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Unasul

04/12/2010

às 3:26 \ Sanatório Geral

Bolívar-de-hospício

“Agora você já tem o número do meu telefone. Ligue sempre que quiser”.

Hugo Chávez, na reunião da Unasul na Guiana, presenteando o presidente colombiano Juan Manuel Santos com o número do telefone secreto que, no Brasil, só é conhecido por Lula, Marco Aurélio Garcia e Dilma Rousseff.

27/11/2010

às 23:14 \ Sanatório Geral

Vadiagem coletiva

“Peço desculpas porque o Brasil, pelo que representa na América do Sul, já deveria ter aprovado. A ratificação é uma questão de tempo, e não ocorreu porque não havia quorum na Câmara, já que os deputados não reeleitos estão chorando e os que ganharam não tomaram posse”.

Lula, na Guiana, ao tentar explicar por que o Brasil ainda nem assinou o tratado que oficializa a fundação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), sem confessar que, se o Legislativo aprovasse alguma coisa, seria preciso esperar a volta ao local de trabalho do presidente que, em maio, abandonou o emprego para virar animador de palanque.

24/11/2010

às 2:44 \ Sanatório Geral

Loucura epidêmica

“O fato é que DEM, PSDB e PPS são contra a Unasul, não querem a soberania da América do Sul, são servidores dos EUA”.

Doutor Rosinha, deputado federal pelo balcão paranaense do Partido dos Trabalhadores, contaminado por um tipo de loucura que se manifesta com maior intensidade em Cuba, na Venezuela e em reuniões do PT.

26/02/2010

às 22:00 \ Sanatório Geral

É isso aí

“A Celac oferecerá mais oportunidades aos chefes de governo da América Latina e do Caribe para se louvarem uns aos outros, ou para trocarem desaforos, como tem ocorrido ultimamente, e mostrar a língua para os americanos. Essa parece a sua única razão de ser, além, naturalmente, de servir de palco para canções diplomáticas de protesto e desfile de guayaberas ─ uniforme oficial da nova entidade”.

Trecho do editorial do Estadão desta quarta-feira, resumindo com admirável precisão a que se prestam a recém-fundada Celac, a Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa), Aliança Bolivariana (Alba), a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e outras inutilidades sugeridas por Hugo Chávez e endossada pela subserviência dos vizinhos.

16/09/2009

às 14:10 \ Sanatório Geral

Serviçal disciplinado

“O texto do acordo deveria ter deixado claro que as bases americanas na Colômbia não serão usadas para ataques a outros países da região”.

Celso Amorim, Homem sem Visão de Maio, estafeta  de Hugo Chávez e chanceler mirim do Brasil, enquanto passava a ferro o terno do colega venezuelano num intervalo da reunião da Unasul.

30/08/2009

às 20:27 \ Direto ao Ponto

O fiasco do Supermacunaíma no botequim em Bariloche

Se estivesse em Bariloche, Barack Obama não teria reconhecido o cara. Chegou sorridente, mas atravessou a reunião emburrado, não contou piadas nem fez gracejos, irritou-se com companheiros, não sorriu sequer quando agarrou o microfone, seu brinquedo preferido. O que houve com o brasileiro que sempre foi o mais animado da turma? Transmissão ao vivo, soube-se no fim da reunião da  Unasul. Nada a ver com virus e gripes. Transmissão ao vivo pela TV, esse foi o problema que acabou expondo aos olhos dos parceiros um Lula que desconheciam.

Em transmissões ao vivo, explicou ainda amuado, “as pessoas ficam mais preocupadas com seu público interno e não falam o que pensam e o que sentem”.  O Exterminador do Plural pronunciou com ênfase a consoante final de essas e pessoas para driblar o singular revelador: “essas pessoas” eram uma só. Lula falava de Lula. Ninguém mais ficou perturbado com câmeras e luzes vermelhas. Todos foram o que são. O encontro reproduziu, nitidamente, a cara feia e assimétrico da América do Sul.

Bem menor que a outra, a face civilizada exibe a chilena Michelle Bachelet e o colombiano Alvaro Uribe. Michelle sempre fica no seu canto. Cabe a Uribe enfrentar a turma das cavernas. É o único que, além de parecer presidente, pensa e age como tal. Tomara que não seja contaminado pela epidemia do terceiro mandato. Se escapar, sua esplêndida solidão terá provado que mesmo nestes tempos escuros houve vida política inteligente no sul da América..

Altivo, paciente, didático, Uribe começou o pronunciamento avisando que não estava ali como réu, mas como chefe de governo de uma democracia soberana. E deixou claro que o barulho sobre as sete bases que abrigarão 1.400 militares e civis americanos é outra esperteza diversionista de quem tem muitos pecados a ocultar e muita gente a enganar. Dos vizinhos, lembrou, recebe manifestações de pesar depois de algum atentado.  Ajuda efetiva, só dos EUA. Os integrantes da Unasul ou ficam de braços cruzados ou estendem a mão solidária ao inimigo que trocou a  fantasia comunista pelo comércio de drogas. A guerra contra o narcotráfico vai continuar e as Farc serão liquidadas, comunicou Uribe.

A Colômbia não tem pendências territoriais a resolver, não ameaça ninguém. O perigo não mora lá. Mora ao lado, e vai tornando cada vez mais repulsiva a face primitiva da América do Sul.  Lembra a cara de um botequim sem gerente. Quem fazia de conta que exercia essa função é o único que se expressa numa lingua parecida com o português. Agora ficou claro que Lula é apenas mais um no meio da turma que berra, murmura, desconversa ou se omite em mau espanhol. Manda no botequim o garçom Hugo Chávez, chefe do boliviano Evo e do equatoriano Rafael. Eles servem à freguesia o que lhes vem à cabeça. Ninguém reclama.

Fiel a seu estilo, também fora do Brasil Lula sobe ao cadafalso para fingir que vai salvar da guilhotina o inocente enquanto cumprimenta o carrasco. O governo colombiano apreendeu num acampamento das Farc armas de fabricação sueca compradas pela Venezuela. Uribe pediu explicações. Silêncio no Itamaraty. Chávez revidou com a falácia de que o acordo entre a Colômbia e os Estados Unidos ameaça a região. Berros solidários no Itamaraty. Nenhum sussurro sobre os bilhões de dólares que o comandante bolivariano vem torrando em armas soviéticas. Nada sobre o noivado entre Chávez e o Irã.

Só pode ser praticada nas sombras uma política externa covarde, ambígua, malandra. Pega mal mostrar ao mundo que o Brasil é comparsa de farsantes que procuram o futuro num passado que não deu certo. Compreensivelmente, Lula limitou-se a balbuciar banalidades, recitar lugares comuns e propor reuniões com Obama. Transmitido ao vivo, o falatório revelou que o cara é um brasileiro fantasiado de Supermacunaíma. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

29/08/2009

às 23:09 \ Sanatório Geral

O Império tremeu

“Pra bom entendedor, poucas palavras bastam”.

Celso Amorim, chanceler voluntário da Venezuela, depois de avisar em 200 entrevistas que a declaração final da reunião da Unasul só não iria xingar a mãe do Obama ao pegar pesado contra “as bases americanas na Colômbia”, tentando explicar por que as cinco palavras ficaram fora do documento.

29/08/2009

às 14:39 \ Sanatório Geral

A Bolívia quer briga

“Não podemos permitir uma presença militar estrangeira em nosso território. É um mandato nobre e sagrado que nos dão os nossos povos. Pensar que este acordo é melhorar uma guerra contra as drogas, eu duvido. Uma presença militar serve apenas para controlar a política de outros países”.

Evo Morales, um gorro inca no lugar da cabeça, ordenança do generalíssimo Hugo Chávez, pronto para enforcar o imperialismo ianque e o capitalismo colombiano com colares de folhas de coca, recitando direitinho o que a reencarnação de Simon Bolivar mandou que decorasse em cinco dias.

29/08/2009

às 6:39 \ Sanatório Geral

Estadista incompreendido

“Cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém”.

Lula, na reunião da Unasul, encerrando o palavrório sobre o acordo entre a Colômbia e os EUA com uma tese tão refinada que, como costuma ocorrer a estadistas muito à frente do seu tempo, nenhum presidente entendeu.

29/08/2009

às 0:10 \ Sanatório Geral

Transmissão perigosa

“Eu na verdade não gostaria que esta reunião tivesse sido transmitida ao vivo, porque quando são transmitidas ao vivo as pessoas não falam o que pensam e o que sentem”.

Lula, na reunião da Unasul em Bariloche, confessando que nunca diz em público o que pensa e sente.


 

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