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UNE

25/04/2015

às 18:55 \ Opinião

J. R. Guzzo: ‘Nós’ somos só isso

Publicado na edição impressa de VEJA

J. R. GUZZO

Há vários anos o Brasil se acostumou a ouvir do governo, das suas principais lideranças e dos chefes do seu partido que o país se divide em dois — “nós” e “eles”. Esse “nós” quer dizer, em resumo, o ex-presidente Lula, seus admiradores e os que mandam hoje na máquina do governo; segundo a visão oficial, representam todas as virtudes possíveis de encontrar na vida pública, e por isso são os únicos que têm o direito de governar. “Eles” são todos os demais, e principalmente quem não concorda com as atitudes e os atos do ex-presidente, do PT e do governo nestes últimos doze anos.

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02/04/2015

às 20:38 \ História em Imagens

A vaia que calou o companheiro Rossetto no congresso da UNE avisa que a Ópera dos Farsantes já irrita até plateias amestradas

Nesta quinta-feira, vários leitores exigiram a divulgação do vídeo que resume o retumbante fracasso protagonizado pelo ministro Miguel Rossetto em 2 de fevereiro. O secretário-geral da Presidência baixou no congresso da UNE com o sorriso confiante de quem saboreia antecipadamente um sucesso de público e crítica. Pronto para ouvir salvas de palmas e gritos de apoio puxados por dirigentes da entidade, foi espancado impiedosamente pelo som da fúria.

Coléricos com a aparição do companheiro gaúcho, os participantes do encontro interromperam o falatório já na primeira frase com uma vaia de assustar Nelson Rodrigues, permeada por berreiros hostis. Atônito, Rossetto retrucou com menções desconexas à direita em geral e à TV Globo em particular. O vídeo de 1 minuto informa: os figurões do lulopetismo, que já caíram fora das ruas, logo estarão distantes também de auditórios. A Ópera dos Farsantes ficou insuportável até para plateias amestradas.

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13/04/2014

às 7:24 \ O País quer Saber

Especial VEJA: José Serra — “Encerra, Serra. Encerra”

Publicado na edição impressa de VEJA

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Seis meses antes do golpe, o presidente da União Nacional dos Estudantes, um jovem chamado José Serra, reuniu-se com o presidente João Goulart no Rio de Janeiro. Em nome da Frente de Mobilização Popular, união de grupos de esquerda que apoiava o governo, exigiu que Jango desistisse do projeto que instituía o estado de sítio, uma das muitas de suas fracassadas artimanhas. Ouviu uma resposta surpreendente: “Olha, jovem, tu não precisas te preocupar porque já tomei providências para retirar. Não deixem essa notícia circular, pois vou anunciar depois de amanhã. Mas o estado de sítio não era para agredir vocês, não era contra o povo. Agora, vou lhe dizer uma coisa: eu não vou terminar este mandato, não. Não chegarei até o fim”.  O líder estudantil pressentiu o fim. “Fiquei assombrado ao ouvir do presidente, conformado, uma convincente previsão pessimista sobre o destino do seu mandato. Em nenhum momento mais, essa ideia me abandonou”, conta Serra.

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03/01/2014

às 19:00 \ O País quer Saber

No dia das manifestações organizadas por quem se apresenta como representante do povo, povo foi o que menos se viu

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PUBLICADO EM 12 DE JULHO


BRANCA NUNES

Em vez dos cartazes de cartolina com dizeres manuscritos – NÃO SÃO SÓ 20 CENTAVOS, QUEREMOS HOSPITAIS PADRÃO FIFA, TOLERÂNCIA ZERO PARA A CORRUPÇÃO e várias reivindicações bem humoradas –, banners, a grande maioria vermelhos, com slogans como “O petróleo é nosso”, “Não à terceirização”, e “Pela taxação das grandes fortunas”. Em vez das bandeiras do Brasil e das caras pintadas de verde e amarelo, estandartes da CUT, da Força Sindical, do Sindicato dos Comerciários, do PSOL, da UNE, do PSTU, do MST e de dezenas de partidos e movimentos sociais. Em vez de palavras de ordem cantadas em coro, berros individuais vindos do carro de som.

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02/07/2013

às 10:09 \ Feira Livre

Reynaldo-BH: Os jovens que estão nas ruas não têm nada a ver com a UNE e o PT

REYNALDO ROCHA

“O mais tolo de todos os erros ocorre quando jovens inteligentes acreditam perder a originalidade ao reconhecer a verdade já reconhecida por outros.” (Goethe).

Qual a característica marcante de um jovem? Certamente a inconformidade. Que se traduz na crítica (por vezes ácida), pelo desejo de lutar (mesmo que por vezes por caminhos irreais) e na iconoclastia (mesmo que alguns ídolos sejam até jovens).

Nada afronta mais o que Nelson Rodrigues chamava ─ ironicamente ─ de “um mal que se cura com a idade” do que a venda de valores, a adesão a poderosos e a idolatria a quem os usam como sangue novo em velhos zumbis.

Vampiros preferem o sangue dos jovens. Pagam por eles, segundo a literatura de terror. E a vida, por vezes, imita a ficção.

A “vampirização” de Dilma e asseclas é tão evidente que, ao menos isso, os jovens deveriam “reconhecer a verdade já reconhecida por outros”, como dizia Goethe. Até por que alguns dos não jovens já foram vampirizados por outros. Em passado não muito distante.

A UNEA (Apud Augusto Nunes ─ União Nacional dos Estudantes Amestrados), que se mantinha calada e escondida, deu as caras. Com ela a Juventude do PT, UBES, Marcha das Vadias, etc.

Todos com bandeiras debruçadas na mesa de reunião. E com o sorriso dos rendidos adorando Dilma, Gilbertinho e Mercadante.

Cordatos, contentes e comprados. A esperar um “observatório!” que, pelo que li, será na WEB. Um fórum de discussão nascido, controlado e direcionado pelo Governo!

No mundo todo os jovens usam a WEB para exigir direitos e para exercer a inconformidade. No lulopetismo, serão monitorados. E estão contentes com isto.

Os artífices desta aberração terão sucesso? Não creio.

Esse tipo de delírio fez com que o PT acreditasse na popularidade de 115% de Dilma e Lula, imaginasse que o “povo” seria acionado quando e como quisesse, não entendesse a voz das ruas e continuasse a crer que os comprados são a maioria. Não são.

Será que os marqueteiros do Planalto (auxiliados pelas duas maiores nulidades da história política do Brasil, o senador da irrevogabilidade revogável e da compra de dossiês com a marca de Amauri Jr. e o outro ─ o carola do capeta ─ que tem que explicar até homicídio!) não entenderam nada?

Os jovens se sentem agredidos pelos que dizem representá-los. E os não tão jovens se sentem ofendidos pela jogada de perna-de-pau, que além de inócua é imoral.

Eu tenho contato com jovens. Muitos discordam de mim. Mas não conheço ─ no mundo real ─ NENHUM que aceite ser tijolo no muro que o PT pretende construir no Brasil.

O PT continua a acreditar nisso. Não existem mais Ibiúna, a imbecilidade do guerrilheiro da espingardinha de rolha, o eterno covarde José Dirceu. O que existe é uma organização que vende carteirinhas de estudantes e recebe dinheiro do governo. São “estudantes” com mais de 30 anos.

Os jovens que foram às ruas não se emporcalham. Não se vendem. Não desejam um emprego estatal em troca de uma fidelidade de hiena. Não enxergam o futuro pelos atalhos. Não perderam a vergonha.

Eles são originais mesmo quando ─ e principalmente ─ analisam o passado e a experiência anterior. E os questionam.

Os aderentes (os modess do PT) não reconhecem a verdade.

Preferem idolatrar a mentira do Brasil Maravilha que foi desconstruído nas ruas. Buscam reconstruir um muro de Brasília, já que o de Berlim é impossível. Eles ─ os dóceis jovens que perderam a juventude aos 20 anos ─ terão tempo para mudar. Não sei se terão dignidade para tanto.

Por hoje, valem a vergonha e rendição incondicional em uma mesa de reunião com um governo que saca do talão de cheques quando precisa ter apoio. Dos jovens. Ou os que se dizem jovens.

Até esta herança maldita o PT nos legou.

Não, juventude não é isto. Pode ser qualquer outra coisa, menos a idade onde os sonhos são extravasados e transformados em bandeiras de luta.

Nunca em panos de chão da Era da Mediocridade.

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27/06/2013

às 8:28 \ Sanatório Geral

Estudante amestrada

“Há grupos de direita organizados nas manifestações para hostilizar a militância de esquerda”.

Vic Barros, presidente da União Nacional dos Estudantes Amestrados, antiga UNE, ensinando que todo manifestante que protesta contra a corrupção impune é de direita.

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05/06/2013

às 3:23 \ Sanatório Geral

Pelegagem independente

“A UNE tem como concepção ser independente de partidos, reitorias e governo”.

Vic Barros, militante do PCdoB que acaba de assumir a presidência da União Nacional dos Estudantes Amestrados (UNEA, antiga UNE), garantindo que pelegos que vivem de favores do governo não têm compromisso com ninguém.

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29/01/2013

às 19:58 \ Direto ao Ponto

A pelegagem da UNE demorou dois dias para incluir a língua portuguesa entre as vítimas da tragédia de Santa Maria

A direção da União Nacional dos Estudantes Amestrados (a UNEA, antiga UNE) demorou dois dias para redigir um manifesto de 340 palavras sobre a tragédia de Santa Maria. Zero em produtividade: sete palavras por hora. Zero em conteúdo: o texto tem a consistência de um improviso de Dilma Rousseff e é tão sincero quanto uma declaração de Michel Temer. E zero em português: em nenhum momento a língua portuguesa é poupada de socos e pontapés.

Seguem-se, grifados, sete parágrafos, acompanhados por observações em negrito do colunista:

A União Nacional dos Estudantes acompanha consternada a tragédia que vitimou 231 pessoas na cidade de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul, na madrugada do dia 27 de janeiro. (A tragédia “vitimou” muito mais que 231 pessoas. Os mortos já são 234. Já que para a UNEA parente não é vítima, poderia ter incluído na conta ao menos os feridos em estado grave.)

O presidente da UNE, Daniel Iliescu, e alguns diretores da entidade estão na cidade de Santa Maria para prestar solidariedade e todo o tipo de apoio que for preciso. (O parágrafo anterior já informou que Santa Maria é uma cidade. O artigo o entre “todo” e “tipo” faz tanto sentido quanto a presença de José Genoíno numa festinha de batizado.)

Junto às autoridades responsáveis, a UNE se coloca à disposição (à disposição de quem?) para levar conforto a todos os familiares e garantir a devida assistência também aos que ainda se encontram internados, alguns em estado grave. (Os feridos que a tragédia não “vitimou” no segundo parágrafo foram finalmente socorridos.)

Muitos estudantes da UFSM participaram de dois encontros da UNE entre os dias 18 a 26 de janeiro em Recife e Olinda e voltavam para a casa quando tomaram conhecimento do ocorrido e a perda de amigos. (Depois daquele o infiltrado na expressão “todo tipo”, agora foi o artigo a que se intrometeu entre “para” e “casa”. Quem não sabe que se volta para casa precisa voltar imediatamente para o Jardim da Infância.)

A ferida que a tragédia de Santa Maria abriu no coração de todos os brasileiros é incurável. A juventude interrompida e o sonho ceifado de cada uma das vítimas deixou o mundo mais triste. (A juventude interrompida e o sonho ceifado são duas coisas distintas, certo? Imploram por verbo no plural, certo? Esse “deixou”. portanto, só deixou exposta a indigência mental dos responsáveis pelo besteirol. Estão todos obrigados a escrever 100 vezes no quadro negro: DEIXEMOS DE SER IMBECIS. O CERTO É ‘DEIXARAM’)

Para superarmos toda esse sofrimento será necessária uma apuração rápida e competente do caso. É urgente que todos os familiares tenham as respostas corretas e todo o  tipo de assistência e apoio das autoridades. (Pelo menos o sofrimento imposto à gramática seria abrandado com a simples troca de “toda” por “todo”. Mas bem pior é o que vem depois do ponto. Segundo a fórmula que mistura pieguice, cinismo e safadeza,o sofrimento dos familiares será superado assim que o episódio for esclarecido. Os dirigentes da UNEA ignoram que essa é a dor que não passa. Pode tornar-se menos aflitiva se os responsáveis por quase 250 homicídios culposos forem identificados e punidos. O manifesto faz de conta que foi coisa do destino. E não cobra o enquadramento de ninguém por medo de tropeçar em parceiros e cúmplices dos gigolôs da meia-entrada.)

Registramos também a nossa mais importante homenagem, que é para todos aqueles que em um instinto heroico ajudaram a salvar vidas durante o resgate das vítimas. (É preciso decifrar o enigma feito de seis palavras: “aqueles que em um instinto heroico”. O redator talvez tenha confundido “instinto” com “instante”. Talvez tenha estudado português junto com Lula. Talvez seja apenas uma das bestas quadradas que abundam no viveiro de estudantes profissionais.)

Distanciam-me da pelegagem da UNEA numerosas divergências de ordem política e ideológica, claro. Nenhuma é tão profunda quanto as diferenças de ordem gramatical. Quanto valem ideias de gente que não consegue ser inteligível quando tenta escrever quais são? Nada.

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28/12/2012

às 12:00 \ Sanatório Geral

Gatuno assumido

PUBLICADO EM 26 DE JUNHO

“A UNE é uma entidade privada. Não precisa explicar como gasta seu dinheiro”.

Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes Amestrados, antiga UNE, sobre os R$ 44 milhões liberados pelo governo em 2010 para a construção da sede da entidade, avisando que quem luta pela implantação do paraíso socialista tem o direito de comer e beber  o dinheiro dos pagadores de impostos sem dar explicações a ninguém.

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06/11/2012

às 17:33 \ Sanatório Geral

Tudo explicado

“A UNE nem ama nem odeia, mas reivindica respeito por sua história”.

Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes  Amestrados, antiga UNE, ao comentar a condenação de José Dirceu pelo Supremo Tribunal Federal em entrevista ao Estadão desta terça-feira, explicando que a entidade não tem sentimentos, mas acha que todo criminoso companheiro deve ser absolvido.

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