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Posts com a tag ‘Chávez’

CHÁVEZ E O TERRORISMO: OS PANOS QUENTES

terça-feira, 2 de março de 2010 | 16:58

Da Agência EFE. Comento em seguida:
O chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, afirmou nesta terça-feira, 2, que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, demonstrou “vontade de cooperar” para esclarecer as acusações de que o governo de Caracas teria ajudado o grupo separatista ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a estabelecerem uma aliança.

Moratinos informou que manteve uma conversa telefônica com Chávez no final da noite da segunda-feira e que o líder venezuelano afirmou ter “rejeição” ao conteúdo das acusações, feitas por um juiz da Espanha, além de ter manifestado desejo de afastar “totalmente” as dúvidas sobre sua suposta cooperação com a ETA.

O ministro espanhol falou sobre o assunto em entrevista coletiva em Yerevan, capital da Armênia, país que visita na condição representante da União Europeia, que atualmente é presidida pela Espanha.

Segundo Moratinos, a Espanha reagirá assim que a Venezuela der as explicações que o chefe do Executivo, José Luis Rodríguez Zapatero, reivindicou após as acusações. O chefe da diplomacia espanhola também falou com seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, que adotou postura semelhante à de Chávez.

Além de expressar sua rejeição às acusações e disposição a esclarecer o assunto, Maduro disse que acredita que o caso não vai afetar as boas relações entre os dois governos.

Na segunda-feira, Chávez negou o envolvimento da Venezuela sobre uma suposta cooperação com os movimentos armados da Espanha e da Colômbia. “Nós não apoiamos as Farc e a ETA, nem as guerrilhas e nem o terrorismo”, disse o venezuelano após se encontrar com o novo presidente do Uruguai, José Mujica.

Chávez ainda disse que sua relação é “com todos os governos do mundo”, inclusive o da Espanha, ao mesmo tempo que ironizou as denúncias que o vinculam com grupos armados internacionais. “Foi dito que há células do Hezbollah na Venezuela, quase que Osama Bin Laden chegou lá e ainda dizem que construímos uma bomba atômica com o Irã. Isso é para rir, e espero que as pessoas inteligentes desse mundo tratem essas informações como devem ser tratadas”, disse.

O auto do juiz Eloy Velasco assinala que há indícios de cooperação da Venezuela com uma suposta aliança estabelecida entre a ETA e as Farc, que tinham intenção de atentar, na Espanha, contra altos cargos da Colômbia, incluindo o presidente Álvaro Uribe. Velasco enviou a Moratinos um documento que foi repassado à Venezuela, requisitando formalmente as explicações das autoridades do país sobre a suposta colaboração.

Comento
Moratinos, lamento dizer, não é flor que se cheire — ou melhor: pertence à florada “progressista” dos Partido Socialista da Espanha e tem simpatia mais do que indiscreta por esses governos latino-americanos que resolveram reinventar a roda da democracia. A sua fala em relação a Chávez, como se nota, é bastante mansa. Típica de um ministro das Relações Exteriores?

Mais ou menos, né? Ele esteve entre aqueles que não tiveram nenhuma moderação quando se tratou de condenar Honduras por ter posto para correr o golpista chavista Manuel Zelaya. Não chegou a ser, assim, um Celso Amorim — porque o próprio Chávez quase se vê obrigado a recomendar calma ao nosso nanico radical —, mas não ficou muito longe.

Quanto à acusação em si, vamos botar as coisas em seu devido lugar. Há indícios de conluio entre os chavistas e o terroristas do ETA. No caso dos vínculos com as Farc, há mais do que isso: há provas. E que não surgiram na investigação feita por autoridades espanholas. Armas privativas do Exército da Venezuela foram apreendidas com os terroristas da Colômbia. Há correspondência entre os terroristas relatando a negociação com militares próximos a Chávez.

Quem dá suporte a uma grupo terrorista dá suporte ao terrorismo. Como diria Lula, nessas coisas, a gente tem de ser “muito simples”…

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Por Reinaldo Azevedo

JUIZ ESPANHOL ACUSA CHÁVEZ DE CUMPLICIDADE COM TERRORISMO DAS FARC E DO ETA

terça-feira, 2 de março de 2010 | 4:37

Caros, vai o texto em espanhol, mas dá para entender perfeitamente bem:

Por Yoldi, no El País:
La Audiencia Nacional tiene indicios de que hubo una “cooperación gubernamental venezolana en la ilícita colaboración entre las FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia) y ETA”, especialmente por medio del etarra Arturo Cubillas Fontán, responsable del colectivo de ETA en esa zona de América y que en 2005 fue nombrado director adscrito a la Oficina de Administración y Servicios del Ministerio de Agricultura y Tierras de Venezuela. Así consta en el auto del juez Eloy Velasco, que ha procesado por tenencia de explosivos, colaboración con banda terrorista y conspiración para cometer homicidios terroristas a seis presuntos miembros de ETA y siete de las FARC.

ETA se comprometió a localizar objetivos terroristas para las FARC en España

El magistrado ha remitido su resolución a los ministerios de Asuntos Exteriores y de Interior españoles para que realicen gestiones ante las autoridades cubanas y, especialmente, ante las venezolanas, para que éstas cooperen y procedan a la extradición de algunos de los procesados, en especial Cubillas, “pues obran diligencias en este procedimiento que ponen de manifiesto la cooperación gubernamental venezolana en la ilícita colaboración entre las FARC y ETA”.

Ayer mismo, el ministro Miguel Ángel Moratinos llamó a Chávez para pedir explicaciones sobre esta cuestión.

Cubillas, responsable del colectivo de ETA en Venezuela, participó de forma decisiva, según el auto, en la intensificación de contactos entre ETA y las FARC. Por un lado, varios miembros de ETA recibieron cursos de adiestramiento militar en campamentos de las FARC en la selva colombiana y, como contrapartida, ETA se comprometió a la localización en España de objetivos de acción terrorista por parte de los colombianos. Así, entre los citados objetivos figuraban el ex presidente colombiano Andrés Pastrana; la ex embajadora en España Noemí Sanín Posada; el ex candidato presidencial y dos veces alcalde de Bogotá Antanas Mockus; el vicepresidente Francisco Santos y otros cargos políticos y militares colombianos contra los que iban a atentar durante su estancia en España. Más adelante, a la lista añadieron el periodista y ex guerrillero del Ejército Popular de Liberación ya fallecido Bernardo Gutiérrez; el senador Carlos Ardile e incluso en la última etapa, al propio presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Entre marzo y septiembre de 2000, el miembro de las FARC Victor Ramón Vargas Salazar, Chato, siguiendo instrucciones del dirigente de la organización terrorista Edgar Gustavo Navarro Morales, El Mocho, viajó a España en dos ocasiones para realizar vigilancias de la Embajada colombiana en Madrid y para controlar los itinerarios de Pastrana.

El auto del juez Eloy Velasco destaca que dos etarras, Ignacio Domínguez Achalandabaso, Txomin, y otro apodado Martín Capa, impartieron un cursillo terrorista en la selva venezolana, en una finca cercana a Guadalito, en el Estado de Apure. Fueron unos 20 días en jornadas de dos horas a 13 miembros de las FARC y a otros siete del FLB, todo bajo la dirección del comandante Pizarro, sobre técnicas avanzadas de manejo del explosivo C4, un plástico de mayor capacidad destructiva que la dinamita, pero de menor volumen, de fácil adquisición en Venezuela. Domínguez se encargó del adiestramiento de la iniciación de los explosivos por medio de teléfonos móviles.

El curso fue repetido a miembros del denominado Bloque Caribe de las FARC y al mismo, según la resolución del juez Velasco, “acudieron viajando por tierra vía Maracaibo, con el conocimiento y la compañía de una persona que vestía chaleco con escudo de la DIM (Dirección de Inteligencia Militar, de Venezuela) y de un vehículo escolta con militares venezolanos”. El curso fue gestionado y organizado por Arturo Cubillas, por parte de ETA, y Remedios García Albert, La Médica, miembro de la comisión de las FARC que despachaba con el comandante Luciano Martín Arango, Iván Márquez, y Omar Arturo Zabala, Lucas Gualdrón.

Los etarras Carlos, identificado como José María Zaldúa Corta, Aitona, y otro apodado Schumacher, cuya identidad no ha sido establecida todavía, también impartieron cursos a miembros de las FARC sobre la aplicación de técnicas de guerrilla urbana, uso de explosivos y la confección de artefactos activados por movimiento o mediante móviles.

En 2003, los cursos fueron impartidos por guerrilleros de las FARC a cuatro integrantes de ETA sobre fabricación y utilización de morteros tipo JOTAKE.

Gran parte de la información se ha obtenido de los documentos intervenidos al jefe de las FARC Raúl Reyes, muerto en enfrentamiento con el ejército colombiano el 1 de marzo de 2008 en un campamento en la frontera con Ecuador.

Los procesados, para los que se ha ordenado la prisión y busca y captura internacional, son: Arturo Cubillas Fontán, José Ignacio Echarte Urbieta, José Ángel Urtiaga Martínez, José Miguel Arrugaeta San Emeterio, Ignacio Domínguez Achalandabaso y José María Zaldúa Corta, por parte de ETA; y Emiro del Carmen Ropero Suárez, Rodrigo Granda Escobar, Víctor Ramón Vargas Salazar, Edgar Gustavo Navarro Morales, Luciano Martín Arango y Omar Arturo Zabala Padilla, por parte de las FARC. Remedios García Albert, que reside en España, ha sido citada a declarar el próximo 24 de marzo.

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Por Reinaldo Azevedo

Jornalismo e penúria

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 | 16:20

Um amigo jornalista me disse dia desses que eu não deveria contestar abertamente outros jornalistas porque esse tipo de coisa só gera animosidade etc. e contribui para criar a meu respeito uma imagem de irascibilidade que não corresponderia à verdade e tal. Pois é. Como já disse, pouco me importa o que digam a meu respeito. Jornalistas, especialmente colunistas, tiram boa parte de suas virtudes da crítica ao comportamento alheio, especialmente de políticos. E, ora, ora, fazem parte do debate público também. Por que não podem ser contestados, ter o nomezinho ou nomezão devidamente citado? Aparecer aqui, diga-se, não deixa de ser uma deferência deste escriba.  Gente que sei escrever a soldo, bem, essa turma eu ignoro. Excluo até os comentários que a eles se referem. Adiante.

O camarada Emmanuel Goldstein, da Vanguarda Popular, ponta de lança da revolução proletária, acaba de ser superado no domingo por Eliane Cantanhêde, articulista da Folha. E, por isso, escrevo este texto em reconhecimento a seu (dela) trabalho. Por pouco, muito pouco, ela não rouba, no meu coração, o lugar que cabe à minha sereia -  aquela, metade deusa, metade galochas. E nesse caso? Por que não cito o nome? Porque eu e Petrarca temos direito a momentos de lirismo. Leiam este parágrafo extraído da sua coluna de domingo:
“Chávez fez uma faxina institucional na Venezuela, virou-se de costas para os EUA e de frente para a América do Sul e planejou investimentos externos e a conversão dos fabulosos lucros do petróleo na transformação da sociedade e da quase inexistente planta industrial. O messianismo bobo, porém, afundou todos esses sonhos.

Cabe uma explicação. Cantanhêde era, assim, uma das nossas mais entusiasmadas propagandistas do bolivarianismo. Não! Não o fazia por dinheiro — saibam que há canalhas no subjornalismo e na academia que ficaram ricos defendendo Chávez. No seu caso, o alinhamento era mesmo, ou é, intelectual.  Fiquei comovido, quase fui às lágrimas, quando li que “Chávez fez uma faxina na Venezuela”. É verdade! Ele varreu do país o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público, a oposição, o direito de defesa, o habeas corpus e até o Executivo! Faxina completa!!! A Venezuela ficou limpa dessas sujeiras típicas da democracia. Mais: observem que a “faxina” aparece como uma ação encadeada com o fato de ter “virado as costas para os EUA”.

Agora entendo a sua simpatia pelo regime, cujo declínio ela lamenta: Cantanhêde sabe onde se encontra a “planta industrial” criada por Chávez. Está, presume-se, em local mais secreto do que as armas de destruição em massa de Saddam. Também a sociedade foi transformada. Antes, capitalistas asquerosos exploravam o pobre povo venezuelano. Chávez se organizou para fazer isso sozinho — ou em companhia de seus “boliburgueses”.

Qual é o defeito de Chávez? Ah, o “messianismo bobo”. Cantanhêde diz “messianismo bobo” como quem diz: “Hoje é domingo, pede cachimbo”. Fica parecendo, assim, uma coisinha besta. O “messianismo bobo” de Chávez está matando estudantes nas ruas, financia o terrorismo na Colômbia, faz acordo nuclear secreto com o Irã, compra armamentos da Rússia, liquidou com o que havia de indústria no país, destruiu a agricultura, esvaziou os supermercados, conduziu o país a uma crise —- calculem! — energética sem precedentes por conta da ineficiência estatal, deixa boa parte dos venezuelanos sem água…

Vejam que ela não escreve “messianismo bruto”, “messianismo louco”, “messianismo tosco”… Não! Ele só é “bobo”, sabem? Vejam: o texto de Cantanhêde, por exemplo, é  bobo. Sendo ele uma bobeira, o messianismo de Chávez certamente é outra coisa.

Eu sou obrigado a avançar um pouco no artigo:
Onze anos depois, a Venezuela convive com fuga de investidores, estatizações, fechamento de TVs e uma crise na economia que não fica só nos números, mas atinge a vida das pessoas: que tal racionamento de água e de energia? Os aliados de primeira hora pulam do barco.

Onze anos depois??? Uma ova!!! Essas políticas de Chávez estão em curso desde o primeiro ano de governo. As conseqüências mais nefastas chegaram agora.  Cantanhêde parece Saramago, que rompeu com Fidel quando este decidiu matar três pessoas sem julgamento. “Até aqui fui com Fidel, mas agora…” Bem,  àquela altura, o regime já era responsável por 100 mil mortes entre as execuções e pessoas que morreram afogadas tentando fugir daquele paraíso. NÃO ERA QUESTÃO DE ACHISMO ANTEVER O QUE VIRIA NA VENEZUELA. ERA UMA QUESTÃO DE CIÊNCIA POLÍTICA, OBRIGATÓRIA A UMA COLUNISTA.

Enquanto Eliane Catanhêde defendia Chávez, ele destruía as chances da democracia na Venezuela. Ela esperava resultado diferente?

Encerra seu texto assim:
“Chávez sonhava com o “socialismo do século 21″. Os venezuelanos acordam no “titanic do século 21″ e sem comandante alternativo.”

Nem vou investigar que diabos faz a metáfora daquele navio ali, contribuindo para afundar de vez o texto. Sei o que não vou fazer. Não vou escarafunchar os arquivos para lembrar as muitas vezes em que Cantanhêde defendeu o Beiçola de Caracas. Até fiquei tentado. Mas me bateu algo parecido com pudor.

PS: Por favor, comentem idéias, não pessoas.

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Por Reinaldo Azevedo

CHÁVEZ QUER DILMA COMO PRIMEIRA-DAMA BOLIVARIANA

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 | 7:19

O Bandoleiro de Caracas voltou a expressar seu apoio à candidata Dilma Rousseff  em seu programa semanal de rádio e televisão. Prestem atenção a este trecho da fala. O mais importante não é o que ele diz explicitamente, mas o que apenas sugere:
“Nós não nos imiscuímos nos assuntos internos de nenhum país, mas, como se supõe,  importa-nos o que se passa nos países da América Latina e do Caribe. Temos uma grande esperança de que o governo de Lula, um governo que foi nosso aliado, um governo que não se subordinou à ordem dos EUA, ao império ianque, siga seu curso, siga com seu próprio ritmo, com sua própria intensidade, no político, no econômico, mas um governo aliado dos povos da América do Sul, dos movimentos progressistas da América Latina, do Caribe e da África. Saúdo o companheiro presidente Lula, a ministra Dilma, que já é candidata, creio, já é candidata de Lula e do movimento que ele apóia. Estaremos muito atentos ao que se passa no Brasil e em toda a América Latina.”

Antes que eu aborde aquilo a que chamei de “mais importante”, cumpre  destacar outro trecho da fala. Segundo Chávez, “a direita segue buscando a restauração” para debilitar os “governos progressistas”. E acusou a sua grande frustração: “O golpe em Honduras não foi contra Honduras; foi contra todo o movimento unitário da América Central, mas também da América do Sul (…) As bases militares [norte-americanas] na Colômbia são, como diz Fidel [Castro] sete punhaladas no coração da América do Sul, da união sul-americana”.

Observem que não foi outra a posição brasileira no caso de Honduras e das bases colombianas. Notem uma certa hesitação cínica de Chávez quando se refere ao “ritmo” e “intensidade” de Lula; ele busca palavras cuidadosas. Há um certo esgar de desprezo pela  dita “moderação” de seu companheiro brasileiro. Mas está claro que ambos comungam dos mesmos propósitos.

Chávez está indo pro vinagre. Não é o caso de Lula. Mas  o ditador tem razão quando afirma a comunhão da política externa brasileira com a canalha bolivariana. Não só com ela. Onde há um ditador, há um Itamaraty de joelhos. No caso de Celso Amorim, isso nem chega a ser necessário.

É isto: os bolivarianos estão agora em busca de uma primeira-dama!

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Por Reinaldo Azevedo

Estudantes da Venezuela voltam às ruas na 5ª; cresce movimento anti-Chávez

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 | 5:45

Os estudantes venezuelanos já anunciaram que voltam às ruas de Caracas depois de amanhã para protestar contra a deficiência dos serviços públicos, a insegurança, o fechamento dos meios de comunicação e a perseguição às pessoas que se opõem ao governo. O anúncio foi feito ontem por representantes de várias universidades durante uma coletiva de imprensa na Universidade Católica Andrés Bello, em Montalbán.

Ainda que a manifestação seja organizada por estudantes, os líderes do movimento convidaram todos os venezuelanos insatisfeitos com o governo a engrossar a sua marcha. Eles denunciam perseguições violentas promovidas por grupos chavistas e pela polícia.

“Barbárie e ditadura”
O movimento contra Chávez cresce e já não se restringe aos estudantes. “Um dos períodos de maior barbárie da história”. É assim que Luiz Miquilena se refere ao governo de Chávez. Ele presidiu a Constituinte do país de 1999:
“É preciso enfrentar o Poder Executivo, e isso só é possível com a união de todas as forças cívicas que existem no país. Os partidos não têm capacidade de enfrentar sozinhos a situação que a Venezuela vive hoje (…) Os estudantes disseram ‘presente’, mas o resto do povo tem de dizer ‘presente’ também”.

Entidades ligadas à defesa dos direitos humanos denunciam quase uma centena de prisões arbitrárias no país. E Chávez ainda incita os seus milicianos a combater os supostos “subversivos”. A corrosão do tirano segue acelerada. No país da “democracia até demais” (segundo Lula), quem protesta acaba em cana.

O que falta agora? Despachar Marco Aurélio Top Top Garcia para a Venezuela para organizar a “resistência da ditadura”.

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Por Reinaldo Azevedo

O DESTINO DOS TIRANOS. OU: CHÁVEZ MAIS PERTO DE SER PENDURADO NA PRAÇA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010 | 21:51

saturno-goya

Os tiranos, com algumas exceções, também são vítimas de um clichê, a saber: começam a ser destruídos por seus próprios aliados. Enquanto as circunstâncias conspiram a favor de seus superpoderes, são tratados como deuses. Seus adoradores, no entanto, conhecem os pés de barro dos ídolos. A eles se associam porque estão defendendo seus próprios interesses.

O problema é quando o maluco realmente acredita ser Deus e começa a tomar atitudes destrambelhadas até segundo os critérios já bastante lassos de sua turma. Acontece sempre. Tiranos são necessariamente paranóicos e têm uma mentalidade essencialmente conspiratória. E, como Saturno naquele famoso quadro  (acima) de Goya, engolem os próprios filhos. Como na mitologia, chega a hora da revolta.

Como vocês já viram, um grupo de ex-aliados de Chávez pediu a sua renúncia em carta aberta. Segundo seus signatários, eles querem “evitar maiores males e desgraças ao país”. Integram o grupo, intitulado Pólo Constitucional, entre outros, Raúl Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa; Luis Alfonso Dávila, ex-ministro de Relações Exteriores; Herman Escarrá, um dos redatores da atual Constituição, e até dois comandantes militares que tentaram, em companhia de Chávez, dar um golpe de estado em 1992: Yoel Acosta e Jesús Urdaneta.

O documento aponta as dificuldades por que passa o país — falta de água, de energia, insegurança pública — e aponta a “escandalosa corrupção”. Afirma o texto, referindo-se diretamente a Chávez:

“Todos os seus argumentos para chegar ao poder hoje o ilegitimam. O povo sofre com a insegurança, com menos liberdade e menos segurança jurídica e social; aprofunda-se a pobreza de nossa gente. Os serviços públicos — água, eletricidade e serviços urbanos — são um caos. A improdutividade conduz à escassez de alimentos; as obras de infra-estrutura do país estão deterioradas por falta de manutenção; a economia vive uma de suas crises mais profundas, apesar da abundância de petróleo (…). A corrupção, que constitui o estigma moral de um governo e foi bandeira de sua proposta política, causa hoje o enriquecimento ilícito mais obsceno que o país jamais presenciou. Funcionários, familiares e personagens conhecidas como “os boliburgueses” [burgueses bolivarianos] saquearam governos, ministérios, prefeituras e empresas estatais”.

Nem a oposição conseguiu ser tão dura com o bandido.

Sabem o que isso significa? Que Chávez está mais perto ainda daquele destino que prevejo para ele — ser pendurado em praça pública. Isso se o cabrón não sair correndo. Seus antigos aliados querem, desde já, deixar clara a dissidência para vir a compor, no futuro, com um governo anti-Chávez. Sabem que a atual oposição vai considerar essa aliança importante para derrotar finalmente o tirano.

O processo, que já tinha começado, avança mais depressa do que se imaginava.

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Por Reinaldo Azevedo

LULA E OS GOLPISTAS

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010 | 6:13

Escrevi no domingo um longo texto, muito bem-recebido por vocês, sobre aquela que considero ser a minha principal tarefa no jornalismo: revelar o revelado, que a névoa do politicamente correto, do alinhamento ideológico e da mistificação tenta ocultar. Generosos, alguns leitores lembraram que também me encarreguei de corrigir uma distorção vazada para todas as línguas neolatinas: o papa Bento 16 afirmara que o divórcio era uma “chaga social”, e se atribuiu ao papa ter dito que era uma “praga social”. A fortíssima imagem cristã da “chaga” foi substituída por um vocábulo que indicaria toda a sua suposta ranhetice reacionária. Afinal, não é?, se o assunto é papa, se o assunto é Igreja Católica, por que não supor logo o pior? Se é para debater aquecimento global, logo indagam quais são as suas credenciais científicas. Se é para falar de religião, qualquer energúmeno serve…

Volto ao ponto. Gosto, sempre que o tempo permite, de ler o que as pessoas realmente dizem. Encontram-se coisas muito reveladoras mesmo nas falas oficiais autorizadas. Vejo agora o esforço dos democratas na Venezuela para tentar impedir o tiranete Hugo Chávez de consolidar no país a ditadura dita bolivariana. Os jovens ocupam as ruas, apanham da polícia, morrem. E estão praticamente sozinhos no continente. Não há solidariedade de ninguém. O governo do Brasil, país mais importante da América do Sul, corre em socorro de Chávez, tentando lhe dar suporte técnico para enfrentar a crise energética. Mais importante do que isso: dá ao Beiçola de Caracas suporte também político. Por que não? Chávez, afinal, é um democrata que censura a imprensa, desce o porrete na oposição, faz manobras militares com a Rússia, financia os terroristas das Farc e tem um programa de “cooperação nuclear” com o Irã — seja lá o que isso signifique. Sem dúvida, merece o apoio de Lula… O continente está de costas para os que pedem democracia na Venezuela. Aqueles vagabundos que se reuniram no fórum deste ano, em Porto Alegre, ignoraram os desmandos de Chávez. A UNE, agora um rico cartório do PC do B, não quer saber da luta de seus colegas venezuelanos. Esquerdista que está na folha de pagamento perde o ímpeto contestador.

Isso tem história. Um dos discursos mais indecorosos de Lula foi pronunciado em janeiro do ano passado, no Fórum Social Mundial, que ocorreu em Belém, no Pará. Estavam presentes à solenidades, além de Chávez, os presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai). Leiam um trecho do que disse o brasileiro (em vermelho).

O que nós conquistamos nesses últimos anos foi, na verdade, resultado da morte de muita gente que, muito jovem, resolveu pegar em armas para derrubar os regimes autoritários, no Chile, na Argentina, no Uruguai, no Brasil e em quase todos os países. Morreram, e nós estamos fazendo parte daquilo que eles sonhavam fazer. E conquistamos esse direito pelas vias democráticas. Cada um de nós disputou uma eleição. Eu perdi quatro para chegar a ser presidente. Chávez, enquanto coronel do Exército venezuelano, tentou encurtar a forma de chegar ao poder. Juntou um grupo de amigos e tentou chegar ao poder. Não conseguiu, foi derrotado, foi preso e, pouco tempo depois, em 1998 e 2000, Chávez virou presidente da República.
O mundo mudou tanto que a gente pode dizer que era impossível imaginar que um bispo da igreja católica pudesse derrotar a dinastia de 60 anos dos partidos conservadores do Paraguai. Era quase impossível pensar que um jovem economista pudesse chegar à República do Equador como presidente, porque há pouco tempo, a cada 9 meses, trocava um presidente no Equador. Era impossível pensar que um índio, com a cara de índio, com o jeito de índio, chegasse à Presidência da Bolívia. Aqui, no Brasil, era impossível imaginar que um torneiro mecânico pudesse chegar à Presidência da República.

Comento
Lula exagera de tal modo os próprios feitos que, se preciso, magnífica até as derrotas para produzir mistificação comas vitórias. Ele não perdeu “quatro” eleições presidenciais, mas três (1989, 1994 e 1998). A quarta e quinta que disputou, em 2002 e 2006, ele as venceu. Mas isso é só um gracejo lateral.

Prestem atenção ao que vai em destaque. Observem que, segundo Lula, Chávez não tentou dar um golpe — que foi o que ele fez, como todo mundo sabe: juntou-se a alguns militares aloprados e tentou tomar o palácio. Não! Ele só tentou “encurtar a forma de chegar ao poder”. Os gorilas que estavam com ele eram um “grupo de amigos”. Vejam que o golpista é incluído no grupo dos “oprimidos” que finalmente chegaram ao poder. Observem que a democracia, para Lula, não decorreu, afinal, dos esforços dos… democratas. Não! Ela é uma conquista daqueles mártires que, sabidamente, queriam implantar o socialismo no continente. Ele e aqueles a quem se dirige  seriam os seus herdeiros.

Em certo sentido, ele tem razão: nem tanto porque querem implantar o socialismo  — o que chega mais perto disso é Chávez, e já começou a trajetória rumo à tragédia —, mas porque têm o mesmo desprezo solene pela democracia que tinham aqueles “heróis”. Isso inclui Lula, sim, senhores! Ele só não avança mais na agenda autoritária porque não pode, não porque não queira. As sucessivas tentativas de seu governo e de seus áulicos de censurar a imprensa deixam isso muito claro. É que o Brasil avançou nessa questão muito mais do que o PT gostaria. Mas o risco é permanente.

Esse todos que ele cita como exemplos virtuosos, de superação, estão, neste momento, tomando medidas CONTRA a democracia, não a favor dela. O mais ostensivo e virulento, como é óbvio, é Chávez. Lula, tido como o principal líder da América Latina, o “estadista global” de Davos, exalta, ainda que de modo maroto, até o “Chávez golpista armado”. Por que não daria apoio ao “Chávez golpista das urnas”?

Intelectuais latino-americanos, mesmo alguns de extração conservadora, gostam de ver uma contradição essencial entre Lula e Chávez que simplesmente inexiste. Digamos que cada um deles ultrapassa o limite de seus respectivos países. Chávez se elegeu numa Venezuela que havia chegado ao grau zero da legalidade. Em vez de restaurá-la, ele optou pela ditadura. Lula herdou um país organizado, o que não quer dizer que se conformou. Chávez manda fechar o que lhe dá na telha; Lula manda o TCU plantar batatas e, na prática, faz troça do TSE. Eles comungam de uma mesma crença: a democracia atrapalha. Ela serve para chegar ao poder e, então, realizar o que aqueles outros pretendiam fazer por meio das armas: uma não-democracia.

Esses caras são indecorosos não só por tudo o que escondem, mas também por tudo o que exibem. E eu revelo a verdade revelada.

PS - Ah, sim: o governo brasileiro não suporta mesmo é eleição limpa em Honduras. Isso ofende Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia. Eles exigem “provas” de que o novo governo é democrático…

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Por Reinaldo Azevedo

VEJA 2 - Venezuela: tarja vermelha

sábado, 30 de janeiro de 2010 | 5:51

A máquina de maldades de Hugo Chávez fecha as últimas vozes remanescentes de oposição; o caudilho só não consegue fazer  chover e venezuelanos ficam no escuro


Duda Teixeira

Leonardo Ramirez/AP
CALA A BOCA
Estudante protesta pelo fechamento do canal RCTV, em Caracas: num país onde, cada vez mais, é proibido dissentir, a lógica autoritária exige que não reste nem fiapo de oposição

A destruição da Venezuela é um projeto que tem consumido todas as energias de Hugo Chávez e seu plano de poder nacional-populista. Reconheça-se que, infelizmente, ele tem sido bem-sucedido. A economia foi à lona com nacionalizações e congelamento de preços. O Judiciário foi completamente engolido. Persistentemente minados, todos os organismos de estado seguiram o mesmo rumo. A liberdade de imprensa já é item em extinção. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

É ESTE O OUTRO MUNDO POSSÍVEL DOS FEDORENTOS DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 | 4:49

Acima, há um vídeo impressionante. Não li nada a respeito na chamada “grande imprensa” no Brasil — que, na média, cobre mal a crise na Venezuela. Trata-se de uma final de beisebol, esporte tão importante para os venezuelanos quanto é o futebol no Brasil, entre os times Caracas e Magallanes, de Valencia. O evento ocorreu no domingo passado, dia 24, no Estádio Universitário, em Caracas. Um grupo de estudantes começa a gritar “1, 2, 3, Chávez tas ponchao”, gíria que quer dizer “fora do jogo”. A palavra de ordem toma o estádio e é repetida num coro de milhares de vozes. Esse grito é intercalado com outro: “Sucio/ sucio/ sucio”: “Sujo/ sujo/sujo”. Manifestação semelhante já havia acontecido em Valencia, e a polícia desceu o sarrafo. No domingo, apesar da presença de policiais da tropa de choque (vê-se um deles no vídeo), nada pôde ser feito. Era impossível descer o porrete no estádio inteiro.

Imagens assim não podem mais ser exibidas na TV da Venezuela. Chávez tem o controle de 75% da radiodifusão. E o que resta de transmissão privada está subordinada a uma lei ditatorial, que dá ao tirano o poder de simplesmente retirar a emissora do ar, como fez na semana passada com seis TVs a cabo, inclusive a RCTV Internacional. A TV de sinal aberto do grupo já havia sido cassada. E Chávez pode alegar o que bem entender. No caso em particular, afirmou que elas desrespeitaram a lei quando se negaram a transmitir um discurso seu a militantes bolivarianos. Mas há também a possibilidade de acusá-las de incitamento à subversão. Em suma: o Bandoleiro de Caracas intervém quanto e onde quiser.

Sufocados, levando porretada nas ruas (ver posts de ontem), impedidos de se organizar institucionalmente, proibidos de se reunir em praça pública sem prévia autorização, os venezuelanos que discordam do governo encontraram uma maneira de informar ao mundo a sua luta por democracia: o jogo de beisebol. Os protestos são filmados e ganham o mundo. Também tem sido assim no Irã, onde a imprensa vive sob severa censura. Nesse caso, as novas tecnologias, como celulares, acabam sendo aliadas da democracia.

O governo Chávez está derretendo, e o regime assume, cada vez mais, características de um ditadura militar — a despeito de todos os truques vagabundos por ele empregados para alegar que está no poder porque foi eleito. A infra-estrutura venezuelana entrou em colapso. O país enfrenta racionamento de água e de energia. Os mercados “estatais” estão desabastecidos, e a população corre para estocar comida; a inflação, que já era alta, cresceu por causa da desvalorização da moeda; Chávez prossegue com suas nacionalizações, o que se tem traduzido por aumento da ineficiência; a indústria está desaparecendo, e a agricultura, na prática, acabou. Ele se sustenta com o assistencialismo agressivo que a receita do petróleo permite, o apoio de milícias armadas e o suporte, por enquanto ao menos, dos militares. Acuado pelo óbvio desastre que é seu governo e por rachas na cúpula bolivariana, ele ameaça radicalizar.

Há três dias, ao visitar o Fórum Social Mundial, reunido em Porto Alegre, Lula saudou os “governos progressistas” da América Latina. Certamente a Venezuela estava entre eles. Demonstrei aqui como a categoria exaltada pelo demiurgo reunia, na verdade, ditaduras e protoditaduras. Embora tente negar às vezes, o petista é hoje o mais importante aliado incondicional de Hugo Chávez no mundo. “Incondicional”, sim; não adianta negar. Não há maluquice que este delinqüente tenha proclamado que não tenha recebido o apoio sem reservas do governo do Brasil: do alinhamento escancarado com as Farc, fornecendo-lhe dinheiro e armas, à tentativa de patrocinar um golpe em outro país, com tentou fazer em Honduras. A mais recente contribuição de Lula ao tirano foi patrocinar a aprovação no Senado do ingresso da Venezuela no Mercosul — que, note-se, dispõe de uma cláusula que exclui países que não respeitem a democracia.

O mais curioso e que os delinqüentes nativos — refiro-me aos nossos — que pregam a “democratização” dos meios de comunicação querem uma legislação semelhante à venezuelana. E, sendo assim, é claro que sonham com uma democrata à moda Chávez para poder aplicá-la com eficiência. Vejam ali no que deu a democracia chavista: a população opta por protestar em estádios porque, nas ruas, tem de enfrentar os brucutus armados com ferros medievais.

A Venezuela é a pátria dos sonhos daqueles fedidos e fedidas do Fórum Social Mundial. Eles dizem: “Um outro mundo é possível”. É claro que é. A depender dessa gente, pode ser muito pior. Chávez é a prova. A minha fórmula é outra: outros mundos são sempre possíveis, mas nenhum é aceitável fora da democracia representativa e do estado de direito.

E isso deixa as esquerdas, velhas e novas, fora do jogo.

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Por Reinaldo Azevedo

ESTA É A DEMOCRACIA ATÉ DEMAIS DE CHÁVEZ

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 | 22:00

Chávez optou por um aparato pesado para reprimir os estudantes. A imagem abaixo, como informa o jornal El Nacional, correu o mundo. Ela se tornou o símbolo da “democracia até demais” (como diria Lula) do Bandoleiro de Caracas. Na seqüência, o texto do jornal.

arma-de-chavezLa imagen le ha dado la vuelta al mundo y no es por poca cosa: un funcionario militar sostiene una cadena a la que está enganchada una especie de garra metálica, delante de una hilera de pacíficos estudiantes, no sólo es impactante sino que exhibe los dos ángulos que hoy se ven en las calles de las principales ciudades venezolanas: la protesta y la represión.

La fotografía habla por sí sola y fue la propuesta gráfica principal de la edición impresa de El Nacional este jueves; ha sido solicitada por miles de personas, medios y organizaciones por Twitter y ha levantado revuelo por lo agresivo de la herramienta, suerte de artilugio medieval.

Y el primero que salió a abogar por el empleo del “dispositivo de protección policial”, conocido en medios policiales como “garrapiño”, fue el propio el jefe del Estado Mayor del Comando Regional número 5 (Core 5) de la Guardia Nacional Bolivariana, coronel Antonio Benavides.

Con un discurso más político que institucional, el oficial asegura que la imagen publicada “es una evidencia más de la tergiversación y el ‘piquete’ que algunos medios identificados con la oposición confieren a cualquier hecho, con el fin único de politizarlo”.

Benavides, reseñado por la Agencia Bolivariana de Noticias (ABN), explicó que  el “garrapiño” constituye un instrumento usado por aquellos funcionarios que integran los pelotones de orden público “para protegerse de quemaduras”.

Defiende la legalidad de su uso en manifestaciones alegando que “forma parte de los equipos de dotación de orden público que los guardias deben llevar consigo en las manifestaciones”. Se usa para enganchar objetos incendiados como cauchos, que obstaculicen el libre tránsito.

El oficial asegura que no se trata de un arma nueva y que el “garrapiño” está contemplado en los manuales de orden público.

Sin embargo, los equipos permitidos son: cascos y petos, escudos protectores, escopetas de perdigones no letales, gas lacrimógenos, carabinas, granadas de luz y sonido. El mencionado “garrapiño” no aparece.

Pequeño detalle: en la gráfica tampoco se captan señales de cauchos y otros objetos quemados que ameritaran su uso, porque se trató de una marcha pacífica. ¿Entonces para qué mostrar el “garrapiño” delante de la hilera de estudiantes?

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Por Reinaldo Azevedo

Chávez ameaça governantes regionais com intervenção federal se não reprimirem manifestações dos estudantes

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 | 21:40

O tirano da Venezuela, Hugo Chávez, convocou as polícias regionais a reprimir os estudantes e, na prática, ameaçou os governadores: se isso não for feito, ele ameaçou os dirigentes regionais com intervenção federal. Chávez acusa os estudantes de quererem incendiar o país e de estarem a serviço da “direita” e dos “fascistas”. Vocês conhecem a conversa dessa canalha, não?

O esporte popular na Venezuela é o beisebol, não o futebol. Uma gíria do jogo virou o bordão dos estudantes para provocar o Beiçola de Caracas: “Chávez tas ponchao”. Significa “estar fora” do jogo.

Leia texto do jornal El Nacional.

El primer mandatario nacional, Hugo Chávez, desde el Palacio de Miraflores, donde se llevó a cabo el encuentro productivo socialista del Fondo Bicentenario, instó a las policías regionales  a actuar en las manifestaciones que se desarrollan en el país en contra del cierre de RCTV Internacional.

Dijo que los efectivos regionales no pueden permitir que se pretenda “caotizar” el país y que es deber de los cuerpos policiales el poner orden. Citó un ejemplo diciendo: “Si la policía de Lara no cumple con su función voy a tener que intervenirla, al igual que a las demás policías”. “No podemos permitir que un grupo tranque una avenida, pues está violando el derecho del otro de transitar libremente´, dijo el mandatario.

Aprovechó la oportunidad para felicitar a la Policía Metropolitana (PM) “porque está cumpliendo su función en algunos estados” en lo que respecta a las acciones tomadas en contra de las manifestaciones que se han producido luego de la salida de RCTV de los sistemas de televisión por cable y los racionamientos de electricidad y agua en el país.

“No estoy llamando a reprimir (…) pero insistió en que no se puede permitir “que estos grupos le causen daños a una población y se genera la idea de que no hay gobierno”.

“Hay que condenar estos sucesos” dijo, además adivirtió a la “oligarquía apátrida” a no buscar la desestabilización del país. “Sigan así como van y ustedes van a ver, adivirtió. “Yo vengo casi de la tumba, yo le vi la cara a la muerte, por debilidad de un gobierno -el pasado 11 de abril- que yo dirigiía, pero eso no va a volver a ocurrir” comentó.

Además amenazó diciendo: Si siguen por ese camino me van a obligar a tomar decisiones radicales. El mandatario hizo un llamado a la “familia revolucionaria” a no dejarse arrastrar de nuevo por estos “grupos fascistas”.

“No ocultan su cara fascista”, aseguró.

Preguntó a los manifestantes que “intentan incendiar el país”: “¿qué defienden?” y se respondió: “no saben. Ahora, los que están detrás de ellos, si”. El presidente Chávez señaló que “lo que están buscando es un muerto”, porque “tumbar al Gobierno no lo van a lograr”.

Fondo Bicentenario
El objetivo del Fondo Bicentenario -creado el pasado 9 de enero- es destinar recursos para sustituir importaciones e impulsar las exportaciones, lo que permitirá promover la economía productiva nacional, tal como lo manifestó el presidente venezolano.

El sector alimentación, salud, vivienda, vestido y demás necesidades sociales son prioridad en dicho fondo. En el acto participan el vicepresidente, Elías Jaua, el presidente de Fedeindustria, Miguel Pérez Abad, el gobernador del estado Vargas, García Carneiro y productores que forman parte del Fondo Bicentenario.

En un pase en directo, del Salón Ayacucho, al estado Barinas, el ministro de alimentación, Félix Osorio, manifestó que los estados de la región de los llanos presentaron proyectos para la producción de alimentos, lo que “nos permite avanzar a la seguridad y sobreanía agroalimentaria, tal como manifestó Osorio. Alertó al sector automotriz, pues según dijo es otro factor que “especula mucho”.

“Tas ponchao”
Haciendo uso de la consigna difundida por los estudiantes del país, “Chávez tas Ponchao” a raíz del cierre de RCTV Internacional, el mandatario dijo: “Los ponchaos son ellos y les voy a dar otro gran ponche en el 2012 (…) Están como el Caracas”, refiriéndose al equipo de beisbol Leones del Caracas. Además, entre risas manifestó ” se le agotaron las arepas socialistas a Samán (Eduardo), ministro de comercio, quien según comentó es fanático del equipo capitalino. Para finalizar la transmisión, el mandatario juramentó a Ricardo Menéndez, como cuarto vicepresidente del consejo de ministros.

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Por Reinaldo Azevedo

CHÁVEZ: “A culpa é dos EUA e de sua arma de provocar terremotos”

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 | 18:50

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou, imaginem!, que os EUA provocaram o terremoto no Haiti. Teria sido conseqüência de um teste da Marinha americana com “uma de suas armas de provocar terremoto”.

Loucura, delinqüência, banditismo. Tudo ao mesmo tempo. Atenção! O que Chávez diz em sua alucinação, alguns esquerdistas vagabundos estão dizendo, mundo afora, numa linguagem política.

A suposição de que a ação americana no país já caracteriza uma “intervenção” chegou à imprensa dita séria. O pouso de helicópteros para ajuda humanitária nos jardins do que foi um dia o palácio presidencial foi lida por muitos como uma agressão à soberania do país.

O que estou dizendo é que se trata da mesma loucura, com diferença de graus.

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Por Reinaldo Azevedo

Chávez reitera: quer Dilma presidente

sexta-feira, 13 de novembro de 2009 | 19:07

“É bom ir pronunciando e repetindo esse nome, pois aqui defendemos que Dilma Rousseff seja a próxima presidente do Brasil. Dilma, Dilma, Dilma, Vamos conhecê-la. Ela foi prisioneira da ditadura de direita e torturada”.

Eis Hugo Chávez, ditador da Venezuela, defendendo o nome de Dilma Rousseff para presidente do Brasil. E o fez num ato público, com transmissão pela TV. Acho que todos devemos este favor à candidata do PT: que o Brasil inteiro saiba que Dilma é a candidata de Chávez.

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Por Reinaldo Azevedo

Chávez pede que país se prepare para guerra

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 | 4:43

No Estadão:
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu ontem aos líderes militares que estejam “prontos para a guerra” e preparem o povo para “defender a pátria” ante uma agressão. As declarações foram feitas em meio a uma elevada tensão com a vizinha Colômbia por causa de um acordo de cessão de bases colombianas aos EUA.

“Senhor comandante da guarnição militar, batalhões de milícias, vamos treinar. Estudantes revolucionários, trabalhadores, mulheres: todos preparados para defender esta pátria sagrada que se chama Venezuela”, disse Chávez em seu programa semanal de rádio e TV Alô, presidente! “Se vivêssemos em um mundo no qual se respeitasse a soberania dos povos e o direito internacional poderíamos nos dedicar a qualquer coisa menos nos preparar para a guerra”, acrescentou.

Ele também pediu ao presidente americano, Barack Obama, para que não se equivoque usando a Colômbia para atacar a Venezuela. “Estamos dispostos a tudo, mas a Venezuela não será jamais uma colônia ianque nem de ninguém.” Chávez destacou que seu país foi “cauteloso” com o triunfo de Obama “e logo percebeu a verdade”. Segundo ele, o “império está vivo e mais ameaçador do que nunca”.

“O governo colombiano transferiu-se para os EUA. Já não está em Bogotá. O governo e a oligarquia colombianos tiraram as máscaras”, acrescentou o líder bolivariano. As relações entre a Venezuela e a Colômbia sofreram altos e baixos na última década e vivem nova crise desde julho. Chávez congelou as relações bilaterais após a Colômbia anunciar que pretendia ceder o uso de sete de suas bases aos EUA.

Bogotá disse que levará as “ameaças de guerra” de Chávez ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos (OEA), mas manifestou sua disposição ao diálogo franco. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

Relatório acusa Chávez de manipular o Judiciário

terça-feira, 27 de outubro de 2009 | 4:01

Por Denise Chrispim Marin, no Estadão:
O Relatório O Estado Bolivariano do Não-Direito, elaborado pelos advogados Robert Amsterdam, de Toronto, Gonzalo Himiob Santomé e Antonio Rosich, de Caracas, adverte que o Judiciário da Venezuela funciona razoavelmente bem, mas somente para os propósitos do governo de Hugo Chávez. Como resultado desse modelo, há 62 presos políticos e 250 estudantes, que se manifestaram contra Chávez, estão sendo processados.

“O governo Chávez transformou o sistema penal em um instrumento arbitrário que serve aos interesses do governo”, diz o texto. “A metodologia de Chávez inclui deixar os casos políticos a cargo de um seleto grupo de procuradores obedientes, falsificação de acusações de crimes comuns, manipulação de provas (incluindo subornos e tortura), recusa de provas da defesa, violações flagrantes de procedimentos devidos e prisão arbitrária prolongada.”

O documento afirma ainda que os opositores são alvos recorrentes de perseguições morais e políticas e de agressões físicas. Milícias civis se encarregam de ações violentas contra alvos da oposição. Em vez de punidas, as ações violentas, em geral, são elogiadas por autoridades. Entre esses grupos, o La Piedrita, de Caracas, assumiu a responsabilidade por vários atos e se mantém afinado à Unidade Popular Venezuelana, bando de motociclistas armados.

De acordo com o relatório, o sistema jurídico da era Chávez vigora em detrimento das reações da comunidade internacional. Entre 1999 e 2009, o relatório contabilizou 152 reclamações contra a Venezuela na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Desse total, 52 foram aceitas pela Comissão, mas ignoradas por Chávez.

Segundo Amsterdam, a Venezuela tem em seu favor a omissão dos países da América do Sul. “É um absurdo ver o presidente Lula respaldar as atitudes de Chávez contra o Estado de Direito”, afirmou o advogado ao Estado. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

CEDEÑO, UM PRESO POLÍTICO DE CHÁVEZ. OU: “ALÔ, SENADO BRASILEIRO! É PRECISO TER VERGONHA NA CARA!

domingo, 25 de outubro de 2009 | 6:01

Está em curso na América Latina um novo entendimento de democracia que democracia não é. Trata-se do que já chamei aqui de “Populismo Absolutista” ou “Absolutismo das Urnas”. Segundo seus próceres, desde que a população seja consultada, em processos eleitorais eivados de vícios, tudo é possível. Os mandatários receberiam o endosso das urnas não para cumprir as regras constitucionais que os elegeram, mas para fraudá-los à vontade. É assim que Chávez está consolidando uma ditadura na Venezuela. Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia) seguem o mesmo caminho. Na Nicarágua, o golpe institucional de Daniel Ortega está em curso. Em Honduras, por ora, a turma deu com os burros n’água — ou com o jumento na embaixada…

No dia 29, a Comissão de Relações Exteriores do Senado brasileiro vota um parecer favorável ou contrário à entrada da Venezuela no Mercosul. Esse parecer será submetido depois ao plenário. Uma retórica que apela à mais descarada vigarice política está em curso. O protocolo do Mercosul inclui a exigência democrática, vale dizer, as não-democracias estão fora. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), por exemplo, admite que o modelo venezuelano não é lá muito democrático, mas diz que seria pior isolar o governo Chávez. Corolário: a cláusula democrática abriga democratas por obrigação e ditadores pode generosidade. Mercadante é um monumento!

Por que isso tudo? Esteve no Brasil, na semana passada, o advogado canadense Robert Amsterdam. Ele é defensor do empresário venezuelano Eligio Cedeño, preso desde fevereiro de 2007.  A acusação oficial contra Cedeño é de fraude financeira. O que não aparece nos autos é o fato de que ele deu apoio a oposicionistas venezuelanos, incluindo um sindicalista e uma jornalista que tiveram de fugir do país. O caso da fraude é um tanto rocambolesco e sugere que ele caiu numa armadilha. Ainda que tudo fosse verdade, fato é que o tempo de sua prisão preventiva — dois anos (!) — expirou, e ele é mantido ilegalmente no cárcere. E há a ameaça de que ela seja prorrogada por outros dois.

Hugo Chávez destruiu o sistema judicial da Venezuela. A pedra-de-toque de sua intervenção foi a criação, pela Assembléia Constituinte, manipulada por ele, de uma comissão do Supremo Tribunal de Justiça (é o correspondente ao nosso STF) que, ATENÇÃO!, contrata e demite todos os juízes do país. Em 2004, o número de membros da Corte saltou de 20 para 32. Os 12 indicados eram todos… bolivarianos! Nota à margem (retomarei o assunto muitas vezes): Lula quer criar uma comissão especial para avaliar obras que o Tribunal de Contas da União considera irregulares. É a aplicação do método bolivariano para mudar as instituições.

Amsterdam tenta chamar a atenção do Brasil — e do mundo — para o que está em curso na Venezuela. A Justiça comum está sendo manipulada de forma escancarada, vergonhosa, para punir aqueles que Chávez considera seus inimigos. O advogado concedeu a seguinte entrevista ao blog:

Blog - Por que Eligio Cedeño está preso?
Amsterdam -
Eligio Cedeño está preso porque Hugo Chávez acredita que ele constitui uma ameaça política ao seu governo. Cedeño está na prisão desde fevereiro de 2007 sob as alegações de fraude cambial. Ele nunca foi condenado por nenhum crime e, em seu primeiro julgamento, o juiz foi afastado pelo Ministro da Justiça na noite anterior ao veredicto. Acreditava-se que seria favorável a ele. Nenhum explicação foi dada. Nós acreditamos que esse ataque ilegal e a indiferença aos seus direitos legais são motivados por razões políticas, incluindo o patrimônio financeiro de Cedeño.

Blog - Chávez está recorrendo à Justiça criminal para punir seus adversários políticos. É isso?
Amsterdam -
Sim. O processo contra Cedeño é só mais um exemplo, entre tantos outros, do uso que Hugo Chávez faz do sistema judiciário da Venezuela para punir  adversários e oponentes políticos. A agressão aos juízes e promotores de Justiça e a coação de testemunhas são exemplos do uso da Justiça como arma política. Um exemplo é o caso da juíza Yuri Lopéz, que, ao admitir uma queixa secundária da parte de Cedeño, teve seu filho de 11 anos ameaçado de seqüestro. As violações de Chávez não estão ocultas. São, ao contrário, bastante visíveis com o objetivo de desencorajar os potenciais atos de seus opositores.

Blog - Uma das características do bolivarianismo é recorrer a mecanismos da democracia para destruir a própria democracia. Como isso se deu no sistema judicial venezuelano?
Amsterdam  -
Desde os eventos de 2002 [tentativa de deposição de Chávez], a administração de Chávez fez inúmeras mudanças em seu sistema legal, o que reduziu a independência do mesmo. Por exemplo, Chavéz aumentou o número de ministros da Suprema Corte e preencheu estes novos cargos com pessoas leais a ele. Ao mesmo tempo, as regras de nomeação e demissão de juízes e promotores de Justiça foram flexibilizadas para viabilizar a nova estratégia. A Justiça tornou-se totalmente política.

Blog - Qual é, hoje, a situação dos direitos humanos na Venezuela?
Amsterdam  -
É de completa deterioração, e isso se deu em um tempo curto. Houve um grande massacre dos direito humanos, incluindo ataques sem precedentes à oposição, especialmente depois da última eleição, em fevereiro de 2009. Chávez adotou uma lei draconiana para a educação, fechou mais de 100 emissoras de rádio e eliminou os poderes de certos líderes eleitos pela oposição. Talvez o exemplo mais importante do grave retrato dos direitos humanos na Venezuela seja o da procuradora-geral da república, Luiza Ortega Dias, que tomou medidas para criminalizar protestos públicos sob o pretexto de “incitarem a desordem social”. Na medida em que a situação continua se deteriorando, torna-se cada vez mais difícil para governos estrangeiros uma ação para impedir a derrocada da democracia venezuelana.

Blog - O  sr. considera que o mundo sabe como funciona exatamente o sistema judicial da Venezuela?
Amsterdam -
Absolutamente, não. E isso não é por acaso. A Venezuela gasta uma enorme quabtidade de dinheiro para limpar sua imagem e reputação — que dependem do apoio de alguns de extremistas e de várias pessoas sem acesso a informações fidedignas.

Blog - O que acontece com um juiz que toma uma decisão que não seja do agrado de Chávez?
Amsterdam -
Dado o caso da juíza Yuri Lopez, que citei, é possível constatar que as medidas podem ser extremas. Outro caso que exemplifica as conseqüências de um juiz que toma decisões que não vão ao encontro do desejo de Chávez é o da juíza Alicia Torres. Ela foi demitida depois de se recusar a acatar o pedido de prisão do presidente da rede de televisão Globovision. Há muitos outros casos como esses. Em face disso, a maioria dos juízes desiste de atuar em certos casos para garantir sua proteção pessoal.

Blog -  O sr. tem idéia do número de pessoas hoje acusadas pela Justiça criminal, mas que, na verdade, são perseguidas políticas?
Amsterdam
-  O número oficial de prisioneiros políticos na Venezuela é 50, mas posso afirmar que são centenas. No início deste ano, estive em um congresso de estudantes venezuelanos que tinham entre 16 e 21 anos. Eles relataram diversas histórias de colegas que foram presos e que, mesmo depois de libertados, sofreram sanções, como a obrigatoriedade de se apresentar aos tribunais duas ou três vezes por semana - em alguns casos ainda mais.

Blog - Na sua opinião, o sistema judicial venezuelano evidencia que o país é uma ditadura?
Amsterdam
- O regime venezuelano atual é uma forma de junta militar de esquerda. O fato de os militares estarem no controle do País foi mascarado pelo mito da democracia. Se tiver alguma dúvida, sugiro que observe as pessoas que controlam os principais setores da sociedade venezuelana.

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Por Reinaldo Azevedo

HIGIENE IDEOLÓGICA

sexta-feira, 23 de outubro de 2009 | 4:25

Algumas pessoas cantam no chuveiro, meia hora no chuveiro. Não, meninos, três minutos é mais do que suficiente. Eu contei, três minutos, e não cheiro mal. Se vocês vão deitar no banho com o sabonete, e vocês ligam o que se chama Jacuzzi, imaginem, que tipo de comunismo é esse? Não estamos em tempos de Jacuzzi”.
Este é Chávez, na TV, pedindo aos venezuelanos que economizem energia. O bandoleiro nada em petróleo, mas enfrenta risco de apagão. Em Cuba, a população usa o jornal Granma, do Partido Comunista, e livros de Fidel Castro como papel higiênico.
O socialismo é assim: começa prometendo a salvação da humanidade e termina proibindo o banho e o papel higiênico.

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Por Reinaldo Azevedo

VEJA 4 - As SS de Chávez

sábado, 10 de outubro de 2009 | 5:59

Fotos Carlos Balza/Archivolatino, Popperfoto/Getty Images e Bettmann/Corbis/Latinstock

O modelo chavista
A milícia de Chávez (à esq.), as SS de Hitler (no alto, à dir.) e os camisas-negras de
Mussolini: tropas de choque do ditador fascista

O presidente oficializa sua milícia com contingente superior ao do Exército nacional. Como as similares  fascistas, ela só obedecerá ao caudilho

Por Duda Teixeira:
O presidente Hugo Chávez deu um largo passo em seu projeto de implantar uma ditadura fascista na Venezuela. Na semana passada, a Assembleia Nacional, dominada por seus partidários, aprovou uma reforma da legislação sobre as Forças Armadas cujo objetivo foi equiparar as milícias de Chávez aos militares do país. Já no próximo ano, esses arruaceiros fardados terão salário fixo, armamento e poder de destruição comparáveis aos do Exército regular. A existência de uma tropa de choque à margem das instituições e diretamente ligada ao líder supremo é uma característica do fascismo. Adolf Hitler chegou a ter duas milícias distintas, cujas ações incluíam maltratar os judeus, dispersar comícios esquerdistas e empastelar jornais. Depois de assumir o poder, ele mandou destruir uma delas, a SA, por causa de desavenças dentro do partido nazista. A outra, a famigerada SS, recebeu armamento pesado e se tornou executora dos abomináveis crimes do regime. O italiano Benito Mussolini contava com os camisas-negras para torturar oposicionistas e acabar com greves. Foi marchando à frente de seus milicianos que ele chegou a Roma para tomar o poder.

Na Venezuela, o presidente Hugo Chávez conta com mais de uma dúzia de grupos armados clandestinos, os “coletivos”. Todos esses bandos serão reunidos numa só organização, a milícia bolivariana. O efetivo previsto é de 1 milhão de milicianos - mas pode ser muito maior. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

Chávez cria milícias dentro das Forças Armadas

quinta-feira, 8 de outubro de 2009 | 6:15

Da AP e AFP, no Estadão:
A Assembleia Nacional (Congresso) da Venezuela aprovou ontem uma reforma da lei sobre as Forças Armadas para permitir a incorporação de milícias civis às organizações de defesa do país e consagrar legalmente como “bolivarianas” as Forças Armadas venezuelanas. O novo texto entrará em vigor assim que for publicado no Diário Oficial.

A lei aprovada ontem torna oficial o decreto do presidente venezuelano, Hugo Chávez, assinado em julho de 2008, que renomeou as Forças Armadas do país e institucionalizou a milícia bolivariana.

Os corpos de combatentes civis são unidades de cidadãos que trabalham em organizações públicas ou privadas que são registradas, organizadas e treinadas pelo comando-geral da Milícia Bolivariana, que será composta pela Guarda Territorial, pelos Corpos Combatentes e estará sob o comando do presidente venezuelano.

“Por meio deste instrumento, surge a Milícia Bolivariana, corpo especial que será treinado e integrado em todas as áreas em que for necessária sua atuação”, disse o deputado governista Juan Mendoza, presidente da Comissão de Defesa e Segurança da Assembleia.

CRÍTICAS

De acordo com ele, a lei tem como base o “princípio da corresponsabilidade da sociedade na defesa da nação e torna real a fusão cívico-militar, reiterada diversas vezes pelo presidente Chávez”.

Políticos de oposição criticaram a reforma, dizendo que ela permitirá que se armem civis simpatizantes do governo. Para o deputado oposicionista Ismael García, do Podemos, a lei é inconstitucional.

“A Constituição da Venezuela não autoriza esse ou qualquer outro governo a uniformizar a militância de seu partido”, disse García. Ele ressaltou também que a proposta já foi rejeitada pelos venezuelanos em referendo sobre a reforma constitucional de Chávez, em dezembro de 2007.

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Por Reinaldo Azevedo

Governistas agem para derrubar voto contra Venezuela no Mercosul

sexta-feira, 2 de outubro de 2009 | 6:25

Por Fabio Zanini, na Folha:
O apoio do presidente venezuelano Hugo Chávez a seu colega deposto em Honduras, Manuel Zelaya, e um comportamento “fomentador de divisões” na América Latina levaram o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) a recomendar a rejeição da entrada da Venezuela no Mercosul. O governo reagiu e deve derrubar o parecer.
“Hugo Chávez tem procurado aumentar sua influência regional com o concurso da renda do petróleo. Porém, não como fator de união e integração, mas como elemento de discórdia”, disse Tasso, em parecer que leu na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
“O governo brasileiro acredita que a infraestrutura e a logística para o retorno de Zelaya, inclusive a escolha da embaixada brasileira para o destino final, tiveram a participação do presidente venezuelano. Se foi isso o que realmente ocorreu, mais uma vez Chávez é responsável por dificuldades e embaraço ao governo brasileiro”, afirma o parecer.
Já aprovada pela Câmara, a entrada da Venezuela no bloco hoje formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai precisa passar pela comissão antes de seguir ao plenário. Em razão de um pedido de vista do líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), a votação ficou para 29 de outubro.
Jucá apresentará voto em separado favorecendo a entrada do país, e a tendência é que seja aprovado. O governo tem 12 dos 19 votos na comissão.
Em seu parecer, Tasso assume que privilegiou questões políticas sobre as econômicas. Além da interferência em assuntos regionais, Chávez “governa de forma quase ditatorial”, de acordo com o tucano.
Ele elencou perseguição a políticos de oposição, “desmonte do Judiciário” e perseguição à imprensa.
Fez também uma referência a 2010 no Brasil, temendo que Chávez se torne hostil ao país caso a oposição ganhe a eleição. Mas Tasso reconheceu também argumentos de peso pela integração ao Mercosul. “A Venezuela é a terceira economia da América do Sul e possui um comércio pujante e crescente com o Brasil. Sua entrada no bloco o estenderia da Terra do Fogo até o Caribe”.
O senador afirmou que sua ideia inicial era recomendar a aprovação com ressalvas. “Mas os últimos acontecimentos me fizeram rever essa posição.” Aqui

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Por Reinaldo Azevedo


 
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