Blogs e Colunistas

Uruguai

31/07/2011

às 21:13 \ Frases

Escolha rigorosa

“Ganhamos o troféu Fair Play, e quem recebeu foi o Lugano. É como dar o prêmio da paz ao Bin Laden”.

El Loco Abreu, atacante da seleção uruguaia, campeã da Copa América, brincando com a fama de implacável do zagueiro Lugano.

02/06/2011

às 17:31 \ Feira Livre

A grande conversa entre Chico Anysio e Dilma Rousseff

Trecho do programa Zorra Total do dia 21 de maio de 2011:

25/11/2009

às 14:08 \ Sanatório Geral

Toda exceção tem regra

“Lula tem certeza de que em um segundo governo da esquerda uruguaia, comandada por Mujica, a relação entre nossos povos será mais produtiva e rica, especialmente na área do Mercosul”.

Olívio Dutra, ao aplaudir o apoio do presidente brasileiro ao candidato José Mujica, explicando que Lula, quando diz que “não se mete em assuntos de outros países”, enuncia uma regra que é válida para o Irã mas, como todas, tem exceção, o que permite discurseiras eleitorais sobre a Venezuela, os Estados Unidos, o Paraguai, Honduras e qualquer outro lugar do mundo em que o cara resolva intrometer-se.

07/08/2009

às 1:17 \ Direto ao Ponto

O carrasco uruguaio e o terrorista italiano merecem o mesmo destino

O Supremo Tribunal Federal autorizou nesta quinta-feira a extradição para a Argentina do coronel uruguaio Manuel Cordero Piacentini. Participante da Operação Condor, que tornou mais sinérgicas e brutais as ofensivas conjuntas dos órgãos de repressão a serviço de ditaduras sul-americanas, Piacentini será julgado pelo sequestro do argentino Adalberto Valdemar Soba Fernandes, ocorrido em 1976. Adalberto tinha 10 anos de idade.

O STF acertou. Quem faz o que Piacentini fez deve ser exemplarmente punido.  Até o fim de setembro, os ministros julgarão o pedido de extradição de Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália. Quem faz o que ele fez deve sofrer tal castigo. Não há diferenças relevantes entre o carrasco da Operação Condor e o terrorista em recesso. Merecem o mesmo destino, tem certeza disso Adriano Sabbadin, filho de uma das vítimas de Battisti.

Ele tinha 17 anos quando testemunhou a execução de Lino Sabbadin, um açougueiro que morreu por não saber distinguir um assalto a mão armada de uma expropriação revolucionária.  Em janeiro de 1979, quando rechaçou a bala o bando que invadiu o açougue na cidadezinha perto de Roma, Lino atirou num ladrão sem imaginar que acertaria um guerrilheiro designado para expropriar o capital de um comerciante burguês. A chefia do grupo Proletários Armados para o Comunismo decidiu-se pela pena de morte. Em 16 de fevereiro, os assaltantes do mês anterior voltaram para executar a sentença.

O que Adriano viu e ouviu tinha jeito de assassinato e cara de assassinato. Depende da posição do espectador, ensinaram panfletos distribuídos pelo PAC para festejar a vitória na Batalha do Açougue. Visto da extremidade esquerda da platéia, por exemplo, o que parece assassinato é um justiçamento revolucionário, e o que se assemelha a um grupo de extermínio é um comando de heróicos guerrilheiros.

“Eles chegaram às quatro e meia”, lembra Adriano. Os pais atendiam um freguês no balcão e ele falava ao telefone na parte dos fundos quando os tiros começaram. “Fiquei apavorado e subi correndo para o segundo andar, onde ficava a casa da família. Esperei uns dois ou três minutos intermináveis e me aproximei da janela que dava para a rua”. Três jovens sairam pela porta da frente e entraram num carro estacionado metros além. Adriano desceu e viu o pai estirado numa poça de sangue, ao lado da mãe com o avental branco manchado de vermelho.

Ele se espantou com a versão dos matadores nos depoimentos à Justiça: haviam cometido um crime político. É o que acha o governo brasileiro, espantou-se mais ainda 30 anos depois daquela tarde, ao saber da decisão do ministro Tarso Genro. Punido pela participação no assassinato de Sabbadin e de mais três “contrarrevolucionários”, Battisti foi inocentado pelo juiz ocasional, que o promoveu a  ”refugiado político” e pôs na conta das motivações ideológicas o prontuário de um ladrão vocacional com mestrado em latrocínio.

Na Itália dos anos 70, não havia tiranias a combater ou déspotas a derrubar. Muito menos guerrilheiros dispostos a matar ou morrer pela liberdade.  Textos produzidos pelo grupo entre  1976 e 1979 comprovam que Battisti e seus comparsas roubaram e mataram para  implantar a ditadura. O atrevimento de Tarso, avalizado pelo presidente, foi mais que um insulto à Itália. Foi também a reafirmação do menosprezo do governo Lula pela liberdade, pela democracia e por outros caprichos burgueses.

Cumpre ao STF corrigir o erro premeditado de Tarso Genro. Se a extradição for recusada, o PCC não pode esperar um só dia para trocar esse Primeiro Comando da Capital da certidão de batismo por um bem mais conveniente Partido dos Comunistas Convertidos. O primeiro nome costuma dar cadeia. O segundo permite roubar e matar sob a proteção do governo brasileiro.


 

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