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CUT

07/04/2013

às 19:46

PC do B, PT, PSB, CUT e UNE fazem o que nem a China faz: dão irrestrito apoio à Coreia do Norte e acusam a do Sul e os EUA de “belicistas” Não veremos modelos bonitinhas dando beijinho na boca? Ah…

A Coreia do Norte tem só um aliado importante: a China. Pois o presidente chinês, Xi Jinping, ficou com o saco cheio de Kim Jong-un, o anão taradinho norte-coreano que quer brincar de jogos de guerra. E mandou um recado: “Nenhum país tem permissão para jogar uma região, e o mundo inteiro, no caos para ganho próprio, por egoísmo”. Os chineses, como se sabe, votaram a favor de sanções contra a Coreia do Norte por causa de um teste nuclear. Kim Jong-un passou, então, a ameaçar com um ataque nuclear a Coreia do Sul, o Japão e os próprios EUA. Especula-se que eles tenham mísseis que podem alcançar a base americana na ilha de Guam, no Pacífico. Então ficamos assim: a China, que é a China, reconhece a Coreia do Norte como o agente provocador.

Mas vocês sabem, né? Os chineses já são impuros. Não são mais comunistas como antigamente. Pensam demais em negócios. Quem quiser comunismo de verdade, autêntico, ortodoxo, tem é de procurar no Brasil. É bem verdade que os nossos comunas gostam mesmo é de emprego público, dinheiro desviado de ONG, de ficar de papo pro ar e, de vez em quando, vaiar o Marcos Feliciano lá na Câmara… Mas eles conservam a pureza revolucionária.

Vejam bem! Até Fidel Castro, o Coma Andante, lá das catacumbas, emitiu um sinal de preocupação com a tensão na península coreana. E nem atacou os EUA. Pediu calma! Mas Fidel também não é mais o mesmo. Sabem como é… Na situação em que está, deve ter começado a fazer um hedge com o Altíssimo, né? Vai que Deus exista e que as almas tenham de responder pelas misérias que fizeram cá na terra. Fidel tem pelo menos 100 mil mortos nas costas. Não deve ser fácil se despedir desse mundo com essa consciência íntima. Então preferiu, desta feita, apenas pedir a paz.

Como Chávez acabou de chegar ao Céu Bolivariano, quem haveria de sair em defesa da Coreia do Norte, atacando os EUA e a Coreia do Sul? Ora, o PC do B, o mesmo partido que, em dezembro do ano passado, quando Kim-Jong-Il (pai de Kim Jong-un) morreu, publicou um texto exaltando a “prosperidade” da Coreia do Norte — que conheceu casos de canibalismo na área rural em razão da fome. Lembro um trechinho:
“Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.”

Publiquei, então, uma foto de satélite que evidencia a prosperidade norte coreana. Vejam aqui.

Acima, vocês veem as duas Coreias à noite. A parte iluminada é a do Sul; aquele negrume noturno é a do Norte. Coisa linda! É um país que escolheu a economia de baixo carbono!!! Os nossos ecologistas iriam a-mar!!! O avô, o pai e o neto fizeram, por meio da ditadura, o que Marina adoraria fazer no Brasil por meio da democracia, hehe (ao menos isso…).

O manifesto
Pois bem… No dia 2 — desculpem o atraso em relação às ações promovidas pela vanguarda revolucionária brasileira —, o PC do B resolveu lançar um manifesto em defesa da Coreia do Norte, tratado como um país pacífico, e contra os EUA e seu “fantoche”, a Coreia do Sul. Acho que até os comunas norte-coreanos ficariam corados e diriam: “Também não precisa exagerar…” Atenção! Solidarizam-se com o texto e o assinam também o PT, o PSB, a CUT e o UNE. Leiam:

A escalada da tensão na Península Coreana, com a participação direta dos Estados Unidos, tem aumentado a pressão e a preocupação com um possível conflito internacional, apesar dos pedidos reiterados por diálogo enquanto a Coreia do Sul, apoiada pelos EUA, toma medidas belicistas.

Neste contexto, movimentos e partidos brasileiros que lutam contra o imperialismo belicista e pela manutenção da paz e da soberania das nações enviaram a seguinte declaração à embaixada da Coreia Popular:

Senhor Embaixador da República Popular e Democrática da Coreia;

A campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real.

Apesar de repetidos avisos da RDP da Coréia, os Estados Unidos tem enviado para a Coréia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52 e, em seguida, outros meios sofisticados como aeronaves Stealth B-2, dentre outras armas.

Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coréia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista e torna a situação intolerável.

As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:

1. Nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. Lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coréia do Sul devem cessar imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coréia;

3. Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem a guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Conscientes de estarmos contribuindo e promovendo um ato de fé revolucionária pela paz mundial, as entidades abaixo manifestam esse apoio e solidariedade.

Brasília, 02 de abril de 2013.
PCdoB, PT, PSB, Cebrapaz, CUT, MST, MDD, UJS, UNE, Unegro, Unipop, CDRI, CDR/DF, MPS, CMP, CPB, Telesur, TV Comunitária de Brasília, Jornal Revolução Socialista.

Encerro
Kim Jong-un precisava de alguém que o compreendesse. Encontrou os esquerdistas brasileiros que mamam nas tetas do estado, mas conservam intacta a alma revolucionária.

Por Reinaldo Azevedo

28/02/2013

às 6:37

Lula é mesmo o nosso Lincoln? Ou: A safadeza e a sem-vergonhice como atos heroicos

Luiz Inácio Lula da Silva, quem diria?, recorreu a Lincoln para justificar as safadezas e a sem-vergonhice do mensalão. O que há de mais interessante nisso? Trata-se, pela primeira vez, de uma confissão, ainda que feita de alusões e silêncios. Vamos lá.

O Apedeuta compareceu nesta quarta a um evento em comemoração aos 30 anos da CUT. E, como é de seu feitio, jogou palavras no ventilador. O homem que já se comparou a Jesus Cristo — a parte da cruz, é evidente, ele dispensa porque até greve de fome ele furava chupando escondido balas Juquinha — anda com inveja da notoriedade que Lincoln voltou a adquirir nos últimos tempos… Que coisa! Quando Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, em 2008, o Babalorixá de Banânia torceu o nariz. Não viu nada de especial naquilo, não. Grande coisa um negro na Casa Branca! Ele queria era ver um operário sentar naquela cadeira. Não sei se vocês entenderam a sutileza do pensamento…

No discurso que fez no aniversário da central sindical que responde hoje por boa parte do que há de mais atrasado no Brasil em matéria de corporativismo, que infelicita a vida de milhões de brasileiros, abusando daquele estilo informal que alça a tolice à condição de categoria de pensamento, Lula afirmou:
“Nós sabemos o time que temos, sabemos o time dos adversários e sabemos o que eles estão querendo fazer conosco. Acho que a bronca que eles tinham de mim é o meu sucesso e agora é o sucesso da Dilma. Eles não admitem que uma mulher que veio de onde ela veio dê certo porque a onda pega. Daqui a pouco, qualquer um de vocês vai querer ser presidente da República. Essa gente nunca quis que eu ganhasse as eleições. Nunca quis que a Dilma ganhasse as eleições. Aliás, essa gente não gosta de gente progressista. Esses dias eu estava lendo, eu ando lendo muito agora, viu, Gilberto [referia-se a Gilberto Carvalho], o livro do Lincoln e fiquei impressionado como a imprensa batia no Lincoln em 1860. Igualzinho bate em mim. E o coitado não tinha computador. Ele ia para o telégrafo, esperando tic tic tic. Nós aqui podemos xingar o outro em tempo real. (…)”

Lula já declarou que detesta ler. Não conseguiu enfrentar sem dormir, segundo confessou, um romance curtinho de Chico Buarque. Faz sentido. Terá encarado a pedreira de “Lincoln”? Talvez tenha assistido ao filme de Steven Spielberg, de uma chatice que chega a ser comovente!!!, e olhem lá… O vocabulário a que recorreu me faz supor que andou mesmo é lendo briefing de assessoria. Há anos, muitos anos mesmo!, divirto-me identificando dedicação metódica nas bobagens que diz. Em muitos aspectos, Lula é a personagem mais “fake” da política brasileira. Todas as coisas estúpidas que solta ao vento nascem de um cálculo.

A facilidade com que as asneiras vão brotando de sua boca faz supor uma personagem algo ingênua, que conserva a autenticidade popular e o frescor natural do povo. Huuummm… Isso pode agradar a alguns subintelectuais do Complexo PUCUSP, que sonham com esse misto de torneiro mecânico e Tirano de Siracusa, uma coisa assim de “rei filósofo que veio da graxa”… Trata-se de uma fantasia! Lula é chefe de uma máquina que se apoderou do estado brasileiro — e parte considerável dessa máquina, a sua ala, digamos, heavy metal, é justamente a CUT. Ali se concentra, reitero, boa parte do atraso brasileiro. Mas retomo o fio.

O vocabulário a que Lula recorreu é coisa de assessoria mesmo, de briefing. Dinheiro não falta a seu instituto para contratar sabidos. O livro “Lincoln” a que ele se refere, base do filme de Spielberg, certamente é a biografia escrita por Doris Kearns Goodwin, cujo título em inglês é “Team of Rivals: The political Genius of Abraham Lincoln”. Agora voltemos lá à sua fala. O “team” do presidente americano era uma “equipe”, mas Lula preferiu a outra acepção, que também serve para uma disputa futebolística, jogo metafórico em que ele é mesmo imbatível. No fim das contas, faz tudo parecer uma pelada. Vejam lá: ele diz saber o que os adversários querem fazer com “eles”, os petistas… Muito provavelmente, querem ganhar o “jogo”, também entendido, em sua monomania metafórica, por “eleição”. O nosso “Lincoln” de Garanhuns transforma a pretensão legítima dos adversários numa espécie de conspiração e ato criminoso. Não por acaso, no dia anterior, recomendou a FHC que, “no mínimo”, ficasse quieto e colaborasse para que Dilma fizesse um bom governo. O nosso grande patriarca criminaliza a ação política de seus oponentes. Ela se confunde com sabotagem.

No discurso, também sobraram críticas à imprensa, como de hábito. Embora os petistas deem hoje as cartas em boa parte das redações do país — quando não estão no comando, compõem o caldo de cultura que transforma bandidos em heróis e, se preciso, heróis em bandidos —, o nosso o Lincoln de São Bernardo ainda não está contente com a sujeição. Quer mais. Enquanto restar um texto independente no país, ele continuará a vociferar contra a “mídia”. Adicionalmente, os petistas contam ainda com a súcia financiada por estatais que faz seu trabalho criminoso passar por jornalismo. Vamos ao ponto.

Assumindo o mensalão
O Babalorixá de Banânia comparou-se a Lincoln —  a exemplo do que se deu com Cristo, ele também dispensa a parte sacrificial… — no suposto tratamento que a imprensa dispensaria a ambos. Besteira! Parte da imprensa americana apoiava Lincoln, parte não. A geografia da guerra civil, é evidente, pautava em boa medida críticas e elogios. Uma coisa é certa: jamais ocorreu ao presidente americano tentar censurá-la, como fez Lula no Brasil mais de uma vez. Até porque não conseguiria. Estava empenhado na aprovação da 13ª Emenda, a que proíbe a escravidão nos EUA, mas subordinado à Primeira Emenda, a que impede a censura do Estado. O Congresso não pode nem mesmo legislar a respeito de limites à liberdade de expressão.

A alusão a Lincoln, de fato, remete a outra coisa, bem mais dolosa do ponto de vista intelectual, ético, moral, político e histórico. A relação de Lula e dos petistas com o mensalão passou por diversas fases. Houve a primeira, a da admissão do erro, com pedido de desculpas. Durou pouco. Veio em seguida a acusação de “golpe das elites”, forjada por um oximoro reluzente: “intelectuais petistas”. Depois, chegou a da negação: “O mensalão nunca existiu”. E agora estamos diante da quarta, e é neste ponto que Lula decidiu pegar carona na vida de Lincoln: os crimes dos mensaleiros teriam sido atos heroicos.

Como assim?

O republicano Lincoln, e o filme dá grande destaque a essa passagem, retardou o fim da guerra civil para poder aprovar a 13ª emenda, que proibiu a escravidão no país, e, sim, literalmente comprou o apoio de alguns democratas, especialmente de congressistas que não tinham sido reeleitos. A moeda principal foram cargos no governo federal, mas também houve dinheiro. Eis aí: é precisamente nesse ponto que Lula pretende, no que me parece uma forma de confissão, colar a sua biografia à do presidente americano.

Eis um debate interessante, que remete a fundamentos da moral individual e da ética pública: a transgressão de um princípio para pôr fim a uma ignomínia, como a escravidão, é aceitável? Ao comprar o voto daqueles parlamentares com um propósito específico, de que outros males — imaginem aí — Lincoln estava livrando os EUA? No mínimo, pode-se supor que o fim do conflito poria termo apenas ao primeiro ciclo da guerra civil, porque outro estaria sendo contratado. Um fundamento ético ou moral, que é sempre abstrato, revela a sua força quando aplicado. Vamos ao exemplo mais elementar: todos sabemos que é errado matar como princípio geral, mas nem por isso cabe hesitação quando há apenas duas alternativas: matar ou morrer. Se não matar vira sinônimo de morrer, matar, então, é a única alternativa de que dispõe a vida. Nesse caso, anula-se a diferença moral entre não matar e matar. É por isso que a ética da guerra — e ela existe —, por mais que pareça funesta (e, em certa medida, é mesmo), modula os modos da morte.

A política não é, e nunca foi, um exercício de santos. Com frequência, governantes os mais virtuosos tiveram de recorrer a expedientes que nem sempre foram de seu agrado para realizar tarefas necessárias que, de outra sorte, não se realizariam. No mundo da ética e da moral aplicadas, muitas vezes somos obrigados — e o governante mais do que do que qualquer um de nós — a escolher o mal menor porque o nosso princípio abstrato já não encontra lugar na realidade corrompida. Apelando a uma dicotomia conhecida, de Max Weber, nem sempre a ética da responsabilidade, que é a do homem público, atende a todas as exigências da ética da convicção, que é a do indivíduo.

Voltemos a Lula. Por que mesmo o seu partido fez o mensalão? Com que propósito? Se o ato de Lincoln não era, em si (e não era!), um exemplo de pureza e não poderia, pois, aspirar à condição de uma norma abstrata (“compre parlamentares sempre que precisar”), seu desdobramento prático livrou os EUA de diabólicos azares — além, evidentemente, de conferir mais dignidade a milhões de pessoas submetidas à ignomínia da escravidão. O peculatário que enfiou a mão em quase R$ 80 milhões do Banco do Brasil pretendia o que mesmo? Aquela súcia de vagabundos que roubou dinheiro público estava a serviço de que causa?

Lincoln tinha em mente um país, e não foi sem grande sofrimento pessoal — até o sacrifício final — que levou adiante o seu intento. Estava, efetivamente, consolidando uma república federativa. O mensalão, ao contrário, os fatos falam de forma eloquente, foi uma tentativa de golpear as instituições e de transformar a compra de votos numa rotina. Estava em curso a formação de um Congresso paralelo e de uma República das sombras.

Não deixa de ser interessante que Lula tenha feito esse discurso asqueroso na CUT. Não se esqueçam de que, nas lambanças do mensalão, ficamos sabendo que a turma queria usar a central sindical para criar um… banco dos companheiros! Eis o nosso Lincoln! Aquele atuou para pôr fim à vergonha da escravidão. O nosso, para criar um modelo que eternizasse o seu partido no poder.

Lula deveria, no mínimo, ficar de boca fechada.

Por Reinaldo Azevedo

25/01/2013

às 7:11

CUT faz ato para anular sentenças do STF sobre mensalão. Ou: Sem vergonha de ser PT…

Na Folha:
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) do Rio organiza um ato para pedir a anulação do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Marcado para o próximo dia 30, o evento deve contar com a presença do ex-ministro José Dirceu, condenado no caso. Entre os condenados também estão ex-dirigentes da CUT, como o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

José Garcia Lima, dirigente da CUT-RJ e organizador do ato, afirmou que o STF fez um “julgamento político”. Ele apontou o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, outro ex-dirigente da central, como uma das principais “vítimas” do “tribunal de exceção”. O ato consistirá num debate “sobre os graves erros do STF” na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Lima diz que não teme ver a central vinculada com defesa da impunidade: “A CUT teme ser cúmplice de uma injustiça”.  “Conheço, do PT, todos os envolvidos. Tenho absoluta certeza de que nenhum deles colocou nenhum tostão no bolso. Justiça episódica é sacanagem. Se for para todo mundo, a gente até embarca.”
(…) 

Por Reinaldo Azevedo

10/10/2012

às 22:56

A nota asquerosa da CUT. Ou: O valor revolucionário da sem-vergonhice

O petismo resolveu avançar como horda de bárbaros contra o Supremo Tribunal Federal. O que é que essa gente não aceita? O cumprimento da lei. A central emitiu uma nota asquerosa sobre o julgamento em curso no Supremo. Nunca a defesa da impunidade assumiu um ar tão militante. A CUT descobriu o valor libertador e revolucionário  da sem-vergonhice. Leiam a nota. Volto a ela mais tarde.

*
A Executiva Nacional da CUT, reunida em São Paulo com representantes das CUT’s Estaduais das 27 unidades da Federação, repudia o comportamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que se colocou a serviço dos conservadores, da imprensa neoliberal e de todos que querem criminalizar os movimentos sociais e seus representantes no parlamento, usando, inclusive, o processo eleitoral a serviço dos reacionários.

A CUT, que sempre defendeu e sempre defenderá o combate à corrupção e aos corruptores, não admite, no entanto, que os juízes julguem por “inferência”, pela intenção premeditada. Exigimos que todos os brasileiros sejam julgados e condenados a partir de provas concretas e que a lei tenha o mesmo rigor independentemente de partido, ideias ou concepções políticas. Ou seja, que o comportamento recente do STF não abra caminho para a “flexibilização” da lei brasileira, conforme conveniências políticas.

Para que tenhamos um Brasil mais democrático, mais honesto, mais inclusivo e competitivo internacionalmente, defendemos que seja feita uma ampla reforma do Sistema Judiciário Brasileiro, para que as regras legais sejam adequadas à realidade, diminuindo as subjetividades e aumentando a transparência e controle social na gestão, evitando manipulações e casuísmos na Justiça.

Reiteramos a importância de realizarmos a reforma política, com financiamento público de campanhas. Democracia se conquista praticando e quem deve governar são os eleitos pelo povo.

A CUT é solidária com LULA e com o Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelas profundas transformações recentes no País.

Como sempre, a CUT vai defender o legado de transformações sociais que conquistamos nos últimos anos, debatendo este tema em todo o Brasil e nas instâncias internacionais.

São Paulo, 10 de Outubro de 2012.
CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Por Reinaldo Azevedo

28/09/2012

às 19:44

CUT, que tentou tumultuar entrevista de Serra, já foi multada em julho deste ano por fazer campanha eleitoral petista. É vergonhoso!

A CUT, como vocês leem no post abaixo, mandou um “repórter” com o fito exclusivo de tumultuar uma entrevista coletiva do tucano José Serra, candidato à Prefeitura de São Paulo. Eles são novos nisso??? Não!!! Como escrevo ali, são useiros e vezeiros do expediente. E posso provar o que digo.

Leiam trecho de uma informação publicada no site do Tribunal Superior Eleitoral no dia 30 de julho deste ano:

TSE multa CUT e Editora Atitude por propaganda ilegal em favor de Dilma

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou na noite desta terça-feira (10) multas de R$ 15 mil à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Editora Gráfica Atitude Ltda. por fazerem propaganda eleitoral ilícita em favor da então candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff, e contrária a José Serra, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ao cargo em 2010. Os ministros do Tribunal entenderam que tanto a CUT como a gráfica desrespeitaram a legislação eleitoral ao promoverem a candidatura de Dilma em jornal bancado pela central e em revista produzida pela editora, respectivamente em setembro e outubro de 2010.

Dispositivo do artigo 24 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) proíbe que sindicatos contribuam direta ou indiretamente com recursos para campanhas de candidatos ou partidos.

Na condição de relatora, a ministra Nancy Andrighi considerou que o Jornal da CUT, de setembro de 2010, e a Revista do Brasil, da Editora Atitude, de outubro de 2010, divulgados inclusive pelo site da central sindical, enalteceram a candidatura de Dilma Rousseff em manchetes, textos e editoriais, como se a candidata fosse a mais apta a ocupar o cargo público pretendido. Além disso, segundo a ministra, as publicações fizeram propaganda negativa de José Serra, então candidato do PSDB a presidente. Segundo os autos do processo, a revista, mantida por dois sindicatos, é distribuída a 360 mil trabalhadores.

“Os elementos probatórios dos autos não deixam dúvida quanto à realização da propaganda eleitoral. Os textos fazem menção direta às eleições presidenciais e suscitam a ideia de que a candidata representada seria a mais apta ao exercício do cargo em disputa, além de fazer propaganda negativa contra o seu principal adversário nas eleições de 2010”, disse a ministra relatora.

A ministra lembrou em seu voto que o ministro Joelson Dias, que não integra mais a Corte, deferiu em outubro de 2010 parte de pedido de liminar, apresentado pela coligação “O Brasil Pode Mais”, do candidato José Serra, determinando que a CUT e a Editora Atitude se abstivessem de distribuir, respectivamente, o Jornal da CUT, ano 3, nº 28, e a Revista do Brasil, edição nº 52. O ministro determinou ainda que a central sindical se eximisse de reproduzir os textos que enalteciam Dilma em seu site.

Os ministros Marcelo Ribeiro e Marco Aurélio acompanharam o voto da relatora, mas divergiram quanto ao valor da multa. Os ministros votaram pela aplicação do valor máximo de R$ 30 mil, previsto para o caso. O ministro Marco Aurélio foi além, e estendeu a multa também a Dilma Rousseff e à coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da candidata, por entender que “seria extravagante e extraordinário” pensar que ambas não tinham conhecimento da propaganda irregular feita pela CUT e pela editora.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

26/09/2012

às 23:38

Petrobras, dirigida por petista, deu R$ 26 milhões para CUT, central do PT, alfabetizar 200 mil pessoas. E não se viram nem alfa nem beta…

Por Fabio Fabrini, no Estadão:
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira, 26, a abertura de tomadas de contas especiais para calcular prejuízos e identificar eventuais responsáveis por irregularidades em convênios da Petrobrás com a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Braço sindical do PT, a entidade recebeu R$ 26 milhões da estatal para alfabetizar mais de 200 mil alunos, mas, de acordo com a corte, não provou ter aplicado o dinheiro na realização dos cursos.

Comandada pelo partido desde o início do governo Lula, a empresa não fiscalizou a execução do projeto e aprovou as contas sem exigir provas do cumprimento, diz o relatório técnico do tribunal. O TCU auditou convênios e patrocínios da Petrobrás, identificando em 2009 falhas em diversas parcerias de entidades supostamente ligadas ao PT e outras legendas. As constatações foram apreciadas na terça-feira em plenário.

Além da CUT, serão alvo de processos para apuração de danos o Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical da Agricultura Familiar Sebastião Rosa da Paz, que recebeu R$ 1,6 milhão; a Cooperativa de Profissionais em Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Colméia), contemplada com R$ 1,7 milhão; e a Cooperativa Central de Crédito e Economia Solidária (Ecosol), cujo patrocínio foi de R$ 350 mil. A área técnica havia sugerido a aplicação de multas a dirigentes da estatal, o que foi aceito pelo relator do processo, ministro Aroldo Cedraz. Mas, após voto revisor de José Múcio, o tribunal decidiu avaliar a aplicação de penalidades somente no julgamento das TCEs.

As parcerias com a CUT foram firmadas entre 2004 e 2006 para ações do Programa Brasil Alfabetizado. Na época, a Petrobrás era dirigida pelo petista José Sérgio Gabrielli, que deixou o cargo este ano. Duas foram assinadas diretamente com a central e uma terceira com uma de suas entidades de apoio, a Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS). Após a inspeção, o TCU apurou que os gestores da estatal aprovaram as medições de serviços, dando as atividades como regulares, sem que fosse demonstrado se os investimentos foram, de fato, feitos e quais os resultados obtidos.

Na documentação analisada pelos auditores, não havia fichas de acompanhamento individual dos alunos, listas de presença nas supostas aulas, acompanhamento das ações dos alfabetizadores, número de estudantes envolvidos e documentos que atestassem que os materiais didáticos foram realmente entregues.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

20/09/2012

às 16:35

CUT adere a retórica golpista em ato público com meia-dúzia de gatos-pingados e ataca o STF e a VEJA… A nação treme de medo!

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) não nega aquilo que é: mero instrumento do PT lulista. Era assim quando o partido estava na oposição; é assim agora.

A central resolveu promover um ato público na Avenida Paulista para “fortalecer” a campanha salarial de cinco categorias, inclusive a dos bancários, que estão em greve, infernizando a vida de milhões de pessoas.

Obedecendo à convocação do PT, o presidente da entidade, Vagner Freitas, não hesitou e atacou o Supremo: “O que querem fazer em Brasília é derrotar a classe trabalhadora. Querem colocar na nossa cabeça que não podemos governar o Brasil porque trouxemos ao país a corrupção”.

Depois Freitas iniciou uma arenga contra a VEJA, que, em reportagem de capa desta semana, informa que Marcos Valério tem afirmado a seus interlocutores que Lula era o real chefe do mensalão e que o esquema movimentou pelo menos R$ 350 milhões. Os gatos-pingados que acompanhavam o “protesto” não deram muita bola. Uma meia dúzia se limitou a responder “Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexe comigo”.

A nação treme de medo, não é mesmo?

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:25

MAIS VEJA: QUADRILHA QUERIA FUNDAR UM BANCO QUE UNISSE CUT, RURAL E BMG

A VEJA desta semana está mesmo de deixar petralha de cabelo arrepiado. A revista traz uma entrevista com o Lucas da Silva Roque, ex-superintendente do Banco Rural em Brasília. Ele foi um dos principais colaboradores nas investigações da Polícia Federal destinadas a desbaratar a quadrilha do mensalão. Foi ele quem revelou onde estavam os recibos que mostraram quais políticos receberam dinheiro para votar com o governo Lula no Congresso. Leiam trecho, por Hugo Marques:

*
Nesta entrevista, Roque conta que pagou um preço alto por agir de forma correta e relata um plano ambicioso urdido pela cúpula da instituição financeira em parceria com José Dirceu. Eles queriam montar um banco popular, do qual Rural e BMG seriam sócios, para conceder empréstimos consignados aos aposentados. Um negócio companheiro e bilionário.
(…)
Quais eram os planos da cúpula do Banco Rural e dos petistas?
Eles tinham um projeto de montar um banco popular com a CUT. Juntariam o Banco Rural, o BMG, a CUT. Era um projeto com capital de 1 bilhão de reais. Quem capitaneava esse projeto? Eram os bandidos do mensalão. Como o PT não tinha cultura bancária, o Rural e o BMG seriam sócios. Um banco privado com a participação da CUT, que direcionaria todos os beneficiários do INSS para tomar dinheiro em empréstimos consignados nessa instituição popular. Quando o mensalão estourou, o projeto foi abortado.

Por Reinaldo Azevedo

03/04/2012

às 22:31

A CUT dá início ao esforço para estrangular as demais centrais. Ou: Uma boa causa para maus propósitos. Ou: A CUT do PUN

Então… Quanto mais complexos, eventualmente ambíguos, os fatos, melhor. Está em curso uma espécie de guerra entre as centrais sindicais que merece ser caracterizada, analisada, pensada. Leiam o que informou hoje a Folha. Volto depois.

Imposto sindical é alvo de disputa milionária travada por centrais

Por Mariana Carneiro e Maíra Teixeira:
Cinco centrais sindicais se uniram para contra-atacar uma campanha da CUT que propõe o fim do imposto sindical. Juntas, UGT, Nova Central, CGTB, CTB e Força Sindical pretendem gastar cerca de R$ 1,2 milhão em comerciais e anúncios em jornais e revistas para defender a cobrança. O mote é “Sindicato Forte Garante Vitórias”. A contribuição é descontada compulsoriamente do holerite uma vez por ano – em março – de todos os trabalhadores com carteira assinada, independentemente do empregado ser sócio do sindicato.

Segundo o Ministério do Trabalho, o imposto recolheu R$ 1,6 bilhão no ano passado – R$ 115,8 milhões foram repassados às centrais sindicais. As cinco centrais argumentam que a contribuição sustenta sindicatos menores e os que têm poucos trabalhadores sindicalizados (que pagam mensalidade). Já a CUT defende que o imposto seja alterado para uma contribuição votada em assembleia pelos trabalhadores, após a negociação salarial. “Com essa proposta, a CUT rompe a unidade de ação das centrais, que sempre trabalharam juntas questões fundamentais”, afirmou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Voltei
Comecemos do começo. A existência de um Imposto Sindical, de uma contribuição obrigatória, é um absurdo, coisa que está mais próxima do corporativismo fascista do que da democracia. Assim, é evidente que a obrigatoriedade tem de acabar — atenção! Isso não significa, necessariamente, o fim da imposição. Já explico por quê.

O sindicalismo petista, que acabou resultando na CUT, sempre se disse contrário ao imposto. Lá nos primórdios, era uma forma de luta contra o que chamavam “sindicalismo pelego”, “ligado aos patrões” e ao “governo”. Seu ícone, combatido ferozmente pelos petistas, era Joaquim dos Santos Andrade, o famoso Joaquinzão, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Nota: o grande “pelego”, o “inimigo da classe trabalhadora”, como queriam os lulistas, passou os últimos anos num asilo, morreu numa enfermaria do sistema público de saúde, sem um gato pra puxar pelo rabo. Bem, como vocês sabem, o “combativo sindicalismo de esquerda” do PT reserva a seus capas-pretas um futuro bem mais virtuoso e, como direi?, fastuoso. Mas volto ao núcleo.

O imposto sindical servia à campanha contra os “pelegos”, mas nunca foi uma reivindicação pra valer do sindicalismo petista. Sindicatos maiores, como o dos Metalúrgicos de São Bernardo, chegaram a devolver o imposto obrigatoriamente recolhido. Não sei se ainda faz isso. O que sei é que a CUT passou a receber alegremente a parcela que lhe coube, a maior, do imposto recebido, uma lei sancionada por Lula com um único veto. A lei submetia o uso desse dinheiro à supervisão do TCU. O Apedeuta recusou. As centrais podem fazer com o dinheiro o que lhes der na telha.

Muito bem! O Imposto Sindical, com efeito, ajuda a dar vida a sindicatos que só existem no papel. Afinal, tenham ou não as direções relação real com os trabalhadores que supostamente representam, o dinheiro cai na conta, religiosamente. E isso acabou fortalecendo aparelhos que, embora minoritários no conjunto do sindicalismo brasileiro, estão fora do controle petista.

Assim, meus caros, vejam que interessante: a CUT — na verdade, o PT — dá início agora a uma “luta” que tem, sim, fundamento, mas por maus propósitos. A extinção do imposto sindical é uma forma de estrangular as demais centrais.

Estatais e funcionalismo
A CUT tem, na média, as maiores organizações sindicais do país, especialmente aquelas ligadas ao funcionalismo público e às estatais, que são as mais mobilizadas e mais porosas à politização e à ideologização. Seus sindicatos teriam muito menos dificuldades de aprovar um “imposto por livre e espontânea pressão”, entenderam? E como isso seria feito? Consultando todos os trabalhadores? Já existe tecnologia hoje para que todos possam opinar. Claro que não seria assim. A decisão seria tomada em assembleias necessariamente manipuladas pela companheirada, como se hábito.

Creio que a CUT não tenha muita esperança de que sua jornada contra o Imposto Sindical seja bem-sucedida — não por enquanto. Mas uma coisa é evidente: com uma causa em si meritória, mas só agora tornada matéria de uma campanha nacional, parece que a entral — e, pois, o PT — chegou à conclusão de que há mercado sindical de menos para centrais e sindicatos demais.

Assim como o petismo está empenhado em estrangular os aliados na política — considera que a oposição já está liquidada —, seu braço sindical dá início à jornada para diminuir a concorrência em sua área. A CUT não se chama “central única”, a despeito de todas as outras, por acaso. No nome, vai uma intenção. Assim como nas entranhas do Partido dos Trabalhadores está o Partido Único, o PUN.

Por Reinaldo Azevedo

05/10/2011

às 5:45

Em dia de popstar na CUT, Delúbio dá autógrafos e CDs com músicas e artigos

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:
Sorrisos, abraços, filas de autógrafo, pedidos de foto.
Com tratamento de popstar, o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares, 55, lançou ontem uma campanha para tentar mobilizar sindicalistas e militantes em sua defesa no processo do mensalão. Ele é apontado pelo Ministério Público como o operador do esquema. Se for condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), pode pegar até 111 anos de prisão pelos supostos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Delúbio foi homenageado em ato de desagravo antes da abertura da plenária nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em Guarulhos, na Grande São Paulo. O evento ocorre até sexta-feira num auditório da prefeitura local, comandada pelo PT. A central barrou a entrada de jornalistas e expulsou a equipe da Folha, que estava credenciada para cobrir o evento e já aguardava o petista no plenário, entre cerca de 500 dirigentes sindicais. O ex-tesoureiro aproveitou a reunião para distribuir um “CD interativo” e um livreto com a sua defesa no STF. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2011

às 4:19

José Lopes Feijóo, vice-presidente da CUT, ganha lugar no Planalto

No Globo:

A CUT ganhou um representante na sede do governo federal. O vice-presidente da maior central sindical do país, José Lopes Feijóo, foi nomeado nesta segunda-feira assessor do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. A nomeação ocorre em meio a negociações do governo com as centrais sindicais e é uma forma de o Palácio do Planalto sinalizar que pretende valorizar as conversas com os sindicalistas. Nesta quinta-feira, as centrais voltam a se reunir com Carvalho para discutir o fator previdenciário.

Feijóo foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC entre 2005 e 2008. A indicação dele para o cargo partiu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é amigo. Para exercer a função no governo, ele deverá se licenciar da vice-presidência da CUT. Sua função será ajudar Gilberto Carvalho nas negociações com as centrais sindicais.

Depois de um início de governo turbulento com os sindicalistas, sobretudo por conta da queda de braço para aprovação do salário mínimo de R$ 545 – as centrais insistiam em R$ 560 -, a presidente Dilma Rousseff ganhou o apoio deles ao recebê-los em audiência no Palácio do Planalto e ao convidá-los para o almoço oferecido em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em março.

Depois que Dilma afagou as centrais, elas tornaram-se mais palatáveis para o governo, que prometeu fazer reuniões periódicas para discutir uma pauta de reivindicações.

Por Reinaldo Azevedo

25/04/2011

às 6:35

Estatais e empresas privadas financiarão festa das centrais. Ou: a sociedade pós-política e pré-totalitária

Leio o noticiário e sou obrigado a constatar: estão tentando fundar no Brasil a sociedade pós-capitalista, pós-política e pós-ideológica. É, assim, um pré-totalitarismo. Mas, antes que chegue ao ponto, lá vai uma digressão que nos aproxima do tema.

Estou de volta. E, como não poderia deixar de ser, com saudade de vocês. De vez em quando, preciso dar uma folguinha a meus braços cansados. Na semana passada, fiz uma resenha sobre o livro “Fernando Pessoa – Uma Quase Autobiografia”, de José Paulo Cavalcanti Filho, que recomendo. Volta e meia me ocorre dedicar-me exclusivamente a temas dessa área, deixando a política pra lá. Se tantos se regalam com a fantasia do Tirano Virtuoso, por que não eu? Tiranos virtuosos sempre recorreram a quem soubesse arranjar com razoável destreza as palavras para conferir dimensão histórica — e até metafísica — ao mandonismo, dando uma aparência sublime ou à violência do Estado ou à vilania pura e simples.

Como os tempos andam hostis ao dissenso, melhor eu faria se me dedicasse ou a substantivos celestes ou à crônica cortesã. Pois é… Mas eu faço tudo errado mesmo: Pessoa não é a melhor rota para celebrar a “pax” com “o mundo que há”, e eu sou obcecado por chamar as coisas pelo nome que elas têm. No reino do Tirano Virtuoso, eu só aceitaria o papel de bobo da corte, que, à diferença da metáfora que se popularizou, era uma reserva de crítica moral, ainda que consentida. Enquanto dura a República, sigamos com as palavras e as coisas.

A minha ranhetice inatual deriva do fato de que tenho cá as minhas ortodoxias, inclusive e muito especialmente as políticas, daí o desconforto de alguns leitores ao constatar o que parece ser o permanente desacerto do blogueiro com o mundo. Alguns indagam indignados: “Mas você não gosta de nada? Tudo tem de ser objeto de crítica? Quando você relaxa?” Huuummm… Relaxo quando rezo, nunca pra pedir nada (mentira: se o avião balança muito, até peço; inútil fingir que é só pelos outros…)! Procuro é a clareza. Muito bem. Fim da digressão.

Leio que as seis centrais sindicais promoverão dois grandes eventos no próximo domingo, 1º de maio, Dia do Trabalho. Um deles será comandado pela CUT, a organização petista, e o outro, pelas demais centrais, numa festa unificada. Atenção! Mais uma vez, as estatais financiarão parte das atividades. Já está certa a participação da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e da Eletrobras. Cada cota custa de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Mas não vá pensar o leitor que sindicatos de trabalhadores apelam apenas a estatais para realizar seu intento. Não! De jeito nenhum! Empresas privadas também financiam as manifestações dos trabalhadores. Já decidiram comprar cotas que variam de R$ 80 mil a R$ 200 mil a Brahma, as Casas Bahia, o Carrefour e o Pão de Açúcar e os bancos BMG, Bradesco e Itaú.

É um momento sublime da política brasileira! Unem-se, então, os sindicatos, as estatais — braços do Estado — e o capital privado para celebrar a “festa do trabalho”. É hora de voltar à minha ortodoxia — do tipo liberal, suspeito, mas é possível que até alguns antigos comunistas me acompanhassem nas objeções, ainda que certamente lutássemos em campos adversários. Se “estado”, “capital” e “trabalho” se juntam, onde está a necessária tensão,  que faz avançar as sociedades?  Quem ficou, como naquela música de Cazuza, que era tema da novela “Vale Tudo”, “na porta, estacionando os carros”? Se o leitor, contaminado pelo noticiário da semana retrasada, respondeu mentalmente “o povão”, retruco: “Errou, meu amigo”.

“Povão” não é categoria social. “Povão” não é conceito sociológico. “Povão” é o vulgo, é aquela massa amorfa de que tanto mais se desdenha quanto mais se adula; é a torcida para a qual se faz embaixadinha. Parte dele estará na praça, cantando com os artistas, com a cartela do bingo na mão, à espera dos sorteios. O PT, que promovia o confronto de classes, promove, agora, a conciliação. A nova classe social que está no poder — os sindicalistas que formam a burguesia do capital alheio — é a grande beneficiária desse modelo que une num abraço os “trabalhadores”, o estado e as empresas privadas, que também não têm do que reclamar.

Não se assistirá na praça a nada que não estejamos vendo na política. Vivemos um momento de tal sorte especial que os erros do governo são quase celebrados como um novo motivo para a união nacional… Topamos tudo, menos fazer política. Os órgãos do estado encarregados de vigiar o Executivo estão à beira do desmonte. Mas sindicatos, estado e capital privado celebram a sua união, como nas antigas fabulações totalitárias — esse modelo sem contradições atingiu seu ápice com Mussolini, na Itália.

Quem não participa da festa? São muitos milhões, acreditem, que não são beneficiários desse, por assim dizer, “regime”. Ao contrário: eles o sustentam com seu trabalho, seus impostos, seu estudo, seus esforços para progredir. São os brasileiros do MSP — o Movimento dos Sem-Política, que entregam aos estado boa parte daquilo que ganham e depois são obrigados a arcar com os custos da saúde privada, da educação privada e até da segurança privada.

Se “eles” estão todos juntos, não duvidem: alguns dos “inimigos” estão na sociedade. Não por acaso, o “tema” da CUT neste ano nada tem a ver com o mundo do trabalho. Adi dos Santos Lima, presidente da central em São Paulo, explica: “A proposta é ir além da tradicional confraternização entre os trabalhadores e dar um passo para refletirmos sobre nossa condição de país afrodescendente e aprofundarmos a integração dos movimentos sociais e centrais sindicais brasileiros e africanos”.

Ah, entendi, seja lá o que isso signifique. Os ditos “movimentos sociais” têm sido muito eficientes, como todos sabemos, em “desequalizar” o que a Constituição igualou, garantindo “direitos especiais” para seus represetados. Agora que está no poder, a CUT não tem mais nada a reivindicar nem do capital nem do estado. Sua tarefa é cassar alguns direitos dos cidadãos comuns.

Por Reinaldo Azevedo

12/02/2011

às 15:11

Um pelegão da CUT

Nada como ver o deputado Vicentinho (PT-SP), um figurão da CUT, como relator da proposta dos R$ 545 do mínimo. Justamente a CUT, a central que antes se propunha a assaltar o céu. “Ah, mas existem razões econômicas que justificam essa escolha…” E quanto é que não houve? Quando o PT era oposição, o governo queria pagar menos porque era perverso? Agora que o PT é situação, o governo quer pagar menos porque é generoso? Ora… Formalmente, a central também pressiona por um mínimo maior, mas fará o que o governo mandar. Por ali, quem não é pelego é sócio do poder. Ponto!

Por Reinaldo Azevedo

28/01/2011

às 20:29

Pelegos desprezíveis, sem vergonha na cara!

A propósito: se o governo federal fizer o que diz que vai fazer, não cederá a nenhuma das reivindicações das centrais sindicais. O que elas vão fazer? Ocupar a Esplanada dos Ministérios? Além de ofender… FHC (que ser deprimente este tal deputado Paulinho!), qual vai ser a outra atitude da Força Sindical? E a CUT, que nasceu para combater o peleguismo?

Essa gente não vai fazer porcaria nenhuma porque está nadando em dinheiro. E quem lhe garantiu a boa vida, sem que precise filiar um maldito trabalhador ou sindicato, foi Lula, com a tal “legalização” das centrais e a manutenção do Imposto Sindical, que não se distingue de um roubo institucionalizado. A canalha não precisa nem prestar conta pelo dinheiro que recebe!

Esses pavões do sindicalismo têm cara de pelegos, jeito de pelegos, pensamento de pelegos e, vejam que coisa!, são mesmo pelegos! É um daqueles momentos em que precisamos de pouca ciência para descobrir o que lhes vai no íntimo porque são, rigorosamente, o que parecem ser!

“E você, Reinaldo? Não vai protestar contra o mínimo de R$ 545?” Eu não! Eu apóio a proposta. Eu sou, dizem eles, um “reacionário”. Os “progressistas” da CUT e da Força  é que dizem não concordar; logo, deveriam ter  vergonha na cara!

Por Reinaldo Azevedo

18/10/2010

às 20:15

Este panfleto, sim, é ilegal!

Na Folha Online. Volto em seguida:

TSE suspende distribuição de impresso feito pela CUT em favor de Dilma

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deferiu em parte o pedido de liminar da coligação de José Serra (PSDB) contra Dilma Rousseff (PT), que afirmava que a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outras entidades sindicais estariam patrocinando a produção de “farto material” impresso para promover a candidata. A liminar também sustentava que as entidades estariam fazendo campanha na internet, em favor da petista.

O TSE determinou que a CUT não distribua mais a edição do “Jornal da CUT” de 28, setembro e que suspenda a divulgação da publicação no seu site. Determinou, ainda, que a CUT suspenda a divulgação em seu site da “Revista do Brasil”, também de outubro, as chamadas e textos das mensagens e que a Editora Gráfica Atitude Ltda. não distribua a “Revista do Brasil” e suspenda a divulgação da publicação na internet.
(…)
foi negado o pedido de liminar para que a CUT e a editora apresentem os documentos referentes à contratação da produção das publicações e a empresa gráfica onde foram confeccionados.

Por ausência de previsão legal e “por não vislumbrar a utilidade da medida de busca e apreensão reclamada”, o ministro Joelson Dias, relator do processo, indeferiu o pedido de que o processo tramite em segredo de justiça, até sua conclusão. “Em regra, os processos judiciais correm publicamente, salvo raras exceções, como nas ações de impugnação de mandato eletivo, o que não é o caso”, observou. A coligação de Serra pediu o pagamento de multas que variam de R$ 5.000 a R$ 30 mil, além do reconhecimento da ilegalidade das publicações.

Comento
O que há em comum entre os panfletos da CUT e o material que a Diocese de Guarulhos tinha mandado imprimir e que foi apreendido pela Polícia Federal? Nada! São coisas diferentes. Aliás, diferentes também são as decisões oficiais tomadas a respeito: discretas no caso da CUT; estrepitosas no caso da Igreja. Não por acaso — ou é por acaso? Sacaram a graça do joguinho de palavras? —, as discretas beneficiam a central do PT; as estrepitosas prejudicam a ala da Igreja Católica que se mobilizou contra a legalização do aborto.

A Igreja Católica não vive de impostos; o dinheiro que recebe vem de doações; não consta em nenhum lugar que não pode orientar seus fiéis sobre qualquer assunto — inclusive eleitoral. A CUT vive do Imposto Sindical. A Lei Eleitoral veda explicitamente a mobilização em favor de candidatos e partidos. O documento daquele setor da Igreja não pede voto, mas estabelece um critério — que é, sim, contra Dilma porque ela defendeu a legalização do aborto; o material da CUT pede votos abertamente para a petista.

Quem comete crime eleitoral, segundo a lei, é a CUT, não aquele setor da Igreja. Não obstante, a se dar crédito ao que informa  aquilo que o PT chama “mídia”, fica parecendo que criminosos são os católicos.

Por Reinaldo Azevedo

12/05/2010

às 18:33

PÔ! ATÉ A CUT DIZ QUE DILMA ESTÁ ERRADA!

O título, evidentemente, é meu e requer a famosa tecla SAP.

No Estadão Online:
Apesar de reconhecer avanços no gerenciamento da economia, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) critica, em documento a ser entregue nesta quarta-feira, 12, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a “autonomia excessiva” do Banco Central (BC). De acordo com a central sindical, a condução da política econômica “baseada em um centralismo e uma autonomia excessiva do Banco Central” funciona como freio ao crescimento econômico e à geração de emprego.

Para a CUT, o Comitê de Política Monetária (Copom) deveria levar em conta na definição da taxa de juros o equilíbrio de três metas: inflação, crescimento e emprego. “O modelo de BC autônomo, em vigor no Brasil desde o final da década de 1990, pressupõe como guia exclusivo de ação a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional. O dilema é o de sempre: até onde a retomada do nível de atividade pode acelerar a inflação? Vale lembrar que os efeitos altos da economia são perversos”, afirma o documento.

O texto faz parte do cenário econômico da reunião da direção nacional da CUT, que ocorre hoje e amanhã, em Brasília. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fará hoje uma palestra aos participantes do encontro.

A questão da autonomia do BC ganhou destaque no cenário político esta semana após o pré-candidato do PSDB José Serra ter dito, na segunda-feira, 10, em entrevista à Rádio CBN, que o presidente deve “fazer sentir sua posição” se a instituição cometer erros. No entanto, sem responder diretamente à questão sobre autonomia, o ex-governador paulista disse que “não haverá virada de mesa”.

Já na terça-feira, 11, o tucano afirmou que o BC “tem de ter autonomia”, mas deve estar “integrado com a política econômica do governo e com o Presidente da República”. “O Banco Central tem de estar voltado para a estabilidade de preços e o desenvolvimento. Por isso, é preciso ter entrosamento.”

Dilma e Marina
No mesmo dia da entrevista de Serra à rádio, sua adversária, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse que considera “importantíssima” a autonomia do BC. E ontem, em Rio Grande (RS), ela defendeu que a instituição mantenha sua atual autonomia operacional sem a necessidade de formalização da independência do órgão. “Não é necessário a gente introduzir nenhuma modificação e não acho prudente mexer em time que está ganhando.”

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu a manutenção da política macroeconômica e a independência não institucional do BC, que, segundo ela, mostraram-se acertadas em tempos de crise. “A experiência brasileira mostra que o caminho da autonomia não institucional é positiva”, afirmou.

Por Reinaldo Azevedo

29/03/2010

às 17:47

O MÉTODO BEBEL, AGORA EM MINAS

Se vocês clicarem aqui, assistirão a um vídeo bastante revelador sobre a forma como “eles” fazem política e entendem a democracia. No dia 16 de março, houve uma manifestação na cidade administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte. Em tese, seriam funcionários públicos protestando contra a política salarial do governo do estado.

Imagens feitas com uma câmera escondida do interior de um ônibus que conduz manifestantes ao protesto evidenciam que pessoas foram aliciadas para o ato mediante o pagamento de R$ 25 por cabeça. Segundo a empresa que alugou o veículo, o contratante foi o Sindicato dos Bancários — ligado à CUT. Vale a pena assistir ao vídeo para constatar o cinismo dessa gente. O diretor da entidade, que aparece dentro do ônibus, quando indagado pela reportagem, diz não ter nada a ver com o caso e indaga: “Cadê a nota fiscal (de contratação do ônibus)?”

A pergunta é interessante porque menos do que negar a evidência, é como se ele se orgulhasse de não ter deixado provas — a despeito do que evidencia a fita.

Como se vê, em São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e em toda parte, a tática é sempre a mesma: pôr os sindicatos a serviço de um partido político, o que é ilegal.

PS: Ah, sim: uma das aliciadoras está com uma camiseta do centenário do Corinthias. Não confundam as coisas, hein!?!?!!? Como a reportagem evidencia com provas, tratou-se de uma tramóia de sindicatos e da CUT. São Paulo, o estado, e Corinthians não têm nada com isso. O Timão tem torcedores no Brasil inteiro. E, bem, vocês sabem: como corintiano, posso dizer que a gente não escolhe os “companheiros” de torcida…

Por Reinaldo Azevedo

 

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