã continue ameaçando fechar o estreito, provocando alta no preço do petróleo. Essa, porém, é uma carta que o Irã não deve usar a não ser que seja alvo de uma campanha militar liderada pelos EUA e considere que a sobrevivência da república islâmica esteja em risco. O fechamento, neste momento, precipitaria uma ação americana e os iranianos seriam derrotados em semanas”.
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Por Reinaldo Azevedo

10/01/2012

às 5:43

Irã condena cidadão americano à morte sob acusação de espionagem

No Estadão:
Num novo capítulo na escalada de tensão entre Irã e EUA, a Justiça iraniana sentenciou à morte nesta segunda-feira, 9, um cidadão americano sob acusação de espionagem. Fuzileiro naval da reserva com passagem pelo Iraque e Afeganistão, Amir Mirza Hekmati tem cidadania iraniana e americana e foi acusado de “trabalhar para a CIA”. Ele tinha sido preso em dezembro e, segundo Teerã, “confessou” ser espião.

A notícia vem à tona em meio à crescente tensão entre os dois países. O Irã tem ameaçado fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa 40% do suprimento de petróleo do mundo. A medida seria uma resposta às sanções adotadas pelos EUA contra o programa nuclear iraniano. Na segunda, a ONU confirmou que o Irã começou a enriquecer urânio em mais uma usina.

Segundo o porta-voz do Judiciário de Teerã, Gholamhossein Mohseni-Ejei, o iraniano-americano “cooperou com um país hostil” e “trabalhou para a CIA”. A sentença precisa ainda ser chancelada pela Suprema Corte, que sempre tem a palavra final sobre execuções no Irã.

Os EUA confirmaram que Hekmati, de 28 anos, servira no Corpo de Fuzileiros Navais como tradutor, mas negaram que ele seja espião ou tenha sido enviado ao Irã pela CIA.

Visita às avós
Os pais de Hekmati, que vivem na cidade de Flint, no Estado de Michigan, disseram-se “chocados e apavorados” com a notícia de que o filho foi sentenciado à pena capital. Eles afirmaram que era sua primeira visita ao Irã e ele se encontraria com suas avós. A família apelou a Teerã que revogue a sentença.

Segundo o governo americano, a Justiça iraniana não permitiu que diplomatas suíços tivessem acesso a Hekmati antes de seu julgamento. Berna representa os interesses dos EUA desde 1980, pois Washington e Teerã romperam relações diplomáticas após a Revolução Iraniana (1979).

A Constituição do Irã não reconhece dupla nacionalidade. Nos EUA, há cerca de meio milhão de iranianos e descendentes de iranianos – a maior parte deles tem passaporte dos dois países. Nos termos da lei iraniana, ele foi condenado por “corrupção” e “guerrear contra Deus”. O porta-voz do Judiciário de Teerã afirmou que, embora tenha confessado ser agente da CIA, Hekmati disse não querer “fazer mal” ao Irã.

“Amir não se envolveu em nenhum ato de espionagem ou ‘guerra contra Deus’, como o juiz que o condenou argumentou. Amir não é um criminoso. Sua vida está sendo ameaçada por motivos políticos”, afirmou a mãe do iraniano-americano, Behnaz Hekmati, em um e-mail a agências de notícias.
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Por Reinaldo Azevedo

30/11/2011

às 17:39

Cresce tensão de países ocidentais com o Irã; pena Lula não poder ser convocado para negociar com aqueles moderados…

Lamento por vários motivos, e sabem que não brinco com essas coisas, o fato de Luiz Inácio Lula da Silva estar doente. O mundo anda a precisar de suas luzes e de seu descortino. O Apedeuta, quando presidente, conduzido pelas mãozinhas de Celso Amorim, descobriu um poder moderado no Irã, chegado à negociação, que gosta de bater um papinho civilizado com o Ocidente. Poderia ser chamado agora para ser o mediador da mais nova crise de que o governo daquele país é protagonista.

Todo mundo sabe como o Irã trata manifestações de protesto — ou mesmo em defesa de eleições limpas: bala! Mais: o país vive sob um regime policial. A possibilidade de que estudantes “radicais” tenham decidido invadir a embaixada da Grã-Bretanha sem o conhecimento dos serviços de segurança do Estado é inferior a zero! Trata-se de um movimento promovido pelos radicais DO GOVERNO — mais conservadores do que o próprio Mahmoud Ahmadinejad, o amigão de Lula.  Já que Lula está impossibilitado de atuar, o mundo deveria convocar Amorim. Ele certamente sabe o que fazer…

Leiam o que informa a VEJA Online:
O ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, anunciou nesta quarta-feira à Câmara dos Comuns que os diplomatas iranianos têm 48 horas para deixar o país e que a embaixada britânica em Teerã foi fechada. Estas medidas, de acordo com ele, foram tomadas em retaliação aos ataques à embaixada britânica em Teerã na terça-feira. Os diplomatas que estavam no país islâmico já retornaram a Londres.

Mais cedo, a Grã-Bretanha já havia anunciado a retirada dos funcionários de sua embaixada. “Após os acontecimentos de ontem (terça-feira), e para garantir sua segurança, funcionários estão deixando Teerã”, confirmou em Londres um porta-voz do ministério britânico das Relações Exteriores. A operação foi realizada com a colaboração da chancelaria iraniana de várias embaixadas européias.

Dezenas de manifestantes radicais atacaram, ocuparam e saquearam na terça-feira a embaixada da Grã-Bretanha em Teerã para protestar contra as sanções aplicadas ao Irã por seu polêmico programa nuclear. Os funcionários diplomáticos – quase 20 pessoas – permaneceram em segurança dentro da representação, e ninguém ficou ferido. O grupo só foi retirado do local após a saída dos vândalos e permaneceu dividido entre várias embaixadas européias até sua volta para casa nesta quarta.

O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, deu apoio implícito ao ataque ao afirmar, nesta quarta-feira, que a revolta dos manifestantes foi motivada por “várias décadas de política de dominação” da Grã-Bretanha no Irã. “A ação precipitada do Conselho de Segurança da ONU para condenar os estudantes pretende cobrir os crimes passados da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, quando, na realidade, a polícia tentou restabelecer a calma”, disse Larijani, um dos partidários da linha dura dentro do regime.

Críticas
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O ministério das Relações Exteriores iraniano lamentou os fatos e afirmou que os autores dos saques serão levados à justiça. Mas William Hague, advertiu que Londres adotará medidas e que o ocorrido constitui um “erro gravíssimo” do governo iraniano. “Teremos conseqüêcias, e graves”, declarou. O presidente americano Barack Obama chamou de “inaceitável” o ataque, assim como a França, enquanto a Itália classificou o ato de “intolerável”, e a Rússia, de “invasão ilegal”. Para a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, esta foi uma “incursão totalmente inaceitável”. O Conselho de Segurança da ONU também condenou “nos termos mais fortes os ataques”, em uma declaração adotada pelos 15 países membros.

No domingo, o Parlamento iraniano aprovou uma lei que reduz as relações diplomáticas ao nível de encarregado de negócios e prevê a expulsão do embaixador britânico em um prazo de duas semanas. Esta decisão foi adotada em represália às novas sanções econômicas contra o Irã anunciadas pela Grã-Bretanha, de forma conjunta com Estados Unidos e Canadá, depois da publicação de um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que evidencia as suspeitas dos ocidentais de que o Irã tenta produzir armamento nuclear.

Histórico
A invasão da embaixada britânica recorda ato semelhante contra a representação americana no país em novembro de 1979, seguida do seqüestro de 52 diplomatas, que permaneceram retidos por 444 dias, situação que provocou a ruptura das relações entre Teerã e Washington.

Nesta quarta-feira, a Noruega também fechou sua embaixada em Teerã. Os diplomatas noruegueses ainda estão na capital iraniana e nenhuma decisão sobre a retirada dos funcionários foi adotada ainda, informa Hilde Steinfeld, porta-voz do ministério norueguês das Relações Exteriores. “A embaixada foi fechada ontem (terça-feira), após os ataques à embaixada britânica”, anunciou.

Por Reinaldo Azevedo

29/11/2011

às 22:03

“Irã enfrentará sérias conseqüências pelos ataques”

Na VEJA Online:

Os ataques contra prédios do complexo da embaixada britânica na capital iraniana, realizados por estudantes islâmicos insatisfeitos com as sanções de Londres por causa do programa nuclear iraniano, abalaram ainda mais as relações entre Teerã e Londres. O secretário britânico de Relações Exteriores, William Hague, alertou, na noite desta terça-feira, que o Irã enfrentará sérias conseqüências pela atitude, que colocou em risco a segurança de seus funcionários e causou grandes prejuízos às propriedades do governo. A Grã-Bretanha considerou o governo iraniano responsável pela “gravíssima falha” de segurança que permitiu o ataque.

O Conselho de Segurança da ONU também condenou os ataques e exigiu que as autoridades iranianas protegessem os diplomatas. “Os integrantes do Conselho de Segurança condenaram nos termos mais fortes os ataques contra a embaixada da Grã-Bretanha em Teerã, no Irã, que resultaram em invasões das instalações diplomática e consular, causando sérios danos”, afirmou o embaixador de Portugal na Organização das Nações Unidas, José Filipe Moraes Cabral. O comunicado, sem força de cumprimento obrigatório, foi aprovado por unanimidade pelos 15 integrantes do Conselho, incluindo Rússia e China.

O Ministério de Relações Exteriores da Grã-Bretanha recomendou que os cidadãos de seu país evitem as viagens não essenciais ao Irã e pediu ao pequeno número de britânicos que se encontram ali que permaneça em suas casas. Os jovens manifestantes içaram a bandeira iraniana no mastro do edifício britânico, queimaram a insígnia da Grã-Bretanha e entraram nas dependências, onde saquearam documentos e destruíram um retrato da rainha Elizabeth II. O cenário lembrou uma outra invasão, em 1980 – daquela vez da embaixada americana, que envolveu uma longa negociação pela liberdade dos reféns.

Polícia
A polícia esvaziou a embaixada britânica em Teerã e suas imediações depois dos três ataques de estudantes islâmicos que protestavam pelas novas sanções impostas por Londres ao Irã. Além de serem expulsos de dois edifícios do principal complexo diplomático, os manifestantes também foram forçados a deixar um outro prédio pertencente ao governo britânico no norte da capital, segundo a agência estudantil Isna. De acordo com a imprensa local, a situação se normalizou por volta das 20h15 do horário local (14h45 de Brasília), quando as forças de segurança deram um ultimato aos estudantes.

A agência local Mehr declarou que a polícia utilizou gás lacrimogêneo e outros materiais antidistúrbios contra os manifestantes concentrados na zona da residência do embaixador e da embaixada britânicas. Os estudantes, por sua vez, disseram à agência que tiraram “documentos muito importantes” da embaixada britânica e que os transferiram para um “lugar seguro”. Os ocupantes asseguravam que só sairiam do local por ordem do líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com algumas agências, os estudantes teriam mantido retidos durante a tarde seis funcionários da embaixada britânica não identificados, que teriam sido libertados pela polícia e entregues a um representante da Grã-Bretanha. Mas a informação é negada pelo governo britânico.

Episódio
Os ataques ocorreram um dia depois de o Irã aprovar legislação que diminui as relações diplomáticas com o governo britânico, em retaliação ao recente boicote às instituições financeiras e empresas iranianas adotado por Londres e Washington para pressionar o país islâmico a interromper seu programa nuclear, altamente suspeito de desenvolver armas atômicas segundo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em resposta, o governo britânico condenou o protesto, a que chamou de ‘inaceitável’, e pediu ao Executivo iraniano que defenda seus diplomatas em serviço no país.

O Ministério de Relações Exteriores do Irã, de acordo com a Mehr, manifestou em comunicado que lamenta o “comportamento inaceitável” de alguns manifestantes nas instalações diplomáticas britânicas. A nota afirmou que os fatos aconteceram “apesar dos esforços da polícia” e do reforço das medidas de proteção da Embaixada. Também pede que sejam adotadas as medidas necessárias para acabar com o problema “de forma urgente”. O documento ressaltou o respeito do Ministério de Relações Exteriores do Irã pela legislação internacional e pela imunidade do pessoal e dos recintos diplomáticos.

Por Reinaldo Azevedo

22/11/2011

às 6:19

EUA e aliados impõem novas sanções ao Irã

Por Gustavo Chacra, no Estadão:
Sem acordo no Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos, em coordenação com Grã-Bretanha, França e Canadá, impuseram uma nova rodada de sanções ao Irã. O objetivo dos países é impedir o regime iraniano de conseguir desenvolver uma arma nuclear. Dezenas de entidades dos sistemas financeiro e petrolífero iranianos, além da Guarda Revolucionária, serão alvo das medidas dos EUA. Autoridades da Casa Branca indicaram que o Irã passará a ser considerado como “zona de lavagem de dinheiro”, com base em uma lei antiterror de 2001.

Por meio dessa qualificação, os EUA poderão impor retaliações a empresas que negociarem com o regime iraniano. Por enquanto, o governo de Barack Obama descarta a inclusão do Banco Central do Irã nas sanções, pois a medida poderia provocar uma elevação imediata do preço do petróleo em um momento em que a economia americana luta para voltar a crescer e a União Europeia enfrenta uma de suas piores crises. Obama disse ontem que “o Irã escolheu o caminho do isolamento internacional”. A decisão de adotar novas sanções deve-se ao novo cenário envolvendo o Irã. Há duas semanas, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) publicou relatório indicando que o regime de Teerã trabalha para desenvolver armas atômicas. Na semana passada, a entidade censurou o Irã por não tentar esclarecer pontos de seu programa que teriam fins militares.

Além de pressionar ainda mais o Irã, os EUA e seus aliados buscam mostrar a Israel que a comunidade internacional tem agido para impedir o regime de Teerã de desenvolver uma bomba atômica. No início do mês, antes da divulgação do relatório da AIEA, a imprensa de Israel divulgou informações de que o premiê Binyamin Netanyahu planeja um ataque preventivo contra instalações nucleares iranianas. Em Londres, o governo britânico também determinou o corte de todas as transações financeiras com o Irã, incluindo com o Banco Central, indo ainda além dos americanos. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, recomendou o congelamento de todos os bens do Banco Central do Irã e um embargo ao petróleo iraniano. O Irã insiste que seu programa nuclear tem finalidades civis.

Por Reinaldo Azevedo
 

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