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Che Guevara

17/03/2014

às 15:25

O discurso de Che na ONU e a renitente tara pelo inventor do lema do Viagra… Ou: Pervertidos morais na Cuba de 1964 ou na Venezuela de 2014

Guevara no detalhe da foto que virou ícone: assassino, fedorento e amado

Guevara no detalhe da foto que virou ícone: assassino, fedorento e amado

Há tipos que me dão uma preguiça monumental, gigantesca mesmo! E, quando fico com preguiça, posso endurecer e perder a ternura.

Admiradores de Che Guevara, por exemplo, me deixam com preguiça! Admiram por quê? Deve ser alguma fixação de fundo sexual, sei lá eu. Sabem como é… Aqueles olhos ternos da foto de Alberto Korda… E olhem que a imagem que entrou para a história é só um pedaço da foto original. Alguém foi lá e reparou no moçoilo, pinçou o rosto do bruto e o transformou num ícone. Há na fixação em Che, com todo respeito, uma espécie de boiolagem ideológica (se alguém achou a expressão grosseira, fique com “amor viril ideológico), uma vez que mais os, digamos, “moços revolucionários” do que as moças admiram o “Porco Fedorento”, que odiava com igual fervor duas categorias: banhos e seres humanos. O inventor “avant la lettre” (ou “avant la chose”) do lema perfeito para remédio contra impotência (“Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”) continua a despertar paixões. Ao ponto.

Publiquei neste domingo um post em que chamava a atenção para um texto de apoio publicado na VEJA, junto com a reportagem que informa os privilégios de que José Dirceu e seus amigos petistas gozam na cadeia.

Esse texto de apoio dá destaque a um trecho do discurso que Che Guevara fez na ONU em 1964, em que exalta os fuzilamentos em Cuba. Mais do que isso: o “revolucionário” trata do assunto com orgulho e tenta explicar por que os assassinatos que ele pratica são diferentes dos praticados por outros. Junto com o post, publiquei um vídeo.

Ora, ora, ora… Até parece ser essa a primeira vez que trato do assunto. Já escrevi a respeito num post do dia 17 de abril do ano passado. Já publiquei neste blog A ÍNTEGRA DESSE DISCURSO DE GUEVARA.

Há, sim, um pequeno engano: no vídeo que foi ao ar neste post de domingo, não há o trecho sobre o fuzilamento. Alguns leitores apontaram isso. Outros, ora vejam!, acharam que ali estava a prova de que tanto a VEJA como eu próprio havíamos fraudado a verdade e atribuído a Guevara algo que não dissera. Santo Deus! Ninguém precisa piorar Guevara, nem no cheiro nem na moral. Sua alma não fedia menos do que seu corpo. Imaginem se, CINQUENTA ANOS DEPOIS, eu me atreveria a inventar um discurso que não existiu.

Um leitor, achando que me engana, escreve:
“Talvez eu seja um dos mais ferrenhos antipetistas, mas devemos ser fieis à verdade. Ou estou surdo, ou meu portunhol é tão ruim que em momento algum, neste tempo de discurso, ouvi de Che Guevara que eles fusilavam continuariam fusilando. Penso, que apesar de tudo, devemos ser amantes da verdade. Sou seu fã, meu caro Ricardo Azevedo, mas nessa eu realmente discordo, por não ter ouvido, nestes 6mins20segs. a declaração que está no texto acima. Respeitosamente.”

Bem, vamos lá. Em primeiro lugar, em português, os fuziladores “fuzilam” com “z”, não com “s”. Em segundo, o “Ricardo Azevedo” talvez seja seu “caro”, o “Reinaldo”, certamente, não; em terceiro, estou me lixando se você é antipetista ou não. Não penso nisso quando escrevo. Eu não penso que “devemos ser amantes da verdade, apesar de tudo”. A única coisa decente a fazer é ser amante da verdade ANTES DE TUDO”.

Bem, aqui está a fala do Porco Fedorento exaltando os fuzilamentos. Ele trata do assunto quando responde ao discurso do representante da Venezuela na ONU.

Já expliquei o contexto e explico de novo. Em 1964, a Venezuela era uma democracia, governada por Raúl Leoni, que havia sido eleito em 1963. Sucedia outro governo igualmente sufragado pelo povo, em 1958. Até esse ano, o país havia conhecido apenas nove meses de um governo saído das urnas, entre fevereiro e novembro de 1948.

Muito bem! O governo democrático da Venezuela enfrentava a luta armada de vários grupos terroristas, que se inspiravam em Cuba. E o que fez a ditadura cubana? Acusou, ora vejam!, o governo venezuelano de praticar genocídio… Houve excessos das forças de segurança, admitidos pelo próprio governo, que os condenou. Mas, obviamente, não havia morticínio em massa. Tratava-se apenas de uma das muitas fraudes históricas perpetradas pelas esquerdas.

Pois bem: o governo democrático da Venezuela reagiu à acusação, lembrando que o governo cubano era notório, ele sim, por fuzilar seus adversários. E é então que o Porco Fedorento, o “Chancho”, o poeta do homicídio, aquele que descreveu com incrível prazer o movimento de uma bala que penetra de um lado do crânio e sai do outro (e ele era médico); aquele que confessou ter roubado um relógio de um homem que acabara de matar; aquele que acreditava que o homem deveria se transformar “numa fria e implacável máquina de matar”, motivado pelo ódio, eis que um vagabundo desse naipe afirma o seguinte na ONU (a partir do 36º segundo):

“Nós temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida, que temos expressado sempre diante do mundo: fuzilamentos, sim! Fuzilamos, estamos fuzilando e seguiremos fuzilando até que seja necessário. Nossa luta é uma luta até a morte. Nós sabemos qual seria o resultado de uma batalha perdida e os vermes também têm de saber qual é o resultado da batalha perdida hoje em Cuba. E vivemos nessas condições por imposição do imperialismo norte-americano. Isso, sim, mas assassinatos não cometemos, como comete neste momento a polícia política venezuelana que, creio, recebe o nome de Digepol se não estou mal informado. Essa polícia cometeu uma série de atos de barbárie, de fuzilamentos, ou melhor, de assassinatos, e depois atirou os cadáveres em alguns lugares (…)”

A íntegra do discurso do vagabundo, em espanhol, está aqui. Na sequência, acreditem, ele critica o governo da Venezuela por aquilo que chama censura à imprensa. Em 1964, não só não havia imprensa livre em Cuba como os adversários do regime eram fuzilados, o que ele confessa.

Poucas falas retratam com tanta precisão o horror moral da esquerda armada, e de seus herdeiros intelectuais, como essa. Notem que Che Guevara não acredita na existência de adversários, mas de “vermes”. Ora, se vermes são, então podem e devem ser eliminados. Seus fuzilamentos são parte da luta; os dos outros, crimes. Mais: ele diz que mata porque venceu e proclama que o outro lado faria a mesma coisa se tivesse vencido; logo, sua fala legitima tanto a própria brutalidade como a alheia. E pensar que os partidários desses pulhas ficam hoje, por aí, a arrotar a sua moral vitimista, cobrando reparações. Tivessem ganhado aqui a batalha, Che Guevara informa o que teriam feito com os adversários — e não haveria, por certo, “Comissão da Verdade”. Antes que algum cretino se assanhe a dizer que estou defendendo tortura, digo: “Uma ova!”. Defendem a tortura, o assassinato e o fuzilamento os que perfilam com Che Guevara, não eu. Só estou evidenciando o que queriam aqueles anjos da morte.

Cinquenta anos depois, Nicolás Maduro, em nome de ideais derivados daquele Porco Fedorento, continua a fuzilar pessoas nas ruas. E, herança do mesmo chiqueiro moral, diz que o faz em nome da “revolução bolivariana”, que ele ameaça radicalizar. Luiz Inácio Apedeuta da Silva lhe dá integral apoio. Dilma também. Vale dizer: ambos legitimam a morte de pessoas que só estavam protestando contra uma fraude eleitoral escancarada.

Assim, quando vejo as Dilmas, os Lulas e alguns fantasmas morais do passado a se levantar e a pedir justiça e reparação, indago: em nome de quais valores? “Ah, mas e o deputado Rubens Paiva?” O que tem ele? Foi vítima da brutalidade do regime, tem de ter a sua história contada, e o Estado tem de assumir a sua culpa, como, aliás, aconteceu. Mas nem ele nem ninguém mudam a história de um tempo, mudam os valores que estavam em conflito. E que, atenção!, ainda estão!

Cadê os nossos cultores da verdade, os nossos heróis da reparação, para enviar uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano e seus mortos? Estão calados em seu túmulo moral. Sabem por quê? Porque boa parte dessa gente acha que Maduro tem mais é de fuzilar mesmo. Porque boa parte dessa gente acha que Che Guevara estava certo. Porque boa parte dessa gente acha que humanos são os seus companheiros. Os adversários são apenas “vermes” que merecem morrer.

Encerro
Sobrou alguma dúvida?

Por Reinaldo Azevedo

17/04/2013

às 22:28

Mentes perturbadas

Um cretino me escreve um mensagem furibunda, afirmando que achou sei lá onde o discurso do Porco Fedorento na ONU e que não encontrou o trecho dos fuzilamentos (ver post). Caramba! Há gente que não sabe fazer o “o” com o copo (na versão popular, o povo é mais direto…), mas é cheia de opinião.

Circula por aí uma versão parcial da intervenção do “Chancho”. Na primeira vez em que ocupou a tribuna, não há o trecho. Mas foi contraditado — inclusive pelo representante da Venezuela. Na réplica, ele disse, então, aquelas maravilhas (íntegra das duas falas aqui).

Que tal ler primeiro e opinar depois? Há casos em que me vejo tentado a sugerir que o sujeito vá tratar dos nematódeos, da família dos  oxiurídeos, que lhe atormentam o pensamento, mas me contenho. Elegante, digo apenas: “Contenha a comichão, criatura!”.

Por Reinaldo Azevedo

17/04/2013

às 19:17

Ditador venezuelano anuncia apoio integral de Lula, que aproveitou para atacar os EUA. Há 49 anos, o “Porco Fedorento” proclamava na ONU: “Fuzilamos, estamos fuzilando e fuzilaremos”. É o herói dos nossos progressistas, inclusive do Supercoxinha!

Nojo!

O, atenção para o nome do órgão, Ministério do Poder Popular para a Informação e a Comunicação emitiu um comunicado, em nome do “Governo Bolivariano da Venezuela”, anunciando o apoio integral de Luiz Inácio Apedeuta da Silva ao assassino Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que assumiu o poder em razão de um golpe de estado e nele vai se manter em razão de eleições fraudadas.

Segundo a ditadura, Lula afirmou o seguinte:
“Quando a gente está no cargo de presidente, há coisas que não se podem dizer, por diplomacia, mas, agora, eu posso dizer: de vez em quando, os americanos se dedicam a pôr em dúvida a eleição alheia. Deveriam se preocupar consigo mesmos e deixar que nós elejamos o nosso destino”.

Eis aí. Lula fez essa afirmação no evento de ontem em Belo Horizonte, mais um que comemora os 10 anos do PT no poder. Estava ao lado da presidente Dilma Rousseff, que já havia dado os parabéns ao assassino.

O Apedeuta, como se nota, faz uma alusão às críticas feitas pelos EUA, que pedem a recontagem dos votos, já que há milhares de acusações de fraude, numa eleição já disputada em condições absolutamente desiguais.

Um vídeo
Em dezembro de 1964, Che Guevara, o Porco Fedorento, discursou na ONU em nome do governo cubano. Os mais antigos, como eu, já leram o discurso. Os jovens talvez o ignorem. Ouçam. Volto em seguida.

 

Explico
Em 1964, a Venezuela era uma democracia, governada por Raúl Leoni, que havia sido eleito em 1963. Sucedia outro governo igualmente sufragado pelo povo, em 1958. Até esse ano, o país havia conhecido apenas nove meses de um governo saído das urnas, entre fevereiro e novembro de 1948.

Muito bem! O governo democrático da Venezuela enfrentava a luta armada de vários grupos terroristas, que se inspiravam em Cuba. E o que fez a ditadura cubana? Acusou, ora vejam!, o governo venezuelano de praticar genocídio… Houve excessos das forças de segurança, admitidos pelo próprio governo, que os condenou. Mas, obviamente, não havia morticínio em massa. Tratava-se apenas de uma das muitas fraudes históricas perpetradas pelas esquerdas.

Pois bem: o governo democrático da Venezuela reagiu à acusação, lembrando que o governo cubano era notório, ele sim, por fuzilar seus adversários. E é então que o Porco Fedorento, o “Chancho”,  o poeta do homicídio, aquele que descreveu com incrível prazer o movimento de uma bala que penetra de um lado do crânio e sai do outro (e ele era médico); aquele que confessou ter roubado um relógio de um homem que acabara de matar; aquele que acreditava que o homem deveria se transformar “numa fria e implacável máquina de matar”, motivado pelo ódio, eis que um vagabundo desse naipe afirma o seguinte na ONU (a partir do 36º segundo):

“Nós temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida, que temos expressando sempre diante do mundo: fuzilamentos, sim! Fuzilamos, estamos fuzilando e seguiremos fuzilando até que seja necessário. Nossa luta é uma luta até a morte. Nós sabemos qual seria o resultado de uma batalha perdida e os vermes também têm de saber qual é o resultado da batalha perdida hoje em Cuba. E vivemos nessas condições por imposição do imperialismo norte-americano. Isso, sim, mas assassinatos não cometemos, como comete neste momento a policia política venezuelana que, creio, recebe o nome de Digepol se não estou mal informado. Essa polícia cometeu uma série de atos de barbárie, de fuzilamentos, ou melhor, de assassinatos, e depois atirou os cadáveres em alguns lugares (…)”

A íntegra do discurso do vagabundo, em espanhol, está aqui. Na sequência, acreditem, ele critica o governo da Venezuela por aquilo que chama censura à imprensa. Em 1964, como ele mesmo confessa, não só não havia imprensa livre em Cuba como os adversários do regime eram fuzilados.

Poucas falas retratam com tanta precisão o horror moral da esquerda armada, e de seus herdeiros intelectuais, como essa. Notem que Che Guevara não acredita na existência de adversários, mas de “vermes”. Ora, se vermes são, então podem e devem ser eliminados. Seus fuzilamentos são parte da luta; os dos outros, crimes. Mais: ele diz que mata porque venceu e proclama que o outro lado faria a mesma coisa se tivesse vencido; logo, sua fala legitima tanto a própria brutalidade como a alheia. E pensar que os partidários desses pulhas ficam hoje, por aí,  a arrotar a sua moral vitimista, cobrando reparações. Tivessem ganhado aqui a batalha, Che Guevara informa o que teriam feito com os adversários — e não haveria, por certo, “Comissão da Verdade”. Antes que algum cretino se assanhe a dizer que estou defendendo tortura, digo: “Uma ova!”. Defendem a tortura, o assassinato e o fuzilamento os que perfilam com Che Guevara, não eu. Só estou evidenciando o que queriam aqueles anjos da morte.

Cinquenta anos depois, Nicolás Maduro, em nome de ideais derivados aquele Porco Fedorento, continua a fuzilar pessoas nas ruas. E, herança do mesmo chiqueiro moral, diz que o faz em nome da “revolução bolivariana”, que ele ameaça radicalizar.

Luiz Inácio Apedeuta da Silva lhe dá integral apoio. Dilma também. Vale dizer: ambos legitimam a morte de pessoas que só estavam protestando contra uma fraude eleitoral escancarada.

Assim, quando vejo as Dilmas, os Lulas e alguns fantasmas morais do passado a se levantar e a pedir justiça e reparação, indago: em nome de quais valores? “Ah, mas e o deputado Rubens Paiva?” O que tem ele? Foi vítima da brutalidade do regime, tem de ter a sua história contada, e o Estado tem de assumir a sua culpa, como, aliás, aconteceu. Mas nem ele nem ninguém mudam a história de um tempo, mudam os valores que estavam em conflito. E que, atenção!, ainda estão!

Cadê os nossos cultores da verdade, os nossos heróis da reparação, para enviar uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano e seus mortos? Estão calados em seu túmulo moral. Sabem por quê? Porque boa parte dessa gente acha que Maduro tem mais é de fuzilar mesmo. Porque boa parte dessa gente acha que Che Guevara estava certo. Porque boa parte dessa gente acha que humanos são os seus companheiros. Os adversários são apenas “vermes” que merecem morrer.

É isso aí. Fernando Haddad, o Supercoxinha, diz que sou uma “caricatura de jornalista” porque escrevo textos como este. É um elogio quando vem da boca de um Zé Ruela subacadêmico que escreveu, em 2004, um livro em defesa do socialismo e que, ora vejam!, se diz socialista até hoje. Nunca foi preciso, claro!, que arriscasse, como arrisquei, um fio de cabelo em defesa da sua “luta”. É o socialista que não suja o shortinho. Outros já haviam construído a democracia para ele. Conforta-se em defender um regime assassino lá do seu gabinete, protegido das chuvas e trovoadas.

Che Guevara o representa.

Por Reinaldo Azevedo

20/11/2011

às 7:41

ALÔ, ESTUDANTES QUE REALMENTE ESTUDAM DA UNIRIO E DO BRASIL! A ESQUERDA ESTÁ SE BORRANDO DE MEDO E DECIDIU QUE EU SOU O SEU MAIOR INIMIGO!!! OU: COMENTANDO UM MANIFESTO ANALFABETO DOS ADMIRADORES DO ASSASSINO FEDORENTO

guevara-caveiraUniversitários da Unirio, universitários do Brasil, brasileiros,

Começo este post com a narrativa de um assassinato:
“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”

Essa verdadeira peça da poesia homicida foi produzida por Che Guevara — aquele que detestava banhos e a vida humana, capaz de matar um “companheiro” que pegara um pedaço de pão sem autorização e que achava que o ser humano tem de aprender a odiar para se converter numa “fria máquina de matar”. O que vai acima é trecho de seu diário. Como se nota, além de assassino, ladrão!!! Foi o criador do primeiro campo de concentração na América Latina, ainda em 1960. Quem testemunhou seus métodos não foi nenhum reacionário, não, mas Régis Debray, que conta os detalhes de seu temperamento sórdido em Loués Soient Nos Seigneurs” Por que este breve relato? Che Guevara é a personagem que ilustra uma página de uma turma chamada “Coletivo Vamos à Luta”, que atua também na Unirio, que decidiu escrever um texto me atacando e acusando a chapa “UNIRIO LIVRE” de ser títere deste pobre jornalista. Eu nem conheço a moçada. Nunca falei com ninguém de lá!

O “Coletivo Vamos à Luta” pertence ao PSOL, aquele partido em que nem a Heloísa Helena conseguiu ficar!

Estudantes que estudam estão acordando
A EXTREMA ESQUERDA QUE SEQÜESTRA AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS ESTÁ EM PÂNICO. Os estudantes que estudam estão começando a reagir. Na USP, os fascistas deram um golpe e prorrogaram o próprio mandato, cassando as eleições. É que iriam perder a eleição para a chapa “Reação”. Então os generais do PSOL, do PSTU, do PCdoB, do PT, da LER-QI e de outras minoridades decretaram o
AI-5 uspiano, cassando o direito ao voto de 89 mil estudantes. Estão bravos comigo porque estou noticiando a existência de alternativas. A propósito: a direção do DCE da USP está com o PSOL, a mesma turma do manifesto de agora.

Para os extremistas do sucrilho e do toddynho, tudo estava no seu devido lugar. O DCE era deles e pronto! Tratava-se de uma disputa entre primos que não se entendem muito bem. Estão divididos em vários partidos. Geralmente, a razão da dissensão está na Rússia revolucionária!!! O que isso tem a ver com a sua vida real, estudante que estuda? Nada! Bastou que eu desse aqui a simples notícia de QUE EXISTE UMA CHAPA QUE NÃO É DE ESQUERDA DISPUTANDO O DCE DA UNIRIO e pronto! Virei alvo dos “bolcheviques” de Ipanema, Copacabana e Leblon! Em São Paulo, os “revolucionários” costumam morar no Alto de Pinheiros, Butantã, Pacaembu… Pobreza de verdade, eles desconhecem. São antes agentes da folclorização da miséria para alimentar a sua culpada pureza revolucionária!

Vamos nos divertir
Quero me divertir um pouco — no post abaixo, revelo por que essa gente odeia os alunos de verdade! — comentando alguns trechos do “Manifesto Anti-Reinaldo Azevedo”. Seguem em vermelho. Divirto-me (e divertimo-nos) em azul.

A revista Veja está em campanha apoiando chapas nas entidades estudantis por todo país. Seu cabo eleitoral é Reinaldo Azevedo, aquele que passou de ex-líder estudantil de esquerda ao mais reacionário articulista da direitopatia tupiniquim.  Na Unirio apoiam a chapa “UNIRIO LIVRE”, de oposição a atual gestão de esquerda do DCE (leia em http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tambem-a-unirio-pode-se-libertar-dos-seus-sequestradores/).
Um comunista mentir não é inédito. A VEJA, que eu saiba, não apóia ninguém. Quem decidiu jogar luzes sobre essas disputas fui eu. Essa gente se toma como medida de todas as coisas. Como todos ali são paus mandados de partidos e seitas de extrema esquerda, entendem que não pode haver independência em lugar nenhum. Mas eu gostei mesmo foi de vê-los empregando o termo “direitopatia”. Isso quer dizer que eles já estão me copiando, já que o termo “esquerdopatia”, assim como “petralha”, se espalha blogosfera afora. Aliás, para minha satisfação, “petralha” já foi até dicionarizado.

Os não-esquerdistas da “Aliança Pela Liberdade” venceram a eleição na Universidade de Brasília. Eu nunca havia escrito sobre eles. O que fiz foi aplaudir a sua vitória. E noticiei a existência da chapa “Reação” na USP e da “UNIRIO LIVRE”. Também a grande imprensa está coalhada de esquerdistas, como todos sabem. Essas chapas formadas por “alunos que estudam” costumam ser maltratadas por repórteres, que, muitas vezes, eram invasores de reitoria até anteontem. Eu sei de um caso escandaloso de uma moça que migrou da reitoria para a redação… O que fiz foi tratá-las com dignidade. Só isso! E VEIO O PÂNICO. As esquerdas se uniram na USP para dar um golpe e, segundo percebo, estão se borrando de medo na UNIRIO. Atenção para o que vem agora.

Nos últimos meses, Reinaldo Azevedo se detém sobre a situação das universidades e eleições estudantis. Trata de unir as chapas yuppies em um único movimento, visando sua articulação orgânica nacional. Por isso, saúda com um estridente Anauê integralista as chapas de direita que disputaram a UFRGS, ganharam o DCE da UnB e os Reacionários da USP. Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerda que enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.
Não! Venho escrevendo a respeito nos últimos dias, notadamente depois que uma súcia de fascistas encapuzados invadiu a reitoria da USP. “Chapas yuppies”??? Santo Deus! Não é de estranhar que a vanguarda revolucionária do século 19 ainda tenha alguns inimigos do fim do século 20… “Articulação orgânica”? Esses pobres coitados intelectuais usam termos de esquerda cujo significado desconhecem. O “anauê” era a saudação integralista, do fascismo verde-amarelo, que era antiliberal, nacionalista e, no limite, anticapitalista, como todo fascismo. Ora, se eu sou, como acusam, um “neoliberal”, então não posso ser nacionalista; por neoliberal, também não posso ser anticapitalista. O que eu posso fazer para o bem desses rapazes e moças (provavelmente, nem tão “rapazes” nem tão “moças”, já que são profissionais de causas…)? Sugerir que vão estudar história. E, pelo amor de Deus!, estudem um pouco de gramática. Participei, sim, do movimento estudantil. Mas não era ANALFABETO DE TERCEIRO GRAU.

Leiam isto: “Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerda que enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.” Que língua é essa, Jesus Cristo? O certo é “tirando-OS das mãos da esquerda”. A propósito: qual é o sujeito daquele anacoluto “também não se curva ao PSDB/DEM”? VÃO ESTUDAR!!! VÃO LER!!! VÃO SE INSTRUIR!!! VOTEM VOCÊS TAMBÉM NA “UNIRIO LIVRE”!!! LIBERTEM-SE DA TEIA DA IGNORÂNCIA!!!

Em seguida, os bravos analfabetos do Coletivo de Esquerda demonstram que entendem da realidade o que entendem de gramática. Acusam-me de ser um perigoso agente de multinacionais interessadas na privatização da educação. Uau!!! Um intelectual petista energúmeno já me acusou de ser agente da CIA. Outros tantos dizem que sou ligado ao serviço secreto de Israel (!!!). É tudo tão secreto que nem eu sabia disso! Agora, os partidários do assassino fedorento descobriram que estou querendo privatizar a universidade pública. E os meus “operadores” seriam as chapas não-esquerdistas.

Esses tontos me acusam, no fundo, de ser uma INTERFERÊNCIA EXTERNA NA UNIVERSIDADE. Eu? Não mesmo! EU APÓIO OS ESTUDANTES QUE ESTUDAM!
- Interferência externa é ser membro do PSOL e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSOL!
- Interferência externa é ser membro do PSTU e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSTU!
- Interferência externa é ser membro do PT e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PT!
- Interferência externa é ser membro do PCdoB e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCdoB!
- Interferência externa é ser membro do PCO e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCO!
- Interferência externa é ser membro da LER-QI e tentar submeter alunos e professores às escolhas da LER-QI!

Eu defendo que as entidades estudantis sejam dirigidas por estudantes interessados nos problemas dos… estudantes! Como sou esquisito, não!?

Agora prestem atenção a esse momento quase poético do manifesto:
“Os defensores do atraso teimam em afirmar a atuação do individuo isolado, desejam negar a existência da luta classes e das mobilizações coletivas. Mas as praças do mundo são um espectro que atormenta o irracionalismo deles: milhares e milhares lotando Tahir, Puerta del Sol ou Wall Street; greves gerais escritas em Grego, Italiano, Inglês e Português. Em todos os cantos surgem indignados que estão de saco cheio de gente como Reinaldo Azevedo e os mercados que ele tanto defende. São as maiorias ex-silenciosas que tomaram as ruas em todos os continentes, questionado o sistema capitalista e procurando uma alternativa. E, que nos desculpem os jovens integralistas da Veja, isso tende a continuar. Aliás, Amanhã vai ser maior.”
Uiuiui… Associar os eventos no mundo árabe aos protestos dos esquisitos de Wall Street é, que me desculpem eles, coisa de delinqüentes intelectuais, que não entenderam o que se passa nem de um lado nem de outro. Há três dias, a Praça Tahir voltou a ficar lotada. Era uma convocação feita pela Irmandade Muçulmana. Se e quando ela chegar ao poder, os primeiros que vão para a forca são os comunistas cretinos, como os que escrevem essa bobajada. Vejam o que aconteceu com a revolução islâmica no Irã. Não, bestalhões! Os que não estão pedindo teocracia nos países árabes estão justamente pedindo… capitalismo, democracia e sociedade de consumo!!! Tudo o que vocês odeiam. Eu sou pessimista. Acho que, no médio prazo, os pró-Ocidente perderão, infelizmente, a luta para os religiosos. Queridos amigos me dizem que estou errado. Tomara!

Quanto a Wall Street e aos protestos em outros países da Europa… Quem ali está pedindo socialismo? Onde estão os movimentos de “greve geral”? Que diabo vocês andam tomando no café da manhã, além de sucrilho e toddynho?

“Indignados com o saco cheio de Reinaldo Azevedo”? Devem existir mesmo, né? Se eu fosse meu adversário ideológico, também não gostaria de mim… O que me pergunto é por que vocês estão com tanto medo. Se vocês são tão queridos PELO CONJUNTO DOS ESTUDANTES — e não apenas pela meia-dúzia de sectários que têm o mesmo delírio —, por que o receio? A alternativa ao capitalismo já foi testada, seus tontos! Matou 25 milhões na URSS, 70 milhões da China, 3 milhões no Camboja…

“Ah, mas desta vez será diferente…” Ainda que fosse possível e que o movimento de vocês tivesse futuro, a gente nota como será diferente, não é mesmo? Vocês são incapazes de tolerar uma única chapa não-esquerdista! Ficam logo enxergando conspirações. É o caminho aberto para o assassinato de adversários. Ora, já que são maus e conspiradores, que sejam eliminados! E isso nos devolve àquele trecho do herói de vocês, relatando como atirou na têmpora de alguém que já havia sido rendido e ainda lhe roubou os pertences.

Encerram o texto  assim:
Apesar de toda gritaria histérica e inútil de Reinaldo Azevedo, seguiremos na luta. Somos os 99%. Os nossos sonhos não cabem na Veja. Ela não sequestrará nossa indignação.
Nossa! Como eles são cheios de moral e indignação! São os 99%??? Não sejam ridículos!
- Se são 99%, tenham a coragem de fazer assembléias realmente democráticas;
- se são 99%, tenham a coragem de ouvir o que pensa a maioria silenciosa;
- se são 99%, tenham a coragem de instituir um sistema de tomada de decisão em que cada aluno valha um voto! Mas isso vocês não farão porque são covardes!

99%??? Plínio de Arruda Sampaio, o candidato da turma do Coletivo de Esquerda, teve 0,87% dos votos nas eleições presidenciais! O PSOL pode achar que está bom, né? Afinal, ele ficou em quarto lugar!!! Esse é o seu real tamanho!

Eu estou me divertindo muito com tudo isso. Ao condenar os fascistas encapuzados da USP e seus métodos truculentos e ao simplesmente informar que existe uma chapa de não-esquerdistas disputando o DCE da Unirio, não sabia que provocaria tamanho desespero. Na USP, as esquerdas se uniram e deram um golpe; na UnB, fui atacado pelos derrotados na solenidade de posse da chapa vencedora; na Unirio, virei personagem de uma teoria conspiratória que me dá uma importância no movimento de libertação que obviamente não tenho.

Eu sei que é bastante difícil desalojar esses partidos que aparelham as universidades. Mas os vitoriosos da UnB demonstram que isso é possível! Eles, sim, são os verdadeiros heróis do que pode vir a ser um movimento: o movimento dos estudantes que estudam!

Libertem-se, estudantes do Brasil!
Libertem-se, estudantes da Unirio!
Por uma “UNIRIO LIVRE”!!!

Por Reinaldo Azevedo

30/06/2011

às 6:01

Filha de Che explica por que partido único é uma coisa boa e por que o Porco Fedorento era, de algum modo, superior a Cristo

Cuba é uma democracia exemplar. O socialismo garante o poder e a felicidade do povo. Não existem presos políticos na ilha. Os que estão no cárcere são todos terroristas.  Mas o paraíso corre alguns riscos: as pessoas que hoje trabalham por sua própria conta podem se tornar egoístas. Quem afirma tudo isso? A médica Aleida Guevara, filha de Che, o Porco Fedorento, a “eficiente máquina de matar”. Vejam também por que Guevara está acima de Jesus Cristo. Ela concedeu entrevista a Eleonora de Lucena, da Folha:

Folha – Como vão as coisas em Cuba?
Aleida Guevara -
Buscamos solucionar problemas. O Estado não pode seguir sustentando quem trabalha sem produzir. Quando perdemos o campo socialista europeu, Cuba sofreu uma crise brutal, e o Estado amparou todos por todo esse tempo. A situação da economia interna melhorou -logo, há possibilidades para que essas pessoas trabalhem independentemente.

Foi aberta a possibilidade da propriedade privada de imóveis e carros.
Digamos que não é propriedade privada. Se eu tivesse pago por um carro, era meu, mas eu não podia vendê-lo. Agora posso, legalmente.

Não acha que isso conflita com o princípio socialista?
Não. O Estado segue sendo socialista porque não há privatização nos grandes meios de produção. Nisso não se tocou e não se vai tocar. O povo cubano segue sendo dono de tudo o que se produz no país.
A questão não está em vender a tua casa ou o teu carro, o que é bom que possamos fazer livremente. A questão está em que agora há trabalhadores por conta própria. Esses vão buscar seu benefício pessoal. Meu temor pessoal como cidadã -não tenho nada a ver com a direção do governo cubano; sou uma médica- é que as pessoas que comecem a trabalhar para si mesmas percam um pouco a consciência social. O homem pensa segundo vive. Se você só vive interessado em melhorar sua casa, a vestimenta, em ter dinheiro no bolso, esquece que a escola infantil da esquina, dos seus filhos, precisa de uma mão de pintura.

Como a sra. responde à afirmação de que Cuba é uma ditadura?
É total falta de conhecimento da realidade cubana. Temos eleições populares, muito mais democráticas que as de qualquer outro país. O povo elege diretamente seus candidatos, desde a base.

Mas o partido é único.
O partido não tem nada que ver com as eleições. O partido é o dirigente. As eleições são de baixo, do povo.
(…)
Como justificar a oposição, os presos políticos?

Presos políticos são presos por ideias. Em Cuba, não existem. Há presos por ações contra o povo, como pôr veneno na água de uma escola, tentar incendiar a telefonia. É terrorismo. Há mercenários pagos por EUA e europeus por passar ao FBI informações que prejudicam o país.

E as damas de branco?
São uma vergonha para mim como mulher. O que pedem? Que se deixem livres assassinos, terroristas, pessoas que atacaram a economia de seu próprio povo, mercenários que se venderam aos interesses de EUA e Europa?
Por que não valorizam a sociedade que cuida da pessoa desde que nasce até o fim da vida? Onde a educação é gratuita, não importa se és dama de branco, preto ou verde? Não posso respeitá-las.

Há democracia em Cuba?
A democracia é o poder do povo. E um Estado de direitos para todos os cidadãos. Isso em Cuba existe. O que o povo diz é o que se faz. O povo tem sempre a última palavra.
(…)
Como é lidar com o mito Che?

Mito, não. Quando se fala de Cristo, ele é muito distante do ser humano, não se sabe se existiu ou não. Che não pode se converter em um mito. Era um homem como qualquer um de nós. Isso é o que o faz bonito, completo: sendo humano, com todos os problemas e deficiências, soube ser um ser humano melhor. O que queremos é seguir esse exemplo de vida, de ação, de honestidade, de integridade.
(…) Aqui

Por Reinaldo Azevedo

28/06/2011

às 16:29

Che, um homem afetivo

Quem conheceu bem a sensibilidade de Che Guevara foi o cineasta e escritor cubano Henrique Pineda Barnet, que documentou como ninguém os hábitos do “revolucionário”, já que atuou como professor de crianças e adultos em Sierra Maestra. Tinha muitas fotos, que sumiram misteriosamente. Che levava a sério a sua máxima de que o revolucionário tinha de se transformar numa fria máquina de matar, movida pelo ódio. Punha em prática a sua teoria quase sempre com a vítima vendada, de mãos atadas, nas costas. Não era de seu estilo matar em combate, entendem? Che gostava mesmo era da “camaradagem viril” no coração das trevas, da convivência testorônica com a macharia revolucionária. Com os companheiros, era de uma doçura invulgar. Ele entrava com a ternura. Barnet tinha isso tudo documentado. O material foi misteriosamente roubado. Um repórter amigo entrevistou o cineasta certa feita e, numa conversa informal, convidou-o a definir a relação com Che: “Era um coito permanente na selva”. Os cineastas e suas metáforas…

Por Reinaldo Azevedo

28/06/2011

às 15:21

Endurecendo com Che sem perder a ternura

Saco! Tava sem Internet. Voltou agora. Bem, bem, bem, não é que há gente sinceramente indignada ao ver Che Guevara de batom (posts abaixo)? Os mesmos que protestam são os que me acusam de ser do Opus Dei porque rechaço a apropriação, digamos, homoerótica de São Sebastião e São João Batista. Não pertenço ao Opus Dei, e isso é um fato. Mas e se pertencesse? Não é ilegal, não é imoral nem engorda. Sim, tenho amigos que pertencem à Obra. E daí? Amigo maconheiro, não tenho nenhum. Lamento… Volto ao Che: qual é o problema? O que estão tentando me dizer? Que ícones católicos podem ser apropriados pela militância gay, mas não os do socialismo? Então estaria Che proibido de endurecer sem perder a ternura? Bem, é chegada a hora de fazer uma revelação que vem lá do coração das trevas de Sierra Maestra. No próximo post.

Por Reinaldo Azevedo

25/04/2010

às 6:43

CAMPANHA DE DILMA CONVOCA OS JOVENS NA INTERNET EM NOME DESTE HERÓI. PAIS, PROTEJAM SEUS FILHOS!

O PT decidiu usar a imagem do assassino Che Guevara para, segundo consta, atrair os jovens eleitores para a campanha de Dilma Rousseff. O Porco Fedorento é apresentado como sinônimo de idealismo. Então tá bom…

Che, evidentemente, é co-responsável pelos milhares de mortes da “revolução” cubana: 17 mil execuções e mais de 80 mil tentando fugir da ilha.  Mas Há aqueles que ele matou pessoalmente, puxando mesmo o gatilho, e também os que foram executados sob a sua ordem direta.

Che, o herói da campanha petista, gostava de matar.

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Na primeira foto, o capitão Garcia Olayón é fuzilado em Santa Clara,  sob o comando de Che Guevara (ver lista abaixo). Depois, um dos comandados do Porco Fedorento, René Rodriguez Cruz, arremata a obra com tiro na cabeça da vítima. Reparem no ar de compenetrado progressismo do assassino

O Porco Fedorento sabia ainda ser um poeta da morte. A campanha de Dilma Rousseff está convidando os jovens brasileiros a participar dessa metafísica moral! Leiam:

“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”

É trecho do diário de Che!
Que estilo!
Que graça narrativa!
Que assassinato ético!
Que execução pudorosa!
Séculos de humanismo resumidos num único tiro!
Que sensibilidade!
Quanta graça para “acabar com um problema”!
Um verdadeiro herói!
E ainda roubava o morto!!!
Que precisão técnica tinha o quase-médico ao descrever a trajetória da bala que ele mesmo fizera perfurar o crânio do outro!
A vítima “arquejou um pouco”. O porco só conseguia tratar homens como porcos.

Abaixo, segue a lista das suas vítimas, com a data (mês, dia e ano) da execução. Ao longo de 10 meses à frente da Forteleza de la Cabaña (ver abaixo), Che mandou fuzilar 179 pessoas — média de quase 18 por mês. Era um sangue-dependente! Eis o herói que o PT vende para a juventude! Protejam seus filhos!

A LISTA DOS MORTOS COM ENVOLVIMENTO DIRETO DE GUEVERA
Executados pessoalmente por Che em Sierra Maestra entre 1957 e 1958:
1. Aristio – 10-57
2. Manuel Capitán – 1957
3. Juan Chang – 9-57
4. “Bisco” Echevarría Martínez – 8-57
5. Eutimio Guerra – 2-18-57
6. Dionisio Lebrigio – 9-57
7. Juan Lebrigio – 9-57
8. El ” Negro ” Napoles- 2-18-57
9. “Chicho ” Osorio – 1-17-57
10. Um professor não identificado (“El Maestro”) – 9-57
11-12. Dois irmãos considerados espiões -9-57
13-14 Dois camponeses não-identificados -4-57

Executados pessoalmente por Che ou sob suas ordens durante seu breve comando em Santa Clara (entre os dias 1º e 3 de Janeiro de 1959)
1. Ramón Alba – 1-3-59**
2. José Barroso- 1-59
3. Joaquín Casillas Lumpuy – 1-2-59**
4. Félix Cruz – 1-1-59
5. Alejandro García Olayón – 1-31-59**
6. Héctor Mirabal – 1-59
7. J. Mirabal- 1-59
8. Felix Montano – 1-59
9. Cornelio Rojas – 1-7-59**
10. Vilalla – 1-59
11. Domingo Alvarez Martínez 1-4-59**
12. Cano del Prieto -1-7-59**
13. José Fernández Martínez-1-2-59
14. José Grizel Segura-1-7-59** ( Manacas)
15. Arturo Pérez Pérez-1-24-59**
16. Ricardo Rodríguez Pérez-1-11-59**
17. Francisco Rosell -1-11-59
18. Ignacio Rosell Leyva -1-11-59
19. Antonio Ruíz Beltrán -1-11-59
20. Ramón Santos García-1-12-59
21. Pedro SocarrásS-1-12-59**
22. Manuel Valdés – 1-59
23. Tace José Veláquez -12-59**
**Che ordenou a pena de morte antes de deixar Santa Clara

Execuções documentadas na prisão Fortaleza de la Cabaña, sob o comando de Che, entre 3 de Janeiro e 26 de novembro de 1959
1. Vilau Abreu – 7-3-59
2. Humberto Aguiar – 1959
3. Garmán Aguirre – 1959
4. Pelayo Alayón – 2-59
5. José Luis Alfaro Sierra – 7-1-59
6. Pedro Alfaro – 7-25-59
7. Mriano Alonso – 7-1-59
8. José Alvaro – 3-1-59
9. Alvaro Anguieira Suárez – 1-4-59
10. Aniella – 1959
11. Mario Ares Polo- 1-2-59
12. José Ramón Bacallao – 12-23-59**
13. Severino Barrios – 12-9-59**
14. Eugenio Bécquer – 9-29-59
15. Francisco Bécquer – 7-2-59
16. Ramón Biscet– 7-5-59
17. Roberto Calzadilla – 1959
18. Eufemio Cano – 4-59
19. Juan Capote Fiallo – 5-1-59
20. Antonio Carralero – 2-4-59
21. Gertrudis Castellanos – 5-7-59
22. José Castaño Quevedo – 3-6-59.
23. Raúl Castaño – 5-30-59
24. Eufemio Chala – 12-16-59**
25. José Chamace – 10-15-59
26. José Chamizo – 3-59
27. Raúl Clausell – 1-28-59
28. Angel Clausell – 1-18-59
29. Demetrio Clausell – 1-2-59
30. José Clausell-1-29-59
31. Eloy Contreras- 1-18-59
32. Alberto Corbo – 12-7-59**
33. Emilio Cruz Pérez – 12-7-59**
34. Orestes Cruz – 1959
35. Adalberto Cuevas – 7-2-59**
36. Cuni – 1959
37. Antonio de Beche – 1-5-59
38. Mateo Delgado-12-4-59
39. Armando Delgado – 1-29-59
40. Ramón Despaigne – 1959
41. José Díaz Cabezas 7-30-59
42. Fidel Díaz Marquina – 4-9-59
43. Antonio Duarte – 7-2-59
44. Ramón Fernández Ojeda – 5-29-59
45. Rudy Fernández – 7-30-59
46. Ferrán Alfonso – 1-12-59
47. Salvador Ferrero – 6-29-59
48. Victor Figueredo – 1-59
49. Eduardo Forte – 3-20-59
50. Ugarde Galán – 1959
51. Rafael García Muñiz – 1-20-59
52. Adalberto García 6-6-59
53. Alberto García – 6-6-59
54. Jacinto García – 9-8-59
55. Evelio Gaspar – 12-4-59**
56. Armada Gil y Diez y Diez Cabezas- 12-4-59**
57. José González Malagón – 7-2-59
58. Evaristo Benerio González – 11-14-59
59. Ezequiel González-59
60. Secundino González – 1959
61. Ricardo Luis Grao – 2-3-59
62. Ricardo José Grau – 7-59
63. Oscar Guerra – 3-9-59
64. Julián Hernádez -2-9-59
65. Francisco Hernández Leyva – 4-15-59
66. Antonio Hernández – 2-14-59
67. Gerardo Hernández – 7-26-59
68. Olegario Hernández – 4-23-59
69. Secundino Hernández – 1-59
70. Rodolfo Hernández Falcón – 1-9-59
71. Raúl Herrera -2-18-59
72. Jesús Insua-7-30-59
73. Enrique Izquierdo- 7-3– 59
74. Silvino Junco – 11-15-59
75. Enrique La Rosa- 1959
76. Bonifacio Lasaparla- 1959
77. Jesús Lazo Otaño -1959
78. Ariel Lima Lago – 8-1-59- (Menor)
79. René López Vidal -7-3-59
80. Armando Mas – 2-17-59
81. Ornelio Mata- 1-30-59
82. Evelio Mata Rodriguez- 2-8-59
83. Elpidio Mederos -1-9-59
84. José Medina -5-17-59
85. José Mesa 7-23-59
86. Fidel Mesquía Díaz 7-11-59
87. Juan Manuel Milián – 1959
88. Jose Milián Pérez – 4-3-59
89. Francisco Mirabal – 5-29-59
90. Luis Mirabal – 1959
91. Ernesto Morales – 1959
92. Pedro Morejón – 3-59
93. Carlos Muñoz M.D.- 1959
94. César Nicolardes Rojas- 1-7-59
95. Víctor Nicolardes Rojas- 1-7-59
96. José Nuñez – 3-59
97. Viterbo O’Reilly – 2-27-59
98. Félix Oviedo – 7-21-59
99. Manuel Paneque – 8-16-59
100. Pedro Pedroso – 12-1-59**
101. Diego Pérez Cuesta – 1959
102. Juan Pérez Hernández – 5-29-59
103. Diego Pérez Crela – 4-3-59
104. José Pozo – 1-59
105. Emilio Puebla – 4-30-59
106. Alfredo Pupo – 5-29-59
107. Secundino Ramírez – 4-2-59
108. Ramón Ramos – 4-23-59
109. Pablo Ravelo Jr. – 9-15-59
110. Rubén Rey Alberola – 2-27-59
111. Mario Risquelme – 1-29-59
112. Fernando Rivera – 10-8-59
113. Pablo Rivero- 5-59
114. Manuel Rodríguez – 3-1-59
115. Marcos Rodríguez -7-31-59
116. Nemesio Rodríguez – 7-30-59
117. Pablo Rodriguez – 10-1-59
118. Ricardo Rodriguez – 5-29-59
119. Olegario Rodriguez Fernández-4-23-59
120. José Saldara – 11-9-59
121. Pedro Santana – 2-59
122. Sergio Sierra – 1-9-59
123. Juan Silva – 8-59
124. Fausto Silva – 1-29-59
125. Elpidio Soler- 11-8-59
126. Jseús Sosa Blanco – 2-8-59
127. Renato Sosa- 6-28-59
128. Sergio Sosa – 8-20-59
129. Pedro Soto – 3-20-59
130. Oscar Suárez – 4-30-59
131. Rafael Tarrago – 2-18-59
132. Teodoro Tellez Cisneros- 1-3-59
133. Francisco Tellez-1-3-59
134. José Tin- 1-12-59
135. Francisco Travieso -1959
136. Leonrardo Trujillo – 2-27-59
137. Trujillo – 1959
138. Lupe Valdéz Barbosa – 3-22-59
139. Marcelino Valdéz – 7-21-59
140. Antonio Valentín – 3-22-59
141. Manuel Vázquez-3-22-59
142. Sergio Vázquez-5-29-59
143. Verdecia – 1959
144. Dámaso Zayas -7-23-59
145. José Alvarado -4-22-59
146. Leonoardo Baró- 1-12-59
147. Raúl Concepción Lima – 1959
148. Eladio Caro – 1-4-59
149. Carpintor – 1959
150. Carlos Corvo Martíenz – 1959
151. Juan Guillermo Cossío – 1959
152. Corporal Ortega – 7-11-59
153. Juan Manuel Prieto – 1959
154. Antonio Valdéz Mena – 5-11-59
155. Esteban Lastra – 1-59
156. Juan Felipe Cruz Serafín-6-59**
157. Bonifacio Grasso – 7-59
158. Feliciano Almenares – 12-8-59
159. Antonio Blanco Navarro – 12-10-59**
160. Albeto Carola – 6-5-59
161. Evaristo Guerra- 2-8-59
162. Cristobal Martínez – 1-16-59
163. Pedro Rodríguez – 1-10-59
164. Francisco Trujillo- 2-18-59
** Che ordenou a execução, mas ela se efetivou depois que ele havia deixado o comando
O New York Times da época noticiou outras 15 execuções, mas se desconhecem os nomes das vítimas.

Por Reinaldo Azevedo

 

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