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UNE

19/08/2015

às 16:22 \ Direto ao Ponto

Vote na enquete (ou sugira outra opção): Qual destas organizações não pode ficar fora da manifestação que o PT, a CUT e o MST convocaram para 20 de agosto?

[Título da Pauta]

 

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16/08/2015

às 11:04 \ Opinião

Fernando Gabeira: O grito dominical

Publicado no Globo

FERNANDO GABEIRA

Hoje é domingo, dia de manifestação. Dia singular, pois podemos sair às ruas e dizer em alta voz o que queremos para o país. Digo singular porque o grito nas ruas nos libera do esforço, construindo mediações nas relações cotidianas. Outro dia, ia entrevistar um prefeito do PT no interior a propósito de algo muito positivo que acontece em sua cidade. No entanto, eu me vi planejando uma pergunta indispensável, com o máximo de diplomacia: “O que o senhor acha dessas coisas que acontecem com o PT?”

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12/08/2015

às 14:45 \ Direto ao Ponto

A farsa em frangalhos: o guerreiro do povo brasileiro era só um caçador de pixuleco

Dirceu foto

PRESO NA OPERAÇÃO PIXULECO, informa a mais recente anotação no prontuário de José Dirceu de Oliveira e Silva, mineiro de Passa Quatro, 69 anos, advogado com especialização em corrupção ativa e formação de quadrilha. A palavra que batizou a 17ª etapa da Lava Jato, usada pelo gatuno João Vaccari Neto como sinônimo de propina, é vulgar na forma, abjeta no conteúdo e rima com José Dirceu. Pixuleco é um nome perfeito para a operação que consumou a morte política do general sem soldados ─ e implodiu uma farsa que durou quase meio século.

Como pôde durar tanto a vigarice protagonizada por um compulsivo colecionador de fiascos? Já em 1968, quando entrou em cena fantasiado de líder estudantil, nosso Guevara de galinheiro namorou uma jovem chamada Heloísa Helena sem saber que convivia dia e noite com “Maçã Dourada”, espiã a serviço da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia nem precisaria arrombar a porta do apartamento onde o casal dormia: a namorada faria questão de abri-la. No mesmo ano, a usina de ideias de jerico resolveu que o congresso clandestino da UNE marcado para outubro, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores.

Intrigado com o tamanho da encomenda ─ 1.200 pães por manhã ─ o padeiro que nunca fora além de 300 por dia procurou o delegado, que ligou para a Polícia Militar, que prendeu todo mundo. Libertado 11 meses pelos sequestradores do embaixador americano Charles Elbrick, declarou-se pronto para recomeçar a guerra contra a ditadura, fez uma escala no México, aprendeu a empunhar taças de tequila e enfim entendeu que chegara a hora de matricular-se num cursinho de guerrilha em Cuba que, por falta de verba para balas de verdade, municiava os futuros revolucionários com balas de festim.

Combatente diplomado, submeteu-se a uma cirurgia para que o nariz ficasse adunco antes de regressar ao Brasil na primeira metade dos anos 70. Percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de mandar chumbo no campo, mandou-se para Cruzeiro do Oeste, interior do Paraná, armado de documentos que o apresentavam como Carlos Henrique Gouveia de Mello, comerciante de gado. Logo se engraçou com a dona da melhor butique da cidade, adiou por tempo indeterminado a derrubada do governo e se entrincheirou na máquina registradora do Magazine do Homem.

Em 1979, a decretação da anistia animou o forasteiro conhecido no bar da esquina como “Pedro Caroço” a contar quem era à mãe do filho de cinco anos e avisar que precisava voltar à cidade grande. Afilou o nariz com outra cirurgia e reapareceu em São Paulo ansioso por recuperar o tempo perdido. A gula e a pressa aceleraram a expansão da cinzenta folha corrida. Deputado estadual e federal pelo PT paulista, rejeitou todas as propostas de todos os governos. Presidente do partido, instalou Delúbio Soares na tesouraria. Com o triunfo de Lula em 2002, o pecador trapalhão foi agir na capital federal.

Capitão do time do presidente, mandou e desmandou até a erupção do escândalo inaugural: um vídeo provou que Dirceu promovera a Assessor para Assuntos Parlamentares o extorsionário Waldomiro Diniz, com quem havia dividido um apartamento em Brasília. Era só mais um no ministério quando, em 2005, o Brasil ficou sabendo que o chefe da Casa Civil também chefiava a quadrilha do mensalão. Despejado do emprego em junho, prometeu mobilizar deus e o mundo, além dos “movimentos sociais”, para preservar o mandato em perigo. Em dezembro, conseguiu ser cassado por uma Câmara que inocenta até a bancada do PCC.

Sem gabinete no Planalto ou no Congresso, sem rendimentos regulares e sem profissão definida, escapou do rebaixamento à classe média ao descobrir o mundo maravilhoso dos consultores de araque. Com a cumplicidade dos afilhados que espalhara pela administração federal, Dirceu não demorou a tornar-se um próspero facilitador de negociatas engendradas por capitalistas selvagens. Em 2012, o julgamento do mensalão ressuscitou o perseguido político: de novo, jurou que incendiaria o país se o Supremo Tribunal Federal fizesse o que deveria fazer. Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, entrou no presídio com um sorriso confiante e o punho erguido.

O Dirceu que voltou à cadeia a bordo das bandalheiras do Petrolão é uma versão avelhantada do sessentão que deixou a Papuda para cumprir em casa o restante da pena. Desfrutou por poucos meses do poder que perseguiu desde o berçário. Desfrutou por poucos anos da fortuna que passou a perseguir depois do regresso à planície. O casarão em Vinhedo é uma das muitas evidências tangíveis de que José Dirceu é hoje um milionário. Para quê? Para nada. De que vale a posse de mansões para alguém forçado a dormir no xilindró?

Tropas comandadas por um guerrilheiro de festim só conseguem matar de riso, repete esta coluna há seis anos. As dúvidas que assaltaram muitos leitores foram dissolvidas pela implosão do embuste. O guerreiro do povo brasileiro era apenas um caçador de pixuleco.

Casa Dirceu Vinhedo

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25/04/2015

às 18:55 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Nós’ somos só isso

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Há vários anos o Brasil se acostumou a ouvir do governo, das suas principais lideranças e dos chefes do seu partido que o país se divide em dois — “nós” e “eles”. Esse “nós” quer dizer, em resumo, o ex-presidente Lula, seus admiradores e os que mandam hoje na máquina do governo; segundo a visão oficial, representam todas as virtudes possíveis de encontrar na vida pública, e por isso são os únicos que têm o direito de governar. “Eles” são todos os demais, e principalmente quem não concorda com as atitudes e os atos do ex-presidente, do PT e do governo nestes últimos doze anos.

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02/04/2015

às 20:38 \ História em Imagens

A vaia que calou o companheiro Rossetto no congresso da UNE avisa que a Ópera dos Farsantes já irrita até plateias amestradas

Nesta quinta-feira, vários leitores exigiram a divulgação do vídeo que resume o retumbante fracasso protagonizado pelo ministro Miguel Rossetto em 2 de fevereiro. O secretário-geral da Presidência baixou no congresso da UNE com o sorriso confiante de quem saboreia antecipadamente um sucesso de público e crítica. Pronto para ouvir salvas de palmas e gritos de apoio puxados por dirigentes da entidade, foi espancado impiedosamente pelo som da fúria.

Coléricos com a aparição do companheiro gaúcho, os participantes do encontro interromperam o falatório já na primeira frase com uma vaia de assustar Nelson Rodrigues, permeada por berreiros hostis. Atônito, Rossetto retrucou com menções desconexas à direita em geral e à TV Globo em particular. O vídeo de 1 minuto informa: os figurões do lulopetismo, que já caíram fora das ruas, logo estarão distantes também de auditórios. A Ópera dos Farsantes ficou insuportável até para plateias amestradas.

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13/04/2014

às 7:24 \ O País quer Saber

Especial VEJA: José Serra — “Encerra, Serra. Encerra”

Publicado na edição impressa de VEJA

serra1964

Seis meses antes do golpe, o presidente da União Nacional dos Estudantes, um jovem chamado José Serra, reuniu-se com o presidente João Goulart no Rio de Janeiro. Em nome da Frente de Mobilização Popular, união de grupos de esquerda que apoiava o governo, exigiu que Jango desistisse do projeto que instituía o estado de sítio, uma das muitas de suas fracassadas artimanhas. Ouviu uma resposta surpreendente: “Olha, jovem, tu não precisas te preocupar porque já tomei providências para retirar. Não deixem essa notícia circular, pois vou anunciar depois de amanhã. Mas o estado de sítio não era para agredir vocês, não era contra o povo. Agora, vou lhe dizer uma coisa: eu não vou terminar este mandato, não. Não chegarei até o fim”.  O líder estudantil pressentiu o fim. “Fiquei assombrado ao ouvir do presidente, conformado, uma convincente previsão pessimista sobre o destino do seu mandato. Em nenhum momento mais, essa ideia me abandonou”, conta Serra.

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03/01/2014

às 19:00 \ O País quer Saber

No dia das manifestações organizadas por quem se apresenta como representante do povo, povo foi o que menos se viu

tarja-an-melhores-do-ano-2013

PUBLICADO EM 12 DE JULHO


BRANCA NUNES

Em vez dos cartazes de cartolina com dizeres manuscritos – NÃO SÃO SÓ 20 CENTAVOS, QUEREMOS HOSPITAIS PADRÃO FIFA, TOLERÂNCIA ZERO PARA A CORRUPÇÃO e várias reivindicações bem humoradas –, banners, a grande maioria vermelhos, com slogans como “O petróleo é nosso”, “Não à terceirização”, e “Pela taxação das grandes fortunas”. Em vez das bandeiras do Brasil e das caras pintadas de verde e amarelo, estandartes da CUT, da Força Sindical, do Sindicato dos Comerciários, do PSOL, da UNE, do PSTU, do MST e de dezenas de partidos e movimentos sociais. Em vez de palavras de ordem cantadas em coro, berros individuais vindos do carro de som.

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02/07/2013

às 10:09 \ Feira Livre

Reynaldo-BH: Os jovens que estão nas ruas não têm nada a ver com a UNE e o PT

REYNALDO ROCHA

“O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros.” (Goethe).

Qual a característica marcante de um jovem? Certamente a inconformidade. Que se traduz na crítica (por vezes ácida), pelo desejo de lutar (mesmo que por vezes por caminhos irreais) e na iconoclastia (mesmo que alguns ídolos sejam até jovens).

Nada afronta mais o que Nelson Rodrigues chamava ─ ironicamente ─ de “um mal que se cura com a idade” do que a venda de valores, a adesão a poderosos e a idolatria a quem os usam como sangue novo em velhos zumbis.

Vampiros preferem o sangue dos jovens. Pagam por eles, segundo a literatura de terror. E a vida, por vezes, imita a ficção.

A “vampirização” de Dilma e asseclas é tão evidente que, ao menos isso, os jovens deveriam “reconhecer a verdade já reconhecida por outros”, como dizia Goethe. Até por que alguns dos não jovens já foram vampirizados por outros. Em passado não muito distante.

A UNEA (Apud Augusto Nunes ─ União Nacional dos Estudantes Amestrados), que se mantinha calada e escondida, deu as caras. Com ela a Juventude do PT, UBES, Marcha das Vadias, etc.

Todos com bandeiras debruçadas na mesa de reunião. E com o sorriso dos rendidos adorando Dilma, Gilbertinho e Mercadante.

Cordatos, contentes e comprados. A esperar um “observatório!” que, pelo que li, será na WEB. Um fórum de discussão nascido, controlado e direcionado pelo Governo!

No mundo todo os jovens usam a WEB para exigir direitos e para exercer a inconformidade. No lulopetismo, serão monitorados. E estão contentes com isto.

Os artífices desta aberração terão sucesso? Não creio.

Esse tipo de delírio fez com que o PT acreditasse na popularidade de 115% de Dilma e Lula, imaginasse que o “povo” seria acionado quando e como quisesse, não entendesse a voz das ruas e continuasse a crer que os comprados são a maioria. Não são.

Será que os marqueteiros do Planalto (auxiliados pelas duas maiores nulidades da história política do Brasil, o senador da irrevogabilidade revogável e da compra de dossiês com a marca de Amauri Jr. e o outro ─ o carola do capeta ─ que tem que explicar até homicídio!) não entenderam nada?

Os jovens se sentem agredidos pelos que dizem representá-los. E os não tão jovens se sentem ofendidos pela jogada de perna-de-pau, que além de inócua é imoral.

Eu tenho contato com jovens. Muitos discordam de mim. Mas não conheço ─ no mundo real ─ NENHUM que aceite ser tijolo no muro que o PT pretende construir no Brasil.

O PT continua a acreditar nisso. Não existem mais Ibiúna, a imbecilidade do guerrilheiro da espingardinha de rolha, o eterno covarde José Dirceu. O que existe é uma organização que vende carteirinhas de estudantes e recebe dinheiro do governo. São “estudantes” com mais de 30 anos.

Os jovens que foram às ruas não se emporcalham. Não se vendem. Não desejam um emprego estatal em troca de uma fidelidade de hiena. Não enxergam o futuro pelos atalhos. Não perderam a vergonha.

Eles são originais mesmo quando ─ e principalmente ─ analisam o passado e a experiência anterior. E os questionam.

Os aderentes (os modess do PT) não reconhecem a verdade.

Preferem idolatrar a mentira do Brasil Maravilha que foi desconstruído nas ruas. Buscam reconstruir um muro de Brasília, já que o de Berlim é impossível. Eles ─ os dóceis jovens que perderam a juventude aos 20 anos ─ terão tempo para mudar. Não sei se terão dignidade para tanto.

Por hoje, valem a vergonha e rendição incondicional em uma mesa de reunião com um governo que saca do talão de cheques quando precisa ter apoio. Dos jovens. Ou os que se dizem jovens.

Até esta herança maldita o PT nos legou.

Não, juventude não é isto. Pode ser qualquer outra coisa, menos a idade onde os sonhos são extravasados e transformados em bandeiras de luta.

Nunca em panos de chão da Era da Mediocridade.

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27/06/2013

às 8:28 \ Sanatório Geral

Estudante amestrada

“Há grupos de direita organizados nas manifestações para hostilizar a militância de esquerda”.

Vic Barros, presidente da União Nacional dos Estudantes Amestrados, antiga UNE, ensinando que todo manifestante que protesta contra a corrupção impune é de direita.

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05/06/2013

às 3:23 \ Sanatório Geral

Pelegagem independente

“A UNE tem como concepção ser independente de partidos, reitorias e governo”.

Vic Barros, militante do PCdoB que acaba de assumir a presidência da União Nacional dos Estudantes Amestrados (UNEA, antiga UNE), garantindo que pelegos que vivem de favores do governo não têm compromisso com ninguém.

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