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Arquivo da categoria Geral

24/10/2014

às 4:25

A CAPA DE VEJA – Ou: Se Dilma for eleita, o presidente do Brasil acabará sendo Michel Temer. Ou: Além de dizer que a governanta sabia de roubalheira na Petrobras, doleiro diz que pode ajudar polícia a identificar contas secretas do PT no exterior. Parece que a casa caiu!

PÁGINA DUPLA VEA

O governo segurou dados negativos sobre o Ideb, a miséria e a arrecadação, entre outros, porque teme que eles possam prejudicar a votação da candidata do PT à reeleição. Já é um escândalo porque o Estado brasileiro não pertence ao partido. Ao jornalismo não cabe nem retardar nem apressar a publicação de uma reportagem em razão do calendário eleitoral. A boa imprensa se interessa por fatos e disputa, quando muito, leitores, ouvintes, internautas, telespectadores. Na terça-feira passada — há três dias, portanto —, o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, deu um depoimento estarrecedor à Polícia Federal e ao Ministério Público. A revista VEJA sabe o que ele disse e cumpre a sua missão: dividir a informação com os leitores. Se, em razão disso, pessoas mudarão de voto ou se tornarão ainda mais convictas do que antes de sua opção, eis uma questão que não diz respeito à revista — afinal, ela não disputa o poder. E o que disse Youssef, como revela VEJA, numa reportagem de oito páginas? Que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sabiam da roubalheira que havia na Petrobras.

Mais: Youssef se prontificou a ajudar a Polícia a chegar a contas secretas do PT no exterior. Segundo as pesquisas, Dilma poderá ser reeleita presidente no domingo. Se isso acontecer e se Youssef fornecer elementos que provem que a presidente tinha conhecimento das falcatruas, é certo como a luz do dia que ela será deposta por um processo de impeachment. Não é assim porque eu quero. É o que estabelece a Lei 1.079, com base na qual a Câmara acatou o processo de impeachment contra Collor e que acabou resultando na sua renúncia. O petrolão já é o maior escândalo da história brasileira e supera o mensalão.

O diálogo que expõe a bomba capaz de mandar boa parte do petismo pelos ares é este:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Youssef diz ter elementos para provar o que diz — e, em seu próprio benefício, é bom que tenha, ou não contará com as vantagens da delação premiada e ainda poderá ter a sua pena agravada. A sua lista de políticos implicados no esquema já saltou, atenção, de 30 para 50. Agora, aparece de forma clara, explícita, em seu depoimento, a atuação de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante o califado de Lula e em parte do governo Dilma. Entre outros mimos, ele revela que Gabrielli o chamou para pagar um cala-boca de R$ 1 milhão a uma agência de publicidade que participava do pagamento ilegal a políticos. Nota: Youssef já contou à PF que pagava pensão mensal a membros da base aliada, a pedido do PT, que variavam de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

Pessoas que conhecem as denúncias de Youssef asseguram que João Vaccari Neto — conselheiro de Itaipu, tesoureiro do PT e um dos coordenadores da campanha de Dilma — será fulminado pelas denúncias. O doleiro afirma dispor de provas das transações com Vaccari. Elas compõem o seu formidável arquivo de mais de 10 mil notas fiscais, que servem para rastrear as transações criminosas.

Contas no exterior

É nesse arquivo de Youssef que se encontram, segundo ele, os elementos para que a Polícia Federal possa localizar contas secretas do PT em bancos estrangeiros, que o partido sempre negou ter, é claro. Até porque é proibido. A propósito: o papel de um doleiro é justamente fazer chegar, em dólar, ao exterior os recursos roubados, no Brasil, repatriando-os depois quando necessário.

Por que VEJA não revelou isso antes? Porque Youssef só depôs na terça-feira. A revista antecipou a edição só para criar um fato eleitoral? É uma acusação feita por pistoleiros: VEJA publicou uma edição na sexta-feira anterior ao primeiro turno e já tinha planejada e anunciada uma edição na sexta-feira anterior ao segundo turno. Mas que se note: ainda que o tivesse feito, a decisão seria justificada. Ou existe alguém com disposição para defender a tese de que vota melhor quem vota no escuro?

Quanto ao risco de impeachment caso Dilma seja reeleita, vamos ser claros: trata-se apenas da legislação vigente no Brasil desde 10 de abril de 1950, que é a data da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade e estabelece a forma do processo. Valia para Collor. Vale para Dilma. Se Youssef estiver falando a verdade — num processo de delação premiada — e se Dilma for reeleita, ela será deposta. Se a denúncia alcançar também seu vice, Michel Temer, realizam-se novas eleições diretas 90 dias depois do último impedimento se não tiver transcorrido ainda metade do mandato. Se os impedimentos ocorrerem nos dois anos finais, aí o Congresso tem 90 dias para eleger o titular do Executivo que concluirá o período.

Informado, o eleitor certamente decide melhor. A VEJA já está nas bancas.

Por Reinaldo Azevedo

24/10/2014

às 2:06

Neymar apoia Aécio. Sem falsificação!

Sites da campanha da petista Dilma Rousseff tentaram falsificar o apoio do craque Neymar. Uma foto do jogador chegou a ser adulterada. O vídeo que segue abaixo é para valer, com um texto impecável. Neymar apoia Aécio Neves. Sem falsificação.

 

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 21:53

UMA INDÚSTRIA CRIMINOSA CONTRA AÉCIO – Beneficiária do Bolsa Família recebe mensagem com ameaça velada de que Aécio acabará com programa

MENSAGEM CRIMINOSA

Por Maria Lima, no Globo:
A empregada doméstica M.L.S recebeu na noite de quarta-feira uma mensagem sugerindo que, se eleito, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, pode acabar com o programa Bolsa Família. Mãe de três filhos pré-adolescentes, ela recebe cerca de R$ 500 e foi sorteada, em agosto último, para receber uma casa do programa Minha Casa Minha Vida. A secretaria de Habitação do governo do Distrito Federal despachou 50 mil cartas a inscritos no programa dizendo que teriam sido sorteados. M.L.S foi uma delas e aguarda ser chamada para receber o imóvel. E está assustada com a possibilidade de perder tudo. “ Minha vizinha também recebeu essa mensagem ontem à noite. E ela me disse que lá em Minas Gerais, onde o Aécio foi governador, estão dizendo que ele não é boa pessoa não’, contou M.L.S.”

O PSDB já entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que se investigue denúncias do uso do cadaStro único do Bolsa família em mensagens sugerindo que Aécio acabaria com o Bolsa Família. As mensagens estariam sendo veiculadas aos bolsistas, majoritariamente mulheres, onde Aécio vem perdendo terreno. “Estamos pedindo que se investigue se a campanha da presidente Dilma Rousseff ou seus apoiadores estão usando o cadastro único dos programas sociais para sugerir que Aécio acabaria com o Bolsa Família, se eleito, com o uso de robôs e empresas de telemarketing “, explicou Antônio Marra, do escritório de José Eduardo Alckmin, contratado pelo PSDB.

O número que aparece na tela como tendo enviado a mensagem, tem prefixo de Minas Gerais (31) 83435079 – mas trata-se de um robô de uma central, como se fosse de telemarketing. O texto reproduz a propaganda da candidata Dilma Rousseff na TV e diz: “O PSDB sempre chamou o Bolsa Família de Bolsa Esmola. Agora Aécio diz que não é contra. Não dá para confiar nele”. A campanha petista estaria usando um serviço de telemarketing oferecido a empresas para enviar grandes quantidades de mensagens de WhatsApp e torpedos. Há denúncias de que centrais montadas em comitês petistas estariam fazendo ligações com ameaças aos beneficiários dos programas sociais. “É mais uma prova do abuso do poder econômico da campanha petista, e do desprezo pelas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral , que proíbe o uso de telemarketing”, diz o advogado Antônio Cesar Marra, da equipe jurídica da campanha de Aécio Neves.

Estão sendo enviadas mensagens de WhatsApp e também repetindo os ataques que Dilma vem fazendo contra Aécio na TV. “A receita de Aécio e Armínio é arrocho, recessão e desemprego. Eles são contra os brasileiros melhorarem de vida. Vote Dilma13″. Neste caso, a campanha viola diretamente o contrato de usuário, que expressamente proíbe o uso de aplicativo para envio massificado de mensagens, o que descumpre o termo de serviço, a que todos os usuários devem se submeter.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 21:35

PT tenta fazer um ato em defesa de Dilma em SP e só reúne 300

É… Nem parece, não em São Paulo ao menos, que os institutos de pesquisa apontam Dilma em primeiro lugar na disputa. A petezada tentou fazer um evento em apoio à petista no Largo da Batata, onde os tucanos reuniram ontem 10 mil pessoas. Sabem quantos apareceram? 300! Um micaço.

Havia uma figura de peso lá: Alexandre Padilha…

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 21:10

DILMA E LULA SABIAM DA ROUBALHEIRA NA PETROBRAS, DIZ YOUSSEF. SE FOR VERDADE, É MATÉRIA DE IMPEACHMENT SE ELA FOR REELEITA. JÁ SERIA AGORA, MAS NÃO HÁ TEMPO

Aquilo que os petistas tanto temiam desde o começo aconteceu: a operação Lava Jato bateu em Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, e em Dilma Roussef, Eles sabiam da roubalheira vigente na Petrobras. É o que o doleiro Alberto Youssef assegurou à Polícia Federal e ao Ministério Público no curso do processo de delação premiada. Está na capa da VEJA, que começa a circular daqui a pouco. Eis a imagem. Volto em seguida.

CAPA VEJA SABIA DE TUDO

Eu poderia engatar aqui aquela máxima de Carlos Lacerda sobre Getúlio Vargas, só para excitar a imaginação de Lula, trocando a personagem. Ficaria assim: “A Sra. Dilma Rousseff não deve ser eleita. Eleita não deve tomar posse. Empossada, devemos recorrer à revolução para impedi-la de governar.”

Mas aqueles eram tempos em que as pessoas prezavam muito pouco as instituições, a exemplo de certos partidos que estão por aí. Eu não! Eu prezo a lei e a ordem. Eu prezo a Constituição do meu país. Eu prezo os Poderes constituídos.

Se as acusações de Youssef se confirmarem, é claro que Dilma Rousseff tem de ser impedida de governar caso venha a ser reeleita, mas em razão de um processo de impeachment, regulado pela Lei 1.079, que estabelece:

Art. 2º Os crimes definidos nesta lei, ainda quando simplesmente tentados, são passíveis da pena de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública, imposta pelo Senado Federal nos processos contra o Presidente da República ou Ministros de Estado, contra os Ministros do Supremo Tribunal Federal ou contra o Procurador Geral da República.

E o texto legal estabelece os crimes que resultam em perda de mandato. Entre eles, estão:
- atuar contra a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos;
- não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição;
- proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo;

Se é como diz Youssef — e lembro que ele está sob delação premiada; logo, se mentir, pode se complicar muito — , pode-se afirmar, de saída, que Dilma cometeu, quando menos, essas três infrações, sem prejuízo de outras.

Trecho do diálogo de Youssef com o  delegado:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.
— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe. Afinal, nós estamos em 2014, não em 1954.

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 17:26

Novos números Datafolha e Ibope

O Datafolha traz uma nova pesquisa nesta quinta-feira. Dilma Rousseff, do PT, continua à frente de Aécio Neves, do PSDB. Se a eleição fosse hoje, segundo o instituto, a petista teria 53% votos válidos, e ele 47%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos, para cima ou para baixo, o que descaracteriza o empate técnico da pesquisa anterior. Ainda segundo o Datafolha, a rejeição a Aécio é de 41% e a de Dilma, 37%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.

O Ibope divulgado hoje traz nos votos válidos 54% para Dilma e 46% para Aécio, o que tira os candidatos do empate técnico, segundo os parâmetros da pesquisa, que também são 2 pontos para cima ou para baixo. A rejeição de Aécio é de 42% e de Dilma 36%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Comento mais tarde.

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 16:15

PT canta vitória antecipada e celebra a eficiência do jogo sujo

Os petistas estão numa euforia espantosa. Nesta quinta-feira, cantam a vitória, dão o resultado das urnas como líquido e certo, já contam, como se diz em Dois Córregos, a minha terra, com o ovo na barriga da galinha — ou na entranha da serpente. Nas redes sociais, as agressões atingem altitudes inéditas. A violência retórica toma o lugar do pensamento; a desqualificação do outro vira o principal argumento.

Numa disputa tão acirrada, a despeito do que digam os institutos de pesquisa, é cedo para comemorar. O primeiro turno nos ensinou, já lembrei aqui, que uma eleição só acaba quando termina, com diria Chacrinha.

O que eu lamento — e isto nada tem a ver com as minhas escolhas pessoais — é que há, sim, uma grande chance de essa eleição ser decidida pelo discurso terrorista, pelo medo, pela mentira, pela maledicência, pela má-fé.

Todos os votos são legítimos. Não existe uma consciência ideal que faça escolhas ideais. Mas é preciso repudiar a mentira, venha de onde vier; repudiar a desinformação, pouco importa a sua origem.

O Bolsa Família vai continuar; não depende da vontade do futuro presidente da República. A política de valorização do salário mínimo será mantida, não importa o nome do mandatário nos próximos quatro anos. É mentira que o governo de São Paulo tenha omitido informações sobre a crise hídrica ou que mantenha um racionamento informal.

Pior: busca-se decidir uma eleição desqualificando pessoalmente um adversário. Ignora-se de modo deliberado o que pensa para dar relevo à fofoca, à baixaria, às acusações mais sórdidas.

Governar, acreditem, pode ser mais difícil do que vencer a eleição. Qualquer que seja o presidente da República, começará o mandato em 1º de janeiro sabendo que praticamente a metade dos que compareceram às urnas escolheu outro nome. Mais: dadas as abstenções, brancos e nulos, o próximo titular da Presidência lá terá chegado com o voto da minoria, não da maioria. Assumirá legitimamente o posto, mas isso não muda o fato de que a maioria fez escolhas diversas.

A violência retórica que tomou conta da campanha, com sua indústria de mentiras, desqualificações e difamações, tornará muito difícil o trabalho do mandatário. Infelizmente, há forças políticas no Brasil — e é claro que me refiro especialmente ao PT — que ainda não aprenderam que é a existência de uma oposição ativa que justifica e legitima um governo.

Não tem jeito: os petistas acreditam que só um resultado é legítimo nas urnas: o que lhes dá a vitória. Os companheiros aceitam o pressuposto democrático, desde que vençam. Essa concepção de política já chegou ao colapso. Caso se sagre vitoriosa ainda desta vez, será por muito pouco. E será em razão do terror. Caso o PT realmente vença, terá quatro anos turbulentos pela frente. Se é que vai conseguir, nessa hipótese, chegar ao fim do mandato.

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 15:36

De verdade, o PT desviou da Saúde R$ 242,4 bilhões. Nessa área, partido sempre foi a doença, não o remédio

Cento e trinta e um bilhões de reais! É quanto os três governos petistas deixaram de gastar na saúde. É a soma das verbas previstas no Orçamento que deixaram de ser usadas, que foram, como se diz em burocratês, “contingenciadas”. Alguém dirá: “Ah, mas com Orçamento é assim mesmo; nunca se usa tudo…”. Olhem aqui: cortar dinheiro justamente da Saúde, sabidamente a área mais precária do país, é um crime contra os pobres. De fato, o PT tirou dos doentes bem mais.

Entre 2003 e 2007 — em cinco dos 12 anos de governo —, o PT contou com a CPMF, o imposto do cheque, lembram-se? Eu gosto de fazer contas: nos cinco anos em que contou com a contribuição, que era imposto, o governo Lula arrecadou R$ 186,4 bilhões. Sabem quanto efetivamente foi empregado, até então, na Saúde? R$ 75 bilhões. Vale dizer: o companheiro usou R$ 111,4 bilhões para outras despesas.

Assim, se a gente somar o dinheiro da CPMF que não foi para a saúde, que foi desviado para outras áreas, com os cortes feitos no Orçamento, o PT deixou de gastar na saúde R$ 242,4 bilhões. Isso explica a situação miserável em que está o setor; isso explica por que Dilma teve de recorrer à pantomima dos médicos cubanos, os apalpadores de pobres, para fingir que está fazendo alguma coisa.

Quando Lula acusa a oposição de ter derrubado a CPMF e de ter tirado bilhões da saúde, está mentindo. Quem desviou dinheiro da saúde foi o PT; quem tomou R$ 111,4 bilhões da CPMF que eram da Saúde foi o PT; quem cortou R$ 131 bilhões da Saúde foi o PT.

Na Saúde, o PT nunca foi o remédio; sempre foi a doença.

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 14:57

Governos Lula e Dilma deixaram de gastar R$ 131 bilhões na Saúde

Na VEJA.com. Volto no próximo post.
Levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em parceria com a ONG Contas Abertas afirma que o Ministério da Saúde deixou de usar 131 bilhões de reais entre 2003 e 2014 na saúde pública. O período se refere aos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao da atual presidente, Dilma Rousseff, ambos do PT. A conta foi feita com base nos recursos autorizados pelo orçamento no período em relação ao que foi desembolsado pela pasta. Pelo cálculo feito no estudo, somente no ano passado 12,78 bilhões de reais permaneceram nos cofres. Neste ano, até outubro, dos 107,4 bilhões de reais autorizados, 80 bilhões de reais haviam sido usados.

“Há uma histórica subutilização dos recursos. Algo incoerente, sobretudo quando analisamos as necessidades do setor”, afirmou o presidente do CFM, Carlos Vital. Ele disseque recursos seriam suficientes, por exemplo para construir 320.000 Unidades Básicas de Saúde de porte 1, destinadas para atendimentos mais simples. “O cálculo é feito apenas para dar uma dimensão do que poderia ter sido destinado para o setor e não foi”, completou.

O Ministério da Saúde, em nota, contestou os dados. Afirma que nos últimos dez anos os recursos totais empenhados pela pasta alcançaram a média anual de 99% e garantiu cumprir o piso constitucional, calculado com base no que foi gasto no ano anterior, corrigido pela variação nominal do PIB.

Pelos cálculos do CFM, entre 2003 e 2014 a dotação autorizada para a área da Saúde totalizou 1,021 trilhão de reais. No período, no entanto, desembolsos foram de 891 bilhões de reais. Vital avalia que dois fatores impedem a utilização integral dos recursos. A primeira delas seria o contingenciamento, ordem dada pelo governo para que o dinheiro, embora previsto no orçamento, não seja usado. Em seguida, viriam problemas de competência administrativa.

Interação
“O dono do recurso tem de interagir, ir até seus parceiros, identificar as falhas e ajudá-los a superá-las. Faz parte da sua missão”, disse Vital. Esta não é a primeira vez que o CFM faz levantamentos sobre a utilização de recursos destinados no orçamento para o Ministério da Saúde. Em anos anteriores, resultados foram encaminhados para o Ministério Público Federal e para Tribunal de Contas da União.

O levantamento feito pelo CFM mostra que entre 2003 e 2013 foi autorizado o uso de 81 bilhões de reais em ações de investimento em saúde, como construção de Unidades Básicas de Saúde ou aquisição de equipamentos. Desse total, porém, foram gastos 30,1 bilhões de reais – de cada 10 reais para investimentos, 5,6 reais deixaram de ser aplicados. Ainda de acordo com o levantamento, este ano foram reservados para investimentos 10 bilhões de reais mas, até outubro, 3,7 bilhões de reais haviam sido efetivamente pagos.

O Ministério da Saúde dá números diferentes. Afirma que para essas ações foi autorizado o gasto de 6,4 bilhões de reais e que até outubro, 67% desse valor já havia sido empenhado. “A execução orçamentária da pasta segue o cronograma e o período do exercício mesmo considerando o ano eleitoral”, afirma a nota. Por lei, transferências da União para Estados e Municípios ficam suspensas no período de 90 dias que antecedem as eleições. A exceção fica por conta de obrigações que já haviam sido firmadas antes desse período.

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 14:48

Comunidade judaica brasileira repudia declaração de Lula

Leiam comunicado emitido pela Conib, a Confederação Israelita do Brasil, que representa os judeus em nosso pais.
*
A Confederação Israelita do Brasil, representante da comunidade judaica brasileira e entidade apartidária, vem a público repudiar as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparando ações do candidato presidencial Aécio Neves e seu partido, o PSDB, a “agressões nazistas”.

A Conib, com trajetória de inquebrantável compromisso com a democracia e o debate intenso de ideias, rejeita a banalização de um episódio trágico para a Humanidade, como o nazismo, responsável pelo Holocausto, com a morte de 6 milhões de judeus, e o assassinato de dezenas de milhões de outros inocentes, como ciganos, negros, homossexuais, comunistas, entre outros.

Entendemos o calor da campanha eleitoral e a intensidade da disputa, mas conclamamos à manutenção de padrões que sirvam à causa da democracia, e não ao aprofundamento de divisões em nossa sociedade. Defendemos enfaticamente o direito à crítica, inata ao processo democrático, mas temos a convicção de que comparar adversários de um embate eminentemente político e ideológico a nazistas distorce a História e corrói nossa democracia.

Desejamos ainda reiterar que não nos manifestamos em nome desta ou daquela candidatura ou partido político. A Conib é apartidária porque representa a comunidade judaica brasileira, onde há militantes e simpatizantes das mais diversas correntes políticas. Manifestamo-nos, sim, em respeito à memória das vítimas do nazismo.

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 6:28

LEIAM ABAIXO

Fascistoides à solta 1 – Lula compara 2014 a 1954, ano da morte de Getúlio. É… Em comum, há o mar de lama;
Fascistoides à solta 2 – Recado a Vicentinho: água não lava truculência, ignorância e má-fé;
Governo adia a divulgação de números negativos sobre a gestão Dilma com receio das urnas;
Aécio leva Marina e viúva de Campos à TV contra pancadaria do PT;
Acusado de atentado é mesmo um canadense convertido ao Islã;
Ato pró-Aécio reúne 10 mil em SP; repulsa à roubalheira mobiliza manifestantes;
Meu Deus! Estou chocado! Então os tucanos são antipetistas?;
Aécio: Lula “apequena sua biografia” ao promover baixaria;
ATAQUE TERRORISTA – Um soldado assassinado e tiros no Parlamento do Canadá. Suspeito principal: Estado Islâmico;
É preciso ver se ex-laranja de Youssef não atua para desviar investigação de foco;
Advogado de Youssef nega que ele tenha operado para o PSDB, desmente depoimento de ex-laranja de doleiro e pede acareação;
No WhatsApp, Alckmin critica uso político de crise hídrica;
— Nada mudou — no Datafolha ao menos: 52% a 48% para Dilma. E o papo da agressividade. Ou: Os brasileiros, os números e a realidade;
— O GOLPE DA ÁGUA – Nada mudou no abastecimento de água de SP; o que aumentou foi a vigarice política. Ou: Eleitor da cidade de SP daria hoje a Alckmin os mesmos votos que deu no dia 5. Isso frustrou muita gente;
— PT perde para PSDB posto de partido com maior votação na legenda para Câmara;
— O cutista e petista que preside a ANA adere ao terrorismo eleitoral da água. Quem está no lodo é a República;
— Alto endividamento faz Moody’s rebaixar nota da Petrobras;
— Aécio sobre pesquisas: “O Brasil saberá responder nas urnas”

Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 6:19

Fascistoides à solta 1 – Lula compara 2014 a 1954, ano da morte de Getúlio. É… Em comum, há o mar de lama

Lula não perdeu o juízo, é claro, porque ele tem é método. Louco não é. O que lhe tem faltado é senso de ridículo e compromisso com a verdade. Segundo ele,  o clima de “histeria” que toma conta da disputa se assemelha ao ano de 1954, quando Getúlio Vargas se matou. Aproveitou para dizer que os eleitores de Marina Silva têm a obrigação de votar em Dilma. Que grande petulância a desse senhor! Nem Marina se atreveu a dizer em quem seu eleitorado tem a obrigação de votar pela simples e óbvia razão de que ela não é dona de suas respectivas vontades. Ocorre que Lula está convicto de que é dono do Brasil.

Este senhor já comparou a oposição a nazistas e a Herodes. É claro que parte do que diz deriva de sua alastrante ignorância, compatível com seu ânimo para ofender pessoas. Num comício em Porto Alegre, afirmou nesta quarta: “A mesma histeria que a direita tinha contra Getúlio, nos anos 50, eu vejo estampada no discurso dos nossos adversários”. Ele ainda ironizou o papel da imprensa, dizendo que a mídia claramente “não tem partido nem candidato” — tentando sugerir o contrário. Ora, basta ler certo noticiário e acompanhar algumas emissoras de TV para constatar que certa mídia tem, de fato, é CANDIDATA.

Direita, Lula? Onde está a direita? Vamos ver os partidos que compõem a coligação “Com a Força do Povo”, de Dilma: PT, PMDB, PSD, PP, PR , PROS, PDT, PCdoB e PRB. Como? Então o PSD, o PP, o PROS e o PRB, de Edir Macedo, se tornaram agora notórios esquerdistas? Sem contar que o PMDB junta uma boa fatia dos conservadores brasileiros. A acusação é de um ridículo ímpar.

A propósito: a ser como quer Lula, estão faltando dois cadáveres na história e um ferido. Quem se candidata no PT a repetir o gesto de Getúlio? Quem será o major Rubem Vaz, assassinado pelos capangas do então presidente, que tentavam matar Carlos Lacerda? Quem vai levar um tiro no pé, a exemplo do então líder da oposição? Que bate-pau do governo de turno se candidata ao papel de Gregório Fortunato, o homem que tramou o atentado contra o principal adversário de Getúlio? A tese é de uma ignorância soberba, embora isso lhe tenha sido soprado aos ouvidos pelos intelectuais de quinta categoria do petismo.

É bem verdade que, de certo modo, Lula tem razão: uma coisa há em comum com 1954: o mar de lama. Existia há 60 anos; existe hoje — com a diferença de que aqueles eram tempos da bandidagem quase romântica. A de agora se profissionalizou.

Texto publicado às 20h20 desta quarta
Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 6:17

Fascistoides à solta 2 – Recado a Vicentinho: água não lava truculência, ignorância e má-fé

Em matéria de baixaria, eles não têm nem nunca tiveram limites. Vicentinho, deputado petista, que já foi considerado um “moderado” por alguns, afirmou sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “Ele foi aprender em Paris a viver sem banho por conta do problema de abastecimento que atinge os paulistas”. A piada teve origem num comentário feito nas redes sociais por uma pena de aluguel do petismo, segundo quem teria faltado água em Higienópolis, o bairro em que mora o ex-presidente. Nota: não faltou água em Higienópolis. Aliás, inexiste racionamento de água na cidade. Então tudo está normal? Não!

Vicentinho deu essa resposta ao ser questionado sobre uma afirmação de Lula, segundo quem os tucanos “são nazistas”. Ora vejam… Assim anda o jornalismo: o mandachuva petista acusa o PSDB de ser nazista, e a imprensa vai perguntar o que seu subordinado acha disso. É o que se chama, no jargão jornalístico, “repercutir”, num uso detestável e errado da palavra. Pois é. Então, agora, ficamos assim: quando um chefão do PT acusar algum adversário de alguma coisa, deve-se “repercutir” a acusação com o chefete… Talvez não seja o fim dos tempos, mas pode ser o fim do jornalismo.

A afirmação de Vicentinho é de uma grosseria estupefaciente. Ele não disputa eleição. Nem FHC. O ex-presidente tem uma enorme folha de serviços prestados ao país. O menor deles foi ter impedido o PT de vencer a disputa duas vezes, quando o próprio Lula já admitiu que não estava preparado para governar o país. O maior, todo mundo sabe, é o Plano Real, que conseguiu nos dar um futuro. E esse bem maior se realizou contra a vontade do PT.

Vicentinho está se confundindo. Sabem onde falta água? Em Guarulhos, por exemplo, cidade que tem seu próprio sistema de abastecimento e que é administrada pelo PT desde 2001.

De novo: existem dificuldades de abastecimento na cidade de São Paulo em razão da falta de chuva? Sim. E todo mundo já sabia disso no primeiro turno da eleição. A situação, neste momento, não é nem pior nem melhor do que era. É estupidamente mentiroso o boato que circula de que a Sabesp passou a fornecer menos água depois da reeleição consagradora de Alckmin.

O PT tem todo o direito de tentar ganhar a eleição. Opor-se ao adversário é o sal da democracia — ou se tem uma ditadura. Mentir de forma tão descarada — com o auxílio, infelizmente, de parte da imprensa — não é parte do jogo. Quanto a Vicentinho, dizer o quê? Água não lava truculência, ignorância e má-fé.

Texto publicado às 22h06 desta quarta
Por Reinaldo Azevedo

23/10/2014

às 5:25

Governo adia a divulgação de números negativos sobre a gestão Dilma com receio das urnas

Na semana passada, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão subordinado à SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) decidiu adiar para depois do segundo turno a sua avaliação dos microdados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013. A justificativa é que a publicação feriria a Lei Eleitoral. Talvez seja a maior mentira jamais contada por ali. Para que serve essa avaliação? Para demonstrar se o número de pobres e miseráveis caiu, cresceu ou ficou na mesma. Pesquisadores independentes que trabalharam com os dados do IBGE constataram que a miséria parou de cair no país em 2013 e até aumentou um pouco. O governo Dilma, então, decidiu esconder os números.

Reportagem da Folha desta quinta mostra que o governo federal decidiu omitir dos brasileiros também as informações sobre o desempenho dos alunos em português e matemática e sobre a arrecadação de tributos. Os números das duas áreas foram considerados negativos para a campanha da candidata Dilma Rousseff à reeleição. É espantoso! Políticas públicas, de estado, como a gente vê, estão subordinadas ao calendário eleitoral. Dados sobre o crescimento do desmatamento também foram amoitados.

Como informa o jornal, “no caso da educação, tradicionalmente até agosto, são apresentados os resultados de um exame nacional aplicado, a cada dois anos, a mais de 7 milhões de alunos. Em setembro, o Ministério da Educação divulgou indicador que usa como base a prova de 2013 e a taxa de aprovação dos alunos — o Ideb —, sem mostrar qual foi o resultado em cada âmbito. Assim, não é possível saber como está o nível atual dos estudantes brasileiros em português e matemática.”

O país chegará às eleições do dia 26 de outubro sem conhecer os dados da arrecadação de setembro, que deve ter caído em razão do fraco desempenho da economia.

As pessoas prestam, assim, tanta atenção a esses números? Normalmente, não. Ocorre que a eleição está, quando menos, empatada contra Dilma — digo que é “contra” porque é ela que tem a máquina na mão. Qualquer notícia considerada negativa pode pesar nesse equilíbrio delicado.

Em democracias mais respeitosas e respeitadas, a divulgação de números que expressam a eficiência ou ineficiência de políticas públicas não ficaria sujeita à vontade do governante de turno. Assim são eles até que assim formos nós, se é que me entendem.

Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 23:29

Aécio leva Marina e viúva de Campos à TV contra pancadaria do PT

Na VEJA.com:
Bombardeado desde o último final de semana por ataques pessoais feitos pelo PT, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez um longo depoimento em seu programa eleitoral na TV apontando “a onda de calúnias” propaladas contra ele na reta final da eleição. O tucano exibiu mensagens de apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto numa tragédia aérea em agosto.

Marina afirmou que foi vítima na primeira etapa da eleição dos ataques feitos pela campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff que agora se repetem contra o tucano. “Eduardo Campos e eu fomos vítimas da mesma estratégia destrutiva que agora é usada contra Aécio”, disse. “Não se deixem intimidar pela campanha que a candidata Dilma está fazendo”, completou. Na sequência, Renata Campos também deixou mensagem afirmando que Aécio “não representa um partido, mas um conjunto de forças que se juntaram no segundo turno”.

Aécio lembrou a artilharia desferida pelo PT a Eduardo Campos e afirmou que “as mesmas pessoas que chamaram Eduardo Campos de playboy agora dizem o mesmo sobre ele”. Foi um recado direto ao ex-presidente Lula, que tem capitaneado a onda de baixarias em comícios pelo país – algo lamentável para um ex-presidente da República. Além de chamar o tucano de “playboy”, Lula tem dito que o tucano é violento com mulheres: “Fui acusado de comportamento criminoso, de ser desrespeitoso com as mulheres, uma ofensa à minha esposa e à minha filha”.

O tucano ainda citou o terrorismo eleitoral feito pelo PT, que desde o início da campanha espalha o discurso do medo, segundo o qual programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida serão encerrados se o PT deixar o poder e bancos públicos serão privatizados. “Não podemos ter medo do PT. Eu não tenho medo do PT”, disse.

Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 23:25

Acusado de atentado é mesmo um canadense convertido ao Islã

 Na VEJA.com:
A polícia canadense está investigando um homem identificado como Michael Zehaf-Bibeau, que seria o responsável pelos ataques desta quarta-feira em Ottawa. O suspeito, nascido em 1982, tinha um histórico de uso de drogas antes de se converter ao islã, informou a rede CNN. O jornal The Globe and Mail afirmou que ele era conhecido pelas autoridades canadenses, e recentemente foi designado como um “viajante de alto risco” e que seu passaporte foi confiscado. Fontes do governo americano disseram que as agências de inteligência foram advertidas de que o atirador era um canadense convertido ao islã. As circunstâncias são as mesmas que cercavam Martin Rouleau-Couture, que atropelou deliberadamente dois soldados na segunda-feira, fugiu da polícia e acabou sendo morto. O soldado morto nesta quarta foi identificado como o reservista Nathan Cirillo, de 24 anos.

Ele estava em treinamento para integrar a agência de serviços de fronteira, segundo a imprensa canadense. A polícia disse que a investigação continua, mas não confirmou as informações de que mais de um atirador estaria envolvido no ataque. As autoridades pediram a testemunhas que informassem sobre qualquer detalhe que pudesse ajudar nas investigações. A morte de um suspeito e também do soldado foram confirmadas horas depois do início dos ataques. “Uma das vítimas do tiroteio morreu devido aos ferimentos. Era membro das forças canadenses. Nossos pensamentos e orações estão com seus entes queridos”, declararam as autoridades.

Cirillo foi baleado pouco antes das 10 horas, pelo horário local, quando cumpria seu turno como sentinela no Memorial de Guerra Canadense. Pouco depois desse ataque, tiros foram ouvidos dentro do prédio do Parlamento, que foi isolado pela polícia. A informação sobre outro ataque perto de um shopping center não foi confirmada oficialmente. O edifício invadido abriga a Câmara e o Senado canadenses, bem como os escritórios dos congressistas e a administração das duas Casas legislativas. No momento do ataque, o primeiro-ministro Stephen Harper estava em seu escritório no Parlamento. Ele foi retirado do edifício em segurança.

Ameaça terrorista
Nesta quarta-feira o Canadá havia elevado de “baixo” para “médio” o nível de ameaça terrorista no país. O Ministério da Segurança Pública do Canadá explicou em comunicado que a decisão não responde a uma ameaça específica contra o país, mas “está vinculada a um aumento geral de conversas de organizações radicais como o Estado Islâmico (EI), Al Qaeda, Al Shabab e outras”. Ainda segundo o comunicado, “este nível significa que a informação da inteligência indica que um indivíduo ou grupo no Canadá ou no exterior tem a intenção e a capacidade de cometer um ato de terrorismo”.

Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 23:18

Ato pró-Aécio reúne 10 mil em SP; repulsa à roubalheira mobiliza manifestantes

Um ato em favor da candidatura de Aécio Neves, em São Paulo, reuniu 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. A concentração foi marcada para o Largo da Batata, na Zona Oeste — local que ficou famoso por ser ponto de encontro dos manifestantes de junho de 2013 —, e seguiu pela Avenida Faria Lima. Políticos e artistas se juntaram. Discursaram em favor da mudança Miguel Reale, José Serra, FHC, Eduardo Jorge, Gilberto Natalini, Paulinho da Força, Walter Feldman, a cantora Wanessa Camargo, que cantou o Hino Nacional, e Ronaldo, o Fenômeno. O clima era de euforia. Manifestações foram marcadas em ao menos 15 cidades para esta quarta, por intermédio das redes sociais.

“O Brasil não aguenta mais inflação com corrupção e incompetência, afirmou FHC, que acrescentou: “Nós temos a obrigação de levar Aécio Neves à Presidência da República para que ele realmente reponha o Brasil no caminho correto, no caminho do crescimento econômico com distribuição de renda, com manutenção das políticas sociais, que nós implantamos. No caminho da manutenção do aumento do salário mínimo, que, no meu tempo, foi o dobro do tempo da Dilma Rousseff”.

Os gritos de guerra insistiam na repulsa ao roubo do dinheiro público: “Dilma, vai embora, o Brasil não quer você, aproveita e leva o Lula e os vagabundos do PT”; “O PT roubou” e “Fora PT”. Ah, sim: numa campanha em que a própria presidente da República resolveu fazer digressões sobre o bafômetro, não parece exatamente um exagero quando manifestantes gritaram: “Lula, cachaceiro, roubou o meu dinheiro”.

Petistas, claro!, chamarão a manifestação de, como é mesmo?, “política do ódio”. Amor é aquilo que a gente vê nos palanques dos petistas, quando comparam seus adversários a nazistas, por exemplo.

Em vários sites de grandes veículos de comunicação, a gente nota que jornalistas se divertem ao registrar a voz dos manifestantes. Quanto mais agressiva e historicamente errada e imprecisa for a fala, melhor. Não julgo intenções, mas fatos: ao se escolherem as declarações mais agressivas e menos esclarecidas, é claro que se tenta caracterizar o eleitorado tucano como ignorante e truculento. Exemplo de fineza e sofisticação, como a gente sabe, são os que defendem a candidatura Dilma — uma gente conhecida, antes de mais nada, pela tolerância, não é mesmo?

Quando menos, o jogo segue empatado, e o PT sabe disso. Isso está deixando os companheiros ensandecidos. A “luta” se dá em todas as frentes.

Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 22:30

Meu Deus! Estou chocado! Então os tucanos são antipetistas?

Leio na Folha Onbline o seguinte título:
“Em ato de apoio a Aécio com FHC e Ronaldo, predomina clima antipetista”

Ufa! Que bom! Então ainda estamos numa democracia! Se, num comício de tucanos, predominasse um clima petista, aí é muito provável que a nossa democracia fosse parecida, assim, com a da Coreia do Norte, onde se é obrigado a adorar o “Estimado Líder” da hora.

Digam-me: a alguém ocorreria dar o seguinte título: “Em ato de Dilma com Fulano e Beltrano, predomina clima antitucano”?

A resposta é “não”, e acho que alguém logo atentaria para o absurdo da coisa. É que ser antitucano parece normal, uma imposição da natureza. Já ser um antipetista pode ser facilmente confundido com crime e preconceito, certo?

Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 20:16

Aécio: Lula “apequena sua biografia” ao promover baixaria

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou nesta quarta-feira o papel desempenhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final das eleições deste ano. Desde o último final de semana, Lula tornou-se protagonista da baixaria promovida contra o PSDB.  “O Lula não está disputando a eleição, eu o ignoro. Mas lamento apenas que um ex-presidente da República se permita cumprir um papel tão inexpressivo como o que ele vem cumprindo no final dessa campanha eleitoral”, disse Aécio, numa rara menção ao petista. “É triste para sua própria biografia. Só quem perde com isso é ele, que apequena sua biografia com ataques torpes e absurdos”, completou. Embora não seja candidato a nenhum cargo nas eleições deste ano, Lula tem feito ataques pessoais a Aécio, a quem chamou de “filhinho de papai” e insinuou que agride mulheres. “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”, afirmou Lula em Belo Horizonte no último sábado. O ex-presidente também comparou o tucano a Fernando Collor de Melo, candidato que em 1989 que protagonizou baixarias contra o próprio petista e, ironicamente, hoje é seu aliado. Nesta terça, o petista chegou ao ponto de comparar tucanos a nazistas.
 
Para minimizar o terrorismo eleitoral disseminado pelo PT, Aécio Neves reiterou nesta quarta o compromisso de manter programas sociais, como o Bolsa Família, fortalecer o papel dos bancos públicos, acabar com o aparelhamento da máquina estatal e discutir um mecanismo para acabar com o fator previdenciário. “Nessa reta finalíssima da campanha é hora de reiterarmos alguns compromissos: o primeiro deles é o compromisso de garantir a continuidade dos programas sociais em andamento, em especial do Bolsa Família. O segundo, o compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, com a sua profissionalização e com a valorização dos servidores de carreira. Falo isso, em especial, aos servidores da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, do BNDES e de empresas públicas, como os Correios, a Petrobras e a Eletrobras”, disse. “Quero reiterar meu compromisso com os aposentados brasileiros. Vamos rever o fator previdenciário e encontrar uma forma de não impactar e punir os aposentados brasileiros.”
 
Mais uma vez, Aécio Neves disse ser o “candidato de amplo sentimento de mudança” e afirmou que, diante de todos os ataques, “deixa que as pessoas respondam nas urnas todas essas infâmias”. “A verdade vai vencer a mentira e as propostas vão vencer os ataques. Tenho certeza que o Brasil novo, renovado nos seus valores e nas suas práticas vai vencer o Brasil velho e antigo que é representado hoje por este governo”, declarou. “Essa campanha vai ficar marcada na história do Brasil como a campanha da infâmia por parte dos nossos adversários.”
Por Reinaldo Azevedo

22/10/2014

às 16:16

ATAQUE TERRORISTA – Um soldado assassinado e tiros no Parlamento do Canadá. Suspeito principal: Estado Islâmico

O pior pode estar em curso, e o Canadá talvez tenha sido só a primeira vítima. Vamos lá.

A região central de Ottawa, onde fica o Parlamento do país, foi fechada na manhã desta quarta e cercada por homens fortemente armados depois que três tiroteios deixaram pelo menos um soldado morto. Não se sabe o número de atiradores — um deles também teria morrido.

Os três incidentes armados, desconfia a polícia, se deram de maneira coordenada. Um deles ocorreu no Memorial da Guerra, onde o soldado morreu, e dois outros no centro comercial. Um dos atiradores se refugiou depois no Parlamento, onde estava o primeiro-ministro, Stephen Harper. Segundo testemunhas, pelo menos 20 tiros foram ouvidos. Um porta-voz do hospital de Ottawa, citado pela Reuters, informa que a instituição recebeu três feridos a bala depois dos incidentes. Além do soldado que morreu, havia duas outras pessoas, e uma delas seria guarda do Parlamento. Vídeo (no alto) mostra a operação policial no interior do Parlamento, com muitos tiros.

Tão logo se deu alarme da invasão do Parlamento, Harper e outros membros do governo foram retirados do prédio e levados para uma área considerada segura.

Os ataques em Ottawa ocorrem dois dias depois de um rapaz investigado por ligações com o jihadismo ter atropelado de forma deliberada dois soldados em Quebec — um deles morreu. O assassino, que também foi morto, se chamava Martin Rouleau Coulture, tinha 25 anos e havia se convertido ao islamismo. No dia em que Coulture praticou o atentado, aviões canadenses haviam chegado ao Kwait para integrar as forças ocidentais que fazem ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Estado Islâmico
As autoridades evitam falar o nome da coisa, mas o nome da coisa povoa todas as mentes: Estado Islâmico. O grupo prometeu praticar atentados em todos os países que decidissem integrar as forças que realizam ataques a bases dos terroristas na Síria e no Iraque.

Pior: segundo o anúncio que fizeram, essas ações seriam perpetradas pelos naturais de cada país. À diferença do modus operandi conhecido do terror até agora, os homicidas-suicidas anunciados pelo Estado Islâmico não seriam estrangeiros. Não! Eles contam com o fanatismo de convertidos, como era o caso de Coulture, sem nenhuma vinculação histórica, cultural ou familiar com o islamismo. Na maioria das vezes, esses jovens são recrutados ou pela Internet ou por intermédio de religiosos islâmicos extremistas, que atuam livremente nas democracias.

Caso se confirme que o evento desta quarta também está relacionado com o Estado Islâmico, parece que os países ocidentais estão com um problema gigantesco nas mãos. Não são apenas os ataques aéreos às bases dos terroristas na Síria e no Iraque que estão se mostrando inúteis. Também no front interno, parece que as táticas para enfrentar o extremismo se mostram ineficazes.

 

Por Reinaldo Azevedo
 

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