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Farc

07/08/2011

às 5:19

Farc mudam de tática e ampliam ações na Colômbia

Por Renata Miranda, no Estadão:
Após quase dez anos de combate intenso às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a ofensiva do governo colombiano começa a mostrar seus primeiros sinais de desgaste. Dados divulgados por uma ONG de Bogotá mostram que o número de ataques perpetrados pelo grupo rebelde aumentou 10% no primeiro semestre do ano, indicando um possível fortalecimento da guerrilha, que decidiu descentralizar as ações.

De acordo com o documento A nova realidade das Farc, da Corporación Nuevo Arco Iris - organização que promove ações políticas para a paz e o desenvolvimento na Colômbia -, as Farc realizaram 1.115 ações armadas na primeira metade de 2011 e devem totalizar até o fim do ano cerca de 2.200 ataques.

Os números contradizem o governo que, em 2008, após a morte de uma série de líderes da guerrilha, chegou a dizer que as Farc estavam “perto do fim”. Segundo a Corporación Nuevo Arco Iris, o aumento no número de ações das Farc é uma tendência observada ao longo dos últimos três anos e está relacionado diretamente com a mudança de comando na cúpula da guerrilha.

“Após as mortes de Raúl Reyes e Mono Jojoy, as Farc realmente estavam prestes a desaparecer”, afirmou ao Estado, por telefone, Ariel Ávila, pesquisador da entidade e um dos responsáveis pelo relatório. “Só que após Alfonso Cano assumir o comando da guerrilha, o grupo deu início a uma nova estratégia e começou a se reagrupar.”

A nova estratégia recebeu o nome de “Plano 2010″ e começou a ser implementada em meados de 2008. Segundo Ávila, o plano de reestruturação tática e militar da guerrilha tem como base a descentralização. “Depois que o governo matou líderes centrais das Farc, o grupo decidiu criar mais unidades menores, com maior autonomia para planejar e realizar ataques.”

O tipo de ações praticadas pelas Farc também mudou nos últimos anos. A guerrilha tinha entre suas principais atividades o sequestro. Agora, o grupo rebelde investe mais em carros-bomba, franco-atiradores e ataques menores.

“No auge do conflito armado, as Farc utilizavam até 200 guerrilheiros em um só ataque, hoje são usados entre 10 e 30 integrantes que se dispersam depressa depois de cada ação”, explicou o cientista político Rodrigo Losada. “Assim, é mais difícil para as forças militares anteciparem um ataque porque grupos menores chamam menos atenção.”

Um exemplo da nova estratégia das Farc ocorreu no Departamento (Estado) de Cauca, onde, em 9 de julho, foram registrados seis ataques simultâneos atribuídos à guerrilha. O pior deles foi na cidade de Toríbio, onde a ação de atiradores foi seguida pela explosão de um ônibus, deixando 8 mortos, mais de 100 feridos e destruindo cerca de 500 casas. Os ataques na região têm sido tão recorrentes que a cidade ganhou o apelido de “Toribistão”, em referência ao sangrento conflito que tropas internacionais travam com o Taleban no Afeganistão.

Expansão. A mudança de estratégia das Farc também fez com que o número de guerrilheiros aumentasse, afirmam especialistas. Enquanto o governo estima em 7 mil o número de combatentes das Farc, cientistas políticos e pesquisadores relacionados ao conflito armado colombiano acreditam que a guerrilha conte hoje com aproximadamente 10 mil homens armados. “Esse número, no entanto, sobe para 30 mil quando contamos os integrantes das milícias que apoiam os grupos armados das Farc”, disse Jeremy McDermott, codiretor da InSight, consultoria que monitora o crime organizado na América Latina. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

14/05/2011

às 4:25

Segundo estudo, novo chanceler dos narcoterroristas opera no Brasil

Na Folha:
O relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), elaborado a partir de suposta troca de comunicação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), sugere que opera no Brasil um guerrilheiro cotado como o novo “chanceler da guerrilha”. Em grande parte das menções ao país, aparece Orlay Jurado Palomino como remetente. Ele é citado com diferentes codinomes. Palomino é um dos que citam transferência de dinheiro -incluindo o uso de bancos- e deslocamentos pelo Brasil. Menciona, por exemplo, uma viagem a Fortaleza.

Ele era considerado um dos homens de confiança de Raúl Reyes, o principal nome político e de articulação internacional das Farc, até ser morto no bombardeio colombiano ao Equador, em 2008. É de seus computadores que emergem as mensagens compiladas e analisadas pelo IISS. Há muito a Polícia Federal segue o rastro de guerrilheiros no país, sobretudo os ligados ao narcotráfico.

DETALHES
O que emerge do extenso arquivo de Reyes são detalhes sobre a movimentação do “braço político” da guerrilha no país. Palomino é um interlocutor frequente de Francisco Antônio Cadena Collazos, o Olivério Medina, que tem status de refugiado político no Brasil desde 2006, e do ex-vereador Edson Albertão, do PSOL-Guarulhos. A troca de mensagens mostra dois momentos em que Palomino temeu ser preso no Brasil -quando da breve prisão de Medina, em 2006, e logo após o sequestro e prisão de Rodrigo Granda, o “chanceler das Farc”, dois anos antes, em Caracas.
Aqui

Por Reinaldo Azevedo

14/05/2011

às 4:23

As Farc usaram o Brasil para suas operações, aponta estudo

Por Andrea Murta, na Folha:
A importância do Brasil como posto e via de trânsito de pessoas e dinheiro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) pelo continente ficou clara no relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), divulgado nesta semana, e é maior do que se pensava. “Viagens [de guerrilheiros] eram típicas, assim como usar o país para deslocar fundos na América do Sul”, disse à Folha James Lockhart Smith, pesquisador do IISS. Segundo Smith, nas comunicações das Farc analisadas pelo instituto há várias menções a viagens de Rodrigo Granda -que era conhecido como “chanceler da guerrilha”- para a Venezuela via Brasil. A Venezuela contesta a autenticidade dos papéis.

De acordo com comunicação de janeiro de 2002, ele chegou a ser parado pela polícia brasileira quando foi certa vez de La Paz a São Paulo, mas não foi preso. Há também menções repetidas de pagamentos feitos em território brasileiro a colaboradores da guerrilha. O analista diz que o venezuelano Amilcar Figueroa, ex-deputado do Parlatino (Parlamento Latino-americano) ligado ao presidente Hugo Chávez, transportava dinheiro para as Farc pelo continente e passava muito pelo Brasil na execução da tarefa.
O IISS afirmou não ter visto evidências de cumplicidade das autoridades brasileiras com as Farc. “Mas é importante verificar daqui para a frente como o Brasil abordou -e não abordou- esse problema que está em seu quintal”, disse Smith.

Ainda há muito a analisar sobre a relação do país com a guerrilha. A documentação, que compõe um arquivo com 6 milhões de palavras, foi apreendida na operação da Colômbia que matou o número dois do grupo, Raúl Reyes, no Equador, em 2008. Sobre Chávez, os documentos mostram que as Farc eram manipuladas pelo presidente venezuelano. “Chávez tinha uma abordagem calculada e instrumental das Farc. Estava sempre preparado para sacrificar os interesses [da guerrilha] se pudesse lucrar com isso”, disse à Folha Nigel Inkster, diretor para risco político e ameaças transnacionais do IISS. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

11/05/2011

às 6:41

Farc, Chávez e Correa juntos! Ou: Uma penca de brasileiros estava nos arquivos de narcoterrorista

O material divulgado pelo respeitadíssimo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), da Inglaterra, não deixa a menor dúvida: Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e Rafael Correa, presidente do Equador, mantiveram e mantêm relações umbilicais com os terroristas das Farc. Para os leitores deste blog, evidentemente, isso não é nenhuma novidade. O Beiçola de Caracas permitiu que os narcoterroristas operassem em território venezuelano e lhes prometeu US$ 300 milhões. Pediu ainda que os facínoras treinassem milícias paramilitares para defender o seu governo. Correa aceitou dinheiro dos bandoleiros para financiar a sua campanha presidencial, em 2006.

Isso tudo saiu depois de exaustivos estudos do material que estava nos laptops e nos disquetes de Raúl Reyes, o terrorista pançudo — lembram-se? — que havia montado uma base de operações no Equador, com o consentimento do “financiado” Correa. Ainda anteontem lembrei o caso: a Colômbia “invadiu” o território equatoriano, passou fogo nos facínoras e se apossou dos arquivos de Reyes. Submetido à perícia da Interpol, confirmou-se que eles não haviam sido manipulados.

Isso dá conta do pântano em que se meteu o governo Lula, que liderou na OEA os esforços para condenar a Colômbia. Marco Aurélio Top Top Garcia, o Rei do Tártaro, era o mais assanhado para punir o governo colombiano. Em  entrevista ao jornal francês Le Figaro, em março de 2008, disse que o governo brasileiro era neutro sobre o caráter terrorista das Farc e previu que a Colômbia ficaria isolada na América Latina. O Rei do Tártaro estava empenhado em punir as vítimas.

O Brasil aparece no relatório como um dos países que acabaram enredados nas tramóias entre as Farc e Hugo Chávez. Enredados? Não! O governo Lula e os petistas foram membros ativos da lambança. Como esquecer o inesquecível Garcia, com seu chapéu Panamá, no meio da mata, indo “resgatar” reféns em operações patrocinadas por Hugo Chávez? Vale dizer: o canalha sustentava a bandidagem para posar de libertador de suas vítimas, tendo os brasileiros como coadjuvantes. Quando armas do Exército venezuelano foram encontradas com os narcoterroritas, o que o próprio Chávez admitiu, o megalonanico Celso Amorim afirmou que não havia provas.

Fórum de São Paulo
Tudo muito explicável no fim das contas. Chávez e Raúl Reyes, segundo depoimento do próprio ditador da Venezuela, cujo filme já publiquei aqui, viram-se pela primeira vez no Fórum de São Paulo, de que Lula e Fidel Castro são fundadores. As Farc eram companheiras dos petistas na entidade — oficialmente, estão fora, coisa em que ninguém acredita. O secretário-geral do Fórum, hoje, é o petista Valter Pomar, membro do diretório nacional do PT e ex-secretário de Relações Internacionais do partido.

É o fórum que coordena a “esquerdização” da América Latina. Rafael Correa e Evo Morales foram eleitos com o apoio de Lula; o candidato do grupo no Peru, hoje, é Ollanta Humala. Seus “marqueteiros” são o próprio Pomar e, pasmem!, Luís Favre (ex-Marta Suplicy). A alternativa é Keiko Fujimori, e a melhor saída, o aeroporto… Essa gente é fiel. A posição inflexível do Brasil na defesa do golpista Manuel Zelaya, em Honduras, é parte de uma estratégia dos petistas para a América Latina. Há divergências com Chávez e coisa e tal? Muitas! No essencial, estão juntos.

De volta ao material
O material examinado pelo IISS é rico em referências também ao Brasil, não só à Venezuela e à Colômbia. No dia 31 de julho de 2008, a revista colombiana Cambio publicou uma reportagem em que afirmava que a presença das Farc no Brasil “chegou até as mais altas esferas” do governo brasileiro, ao PT, a líderes políticos e ao Poder Judiciário.

Nos e-mails de “Reyes” — cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia — são mencionados “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior” brasileiros. Algumas mensagens foram escritas durante o processo de paz da Colômbia, entre 1998 e 2002, “e envolvem um prestigioso juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas brasileiras”. A mesma reportagem diz que “a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT”.

A “Cambio” cita o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu; o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral; a então deputada distrital Erika Kokay (PT); o chefe de Gabinete da Presidência da República na gestão Lula, Gilberto Carvalho, hoje secretário-geral da Presidência; o então ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim; o Top Top Garcia;  o à época subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano; Paulo Vannuchi, então ministro dos Direitos Humanos e hoje organizador do Instituto Lula, além do assessor presidencial  do governo Lula, Selvino Heck.

A revista afirmou que teve acesso a 85 e-mails de “Reyes” entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008 enviados e respondidos pelo líder máximo das Farc, “Manuel Marulanda”, ou “Tirofijo”, cujo nome verdadeiro era Pedro Antonio Marín. Ainda segundo a “Cambio”, há mensagens de “Reyes” para o chefe militar das Farc, “Mono Jojoy” (cujo nome verdadeiro é Jorge Briceño), para Francisco Antonio Cadena Collazos (conhecido como padre Olivério Medina e também “Cura Camilo”), que atua como delegado das Farc no Brasil, e de todos eles para dois homens identificados como “Hermes” e “José Luis”.

“Cura Camilo”, preso em São Paulo em agosto de 2005, vivia no Brasil havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a “Cura Camilo” o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia. “Cura Camilo” foi “chefe de imprensa” da guerrilha colombiana no início dos frustrados diálogos de paz em San Vicente del Caguán. O LEITOR DEVE SE LEMBRAR QUE A ENTÃO MINISTRA DILMA ROUSSEFF TRANFERIU A MULHER DO TERRORISTA PARA O MINISTÉRIO DA PESCA, EM BRASÍLIA.

O chamado “dossiê brasileiro” diz que estas mensagens “revelam a importância do Brasil na agenda externa das Farc (…) para dar suporte à estratégia continental da guerrilha”. As Farc, acrescenta a “Cambio”, aproveitaram a conjuntura criada pela chegada de Lula e do PT ao poder para alcançar “as mais altas esferas do governo”.

É isso aí, leitor! Ao longo dia, cumpre lembrar outras intimidades entre todos esses patriotas.

Por Reinaldo Azevedo

10/05/2011

às 20:40

Alguém está surpreso? Relatório evidencia cumplicidade de Venezuela e Equador com as Farc

No Estadão Online, com informações da Efe.
O governo da Venezuela teve apoio das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em sua estratégia de segurança, depois do golpe de Estado realizado em 2002, sem sucesso, contra o presidente Hugo Chávez. A informação foi divulgada em Londres nesta terça-feira, 10, pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), que reuniu em um relatório documentação das Farc.

Entre as principais conclusões do relatório no que se refere à relação entre a Venezuela e as Farc, o IISS apurou que o governo Chávez teria permitido que o grupo operasse em território venezuelano. Além disso, o presidente teria oferecido ajuda às Farc em dinheiro. Segundo a AFP, Chávez teria prometido “300 milhões de dólares” ao grupo guerrilheiro em 2007.

O presidente venezuelano teria ainda, de acordo com o relatório, pedido aos guerrilheiros que “treinassem grupos paramilitares para ‘defender a revolução’ de outros golpes de estado ou invasões externas”, segundo o autor do estudo, James Lockhart Smith.

Smith disse, no lançamento do relatório, em Londres, que é necessário colocar a revelação em um “contexto estratégico”. “Depois do golpe de abril de 2002, o regime (de Caracas) se aterrorizou, porque notou que o golpe esteve perto de ter sucesso, e porque viu também que não podia contar com a lealdade das Forças Armadas”, explicou.

Equador
De acordo com a AFP, o presidente do Equador, Rafael Correa, “pediu” e “aceitou” fundos das Farc durante a campanha eleitoral de 2006. O documento do IISS relata que “os arquivos (apreendidos) e outras fontes sugerem que Correa solicitou pessoalmente e aceitou fundos ilegais das Farc na sua primeira campanha eleitoral em 2006″. Ainda segundo o relatório, “o respaldo político e financeiro da guerrilha teve um papel decisivo para garantir a ele (Correa) a vitória”.

Apreensão de documentos
O IISS desenvolveu um estudo detalhado sobre a evolução do grupo conhecido como Farc-EP (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia - Ejército del Pueblo), ou simplesmente Farc.O levantamento foi feito com base em informações do grupo, apreendidas pelo Exército colombiano durante uma incursão em território equatoriano em 1 de março de 2008. Na operação, o líder guerrilheiro Luis Edgar Devía Silva, conhecido como “Raúl Reyes”, foi morto.

Segundo a Efe, entre o material apreendido na ocasião havia oito “dispositivos de memória” e documentos históricos das últimas três décadas sobre as Farc. O diretor do IISS para Ameaças Transnacionais e Risco Político, Nigel Inkster, disse que o governo colombiano solicitou ao organismo uma análise do material, depois de uma verificação feita pela Interpol de que os documentos não haviam sido manipulados.

Por Reinaldo Azevedo

15/03/2011

às 21:49

Uma notícia civilizadora - Morre em bombardeio chefão das Farc ligado aos cartéis mexicanos de cocaína

Da Reuters:
Um líder das Farc acusado de enviar cocaína aos cartéis mexicanos e cuja extradição era pedida pelos Estados Unidos morreu em um ataque militar no sul da Colômbia, o que foi considerado pelo governo como mais um passo para enfraquecer a guerrilha. A morte de Oliver Solarte, integrante da Frente 48 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, aconteceu na segunda-feira perto do município de San Miguel, no departamento de Putumayo, próximo à fronteira com o Equador, disse o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

“Esse bandido era uma pessoa muito importante dentro das Farc … comandava todo o narcotráfico e o tráfico de armas do Bloco Sul das Farc”, afirmou o presidente em entrevista coletiva. “Tinha contatos com os cartéis do México em seu trabalho de traficar drogas e de conseguir financiamento para este grupo terrorista. É um golpe muito importante às Farc, vão caindo um atrás do outro, não vamos baixar a guarda.”

Santos revelou que participaram da operação militar que permitiu a morte de Solarte o Exército, a polícia e as Forças Aérea e Armada. As Farc, consideradas uma organização terrorista por Estados Unidos e União Europeia, têm sofrido com uma ofensiva militar iniciada em 2002 pelo ex-presidente Álvaro Uribe, com apoio dos EUA, e que continua no governo de Santos. Em meio a essa ofensiva, importantes comandantes guerrilheiros foram mortos, enquanto milhares de combatentes desertaram.

Por Reinaldo Azevedo

12/11/2010

às 16:47

Entenda a saudação das Farc a Dilma Rousseff

No post abaixo, vocês lêem a íntegra da saudação das Farc à eleição de Dilma Rousseff no Brasil. O texto diz um pouco mais do que parece. Notem que a narcobandidagem alude à “convicção pública” de Dilma de que é preciso haver uma “saída política para o conflito interno da Colômbia”. O que isso quer dizer?

O governo Lula não chega a ser um Hugo Chávez, que reconhece as Farc como “força beligerante”, isto é, como um movimento que luta por uma causa legítima. Mas também se nega a admitir o caráter terrorista do grupo, ainda que seus métodos falem por si mesmos. As Farc praticam atentados contra alvos civis e militares, seqüestros, extorsões, assassinatos e mantêm campos de concentração na floresta, onde estão centenas de “prisioneiros”, submetidos a condições subumanas. Sua principal fonte de financiamento é o tráfico internacional de drogas.

A despeito disso, mais de uma vez, Lula exortou os “companheiros” a aderir à luta política, a se converter em “força democrática”. E, vejam só!, usou o PT como exemplo a ser seguido, como se as Farc tivessem hoje outra pretensão que não a de ser um elo na cadeia do narcotráfico. Movimento originalmente marxista, que aderiu à luta armada, a ideologia é só a fachada que lava a real atividade do grupo — vale dizer: uma droga lava a outra.

N dia 1º de março de 2008, forças colombianas atravessaram a fronteira do Equador e atacaram um acampamento das Farc instalado naquele país, com a concordância do governo do filoterrorista Rafael Correa. Na operação, morreu Raul Reyes, um dos principais líderes do grupo. O Brasil, por intermédio do megalonanico Celso Amorim, liderou os esforços para condenar o então presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, como se o continente não estivesse diante de um escândalo: um país dava apoio logístico a um grupamento terrorista.

À época, Marco Aurélio Top Top Garcia, que chegou a participar de uma daquelas expedições organizadas por Chávez para “resgatar reféns” — tratava-se de uma pantomima!— concedeu uma entrevista ao jornal francês Le Figaro em que afirmava que o Brasil era “neutro” sobre o caráter terrorista ou não das Farc. Escrevi, então, o texto GOVERNO LULA É “NEUTRO” SOBRE UM MOVIMENTO QUE SEQÜESTRA E DEGOLA.

Naquela operação de 2008, a Colômbia apreendeu dois laptops que eram usados por Reyes. Neles, havia troca de e-mails com seus comandados dentro e fora da Colômbia. Um deles era — é!!! — o tal “Padre Olivério Medina”, que mora no Brasil na condição de refugiado político (!?). Numa das conversas, Medina diz ao interlocutor que sua mulher, a brasileira Angela Maria Slongo seria contratada pelo governo federal, numa operação destinada a “protegê-la”. De fato, ela foi para a Secretaria de Pesca. Quem assinou a contratação foi Dilma Rousseff, esta cuja eleição é agora saudada, conforme evidencia imagem abaixo.

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Medina é tratado, às vezes, como um “ex-membro” das Farc. Reportagem do jornal El Tiempo (Aqui), da Côlômbia, prova que não é “ex” coisa nenhuma! Ao contrário: é um homem importante na hierarquia do terror. Entre os e-mails, havia um outro em que se listavam aqueles que eram considerados os “amigos” das Farc no Brasil, a saber: José Dirceu, Roberto Amaral, Gilberto Carvalho, Erika Kokay, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, Perly Cipriano (da Secretaria de Direitos Humanos), Paulo Vannuchi e Selvino Heck, assessor de Lula. A revista Cambio tem uma longa reportagem a respeito (Aqui).

Com esses dados e com tudo o que temos em arquivo a respeito, a saudação dos “companheiros” das Farc fica, creio, mais clara. Esclarecer é um dos deveres do jornalismo.

Por Reinaldo Azevedo

12/11/2010

às 15:49

Narcoterroristas da Colômbia saúdam eleição de Dilma

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo narcoterrorista cujos métodos são conhecidos, saudou a eleição de Dilma Rousseff no Brasil. O texto foi divulgado pela Agência de Notícias Nova Colômbia (ANNCOL), porta-voz da bandidagem. Leiam a íntegra.

As Farc saúdam a eleição de Dilma para a Presidência do Brasil

Compatriota Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil,

Daqui, das montanhas da Colômbia, nossa cordial saudação, bolivariana, com o anseio de Pátria Grande.

Permita-nos aderir à justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes pelo feito relevante de ter, pela primeira vez na história do Brasil, uma presidenta, uma mulher ligada desde sempre à luta por justiça.

Presidenta Dilma, para você, nosso aplauso e reconhecimento.

Sua ascensão à Presidência da República Federativa, somada à sua pública convicção da necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia, centuplicou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social.

Estamos certos de que a nova Presidência do Brasil terá papel determinante na construção da paz regional e na fraternidade dos povos do continente.

Atenciosamente,
Secretariado do Estado Maior das Farc

Leitores, vocês sabem o que dá e o que não dá para publicar em comentários, certo?

Por Reinaldo Azevedo

19/08/2010

às 15:59

Dirigente do PT mente sobre a presença das Farc em foro criado por Lula. Sim! Ele mente!

O “companheirismo” do jornalismo brasileiro ainda acabará fazendo mal ao PT. Por quê? Porque os petistas já foram mais sofisticados para mentir. Agora, eles falam qualquer porcaria. Como sabem que ninguém vai apurar se o que dizem procedem ou não, tudo se resolve na base do “aspismo”: Fulano “diz que…” Leiam o que está publicado no Estadão Online. Em seguida, recorrendo à memória, eu provo que o petista está mentindo. Não deixem de ler. Estamos diante de um caso que ainda será um clássico destes tempos.

As Farc nunca participaram do Foro de São Paulo’, diz Valter Pomar

Por Rodrigo Alvares:
O secretário executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar, do Partido dos Trabalhadores (PT), negou hoje (18) qualquer vínculo desse grupo de partidos da esquerda e da centro-esquerda latino-americanas, criado em 1990, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “As Farc não participam e nunca participaram do Foro de São Paulo”, disse Pomar, em entrevista a correspondentes brasileiros em Buenos Aires, onde se realiza o 16.º encontro da organização.
A Agência Estado insistiu na indagação sobre se nem em 1990, ano da criação do grupo pelo PT, na capital paulista, houve a participação no Foro de algum partido político ligado às Farc. “Eu estava lá. Não participou nem como um setor de partido”, afirmou. Segundo ele, todos os representantes da Colômbia que participam das reuniões do Foro pertencem a organizações e partidos legais. O secretário executivo do Foro disse que esse assunto voltou à tona por causa da declaração do candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM), sobre a ligação entre PT e Farc.
“O Serra e o Indio adotam uma postura infantil, que é tratar o conflito da Colômbia como se fosse um caso de crime organizado contra o Estado”, afirmou. “Este jeito não resolve o problema. O que precisa ser discutido é como construir um processo de paz na Colômbia.” Pomar destacou a presença de bases militares dos Estados Unidos na América Latina para recomendar: “Diante desse cenário de uma forte presença e uma expansão militar dos EUA na América Latina, coincidindo com um momento em que há governos de esquerda, a Colômbia é um nó que precisa ser desatado.” Segundo ele, “a Colômbia serve de pretexto para a ampliação da presença militar norte-americana”.
“A posição de 100% dos países do Foro é de que se precisa de paz na Colômbia”, afirmou. “A paz na Colômbia remove um dos pretextos para a presença dos EUA na América Latina.” Para o petista, o problema da Colômbia vai além da questão do crime organizado. “No conflito militar colombiano tem o governo, a guerrilha, os paramilitares e o narcotráfico, tem tudo isso misturado. Não é só o crime. Porque se fosse, como é que se explica uma guerrilha que tem 50 anos? É um problema social, econômico e político que tem de ser solucionado.” Nesse sentido, a declaração final do foro, que termina na sexta-feira, vai representar um forte chamado à paz colombiana.

Comento
É mentira! Mentira documentada! As Farc são membros-fundadores do Foro de São Paulo, junto com o PT e o Partido Comunista de Cuba, entre outros democratas… Notem que Valter Pomar não condena os métodos dos narcoterroristas em nenhum momento. Ao contrário: ele ataca, como é praxe no PT, o governo constitucional da Colômbia. Já volto a esse aspecto. Agora, quero que vocês vejam este vídeo. É importante que vocês o façam:

Como viram, Chávez presta tributo ao chefe terrorista Raúl Reyes, morto por forças colombinas no Equador, onde se abrigava um núcleo do terror, sob a proteção do presidente daquele país, o filoterrorista Rafael Corrêa. ATENÇÃO: RAÚL REYES É AQUELE CUJO LAPTOP TRAZ A TROCA DE CORRESPONDÊNCIAS COM OLIVÉRIO MEDINA, QUE ESTÁ NO BRASIL. A MULHER DE MEDINA TRABALHA NO MINISTÉRIO DA PESCA, CONTRATADA POR DILMA ROUSSEFF. Falemos mais do vídeo:

2min55s - Chávez diz que, quando saiu da prisão, em 1994 (ele fora preso porque tentara um golpe militar em 1992), recebeu um convite para participar do Foro de São Paulo. Isto mesmo: o Foro de São Paulo, de que Lula era um dos chefões, convidou um notório golpista para a sua reunião. Só um golpista? Nãããããõoooo!!! Também um terrorista!

3min40s - Chávez, não mais do que um golpista então, diz que já conhecia “Lula entre outros”. Por que Lula se relacionava com um sujeito que tentara um golpe militar na Venezuela?

AGORA, A PROVA DA MENTIRA:
3min44Ss
- Chávez diz que estava na “mesa de trabalho” do Foro quando chegou para saudá-lo ninguém menos do que Raúl Reyes, do comando central das Farc.

Entenderam?
O Foro de São Paulo não chamava para a reunião apenas um golpista como Hugo Chávez. Também estava presente, sim, Raúl Reyes, o chefão do narcoterrorismo. Chávez, evidentemente, não está mentindo neste caso porque se refere a um fato historicamente comprovado. Assim, quem mente é Valter Pomar, como mentem todos os petistas que negam os vínculos do partido as Farc. Chávez comete um equívoco quanto às datas: se esteve com Reyes na reunião do Foro havida em El Salvador, então foi em 1996, não em 1995, como diz.

José Eduardo Martins Cardozo, que faz a linha “sou-petista-mas-não-sou-como-eles” — não deixa de ser o pior tipo porque pretende ter do petismo só os benefícios; nesse particular, Berzoini é mais legítimo porque é o que é até na cara —, resolveu participar do Foro, levou aquela carta em que Lula ataca a “direita”, mas diz que esse negócio de Farc é acusação puramente eleitoral. Não neste blog, que denuncia essa história há muito tempo.

Chega de papo furado! Eis aí: Chávez confessa ter conhecido o narcoterrorista na reunião do Foro, de que Lula era o grande comandante.

Encerrando
Quanto a Pomar, dizer o quê? Entre criticar as Farc e criticar o governo constitucional da Colômbia, ele elege o segundo como alvo. Trata-se de uma escolha: a escolha do PT. Entre o governo legal e as Farc, as Farc!

Por Reinaldo Azevedo

06/08/2010

às 15:07

Um texto na Folha Online que trata a verdade e a mentira como versões equivalentes

Há coisas que leio com as quais não me conformo. Não têm nada a ver com viés ideológico, não!, o que não quer dizer que eu evite embates dessa natureza. Não evito. São legítimos. O que tem me espantado em áreas do jornalismo é o rebaixamento do fato à categoria de mera “versão”. Aí, a força política que for mais influente ganha. Querem ver um exemplo? Às 8h56 de hoje, a Folha Online pôs o seguinte texto no ar —  é bom lembrar que já contestei o conteúdo da fala da candidata em post de ontem. O que me interessa agora, reitero, é a reportagem em si, que segue em vermelho. Vou de azul:

Dilma diz que não nomeou mulher de membro das Farc
Nomeou, como está provado. Mas sigamos.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, negou ontem ter relação com a contratação, por parte do governo, da mulher de Olivério Medina - representante informal das Farc no Brasil.
Ele não é “representante informal” das Farc no Brasil pela simples, óbvia e boa razão de que não há “representantes formais” dos narcoterroristas. O grupo não está registrado, sei lá, em cartório. Os e-mails no laptop de Raúl Reyes, o pançudo morto no Equador para honra e glória dos seres humanos, demonstram que Medina é membro da direção da organização.

O governo Lula é acusado por integrantes da oposição de ter levado, em 2006, Angela Maria Slongo, mulher de Medina, para a então Secretaria da Aquicultura e Pesca.
Segundo denúncias, Dilma teria assinado o pedido de cessão da servidora, que antes trabalhava na Secretaria de Educação do Paraná.
Como é que é? O governo é ACUSADO por integrantes da oposição? Uma ova! Levou, sim, Angela Slongo para o Ministério da Pesca. Dilma não “teria assinado” coisa nenhuma. Ela assinou! A prova está aqui. Ou a Folha acha que um documento oficial é mera acusação da oposição? Que coisa impressionante!

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Ontem, horas antes de ir ao primeiro debate dos presidenciáveis, Dilma não negou nem confirmou que tenha assinado o pedido. Ela disse que os pedidos de cedência de funcionários de Estados para o governo federal precisam passar pela Casa Civil, mas são “protocolares”.
Ah, então, como ela não negou nem confirmou, o jornalismo manda o fato às favas e deixa o leitor na mão, é isso?  São pedidos protocalares? A reportagem se esqueceu de informar aos leitores que Olivério Medina relata em um dos e-mails a Raúl Reyes que se tratou de uma operação de “proteção” à sua mulher, previamente combinada. Ora, os fatos que se danem, né? Estamos numa mera guerra de versões.

A candidata foi questionada pela Folha sobre como reagiria à acusação, caso fosse tema do debate, de que ela assinou o pedido quando era ministra: “Eu faço [fazia, quando ministra] pedidos de cedência protocolares, mas nomeação eu não faço”, disse ela. “Se foi pedido de cedência, a Casa Civil é responsável pela relação com todos os Estados da Federação”.
A petista disse que o tema é “uma tentativa de tornar esta questão [a relação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia com o PT] uma questão eleitoral”. Ela afirmou que a oposição, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), também teve encontros com as Farc.
“É só vocês fazerem uma pesquisa nos jornais e ver quantas vezes a oposição também recebeu as Farc. Aliás, até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se eu não me engano, soltou o marido dessa senhora. Eu não vou usar esses fatos para ficar especulando sobre uma relação entre a oposição e as Farc. Agora, se a oposição quer fazer, acho que é uma atitude que não é correta.”
A candidata se disse tranquila para o debate e comentou o crescimento das vagas de emprego formal no país.
A isso, já respondi num post de ontem. É só fazer a pesquisa para constatar que Dilma não está falando a verdade. Mas nem esse convite foi aceito por parte da imprensa. Talvez venhamos a nos envergonhar destes dias — é a hipótese otimista. Talvez não.  Nesse caso…

Por Reinaldo Azevedo

05/08/2010

às 20:15

O PT, a oposição e as Farc: Não, candidata Dilma! É mentira!

Talvez um dia o jornalismo se recupere da praga do aspismo. Por enquanto, vive a fase da tragédia informativa. Leio no G1 que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que “a oposição também recebeu as Farc”. Indagada sobre o fato de ter requisitado a mulher do terrorista Olivério Medina para trabalhar no Ministério da Pesca, ela afirmou:

“É bom a gente lembrar, e é só fazer pesquisa nos jornais e ver quantas vezes a oposição também recebeu as Farc. Aliás, até o presidente Fernando Henrique Cardoso, se não me engano, soltou o marido [Olivério Medina] dessa senhora [Ângela Slongo], foi ele quem soltou no Brasil o marido dessa senhora. Então é uma questão muito relativa. Não vou usar esses fatos para ficar especulando uma relação entre a oposição e as Farc. Agora, se a oposição quer fazer isso, acho que é uma atitude que não é correta”, disse a petista.

Pesquisa
Então! Basta mesmo fazer a pesquisa! Em 2000, não foi FHC quem libertou o terrorista Medina, mas a Justiça, que é outro Poder, Dilma! Comitês em favor de sua soltura se espalharam pelo Brasil, todos liderados por petistas.

Em 2005, ele foi preso novamente, e quem reconheceu, em 2006, a sua condição de “refugiado”, o que é um escândalo, foi o Comitê Nacional para Refugiados, órgão do Ministério da Justiça — do Ministério da Justiça do governo Lula!!!

Os “encontros” a que Dilma se refere são uma bobajada que lhe foi soprada pelos blogueiros a soldo do PT: em 1999, um representante do grupo esteve com o então deputado Tuga Angerami (PSDB-CE) e com o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Estaria interessado em abrir um escritório no Brasil para que o país intermediasse um  suposto acordo de paz. E isso é tudo. Isso é “relação”? Não é!

- Relação é criar um foro internacional com os companheiros narcoterroristas. E o PT criou;
- relação é receber o companeiro narcoterrorista em palácio. E o PT recebeu, como sabe Olívio Dutra;
- relação é manter um encontro com os companheiros narcoterroristas numa chácara de Brasília, e o PT manteve;
- relação é assinar um requerimento, como assinou Dilma, requisitando o trabalho da companheira do companheiro narcoterrorista;
- relação é saber que esse requerimento foi parte de uma operação política para garantir a “segurança” da companheira do companheiro, conforme o próprio Medina relata em e-mail ao chefão terrorista Raúl Reyes;
- relação é haver altas autoridades do governo Lula listadas no computados do narcobandido como amigas das Farc.

Para encerrar
A reportagem do G1 refere-se assim a Medina:

“Olivério Medina, acusado de homicídio e terrorismo na Colômbia e suposto “embaixador” das Farc no Brasil”.
Eu adoro esse “suposto”. SUPOSTO POR QUÊ?

Os e-mails do laptop do narcoterrorista pançudo Raúl Reyes traziam a correspondência com Medina. Fica claro que ele é o representante das Farc no Brasil. Ou melhor: ele é UM membro do comando das Farc que está no Brasil. Medina é chefão da organização.

Por Reinaldo Azevedo

04/08/2010

às 4:01

Esmagados pelo esquerdismo oficial. Ou: ecos do totalitarismo

Vamos a um daqueles textos longos? Então vamos!

A decisão do TSE, que, parece, pretende interditar o binômio “PT-Farc” no debate político , deve ser entendida, penso eu, num âmbito maior do que excesso ou falta de rigor jurídico. Especialmente porque, em seu direito de resposta no site do PSDB, os próprios petistas não se ocuparam de repudiar os narcoterroristas colombianos. Limitaram-se a anunciar os seus bons propósitos. E, como sabemos, bons propósitos todos temos. Com alguma ironia, devo lembrar que o Capeta seria apenas um diabo sincero e malsucedido se revelasse o que realmente pretende. Ele só é o Capeta das tentações porque mente, cheio de ardil, não porque é mau… Sigamos.

Não sei se notam: parece que uma espécie de superestrutura, digamos, “moral” está a policiar o confronto de idéias. E é sobre isso que quero falar. É nesse contexto que enxergo a decisão do TSE. Não quero ficar fazendo proselitismo contra esta ou aquela decisão do tribunal. Ocupo-me de entender a questão política e cultural que ela revela. Vamos ter de voltar um pouco no tempo.

Ninguém, como o teórico comunista italiano Antonio Gramsci, conseguiu sintetizar tão bem o horror totalitário. Com uma particularidade: à diferença de um George Orwell, por exemplo, Gramsci era um partidário do totalitarismo. Quando ele imagina o “Partido” como o “Moderno Príncipe”, estabelece o que, para ele, é um horizonte a ser alcançado. Vale lembrar, mais uma vez, o que escreveu. Leiam com atenção:
“O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que o seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar o poder ou para opor-se a ele. O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”.

É o sonho do totalitarismo perfeito. Notem que o “partido” se transforma na única referência dos indivíduos, cujos atos serão avaliados segundo o que é o que é não é útil àquele ente, que toma o lugar da divindade. No mundo sonhado por Gramsci, não há pensamento possível fora do “Moderno Príncipe” — mesmo que seja para… opor-se a ele! O fascismo, segundo a fórmula de Giovanni Gentile, pregava: “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. A fórmula de Gramsci substituía o Estado pelo Partido. E tudo, fascismo ou socialismo, era uma porcaria anti-humanista.

Do fascismo, felizmente, há não mais do que resquícios quase folclóricos aqui e ali. Nem mesmo se pode dizer que foi assumindo nova conformação, guardando a sua essência. Acabou! No Brasil, por exemplo, a coisa mais parecida com um partido fascista é mesmo o PT, mas isso se deve à semelhança — de fato, é a mesma matriz — do fascismo com o socialismo. Este, sim, ainda está muito presente na cultura política moderna, o que não deixa de ser espantoso, prova do quão hábeis têm sido os esquerdistas em manipular a história. Ninguém quer “socializar” mais nada, claro! Reportagem da VEJA desta semana — falo depois a respeito — demonstra que o “socialismo” pode movimentar bilhões entre continentes. O que restou das velhas teorias do bolchevismo, aí sim, foi o desapreço pela democracia e a tentação, ainda presente, de substituir a sociedade pelo partido.

Não há mais a menor chance — e Gramsci vislumbrou isso precocemente — de se fazer uma revolução de caráter soviético ou, se quiserem modernizar a conversa, cubano. Já era! A “guerra socialista”, que é hoje apenas guerra contra a democracia, se dá na esfera dos valores. Como é que Gramsci imaginava que o partido deveria “subverter as relações intelectuais e morais”? Pondo seus quadros para ocupar funções de Estado — naquele Estado dito burguês com o qual o partido queria acabar. Em suma, tratava-se de fazer uma GUERRA DE VALORES. E as modernas esquerdas continuam a fazê-la.

Águas hostis ao confronto democrático podem ter batido na praia do TSE? Por que não? O tribunal não é uma bolha imune à metafísica influente. Caso se aceite como fato, e parece ter sido o caso, que o PT mantém, sim, vínculos, intelectuais que sejam (estou sendo generoso), com as Farc, mas se repudie por imprópria a inferência de que isso significa, por desdobramento lógico, aquiescência com o narcotráfico, creio que duas operações mentais, já no território do que os marxistas chamariam superestrutura, estão operando:
1 - tenta-se reconhecer o grupo narcoterrorista como algo mais do que, afinal, narcoterrorismo;
2 - tenta-se preservar o PT de si mesmo, lavando as manchas de sua história.

Relembro: em seu direito de resposta, os petistas não repudiaram aquele movimento. Talvez tribunal e partido considerem que sobrevive nos narcoterroristas aquela estranha legitimidade que as esquerdas costumam reivindicar, que lhes daria licença para matar em nome da construção de um novo homem. Certamente não ocorreria ao TSE punir partido ou veículo de comunicação que afirmassem que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, empregou no governo federal a mulher de Olivério Medina, com requerimento assinado e tudo. Talvez os ministros aceitem que se informe, conforme provam os e-mail do laptop de Raúl Reyes, que Medina segue sendo um líder terrorista e que as Farc se ocupam do narcotráfico. Mas não se pode afirmar que o requerimento sugere uma ligação entre o PT e um movimento de narcotraficantes. Aí não pode. A política, submetida à escolástica esquerdista, é um território onde A é igual a B, B é igual a C, mas A não é igual a C porque isso já seria ilação demais… Para alguns, a boa política repudia até a matemática.

Vamos ver. Quantas foram as vezes, ao longo desses sete anos e meio — e mesmo agora, durante a campanha — em que Lula contou a história como bem quis, acusando o governo FHC, entre outras falácias, de ter “quebrado o Brasil três vezes”, o que é uma mentira boçal? Quantas foram as vezes em que Lula chamou para si os benefícios da estabilidade — e o PT o fará de novo na campanha eleitoral —, quando é fato que se opôs ao Plano Real? Apontar os reiterados contados do PT com as Farc rende punição, mas mentir a respeito de fatos históricos comprovados está protegido pelo direito à liberdade de expressão? Chegamos ao duplipensar orwelliano pela via petista-gramsciana? Ignorância, agora, é força?

Mas quê… Um “valor” já se insinuou nas trincas legais da democracia e tenta fazer a sua morada num tribunal superior — na imprensa, ele já é dominante: apontar a vinculação do PT, ainda que nem ele o negue, com as Farc constitui dano moral e política do medo. Imaginem a assinatura de Serra num requerimento contratando a mulher de um terrorista de extrema direita… Sua candidatura já teria sido liquidada. Não haveria a menor chance de isso acontecer, claro. Levo o argumento ao limite para que fique bem clara a natureza da questão. Vocês já perceberam que nenhum repórter — NENHUM!!! — teve a “coragem” de perguntar para Dilma por que ela requisitou os serviços da mulher de Medina? Vocês já repararam que nenhum repórter teve a coragem de perguntar para Dilma por que ela solicitou os préstimo da mulher de um terrorista? Por que não? Vai ver que isso soaria “reacionário” demais, o que, desde logo, torna as Farc, então, “progressistas”…

É claro que são tempos difíceis estes. O critério da conveniência antecede o da mentira e o da verdade, de sorte que uma falácia conveniente, mas assente em valores hegemônicos do “Partido”, é só exercício da política; já uma verdade inconveniente, que contesta a verdade oficial, é tratada como crime a merecer reparação. Nessa marcha, segundo a predição de Gramsci, teremos de nos filiar ao PT se quisermos fazer críticas ao… PT. A ser assim, o partido não precisa nem mesmo cuidar de proteger a sua reputação. Um tribunal se encarregará de fazê-lo.

Por Reinaldo Azevedo

03/08/2010

às 17:41

Em direito de resposta, PT não repudia as Farc

O site “Mobiliza PSDB” já traz o “direito de resposta” concedido pelo TSE ao PT. A resposta é curiosa porque não toca na palavra “Farc”. Afirma o credo democrático do partido e sua determinação de combater o narcotráfico — como se fosse possível dizer o contrário, não é mesmo? Imaginem um partido que dissesse: “A gente odeia mesmo a democracia e curte um narcotraficante”. Convenham… Ainda que um partido pense e faça isso, jamais vai dizer, certo?

Mas e as Farc?

- O PT diz ser contra o terrorismo, mas não repudia as Farc.
- O PT diz ser contra a violência, mas não repudia as Farc.
- O PT diz se relacionar com “partidos progressistas, socialistas e democráticos (*)”, mas não repudia as Farc.

(*) Dada a impossibilidade de um partido ser, a um só tempo, “progressista, socialista e democrático”, entendo que o partido se relaciona mesmo com partidos não-democráticos, porém socialistas, certo? A menos que se prove que o socialismo é compatível com a democracia.

Quem se arrisca?

PS: é claro que a incompatibilidade entre o socialismo e a democracia é uma conclusão resultante do namorico em meu cérebro entre o neurônio que carrega a informação sobre a democracia e o neurônio que carrega a informação sobre o socialismo. Espero que a Stasi (ver post nesta página) não se zangue…

Por Reinaldo Azevedo

03/08/2010

às 17:08

Da grande promessa ao grande canastrão

(Leia primeiro o post abaixo)
A fala de Lula sobre o presidente colombiano, Álvaro Uribe, explica por que Lula chegou a ser visto como uma nova liderança e vai deixar o mandato, aos olhos do mundo, como um canastrão que pode ser perigoso. Para a Colômbia, as Farc não são uma mera questão retórica. Ao contrário: o estado chegou à beira da dissolução, pressionado, de um lado, pelo narcotráfico sem marca ideológica, e, por outro, pela narcoguerrilha que se quer marxista. Hoje, os dois grupos estão unidos contra a democracia.

E a Venezuela não só dá guarida aos narcoterroristas como lhes fornece armas, o que também já foi comprovado. Nos quase oito anos à frente do governo, Lula, invariavelmente, alinhou-se com o ditador Hugo Chávez e teve uma posição genericamente hostil ao governo colombiano. Não custa lembrar que Celso Amorim não disse um “a” quando o Exército colombiano aprendeu bazucas do Exército venezuelano em poder das Farc. Não! Errei! Disse, sim: afirmou que não havia provas de que aquilo fosse mesmo verdade.

Amorim, no caso, ficou aquém do próprio Chávez, que reconheceu que as armas eram mesmo da Venezuela —  inventou que elas tinham sido roubadas. Troca de correspondência do terrorista Raul Reyes com seus comandados evidenciou que  se tratou de uma negociação feita com agentes do governo Chávez.  Nesse mesmo lote de e-mails, diga-se, estão aqueles que listam os amigos das Farc no governo brasileiro.

Mas Lula e Amorim foram extremamente duros com a Colômbia, exigindo “garantias” (!!!) para que se ampliasse a presença de soldados americanos em suas bases militares — que ficam, claro, em território colombiano. Lula é contra interferir na política interna das ditaduras; nas democracias, ele pretende pintar e bordar.

O Brasil não reconhece o caráter narcoterrorista das Farc. Marco Aurélio Top Top Garcia declarou  “neutralidade” a respeito. Não só isso. Lula ofereceu o Brasil como “território neutro” para uma “negociação” entre o governo constitucional da Colômbia e a bandidagem — como se as Farc tivessem a legitimidade de um governo eleito. E como pode ser o Brasil “neutro” entre a democracia e o narcoterrorismo?

Para Lula, tudo termina em pantomima e piada. Termina? Não! Na prática, o presidente brasileiro está sempre alinhado com o que há de pior do mundo, como revela, uma vez mais, a sua fala sobre o Irã. Vejam como ele, de novo, estende seus olhares lânguidos para o terrorista anti-semita, apedrejador de mulheres.

A tirania iraniana acha que Lula é só um emotivo desinformado. Está errada, claro! Lula se oferece como esbirro de todas as ditaduras do mundo porque acredita que, assim, ele próprio assume um papel de líder mundial. Pretende ter um método. Chegou a enganar por algum tempo. Hoje, é só motivo de riso e escárnio mundo afora.

Por Reinaldo Azevedo

02/08/2010

às 21:40

Advogado do PT compara narcoterroristas das Farc a favelados brasileiros. É um absurdo!

Leiam o que informa Felipe Seligman, na Folha Online. Volto em seguida:

TSE concede direito de resposta ao PT em site do PSDB

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concedeu direito de resposta ao PT, que deverá ser publicado por dez dias no site “Mobiliza PSDB”, ligado à campanha do tucano José Serra. O pedido se refere a entrevista do candidato à vice, Indio da Costa (DEM), ao portal, ligando o PT às Farc, ao narcotráfico e a “tudo o que há de pior”.

O relator do caso, ministro Henrique Neves, entendeu que a relação feita pelo candidato entre o PT o narcotráfico é “por si só suficiente para caracterizar ofensa passível de direito de resposta”. A decisão do tribunal, formado por sete ministros, foi unânime.

O advogado da campanha de José Serra (PSDB), José Eduardo Alckmin, reafirmou em sua defesa a existência de relações entre o PT e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

De acordo com Alckmin, essa ligação “não é desconhecida”. Ele citou reportagens que publicaram informações sobre supostas doações das Farc a candidatos ao PT em eleições passadas.

“Sabe-se também que as Farc e o PT estiveram juntos em grande evento em São Paulo no início dos anos 90 onde discutiram a questão do socialismo na América Latina após a queda do Muro de Berlim”.

“Trata-se apenas de crítica política e não ofensa à honra. É como criticar a relação com o Irã, com Fidel Castro, com o governo de Hugo Chavez. O intuito foi fazer uma crítica pela ligação que existe entre o PT e as Farc”, concluiu.

O advogado do PT, Admar Gonzaga, afirmou que o PSDB, ao apresentar sua defesa, só citou as Farc e esqueceu que Indio também havia citado o narcotráfico e “tudo o que é de pior”. “É como eu ter amigos honestos que moram na favela, local onde existem traficantes, e alguém dizer que eu tenho ligação com pessoas ligadas ao tráfico”, rebateu.

Henrique Neves concordou com a argumentação de Gonzaga: “O PSDB concentra seus argumentos apenas na ligação do PT com as Farc”, disse.

Comento
Decisão da Justiça, quando não há mais recurso, tem de ser cumprida. Mas é um mimo do pensamento autoritário essa história de que ela não pode ser discutida. Ah, pode, sim! Até porque juízes são homens, não deuses. O procedimento é inadequado a autoridades dos Três Poderes. Cidadãos — incluindo os jornalistas — têm a obrigação do debate.

A decisão do TSE corresponde a uma espécie de censura ao debate político. No texto que escrevi no dia mesmo em que viajei, elenquei uma porção de evidências que apontam as relações do PT com as Farc. A defesa do partido, que parece ter convencido os sete juízes do TSE, se vocês notarem, é esta: “Relações com as Farc, sim; com o narcotráfico, não”. Entendo.

Qual é mesmo a principal atividade das Farc? Qual é o produto que elas comercializam para financiar suas atividades? Os narcoterroristas vendem o quê? Feno? Capim gordura? Alfafa? Não! As Farc vendem cocaína e são uma força armada a serviço do narcotráfico.

O ministro Henrique Neves teria concordado com esta comparação feita pelo advogado do PT:
“É como eu ter amigos honestos que moram na favela, local onde existem traficantes, e alguém dizer que eu tenho ligação com pessoas ligadas ao tráfico”.

O ministro concordou, é? Então Neves acredita que existam nas Farc pessoas honestas, cujo propósito não é o narcotráfico? Juiz não tem de provar, nada, claro. Ainda bem, não é? Eu gostaria muito que a Excelência exibisse ao menos “um” honesto nas Farc.

Repúdio
Quero aproveitar a oportunidade, diga-se, para repudiar a comparação feita pelo advogado do PT. É um absurdo comparar narcoterroristas com favelados. É desrespeitoso com milhões de pessoas honestas que moram nas favelas brasileiras. Ali, com efeito, há honestos e desonestos, a exemplo dos bairros mais ricos do país. Nas Farc, não, doutor! Nas Farc, todo mundo é bandido porque se trata de uma organização criminosa, dedicada ao narcotráfico, a seqüestros, assassinatos e atentados terroristas. O Brasil tem até uma “Central Única das Favelas”. Vamos ver se ela se manifesta ou se aceita o paralelismo infeliz feito pelo advogado do PT.

Encerro
E encerro lembrando que, segundo a argumentação do advogado do PT, tudo bem falar que o PT mantém relação com as Farc. Então tá bom! E as Farc se dedicam ao narcotráfico.

O resto é lógica.

Por Reinaldo Azevedo

20/07/2010

às 19:06

MAIS FARC E MAIS PT? TÁ BOM! O DIA EM QUE LULA, JÁ PRESIDENTE, DECIDIU DAR UM CONSELHO POLÍTICO AOS COMPANHEIROS NARCOTERRORISTAS

Pois é, leitores… Parece que aquele post do Tio Rei, escrito já sob o calor, conseguiu fazer algum verão neste inverno em que soçobra parte do jornalismo brasileiro. Huuummm… Esse papo de aquecimento global ainda acaba com a qualidade das minhas alegorias… Que esse jornalismo se recuse a veicular mentiras sobre o PT, posso compreender e apóio. De fato, não se deve escrever mentira sobre ninguém, com ou sem “outro lado”. Incompreensível é que se recuse a dizer as verdades. Os vínculos do PT com as Farc não existem porque essa é a opinião de Índio da Costa, de José Serra, minha ou do Mané da esquina. Existem, como deixei claro no post de ontem, porque os fatos o demonstram. Este blog dá sempre um furo permanente: TEM MEMÓRIA!!! Que tal acrescentar um outro ingrediente a esta história? Vamos lá: LULA DEU UMA PRECIOSA DICA ÀS FARC QUANDO JÁ ERA PRESIDENTE: SUGERIU QUE ELAS RENUNCIASSEM À LUTA ARMADA E PASSASSEM A FAZER POLÍTICA, SEGUINDO O EXEMPLO DO PT. Procurem as matérias na Internet. Vocês encontrarão. Voltarei a este ponto. Antes, outras considerações.

Por que tanta resistência em cuidar do binômio PT-Farc? Quando Diogo Mainardi trouxe a público o tal requerimento em que Dilma pede a transferência da mulher de Olivério Medina para o Ministério da Pesca, boa parte dos coleguinhas fez de conta que aquele documento não existia ou de nada valia. Mais tarde, a revista colombiana Cambio revelou os e-mails trocados entre Medina e o chefão terrorista Raúl Reyes: ficou claro que a transferência era uma operação combinada com o governo brasileiro para “proteger Mona” - apelido da mulher de Medina. E, de novo, fez-se silêncio nessa área do jornalismo a que me refiro.

A revista Cambio, diga-se (ver post de ontem), trouxe a lista completa daqueles que os próprios narcoterroristas consideram seus amigos no governo e no PT. Celso Amorim está lá. Esse Megalonanico… Ele não é amigo só de Ahmadinejad… Amorim certamente diria que não tem nada com isso etc. A questão é saber por que os narcos o consideram um companheiro. Num dos e-mails, Medina afirma que Amorim era uma das pessoas com as quais ele contava para permanecer livre no Brasil.

Coisa do passado?
Esse vínculo é “coisa do passado”, como sugere Clóvis Rossi na Folha, segundo vejo aqui? Acho que não. Na crise entre o governo colombiano - democrático - e os narcoguerrilheiros, o Brasil nunca condenou as Farc. Nunca! Mas sobraram hostilidades contra o governo constitucional.

Quando as forças colombianas atacaram o acampamento dos terroristas no Equador, seria até compreensível que o Brasil condenasse a violação do território etc e tal… Mas fez muito mais do que isso: transformou os narcos em vítimas e Álvaro Uribe em bandido. No auge da estupidez, Marco Aurélio Garcia concedeu aquela entrevista ao Le Figaro (ver post de ontem) afirmando que o Brasil era “neutro” (???) sobre o caráter terrorista ou não das Farc. E sentenciou: o governo colombiano estava ficando isolado na América Latina.

É pouco? LULA OFERECEU O BRASIL COMO TERRITÓRIO NEUTRO PARA UMA SUPOSTA NEGOCIAÇÃO ENTRE O GOVERNO CONSTITUCIONAL E OS NARCOTERRORISTAS. Neutro??? Então, entre o terrorismo e a lei, somos território neutro?

De volta a Lula
E agora volto ao ponto que deixei lá no primeiro parágrafo. Quando Lula sugeriu que as Farc abandonassem a luta armada e aderissem à luta política, simplesmente ignorava o caráter do grupo. Para o Babalorixá de Banânia, o “erro tático” dos companheiros - que ele aceitou no Foro de São Paulo quando eles já seqüestravam, assassinavam e mantinham campos de concentração - era a luta armada; O RESTO LHE PARECEU OK. E o resto era nada menos do que o narcotráfico. Nesse assunto, Lula não tocou. Imaginem os companheiros do pó disputando eleições, como queria Lula…

Então não me venham com essa cascata de “assunto do passado”. Não é, não! É assunto do presente. TÃO PRESENTE QUANTO O REQUERIMENTO ASSINADO POR DILMA SOLICITANDO A CONTRATAÇÃO DA MULHER DE MEDINA.

Pronto! Agora voltarei ao calor, que está gelado aqui no “Starbucks Coffee” -  música brasileira no som-ambiente… Já ouvi bossa nova de elevador, Gonzaguinha e Beth Carvalho. E escrevi sobre Lula e as Farc… Como dizia uma musiquinha dos anos 80, às vezes, “a vida não presta”… Paro antes que uma das filhas, aqui do lado, fique muito brava…

Por Reinaldo Azevedo

28/04/2010

às 5:07

Paraguai - Terroristas do EPP e das Farc teriam se reunido em território brasileiro

Rodrigo Rangel - O Estado de S.Paulo

Arquivos do computador de Raúl Reyes, um dos líderes máximos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morto em 2008 num ataque militar do Exército colombiano no Equador, indicam que a guerrilha colombiana e o Exército do Povo Paraguaio (EPP) usaram o território brasileiro para reuniões e para esconder dinheiro proveniente de sequestros promovidos em território paraguaio.

Os arquivos fazem menção a supostos pagamentos do EPP para as Farc, no Brasil, como contrapartida pelos serviços prestados pelos colombianos à guerrilha paraguaia. Autoridades do Paraguai e da Colômbia afirmam que as Farc deram treinamento militar e ensinaram táticas de sequestro aos membros do EPP.

O conjunto de papéis a que o Estado teve acesso é o fato novo com o qual o governo de Assunção espera convencer o Brasil a rever o refúgio político concedido aos militantes de esquerda J.F.A, A.M.M e V.A.C.O.

Acusados pelo Paraguai de liderar as ações do EPP, os três ganharam do governo brasileiro o status de refugiados políticos. O Paraguai contesta a decisão, tomada em 2003 pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.

Brasileiro envolvido. Os arquivos do computador de Reyes foram enviados às autoridades paraguaias pelo governo da Colômbia a partir de um acordo de cooperação judicial firmado em 2009. Em e-mails trocados com representantes da guerrilha dentro e fora da Colômbia, brasileiros aparecem como intermediários da relação entre as Farc e o EPP. Um deles é o ex-vereador de Guarulhos Edson Antônio Albertão, do Psol, a quem o documento colombiano se refere como integrante do “Comitê das Farc no Brasil”.

Uma das mensagens anexadas ao relatório de 51 páginas, com timbre da Polícia Judiciária da Colômbia, diz que Albertão foi “designado” pelas Farc para guardar em sua casa, em Guarulhos, uma remessa de dinheiro feita pelo EPP para a guerrilha colombiana. O dinheiro, de acordo com o documento, seria produto de “sequestros no Paraguai”.

A mesma mensagem faz referência a outro personagem que ganhou refúgio político do governo brasileiro e causou problemas diplomáticos com um país vizinho. Diz o texto que parte do dinheiro supostamente guardado na casa de Albertão era destinada a financiar atividades, no Brasil, do padre colombiano Olivério Medina. Medina, ou “Cura Camilo”, atuou como representante das Farc no Brasil durante anos. Condenado na Colômbia por homicídio, sequestro e terrorismo, ele ganhou status de refugiado em 2006.

Nos e-mails, alguns enviados a Rodrigo Granda, tido como “embaixador das Farc”, Raúl Reyes se referia à guerrilha paraguaia como “Los Cuenta Chistes” (Os Contadores de Piada, em espanhol). Numa das mensagens atribuídas pela Colômbia a Reyes e enviada num momento em que o EPP enfrentava uma cisão em seu comando, o então líder das Farc diz: “Espero que (a briga) não afete nossas relações e nossos negócios com eles.”

Venezuela. Sem mais detalhes, o documento oficial colombiano diz que outra parcela da quantia enviada a Albertão pelo EPP deveria ser remetida a um destinatário indicado pelas Farc na Venezuela. No novo recurso em que pede ao Conare a revisão do refúgio concedido aos três paraguaios, o governo de Assunção afirma que, como fundadores do EPP, eles são os encarregados de intermediar as relações da guerrilha paraguaia com as Farc a partir do Brasil.

Os papéis fazem menção, ainda, a encontros entre representantes das Farc e do EPP no Brasil. As reuniões teriam ocorrido em Brasília e em Foz do Iguaçu. As informações criam embaraços para o Brasil, que, ao defender a concessão do refúgio aos paraguaios, têm sustentado que o trio não realiza atividade política no Brasil.

Por Reinaldo Azevedo

23/12/2009

às 7:03

GOVERNO LULA É “NEUTRO” SOBRE UM MOVIMENTO QUE SEQÜESTRA E DEGOLA

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seqüestraram e degolaram o governador do Departamento de Caquetá, Luís Fernando Cuéllar. Não que pessoas decentes tenham qualquer dúvida sobre o caráter terrorista das Farc, mas o episódio serve para lembrar mais uma vez quem é e o que pensa aquela gente. E evidencia por que a Colômbia precisa da colaboração internacional — no caso, americana. Além das Farc, ali do lado está o aliado dos narcoterroristas, Hugo Chávez, que tem em postos-chave das Forças Armadas pessoas acusadas de envolvimento com os terroristas do país vizinho e com o tráfico de armas.

Lembram-se de Raúl Reyes, o pançudo que morreu no ataque que a Colômbia fez a uma base das Farc no Equador? Ele tinha um computador. Lá estão registrados as promessas dos delinqüentes venezuelanos de que as Farc receberiam bazucas. E receberam. As armas pertenciam ao Exército da Venezuela.

Fiz a digressão, mas não me desviei. Cito o caso do justificado ataque da Colômbia ao acampamento do Equador porque me lembrei da indignação de Marco Aurélio Top Top Garcia. Indignação com o Equador, que acoitava narcoterroristas??? Claro que não!!! Ele condenava a… Colômbia. À época, concedeu uma entrevista ao jornal francês Le Figaro. Traduzi aqui. Vejam o que o governo Lula pensa das Farc, companheira do PT no Fórum de São Paulo:

Le Figaro - Que impacto terá a morte de Raúl Reyes para a libertação dos refèns ?
Top Top - De imediato, fiquei bastante apreensivo, mas as Farc disseram que sua morte não criará obstáculos à busca de um acordo humanitário. Tecnicamente, ela [a morte] pode criar alguns problemas: eu mesmo estava no terreno [de batalha], no fim de dezembro, quando as Farc retardaram a primeira libertação de reféns por causa da operação militar das Forças Armadas colombianas. Eu lhes lembro que o Brasil tem uma posição neutra sobre as Farc: nós não as qualificamos nem de grupo terrorista nem de força beligerante. Acusá-las de terrorismo não serve pra nada quando a gente quer negociar. A Colômbia expressa o desejo de não querer internacionalizar seu conflito com as Farc, mas, de fato, ele já tem repercussão internacional. Há a mediação do presidente Hugo Chávez da liberação de reféns, a vontade declarada da França de se engajar. No fim do ano passado, o presidente Uribe aceitou a atuação de um grupo de países amigos, especialmente o Brasil.

O governo Lula é neutro sobre um movimento que degola pessoas.  É? Então, na prática, apóia as Farc, seus campos de concentração e suas degolas.

Por Reinaldo Azevedo

03/10/2009

às 6:15

VEJA 6 – Brasileiro é seqüestrado pelas Farc na Venezuela!!! Alertado, governo Lula ainda não fez nada!

Por Diego Escosteguy, de Boa Vista:
“Senhora, nós somos das Farc e estamos com seu marido”, anunciou tranquilamente a voz masculina do outro lado da linha, num espanhol de sotaque colombiano. “Ele será executado se a senhora não seguir nossas instruções.” Marinêz da Silva Pinho ouviu as ordens em silêncio - e desmaiou. Aquela voz colombiana confirmara seus mais terríveis medos: seu marido, o empresário brasileiro Vicente Aguiar Vieira (foto), não havia se perdido no distrito de Ciudad Bolívar, na Venezuela, onde estava quando deu notícias pela última vez, dois dias antes dessa ligação. Era um sequestro. Naquele mesmo dia, Marinêz recebeu uma carta manuscrita e assinada pelo marido, na qual ele confirmava estar em poder das Farc e dizia se encontrar em “montanhas da Colômbia”. Em três páginas, possivelmente ditadas pelos sequestradores, Vicente orientava a esposa a vender os bens da família para pagar o resgate, estipulado em 2,5 milhões de bolívares, a moeda venezuelana (equivalentes a cerca de 800 000 reais). Marinêz só conhecia as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia pelo noticiário televisivo, mas fez o que lhe pediram. Não alertou as autoridades, levantou parte do dinheiro, deu prosseguimento às negociações e mobilizou parentes para fazer a troca nas selvas colombianas. Até o momento, os esforços foram em vão. Seu marido está há dois meses em cativeiro - e pode, a depender do avanço das investigações policiais, tornar-se o primeiro brasileiro oficialmente vítima das Farc fora da Colômbia.
(…)
O desespero com o sumiço dos sequestradores levou Marinêz a procurar as autoridades brasileiras. Nas últimas semanas, ela iniciou uma odisseia pela burocracia de Brasília. Marinêz bateu à porta da Polícia Federal, da Interpol, do Itamaraty, dos congressistas de Roraima… Persistente, ela conseguiu falar até com o presidente Lula, numa cerimônia política em Boa Vista, no mês passado. “Vou me empenhar para resolver isso. Se for preciso, conversarei com o Hugo Chávez”, prometeu o presidente, repassando o caso para o ministro da Justiça, Tarso Genro, que também estava no evento. Não se sabe se Lula pressionou seu colega venezuelano, sempre tão afável com os terroristas das Farc. Os diplomatas do Itamaraty, no entanto, a quem cabe acompanhar os desdobramentos das investigações na Venezuela, estão apreensivos com o caso. O cônsul do Brasil em Ciudad Guayana, que tem jurisdição sobre a área onde aconteceu o crime, encontrou-se com o chefe da brigada antissequestro da polícia venezuelana, que comanda as buscas pelo brasileiro. Saiu de lá sem respostas. A esposa do empresário não se conforma com a atuação do governo brasileiro: “Todos dizem que vão ligar, fazer e acontecer, mas essas ligações nunca chegam. Ninguém parece se importar. Só porque moramos no fim do mundo somos menos brasileiros? Eu preciso de ajuda, mas ninguém parece disposto a ajudar”. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

07/08/2009

às 7:03

Revista traz novas evidências de ligação de Chávez e Correa com narcoterroristas

Da AP e Reuters, no Estadão:
Uma reportagem da revista colombiana Cambio publicada ontem afirma que o governo do presidente Hugo Chávez está envolvido em operações feitas da Venezuela por narcotraficantes ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Na semana passada, Caracas já havia sido acusada de repassar armamento sueco para a guerrilha.

Segundo a revista, o general venezuelano Hugo Armando Carvajal, diretor do serviço de inteligência do país, é quem entrega armas e equipamentos às Farc. Carvajal, que é acusado pelos EUA de vínculo com a guerrilha, está também envolvido em operações feitas em solo venezuelano por narcotraficantes.

Dois ex-membros do governo venezuelano, de acordo com a Cambio - Henry de Jesús Rangel, ex-diretor da polícia secreta, e Ramón Emilio Rodríguez Chacín, ex-ministro do Interior e da Justiça -, também estão envolvidos com os narcotraficantes e as Farc.

Uma das fontes que ajudou a revista a documentar as denúncias é Germán Arturo Rodríguez Ataya, piloto capturado em 2005, que trabalhava no transporte de drogas e de guerrilheiros feridos em operações militares.

Ataya deu as coordenadas de bases das Farc em território venezuelano e entregou fotografias dos contatos feitos com oficiais da Guarda Nacional da Venezuela, que entregavam o armamento aos rebeldes por ordem do general Carvajal.

Oficiais do serviço de secreto colombiano, que tiveram acesso a dados obtidos por autoridades americanas, afirmaram à revista que um dos negociadores de Chávez, responsável pela mediação com o grupo, visitou Pedro Antonio Marín, o Tirofijo, número 1 das Farc morto em março de 2008.

A Cambio afirmou ainda que informações obtidas pela Colômbia comprometem também ex-assessores de confiança do presidente do Equador, Rafael Correa - entre eles o major Manuel Silva, ex-chefe de polícia, que confirmou a existência de encontros entre o ex-ministro de Interior equatoriano Gustavo Larrea com as Farc. O documento pode servir para processar Larrea, caso Correa cumpra o que prometeu. “Se provarem que Larrea se reuniu com as Farc, eu mesmo promoverei um processo por traição contra ele”, disse Correa. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

 

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